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terça-feira, dezembro 16, 2014

O deputado Amorim, Pinto da Costa e José Sócrates

Para além do já habitual e tristíssimo cabotinismo do deputado Abreu Amorim, algo que já não espanta mas o torna indigno do lugar que ocupa como representante dos portugueses, há duas coisas que me preocupam nesta sua histérica intervenção, embora perceba terá tido um fim de semana indigesto:
  1. Finalmente, alguém próximo da direcção do clube  e com elevadas responsabilidades políticas assume que a presidência de Pinto da Costa no FCP tem sido, na sua essência, um lugar de intervenção política; uma espécie de papado, eleito por conclave azul e branco, tendo como súbditos uma corte de políticos (ministros, deputados, autarcas, etc), juízes e magistrados que lhe prestam vassalagem.
  2. Chegar à conclusão - e isto nada tem que ver com a presunção de inocência de José Sócrates, que se mantém inalterada - que tive um primeiro-ministro que, pelos vistos, se tornou amigo de semelhante pessoa, gente pouco ou nada recomendável. Teria sido bem melhor, para a saúde democrática, tal nunca tivesse acontecido.

quinta-feira, agosto 21, 2014

Futebol Clube do Porto: um projecto "chave na mão"

Para esta época, o FCP não se limitou a contratar um treinador com uma determinada ideia de jogo, o que até seria normal e estaria correcto. Na realidade, Pinto da Costa comprou um verdadeiro projecto "chave na mão": um treinador, uma ideia de jogo bem definida, os jogadores da confiança desse treinador, capazes de pôr rapidamente em prática as suas ideias, e carta branca para os despedimentos de quem não se enquadrasse nesse novo projecto. Apesar da ideia de jogo de Julen Lopetegui ter alguma tradição no clube desde José Maria Pedroto, basta olhar para o plantel e ver Jackson Martinez promovido a "capitão" para se perceber que o FCP pouco mais é neste projecto do que "barriga de aluguer", tendo-se nele diluído a tão apregoada e mítica "estrutura" e não existindo, para além dessa ideia de jogo, qualquer ligação à cultura, filosofia e valores (bons ou maus) do clube. Inclusivamente, parece estarmos mesmo perante um género de corte epistemológico no modelo de negócio do FCP nos últimos anos, tendo dificuldade em perceber como este projecto, muito baseado, no seu núcleo duro, em jogadores emprestados, pode vir a criar valor futuro para o clube. 

Pode dar ou não certo; e dar certo será alcançar o seu principal objectivo, aquele para que foi "comprado" por Pinto da Costa: impedir o SLB de ganhar o segundo título consecutivo. Mas será sempre, ao contrário do que tem acontecido até aqui no FCP, um projecto de curto-prazo, que, mesmo que bem sucedido, dificilmente criará raízes ou deixará rasto. 

quinta-feira, março 27, 2014

Jorge Jesus e Pinto da Costa

Nos últimos cerca de trinta anos, basicamente desde que Pinto da Costa assumiu a presidência do FCP, o relacionamento entre este clube o o SLB tem-se pautado por uma conflitualidade que ultrapassa em muito a rivalidade normalmente existente entre dois clubes de futebol directamente concorrentes. E essa extrema conflitualidade, para além de ter raízes em cidades com passados históricos muito diferentes entre si que acabaram por se reflectir nas personalidades e comportamentos dos seus habitantes, está, nestes últimos trinta ou trinta e cinco anos, indissoluvelmente ligada ao modo como o FCP conquistou e manteve o poder no futebol português, transformando desporto, espectáculo e indústria numa acção de guerra onde, ao longo dos anos, não só não fizeram prisioneiros como tudo tem valido para que os seus objectivos fossem alcançados. Claro que essa conflitualidade não pode deixar de se reflectir no não-relacionamento entre as direcções dos dois clubes, bem como no modo, no mínimo dos mínimos antipático e nada amistoso, como todos nós - benfiquistas - encaramos o FCP clube, seu presidente e seus adeptos enquanto tais. Assumo-o sem quaisquer problemas, já que, quanto a mim, e pelo menos enquanto Pinto da Costa e seus seguidores estiverem na direcção do clube, estão em confronto valores, modos de vida e comportamentos antagónicos e inconciliáveis.

