Quando é que esses mesmos sindicatos entendem que para fazerem valer as suas ideias - admito que muitas vezes justas, principalmente nos tempos que vão correndo - num país hoje em dia já bem mais "letrado" e maioritariamente não muito inclinado a demasiadas simpatias pela actividade sindical, não bastam meia-dúzia de ideias e frases feitas e a utilização de um estilo mais ou menos "troglodita", e que isso pode mesmo ser contraproducente? Segundo o coordenador da União dos Sindicatos, existe muita demagogia à volta do assunto. Concordo, mas tenho pena quem o diz não resista à tentação de a alimentar.
Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
segunda-feira, dezembro 02, 2013
Os estaleiros de Viana e a intervenção de um sindicalista
Quando é que esses mesmos sindicatos entendem que para fazerem valer as suas ideias - admito que muitas vezes justas, principalmente nos tempos que vão correndo - num país hoje em dia já bem mais "letrado" e maioritariamente não muito inclinado a demasiadas simpatias pela actividade sindical, não bastam meia-dúzia de ideias e frases feitas e a utilização de um estilo mais ou menos "troglodita", e que isso pode mesmo ser contraproducente? Segundo o coordenador da União dos Sindicatos, existe muita demagogia à volta do assunto. Concordo, mas tenho pena quem o diz não resista à tentação de a alimentar.
quarta-feira, novembro 27, 2013
Um aviso ao governo
domingo, outubro 20, 2013
A CGTP e a "manif" de ontem
domingo, outubro 13, 2013
O impasse da CGTP
sexta-feira, outubro 11, 2013
Ainda a CGTP e a ponte
terça-feira, outubro 08, 2013
A CGTP e a sociedade do espectáculo
quarta-feira, setembro 25, 2013
E como vamos de política?
- Passo no Rossio quando na placa central se realiza uma manifestação de aposentados da Função Pública com gente afecta ao PCP e "compagnons de route". Poucas centenas de manifestantes, mesmo muito poucas e ainda menor combatividade. Tantas vezes PCP e CGTP convocaram os seus filiados apenas "porque sim", por vezes por puro conservadorismo outras, simplesmente, para testar e manter viva a sua capacidade de mobilização, sem conseguirem alcançar nenhum resultado assinalável, que agora, quando o governo põe em causa o valor da pensão que muitos deles já há anos recebem, quando o "lobo mau" parece ter finalmente chegado, já poucos acreditam a sua mobilização conseguirá inverter o estado actual das coisas.
- António Costa tem tudo para alcançar um resultado retumbante em Lisboa: boa imagem junto de muito do eleitorado de centro-direita e direita, com excepção da "vanguarda revolucionária" "passista"; capacidade de diálogo à esquerda" numa cidade onde PCP e "Bloco de Esquerda" contam; um trabalho visto como razoável à frente da autarquia; uma candidatura PSD/CDS, com Seara, Carlos Barbosa e Teresa Leal Coelho, desastrada e que mais parece um péssimo filme de terror da "série B" (sem ofensa para estes); por último, a crença de que o voto em Costa é também, pelo menos em alguma medida e para além de um voto contra o governo, um voto contra António José Seguro, ou pelo menos um aviso à sua liderança. O seu único adversário sério será mesmo a abstenção, mas até S. Pedro parece estar a dar uma ajuda.
sexta-feira, maio 24, 2013
A CGTP e a "greve conjunta"
terça-feira, janeiro 29, 2013
Arménio Carlos para o MDP/CDE. Já!
quarta-feira, novembro 14, 2012
Reflexão em torno da greve geral
sábado, setembro 29, 2012
A "manif", Borges e Teixeira da Cruz
quinta-feira, março 22, 2012
A greve (2)
CGTP acusa Governo e patrões de pressão para não se exercer direito à greve
A greve...
segunda-feira, fevereiro 13, 2012
A "manif"
terça-feira, janeiro 17, 2012
O acordo (para já)
quinta-feira, novembro 24, 2011
À atenção de CGTP e UGT
segunda-feira, agosto 08, 2011
Contestação em Setembro?
quinta-feira, setembro 30, 2010
A manif. da CGTP
Não estão obviamente em causa o agradecimento, respeito e solidariedade que todos – repito, todos -, enquanto sociedade, lhes devemos; mas estamos aqui longe, muito longe da mensagem de progresso e de futuro de que eram portadoras, nas suas demonstrações públicas de luta, a burguesia revolucionária do início do século XIX ou o proletariado das primeiras décadas do século XX.
quarta-feira, setembro 15, 2010
As notícias que chegam de Cuba e o PCP
Perante o despedimento de 1/2 milhão de funcionários públicos em Cuba (mesmo com as “nuances” com que a decisão é comunicada), o PCP, CGTP e “ofícios correlativos” têm ,a partir de agora , de optar por uma de duas soluções: admitem que os despedimentos - mesmo na função pública - perda de vínculo, mobilidade, restruturação das carreiras, etc, etc, podem ser uma solução para resolver alguns problemas da economia e das finanças públicas portuguesas, ou deixam de considerar Cuba como socialista e a defesa da sua “revolução” como uma bandeira, transformando Fidel Castro um renegado a soldo da CIA e admitindo a “revolução” ter sido traída. Aguardo com enorme curiosidade desenvolvimentos futuros. Como é que dizia “o outro”? “Que mais lhes irá acontecer?!...”
terça-feira, abril 27, 2010
Greve...
Bom, existindo, com muita ou pouca razão isso é irrelevante, algum ambiente geral de descontentamento, ampliado e tornado mais visível pela democratização da informação dos últimos anos (“blogues”, comentários on line, fóruns de opinião, tabloidização dos “media”, etc), o que facilita a simpatia com que este tipo de acções é recebida pelos intervenientes mas também por terceiros, mais do que alcançar qualquer benefício directo para os trabalhadores envolvidos neste tipo de movimentações periódicas – o que dificilmente tem acontecido ou acontecerá - elas têm os seguintes e principais objectivos em vista:
- Manter alguma mobilização sindical e política em sectores onde o PCP e a CGTP têm alguma influência, capitalizando o descontentamento existente em seu favor. Tal como nenhum exército se pode manter demasiado tempo inactivo, o tipo de sindicalismo desenvolvido por PCP e CGTP não pode manter-se, crescer ou fortalecer-se sem este tipo de iniciativas, independentemente dos resultados alcançados.
- Criar dificuldades a um governo, já de si e muito por culpa própria, frágil e numa situação interna e externa muito difícil e delicada. Mais, criar também dificuldades à execução do PEC e contribuir para fragilizar o país, o euro e a UE perante os mercados e a especulação financeira.
- Tendo escolhido efectuar a paralização em sectores estratégicos (comunicações), onde mesmo uma pequena mobilização (e em alguns casos – CP – ela foi mesmo significativa) causaria sempre inconvenientes não negligenciáveis a uma boa parte da população e com visibilidade assegurada nos “media”, responsabilizar a política do governo por esses problemas, aumentando o já existente sentimento geral de descontentamento.
O problema para o PS - partido que apoia o governo - é ter deixado que este “programa de actividades”, que, em última análise, configura uma autêntica mobilização anti-regime, tenha transcendido as fronteiras restritas onde habitualmente se acolhia e comece a estender-se a sectores da sociedade onde era tradicionalmente rejeitado. Digamos que governo e Partido Socialista, mas também PSD e CDS, podem vir a ter aqui um problema...