Perante o despedimento de 1/2 milhão de funcionários públicos em Cuba (mesmo com as “nuances” com que a decisão é comunicada), o PCP, CGTP e “ofícios correlativos” têm ,a partir de agora , de optar por uma de duas soluções: admitem que os despedimentos - mesmo na função pública - perda de vínculo, mobilidade, restruturação das carreiras, etc, etc, podem ser uma solução para resolver alguns problemas da economia e das finanças públicas portuguesas, ou deixam de considerar Cuba como socialista e a defesa da sua “revolução” como uma bandeira, transformando Fidel Castro um renegado a soldo da CIA e admitindo a “revolução” ter sido traída. Aguardo com enorme curiosidade desenvolvimentos futuros. Como é que dizia “o outro”? “Que mais lhes irá acontecer?!...”
Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
Mostrar mensagens com a etiqueta Fidel Castro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fidel Castro. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, setembro 15, 2010
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Cuba
Só não gostaria de ter dito isto porque, felizmente, já o disse aqui, no "Gato Maltês, a 18 de Agosto de 2007 e a propósito de uma reportagem de Sandra Felgueiras sobre Cuba na RTP 1.
"...Isto, porque é difícil compreender (sem aceitar, esclareça-se) Fídel e a sua ditadura – e o apoio que ainda conseguirá entre o povo cubano – sem perceber o que era a Cuba de Fulgêncio Baptista (mais tarde hóspede da ditadura de Salazar), de “Lucky” Luciano e dos negócios da Mafia (do jogo e da prostituição), a República Dominicana de Rafael Trujillo, as ditaduras sul-americanas e, mais tarde, a Guerra Fria, a crise dos mísseis e a Baía dos Porcos. Foi este o “caldo de cultura” que forjou Fídel e os da Sierra Maestra; foi este caldo de cultura, em conjunto com o exercício totalitário do poder, que forjou o anacronismo actual que é Cuba."
Ainda uma nota adicional: a RTP2 passou recentemente um excelente documentário (salvo erro, em duas partes) sobre as intervenções de Cuba em África durante as lutas pela independência das antigas colónias europeias - e mesmo depois disso. Trata-se de "Cuba, Une Odyssée Africaine", uma co-produção anglo-francesa. É também uma importante contribuição para melhor se compreender a ditadura cubana, pelo menos numa das suas vertentes.
Já agora, seria também muito interessante e uma contribuição inestimável para o mesmo tema se a televisão pública (ou outra qualquer) se dispusesse a produzir algo sobre os acontecimentos de 27 de Maio de 1977 em Angola, onde a intervenção cubana foi decisiva. Digo-o sem esperança, claro, pois os negócios actualmente em curso seguramente o não permitem.
sábado, agosto 18, 2007
Duas reportagens da RTP: Cuba e Pinto da Costa
Duas reportagens recentes da RTP saúdam-se e demonstram o que pode ser o serviço público de televisão - se é que este, no século XXI, justifica a existência de um canal próprio: as reportagem sobre Cuba e sobre o presidente do FCP. Acrescento que por razões diversas e com qualidade desigual. A primeira, sobre a ditadura cubana, infelizmente demasiado superficial e simplista, a fugir para o panfletário, demasiado ao estilo magazinesco de quem foi de férias e conta aos amigos. Assim, arriscou-se apenas a falar para os que a rejeitam e a repelir os convertidos, que espero sejam já poucos. Poderia ser de outra maneira? Talvez, se Sandra Felgueiras, que “saltita” alegremente entre a assessoria de comunicação de sua mãe e a condição de jornalista da RTP, tal qual “elefante de nenúfar em nenúfar”, revelasse outro estofo cultural, melhor preparação política e maior fôlego jornalístico. Isto, porque é difícil compreender (sem aceitar, esclareça-se) Fídel e a sua ditadura – e o apoio que ainda conseguirá entre o povo cubano – sem perceber o que era a Cuba de Fulgêncio Baptista (mais tarde hóspede da ditadura de Salazar), de “Lucky” Luciano e dos negócios da Mafia (do jogo e da prostituição), a República Dominicana de Rafael Trujillo, as ditaduras sul-americanas e, mais tarde, a Guerra Fria, a crise dos mísseis e a Baía dos Porcos. Foi este o “caldo de cultura” que forjou Fídel e os da Sierra Maestra; foi este caldo de cultura, em conjunto com o exercício totalitário do poder, que forjou o anacronismo actual que é Cuba. Dois momentos, contudo, que valem a reportagem e nos fazem sentir um arrepio na espinha, misto de medo do que poderia ser e de alívio por não o ser, aqui, nas nossas confortáveis democracias ocidentais: o louvor dos pioneiros ao regime e a reunião do comité de bairro da “Defesa da Revolução”. Já temos assistido a inúmeros exemplos mais brutais demonstrativos do que é o totalitarismo. Mas poucos que apresentem a brutalidade do totalitarismo, digamos que, de maneira aparentemente tão “natural” e tão “soft”.