Exactamente por isso, e sendo Jorge Jesus um funcionário do clube, sou de opinião que, respeitando os sentimentos dominantes existentes no seio da direcção e entre os adeptos do SLB, deveria o seu relacionamento público com a direcção do FCP e principalmente com o seu presidente cingir-se a um mero comportamento protocolar e a atitudes que não ultrapassassem o frio formalismo ditado pelas regras mínimas da decência e da boa educação. Tudo o resto é não só dispensável como reflecte falta de respeito pela cultura e mística do clube que lhe paga o ordenado e pelo sentimento geral que sabe existir entre associados e adeptos. Mais grave ainda depois de uma derrota e perante um registo que, em termos de resultados, lhe é altamente desfavorável. Espero alguém na administração do clube lhe saiba chamar a atenção para que tal comportamento é inadmissível e não mais poderá ser tolerado. Por mim, estou um bocado farto e a minha paciência tem limites.      

segunda-feira, dezembro 02, 2013

O FCP e a escolha de Paulo Fonseca

Que tem Paulo Fonseca a ver com Vítor Pereira, André Villas-Boas, Jesualdo Ferreira e José Mourinho? Obviamente que nada. Não vem na linha de um conjunto de treinadores com formação académica, nunca conheceu o futebol "à séria" (Mourinho já tinha passado pelos SCP e pelo Barça, em funções secundárias, e pelo SLB como treinador, Villas-Boas tinha acompanhado aquele no Chelsea e Inter e Vítor Pereira já conhecia bem o clube, enquanto Fonseca se limitou a treinar o Pinhalnovense, o Desportivo das Aves e o FC Paços de Ferreira) e, também ao contrário dos seus antecessores, fez carreira como jogador profissional, embora a um nível mediano, que é o mesmo que dizer, provinciano. Significa isto que nem o FCP, com toda a "influência" que ainda detém nos bastidores do futebol português (basta ver o mais do que ridículo "penalty" assinalado a seu favor no jogo com a AAC) e com a tal "estrutura" de que tantos gostam de falar para explicar o que é bem mais facilmente explicável por palavras mais claras, consegue escapar a uma má escolha de treinador, isto é, uma escolha que não obedece a quaisquer critérios de racionalidade e vem ao arrepio da lógica que presidiu a melhor sucedidas escolhas anteriores. Se a administração do FCP fez essa escolha com total liberdade ou não (e estou obviamente a falar de Jorge Mendes) é circunstância que desconheço. Mas não só tal não a iliba de responsabilidades, como, a ter acontecido o condicionalismo, até constituirá mesmo circunstância agravante. Por mim, como benfiquista, agradeço a "graça concedida".

sexta-feira, junho 07, 2013

Os treinadores do FCP

Que linha de continuidade existe entre Luigi Del Neri, José Couceiro, Victor Fernandez, Co Adriaanse, Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas, Vítor Pereira e Paulo Fonseca? Posso estar errado, mas acho que de comum têm apenas o facto de terem sido treinadores do FCP entre 2004 e 2013. Mas esta é a pergunta que ninguém faz a Pinto da Costa, e todos sabemos porquê: porque também todos sabem é arriscado fazer perguntas incómodas aos dirigentes do FCP e, além de tudo o mais, o "respeitinho" é e sempre foi muito bonito quando falamos de gente que não olha a meios.

No fundo, o que o presidente do FCP pretende provar com esta sucessão de técnicos onde não se vislumbra qualquer lógica de continuidade é que o seu clube não depende da capacidade de um treinador para ser campeão. Uns dirão que isso revela a capacidade da tal "estrutura". Eu preferia chamar-lhe outra coisa. À bon entendeur... 

quinta-feira, junho 06, 2013

O FCP e o treinador Paulo Fonseca

E se, por exemplo, FIFA e UEFA impusessem um período de nojo a treinadores impedindo-os de se transferirem na época imediatamente a seguir para clubes que tivessem disputado na época anterior a mesma competição que o clube de onde eram originários? Difícil? Sim, reconheço-o, mas comportamento semelhante no campo das incompatibilidades é já exigido em muitas outras áreas e actividades profissionais (na política, por exemplo) sem que ninguém (e bem) se escandalize com isso, antes o incentive. Além disso, o(s) treinador(es) em questão poderiam sempre transferir-se para clubes de outras divisões ou Ligas estrangeiras e, caso o não fizessem, a Liga profissional de cada país poderia sempre estabelecer uma qualquer forma de compensação por esse ano sabático. 

