quinta-feira, dezembro 18, 2008

Das desventuras de um pobre "ofidiofóbico" perante o "Público" de hoje

Confesso já pelo menos uma vez a Divina Providência ter por mim intercedido em caso semelhante, algo aliás um pouco estranho dada a minha ausência de crença. Preparava-me, em Paris, para ver o primeiro “Indiana Jones” quando alguém me informou sobre as “bichas” imensas para as bilheteiras. Umas semanas mais tarde, já por cá, tentei de novo e, chegado perto do desejo, fui informado já não havia bilhetes. Sim, porque dantes os cinemas até esgotavam a lotação! Até que alguém, não me lembro quem mas certamente um benfeitor avisado, me disse quase em pânico: “mas tu nem penses em ir; o “gajo” cai num sítio cheio de cobras”!!! Pois, sofro de ofídiofobia, ou seja, a fobia dos répteis, estejam eles em fotografia, no zoo, no cinema e em “directo e ao vivo” é melhor nem falar! É que até podem ser enguias ou a moreia do Oceanário, que o caso nem por sombras se aligeira. Claro que o pavilhão dos répteis, esse, o de Sete Rios, escusado será dizer é território proibido, tal qual cemitério índio, onde filhos tinham sempre que encontrar quem por mim os acompanhasse. Netos? Esses têm muitos com quem ir!

Bom, mas hoje – lá está – a Divina Providência quis novamente interceder por este seu servo, o que significa que lá pelo Além devem ter os ateus – ou este ateu – por boa conta: quando cheguei ao meu fornecedor habitual para comprar os jornais, fui informado por estes dias não receberão o “Público” (já agora, também “A Bola”), vá lá saber-se porquê. Acho que por um qualquer conflito com o distribuidor, não importa. O problema, o magno problema, é que não tomei tal coisa como um sinal do meu “Anjo da Guarda”, talvez por não me dedicar a ouvir o Variações há já algum tempo. Lá me meti ao caminho e tratei de procurar o “Público” onde o houvesse. Só nessa altura, ao comprá-lo, me apercebi de como os Altos Céus me queriam proteger: na primeira página, olhando-me fixamente, lá estava em grande destaque uma repelente víbora, ainda por cima verde. Dobrei o jornal com a primeira página para dentro e, na primeira oportunidade e sem que alguém desse por isso, não fosse o Diabo tecê-las, rasguei de imediato essa primeira página e ofereci-a ao primeiro contentor que encontrei pelo caminho. Que raio, eu sei que já por aqui tenho criticado o “Público” e o seu director Fernandes, mas pensava tinham fair play suficiente para aceitar a discordância, até porque já por várias vezes este blog tinha tido o gosto de por lá ver excertos de posts seus. Sim, eu sei que a vingança se serve fria. Mas assim, tão congelada? É que não havia mesmo necessidade...

E pronto, se virem por aí uma primeira página do “Público” de hoje rasgada... fui eu! Ouviu, José Manuel Fernandes? E, já agora, importa-se de não repetir!?

3 comentários:

Karocha disse...

eheheheh
é o que eu digo, não conseguimos altercar,cobras para mim só sapatos e carteiras :-)

VdeAlmeida disse...

Ah! Pois eu acho que esse "pó" se estende aos lagartos!!!

JC disse...

Não é verdade!, meu caro VdeAlmeida. Vi mtºs jogos do Sporting, com bilhete de acompanhante de sócio no Alvalade antigo, pois tinha amigos "lagartos". Não tenho especial desejo que percam nos jogos europeus (isso reservo para o FCP) e acho têm uma gestão competente. Inclusivamente, o jogo que tenho mais pena de não ter visto na vida - não quis ir c/ o meu pai pois pensava estava a eliminatória arrumada - foi o célebre SCP- Man. United, dos 5-0!
Como vê...