Uma vez mais, e peço desculpa pela insistência:
- Não me parece alguém que se candidate às Lusófonas e semelhantes desta vida tenha expectativas do que quer que seja, para além do desemprego, do "call center" ou do "check out" dos supermercados de Soares dos Santos e Belmiro de Azevedo - e neste último caso já será uma sorte. A não ser, claro, que esteja inscrito numa "jota" ou a família tenha onde o empregar.
- O primeiro-ministro está a encarar o assunto pelo lado errado, contribuindo, ele sim, criando expectativas infundadas, para que os licenciados por essas universidades se possam vir a sentir defraudados. Como aqui disse - e é aí que tudo começa e acaba - o problema é que nas carreiras e admissões para o Serviço Público - e é por esse lado que Passos Coelho deveria começar -, e ao contrário do que acontece no sector privado, não existe uma "hierarquia" (digamos assim) de cursos universitários, sendo todos eles, independentemente da sua credibilidade e valor efectivo, tratados por igual. Acresce que a progressão nas carreiras é feita, primordialmente, em função de ser ou não licenciado e da nota do respectivo curso, e não duma efectiva avaliação das competências e trabalho prestado. Assim sendo, o curso, em vez de ser um meio de aquisição de técnicas e conhecimentos que possibilita a quem o possui estar muito melhor preparado para desempenhar com eficácia as suas funções e desse modo ir progredindo na carreira, transforma-se apenas numa chave-mestra para, "abracadraba", abrir qualquer fechadura. Enquanto for assim, nada a fazer.
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