Claro que me lembrei disto a propósito da transferência de Paulo Fonseca para o FCP (aquele abraço de transferência de poderes a Vítor Pereira poderia pelo menos ter sido evitado) e do alegado aliciamento de Pinto da Costa a Jorge Jesus (sou "lampião" mas não sou estúpido). Mas muitos outros casos, em Portugal e no estrangeiro, se poderiam invocar em defesa do que proponho e da credibilidade de uma indústria que movimenta milhões e se organiza de forma ainda demasiado amadora, permitindo toda a espécie de "espertezas". Neste caso, o que Pinto da Costa parece querer dizer, com todo o desplante, é apenas isto: "vejam, essa coisa dos árbitros, da "fruta" e do "chocolate", acabou, pertence à pré-história do FCP. Agora os meus métodos são outros, legais e mais refinados". 

Nada de novo: assim foi evoluindo também a Máfia, a verdadeira.

terça-feira, maio 28, 2013

Treinadores e presidentes prisioneiros

Podemos pensar o que quisermos de Pinto da Costa - e não vale a pena repetir o que penso de si, enquanto pessoa, e dos seus métodos - mas temos de concordar nunca cometeu o erro básico de se tornar prisioneiro, a si e ao clube que dirige, de um treinador. Não o fez, até por contingências da vida que nada tiveram a ver com o futebol, com José Maria Pedroto, com quem fundou as bases ideológicas e a cultura e filosofia de clube em que se alicerçaram a hegemonia do FCP do futuro; não o fez igualmente com Artur Jorge, que dirigiu a equipa no seu primeiro título europeu; o mesmo aconteceu com José Mourinho, que, anos mais tarde, conduziu o clube à conquista da Liga Europa e da Champions League, em anos sucessivos; por fim, não o fez com André Villas-Boas, que conquistou campeonato (sem derrotas) Taça de Portugal e Liga Europa. O FCP sobreviveu, conseguiu títulos e Pinto da Costa continuou à frente dos destinos do clube, mostrando com isso coragem e determinação e demonstrando o clube, enquanto instituição, estava acima de qualquer personalidade ou conjuntura. Luís Filipe Vieira que gaste um ou dois minutos a pensar no assunto, é o que lhe peço.

sexta-feira, janeiro 25, 2013

O clube modelo...

Então o clube que é um modelo de organização, que sabe sempre o que faz e está muito a frente dos outros, que tem uma estrutura e um presidente que nunca falham e "blá, blá, blá" (isto é o que dizem sempre os jornalistas), está em sério risco de desclassificação na Taça da Liga por utilização irregular de jogadores? Ai se fosse o meu "Glorioso", o que para aí se não diria!...

sexta-feira, novembro 16, 2012

Paulo Bento: um Homem é sempre um Homem


Finalmente, alguém teve a coragem de responder "cara a cara", "olhos nos olhos", às provocações e ao sarcasmo provinciano do presidente do Futebol Clube do Porto, dando uma lição de coragem e frontalidade à subserviência da comunicação social, de muitos políticos e da quase totalidade dos dirigentes desportivos. Não podia deixar passar em claro. Se um "bimbo" é sempre um "bimbo", mesmo que coberto de apitos de ouro, um Homem é sempre um Homem, mesmo que possa vir a pagar bem caro o preço de o ser. Obrigado, Paulo Bento, por nos teres lembrado disso; a nós, teus concidadãos.

quinta-feira, maio 24, 2012

Como eram bem melhores os "saudosos" tempos do Guarda Abel...


