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sexta-feira, maio 24, 2013

A CGTP e a "greve conjunta"

A CGTP é o "braço" do PCP no movimento sindical. Assim sendo, e arvorando-se o PCP em partido/vanguarda da classe operária e atribuindo  o marxismo-leninismo a esta classe o papel histórico do derrube do capitalismo, tal como o "partido" não se dilui na "frente" e esta só tem sentido se por ele hegemonizada, também a CGTP tem como objectivo dominar a cena sindical e fazer com que esse mesmo movimento sindical reflicta, a cada momento, as posições do "partido". E para que o PCP assuma esse papel histórico, atinja esse objectivo, nada pior do que uma UGT autonomizada do poder, mais independente, reformista e que insira a negociação na sua estratégia, não como um objectivo em si mesmo, mas como uma meio para conseguir alcançar alguns objectivos importantes para os trabalhadores e para o movimento sindical. E bastou a mudança do secretário-geral da UGT, cedendo o inconsequente João Proença o seu lugar a um Carlos Silva que, pelo menos, tenta parecer mais independente do poder, para fazer soar as campainhas de alarme e lançar a confusão na Vítor Cordon. 

Digamos que é a esta luz, e acho que apenas a esta, que se deve analisar a reacção de Ana Avoila (assim a modos que um ersatz de Heloísa Apolónia no movimento sindical) à hipótese de uma greve geral conjunta da função pública, tal como é esta mesma estratégia que tem estado na base das recorrentes tentativas do PCP para boicotar o trabalho da comissão de trabalhadores da AutoEuropa, dos poucos, ou talvez o único caso de sindicalismo reformista sério em Portugal. Ignorar isto é ignorar os fundamentos do marxismo-leninismo, a "natureza de classe" do PCP e as práticas que a ambos se subordinam. Difícil é perceber como que vem da esquerda comunista parece não o entender na plenitude. 

quinta-feira, dezembro 20, 2012

O "Gato Maltês" elege a dupla de ex-maoístas do ano


É sabido que muitos ex-maoístas ocupam posições de relevo da vida pública portuguesa, e até já tivemos um primeiro ministro e vários ministros oriundos dessa área. Até o presidente de uma associação patronal - pessoa que prezo, diga-se - iniciou o seu percurso político brandindo o "livrinho vermelho" e dissertando seguramente sobre "A Justa Resolução das Contradições no Seio do Povo". No jornalismo e entre os comentadores políticos a sua presença está mesmo perto de poder ser considerada dominante. Por outro lado, na chamada "esquerda radical", parte dela oriunda dos chamados grupos m-l e sucessora dos seguidores dos "camaradas" Mao Tsé Tung (escrevia-se assim) e Enver Hoxha (parece que agora já não se escreve assim), as lideranças bicéfalas estão na moda e parecem ter assumido o comando. Por isso mesmo - e sempre atento a estas coisas, acrescente-se - o "Gato Maltês" decidiu eleger a sua dupla de ex-maoístas favoritos deste ano de 2012. E pela sua luta sem tréguas em prol da definição de uma linha justa para a edificação do verdadeiro "Tea-Party" português, em que tanto se distinguiram, o prémio vai para... tan, tan, tan ,tan, HELENA MATOS e JOSÉ MANUEL FERNANDES. Longa vida aos "camaradas", pois!

quinta-feira, junho 14, 2012

Liberais de pacotilha

Que a Direcção Geral de Saúde pretenda certificar-se das condições de salubridade e segurança em que vivem as crianças mais jovens e aconselhar nos cuidados a tomar deveria ser considerado como sintoma de civilização: em muitos países mais desenvolvidos, e penso também em Portugal, pelo menos em alguns casos, a Segurança Social visita periodicamente as casas onde vivem crianças e jovens para se assegurarem do modo como são tratadas e cuidadas. Mas, infelizmente, em Portugal não é assim que pensam alguns liberais de pacotilha, muitos deles vindos directamente do totalitarismo marxista-leninista "sem passarem pela casa da partida e sem receberem os dois contos", assustados com o que chamam "o abuso a interferência do Estado na vida dos cidadãos". Devem achar assim afastam e exorcizam um passado que parece teimar em ensombrar as suas vidas. Mas sugiro um "shrink", mezinha individual, talvez fosse remédio bem mais adequado a tanto liberalismo mal assimilado, em vez de continuarem a tentar impor à sociedade a sua visão totalitária de sempre.