domingo, janeiro 20, 2013

Seguro e a velha história de frei Tomás

António José Seguro declarou ontem no seu discurso de encerramento do Laboratório de Ideias e Propostas para Portugal (que raio de nome!) que o PS queria que "os portugueses voltassem a acreditar na política e nos políticos". E acrescentou queria contribuir para tal "com actos e não com palavras". Deixemos de lado que ao anunciar tal intenção por palavras Seguro esteja desde logo a contradizer-se, mas sejamos complacentes neste ponto. Mais importante é que o secretário-geral do PS é um político, experiente (aliás, nunca fez outra coisa na sua vida profissional, e isto não é uma crítica), e não sendo a confiança nos políticos e na política uma questão de fé ou crença, Seguro tem forçosamente de assumir uma papel muito importante na construção dessa ligação de confiança, que - diz - pretende seja baseada em actos e não em palavras,

Ora mesmo não dando demasiada importância a não se perceber muito bem como se materializaria, na actual conjuntura europeia, a tal "agenda para o crescimento" proposta pela direcção do PS (não basta ter razão, é preciso apresentar medidas concretas e ter a capacidade e a possibilidade de as aplicar), o que tivemos da parte de Seguro, nos últimos tempos, foram dois "faux pas" comprometedores, que desmentem essa "soit-disant" sua intenção de fazer com que os portugueses voltem a acreditar na política e nos políticos: em primeiro lugar, a "gaffe" da ADSE, com a dupla Seguro/Zorrinho a fecharem o assunto a cadeado enquanto Correia de Campos e Álvaro Beleza, que não são personagens menores mas "apenas" dois dos dirigentes do PS melhor preparados nessa área, abriam uma necessária e estimulante discussão; em segundo lugar, a candidatura de João Cordeiro, presidente quase eterno da Associação Nacional de Farmácias e "inimigo jurado" do ministro Correia de Campos, à presidência da Câmara Municipal de Cascais, reveladora de total falta de memória e/ou escrúpulos políticos e de uma completa promiscuidade entre os negócios, o partido e a política. Aliás, ao ouvir João Cordeiro na sua entrevista deste fim de semana à TSF, tive até dificuldade em perceber se o entrevistado falava como presidente da ANF, candidato autárquico ou assumindo ambos os papéis, à vez ou simultaneamente. 

Estamos, portanto, e uma vez mais, perante a tal velha história de frei Tomás, desta vez aplicada a António José Seguro: "ouve o que ele diz, mas não faças o que ele faz". O pior é que, em política, sabemos demasiado bem onde isso nos trouxe ou poderá ainda vir a conduzir.

3 comentários:

murphy V. disse...

A pergunta que falta um jornalista fazer a AJ Seguro para saber da sua preparação para governar:
“Dr. Seguro, qual era em 1995 a despesa anual com juros de Portugal e quanto é actualmente? E, atendendo ao facto de o PS ter governado quase ininterruptamente entre 1995 e 2011 (com apenas 2,5 anos de intervalo de Barroso / S. Lopes), qual é a responsabilidade dos socialistas na situação actual do País?"
http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/01/titulos-vs-corpo-de-noticia-um-tratado.html

Anónimo disse...

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