Pergunta: Se eu gritar com um polícia e ameaçar as forças encarregues de manter a ordem pública o que me acontece? Desrespeito e ofensas à autoridade já não são crime público?
E o MAI? Não vai efectuar um inquérito sobre as razões que impediram a PSP de manter a ordem? E a Procuradoria Geral da República? 


Actualização pelas 14.50h:
A Federação Portuguesa de Basquetebol fala em "futebolização das modalidades". Está errada a FPB e tenta assim ignorar o essencial: e existência em Portugal de um clube que se diz desportivo (o FCP), com todas as modalidades que pratica, que constitui um autêntico "Estado dentro do Estado", ao qual as leis da República se não aplicam e com a sua própria milícia privada, as Sturmabteilung do Stabschef Fernando Madureira.

terça-feira, março 22, 2011

Não pensava nem está nos meus hábitos escrever sobre este tipo de assuntos; mas o pseudo-jornalismo põe-me o sangue a ferver

Não escondo o meu ferrenho benfiquismo, mas, como sabem os que habitualmente seguem este “blog”, tal não significa um “seguidismo” em relação a todas as atitudes dos respectivos orgãos sociais nem que não assuma uma posição de distanciamento crítico em relação ao clube, sempre que tal se justifique. Tendo dito isto, penso ter assim adquirido autoridade suficiente (e desculpem-me a imodéstia) para criticar os que colocam no mesmo pé as normais atitudes arruaceiras assumidas por aquilo a que me habituei a chamar de sturmabteilung do FCP, e do seu presidente, e outras, graves e criticáveis, protagonizadas ou instigadas por arruaceiros de outros clubes, quer eles se chamem SLB, SCP, etc. De um lado, temos acções sistemáticas e organizadas, que chegaram a ter por alvo o próprio treinador do clube, que se limitam a pôr em prática os pressupostos ideológicos e a estratégia assumida por Pinto da Costa e José Maria Pedroto, desde os finais dos anos 70, para dominarem o futebol português. No fundo, tal como as SA de Ernst Röhm eram instrumento de arruaça e terror utilizado pelos nazis para melhor imporem a sua barbárie, o mesmo papel cabe agora nessa estratégia aos tais SuperDragões de um tal Madureira. Do outro, quer se trate do meu clube quer da grande maioria dos outros, nestes se incluindo o nosso principal rival SCP, estamos perante acções de bandos de arruaceiros e marginais - que deveriam banidos dos estádios e arredores – mas cuja acção não decorre nem se insere numa sistemática e premeditada estratégia rumo a objectivos que todos conhecemos.

Sem que tal constitua ou possa sequer ser, mesmo que vagamente, confundido com pactuação de acções de vandalismo de adeptos do meu clube, uma das quais levou mesmo à morte um inocente adepto do nosso grande rival, colocar tudo no mesmo saco é apenas uma maneira de branquear aquela que tem sido, desde há muitos anos (décadas), a actuação da direcção do FCP e de pactuar com o actual estado de coisas (o tal “sistema” de que falava Dias da Cunha) do futebol português. O pseudo-jornalismo que, por subserviência ou medo a quem manda, não sabe distinguir o que está, neste caso, à frente dos seus olhos é tão responsável pelo estado actual do futebol português como aqueles que iniciaram, há já mais de trinta anos, o projecto que o conduziu a este seu miserável estado.

quinta-feira, agosto 19, 2010

Obsessão...

