domingo, Janeiro 30, 2011

Orçamentos dos clubes portugueses e franceses e modelo competitivo

Não, não vou comparar o incomparável, isto é, os orçamentos dos clubes da Liga portuguesa (LPFP) com os da Premiership ou da Liga espanhola. Fiquemo-nos por algo um pouco mais modesto, fazendo a comparação com a Liga francesa. De acordo com esses números, FCP e SLB, com orçamentos a rondar os 50M (não encontrei números exactos para esta época), ocupariam uma posição abaixo do 7º lugar no “ranking” orçamental, algures entre o AS Monaco e o Stade Rennes. Quanto ao SCP,com os seus cerca de 20 e poucos milhões, contentar-se-ia com um... 19º e penúltimo lugar. Resta acrescentar que o orçamento mais baixo da Ligue1, o do quase desconhecido Arles-Avignon (18M), é cerca de duas vezes e meia superior ao do SC Braga, que disputou a fase de grupos da Champions League, e que o orçamento do Istres, o mais baixo entre os clubes da Ligue2, andará pelo nível dos clubes madeirenses, Marítimo e Nacional.

Conclusões? Volto à minha “vaca fria”: o actual modelo competitivo do futebol profissional, baseado nas Ligas nacionais e herdado da primeira metade do século XX, de um futebol cujas receitas eram locais e se baseavam na quotização dos associados e na “bilheteira”, é incomportável para os maiores clubes dos pequenos países, sendo necessário à sua sobrevivência um modelo que lhes permita o acesso à partilha de receitas do mercado mundial.

2 comentários:

VdeAlmeida (YardBird) disse...

Também penso que se deveria desde já ponderar da viabilidade de uma liga Ibérica.
Mas é óbvio que a ela só teriam acesso 4 ou 5 clubes nacionais. Imagine-se o que seria para os outros todos, a competirem somente entre si, e sem as receitas que lhes proporcionam as visitas dos 3 "grandes".
Se ontem foi o que se viu numa pretensa "defesa do futebol não profissional"...
Abraço

JC disse...

Sim: SLB, FCP, SCP e VSC e /ou SCB. Os outros apenas "parasitam" estes.