sexta-feira, abril 20, 2007

Disse "Inglês Técnico"?

Recebi há pouco, via internet (deve andar por aí a circular) a já célebre prova de “Inglês Técnico”, devidamente corrigida, do primeiro-ministro José Sócrates (que raio, faz-me sempre alguma confusão que o homem não assine nem seja referido com e pelos apelidos). Bom, vamos passar por cima dos erros e imperfeições, pois estão lá assinalados (alguns) e já muita gente se debruçou sobre o assunto. Vamos mesmo muito para além disso. O que, de facto, me faz alguma confusão e me intriga é o facto de existir num curso de engenharia, ainda por cima no último ano, uma cadeira de “Inglês Técnico”. “Inglês Técnico”? É que, “cá para mim”, inglês suficiente já qualquer aluno, neste nível, deve saber (e a Universidade Independente pensa o mesmo, pois esta era apenas uma cadeira que versava sobre uma área específica da língua o que pressupõe um domínio já razoável da mesma) , e o vocabulário técnico, em minha opinião que gosto de pensar “coisas”, devia ser adquirido ao longo do curso, na consulta de bibliografia publicada na língua original. Ou não será assim? Inglês Técnico”? Fazer redacções e ditados no último ano de uma universidade de engenharia? Mesmo aquela? Mas está mesmo tudo doido? Oh, homem!, faça mas é o “Proficiency” do “Britânico”, engate umas “bifas” e, entretanto, leia uns livros em inglês! Verá que resulta. Dá trabalho, claro - mas também algum prazer - mas lá que resulta, resulta!

2 comentários:

João Cília filho disse...

A cadeira era do 1º ano, mas como o homem era do ISEL e o ISEL n tinha esta cadeira, ele teve de fazê-la no último ano da UNI. Concordo que Inglês num curso de Engenharia não faz mto sentido, ainda para mais qd se resume a um simples texto (que por sinal está muito fraquinho). A questão é que se formos ver o plano curricular dos cursos na UNI, existem muitas cadeiras que não fazem sentido! Não é só o Inglês!!

Bianca Castafiore disse...

Hum... "engate umas bifas"??
JC, how shocking!... ;)
ehehe