O presidente do FCP parece ter desenvolvido ao longo dos tempos uma enorme obsessão pelo Sport Lisboa e Benfica, obsessão essa que se tem vindo a acentuar nestes últimos anos. Não admira: o SLB foi dominante nos anos em que se desenvolveu e implementou o futebol moderno (décadas de 60 e 70 do século XX), foi o primeiro clube português a obter sucesso internacional, os jogadores do SLB eram maioritários e foram determinantes no resultado alcançado pela selecção nacional no Mundial de 66, resultado este que constitui a sua melhor prestação até ao momento, e foi e é do SLB a maior referência de sempre do futebol português (Eusébio da Silva Ferreira). Sabe também Pinto da Costa que não existindo, nas condições actuais, mercado para três grandes clubes em Portugal, é o Benfica, pela sua dimensão, potencial e valores históricos, o único clube que pode impedir o FCP de prolongar para o futuro a hegemonia que conquistou nas três últimas décadas, sabendo também que, em termos políticos, sociais e económicos, o futuro, com a zona do Grande Porto em alguma perda, não se apresenta muito favorável aos seus desígnios. Por último, a noção de que alguma coisa pode estar a mudar na gestão do SLB e que a consistência de resultados, até aqui esparsos, pode efectivamente vir a ser viável, não deixará certamente de preocupar um presidente do FCP que também já não poderá deixar de acusar as consequências da lei da vida.

No entanto, se for dar-se ao trabalho de verificar a rentabilidade desta sua actuação, por certo Pinto da Costa verificará que para além de uma demonstração de poder num futebol português cuja batalha pelo domínio desportivo ele tentou transformar numa luta entre “famílias” - onde não faltam as manifestações de lealdade das famílias dependentes, sempre prontas para se alimentarem de algumas migalhas (a última parece ser o SCP) – em termos de rentabilidade e exceptuando um ou outro caso mais relevante como o de Radamel Falcao, a estratégia está longe de se ter revelado brilhante e bem sucedida, faltando perguntar, por exemplo, se um tal de Nica Panduru terá mesmo comprado um quarteirão inteiro da cidade de Bucareste com os ordenados auferidos quando da sua passagem pelo FCP.

Mas enfim, sabemos que isto das obsessões, sejam elas as paixões serôdias por jovens em busca de protecção e património, pela declamação inflamada ao estilo de um Villaret ou Ary dos Santos ou a inveja pelo activo do próximo, contém em si sempre muito de irracional, tanto como irracional é tantas vezes o desejo. Tanto mais irracional, claro, quanto as condições reais e concretas do obcecado e do seu mundo tornam cada vez mais difícil a sua concretização.

terça-feira, agosto 10, 2010

Pergunta...

Uma pergunta: depois de ter arrolado como testemunhas abonatórias Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira (a ausência de José Eduardo Bettencourt é sintomática...) que autonomia restará a Carlos Queiroz, no seu trabalho para a FPF, face aos clubes e pessoas em questão? E como será, a partir de agora, o relacionamento entre a FPF e esses clubes e dirigentes?

quarta-feira, julho 07, 2010

O que a transferência de Moutinho revela sobre o FCP

Ao pagar pelo passe de João Moutinho um valor superior ao seu valor de mercado, e tal como aconteceu com a frustrada tentativa de desviar Jorge Jesus do SLB há poucas semanas, o FCP e, principalmente, o seu presidente, para além do enfraquecimento dos clubes rivais, não têm fundamentalmente em vista a melhoria qualitativa da sua equipa e do seu plantel. O objectivo fundamental destas acções é antes, acima de tudo e qual macho alfa envelhecido tentando impor-se a uma matilha que já tem dificuldades em controlar, uma tentativa gratuita de reafirmação de um poder que, no campo e fora dele, lhes tem vindo a fugir nos últimos tempos.

Sintoma de decadência de ambos, pois claro...

terça-feira, abril 06, 2010

O FCP e os seus objectivos no campeonato: estratégia e táctica

Depois da desastrada arbitragem de Artur Soares Dias no S. C. Braga - V. Guimarães da passada sexta-feira, tenho visto por aí escrito que o interesse do FCP, talvez tentando alijar uma responsabilidade por tal arbitragem que ninguém, directamente, lhe atribuiu (quem tem má consciência...), reside, antes de mais, na perda de pontos pelo S. C. Braga, para que o clube possa aceder a um lugar (2º) que lhe permita disputar o acesso à Champions League. Não será bem assim. Esse é um objectivo apenas táctico, que lhe permitirá arrecadar receitas que têm sido habituais nos últimos anos, ser mais atractivo para possíveis contratações e ter uma “montra” que lhe permita realizar mais-valias com a venda de alguns activos. O objectivo estratégico do FCP (e as estratégia prevalece sempre sobre a táctica) é, até ao limite do possível, evitar que o SLB seja campeão, colocando assim em causa a estratégia seguida por este, os investimentos realizados e evitando que um possível título possa ser início de um período consistente de domínio no futebol português. Obviamente que isto passa, para já, pela possibilidade do S. C. Braga, um claro aliado do clube de Pinto da Costa, conseguir ir mantendo a pressão sobre o SLB. Por favor, ninguém é assim tão estúpido!