A reportagem sobre o presidente do FCP vale, essencialmente, por uma atitude: finalmente, a RTP decidiu enfrentar aquilo que foi, durante anos, um estado dentro do estado. Não sejamos contudo ingénuos: veio depois de outros, como Rui Rio, terem assumido o pioneirismo, da justiça se ter decidido (?) a enfrentá-lo e das críticas de alguns “compagnons de route” anunciarem, também elas, aquilo que parece ser o fim de um ciclo. Talvez também pelo facto da concorrente SIC se ter assumido como sua tribuna de defesa. A reportagem - ou o programa – é, contudo, muito mais do que isso: também um retrato do arrivismo político, económico e social dos últimos trinta anos, da condescendência com que foi aceite e do proteccionismo que conseguiu obter nas instituições da República, fruto da necessidade de, depois das nacionalizações de 1975 e do exílio do “dinheiro velho”, gerar rapidamente uma burguesia empreendedora que estruturasse e se constituísse na base económica do regime. É este modelo - presidente de clube, Câmara Municipal, empresários da região, conivência dos poderes centrais –, demasiadas vezes apresentado como exemplo por políticos e “media”, que acabou por ser reproduzido e se estruturou em muitas das cidades e vilas de província. As consequências aí estão, no atraso do país e na sua degradação.
A reportagem sobre o presidente do FCP vale, essencialmente, por uma atitude: finalmente, a RTP decidiu enfrentar aquilo que foi, durante anos, um estado dentro do estado. Não sejamos contudo ingénuos: veio depois de outros, como Rui Rio, terem assumido o pioneirismo, da justiça se ter decidido (?) a enfrentá-lo e das críticas de alguns “compagnons de route” anunciarem, também elas, aquilo que parece ser o fim de um ciclo. Talvez também pelo facto da concorrente SIC se ter assumido como sua tribuna de defesa. A reportagem - ou o programa – é, contudo, muito mais do que isso: também um retrato do arrivismo político, económico e social dos últimos trinta anos, da condescendência com que foi aceite e do proteccionismo que conseguiu obter nas instituições da República, fruto da necessidade de, depois das nacionalizações de 1975 e do exílio do “dinheiro velho”, gerar rapidamente uma burguesia empreendedora que estruturasse e se constituísse na base económica do regime. É este modelo - presidente de clube, Câmara Municipal, empresários da região, conivência dos poderes centrais –, demasiadas vezes apresentado como exemplo por políticos e “media”, que acabou por ser reproduzido e se estruturou em muitas das cidades e vilas de província. As consequências aí estão, no atraso do país e na sua degradação.
Etiquetas:
Cuba,
FCP,
Fidel Castro,
Futebol,
Pinto da Costa,
RTP
quinta-feira, junho 07, 2007
Fidel e a "Adidas"
Fidel Castro apareceu hoje nas televisões de todo o mundo vestindo este fato de treino “Adidas” com as cores de Cuba. Não sei qual destas duas perguntas será mais adequado fazer:- Quanto terá pago a “Adidas” para que Fidel usasse um fato de treino da marca?
Ou
- Quanto gostaria a “Adidas” de ter pago para que Fidel o não usasse?
A minha resposta é que felizmente a selecção portuguesa usa Nike...
Subscrever:
Mensagens (Atom)