Post Scriptum - Um dia mau toda a gente tem e já vi o meu “glorioso” ser por vezes goleado. Mas ouvir e ler alguém como Bruno Prata, defensor dos interesses da SAD do FCP na comunicação social, dizer, depois da incompetência demonstrada por Soares Dias, ser este uma das grandes esperanças da arbitragem portuguesa, dá pelo menos para desconfiar e valer a pena estar atento ao que possa vir a acontecer no futuro.

domingo, fevereiro 28, 2010

No rescaldo do SCP-FCP

Se eu fosse à PSP destacava esta noite o seu Corpo de Intervenção para proteger as áreas de serviço da A1, no sentido Lisboa-Porto. Mas reservaria também alguns agentes do seu Corpo de Segurança Pessoal para proteger Jesualdo Ferreira das "sturmabteilung" de Madureira/Pinto da Costa - e, agora, ao que parece, também de Rui Moreira. Lembram-se de Co Adriaanse?

sábado, janeiro 23, 2010

"Apito Dourado": O mais do que triste papel da comunicação social e onde se aproveita também para falar de Vale e Azevedo

A comunicação social há muito conhecia o teor das escutas do processo “apito dourado”, agora “escarrapachadas” na internet: essas escutas – como tantas outras - foram em devido tempo publicadas nos seus jornais. Mais, a comunicação social, com acesso aos bastidores do futebol português, há muito sabia aquilo que toda a gente já sabia ou de que tinha, pelo menos, mais do que fortes suspeitas: quem eram alguns dos principais responsáveis e agentes do futebol português e o modo como se comportavam e o geriam. Nada de novo: alguns deles (será necessário citar o nome de Valentim Loureiro?) possuíam um longo registo (poderei dizer “cadastro”?) de factos e actos que falavam por si de modo bem explícito. Mas essa mesma comunicação social, em vez de investigar, denunciar e provar, como seria sua obrigação, factos e actos, preferiu, salvo muito raras excepções, promover figuras como Pinto da Costa e Valentim Loureiro (e cito estes por uma questão apenas factual: haverá muitos outros) a exemplos "ensinados às crianças e lembrados ao povo", enaltecendo a sua capacidade de empreendedores e o seu génio gestionário capaz levar clubes à conquista de títulos, internamente e na Europa, e à glória suprema - no caso de Valentim Loureiro também à falência; mas... who cares? Já a sabíamos – a uma grande parte da comunicação social - pouco séria, a desportiva servindo interesses clubistas e agenciais, mas agora também a sabemos conivente em tudo o que aconteceu. Deverão, pois, ser os primeiros a ter vergonha na cara.

Nota final: depois disto, importa-se a justiça, pelo menos por umas "semanitas", de deixar Vale e Azevedo em paz e sossego? Inocente? Quem o deve fazer - os tribunais - já disse o não era e por isso cumpriu pena. Mas, por isso mesmo e pelo que vimos e ouvimos, mais me parece ser apenas um pobre aprendiz de feiticeiro, inábil e desajeitado, um émulo de Jerry Lewis “pé no balde e bola na cara”, um pobre Charlot a quem o valentão da rua “passa permanentemente a perna”, uma espécie de coiote sem arte e sem sorte vítima das suas mal amanhados armadilhas, sem aquele traquejo de quem aprendeu o ofício nos becos e nas vielas, nas lutas de “ponta e mola”, nas casas de alterne e na pequena traficância de ocasião. Enfim... não é "um homem do norte", carago!!!

quinta-feira, janeiro 21, 2010

As escutas...

Apenas duas palavras e um pequeno comentário sobre as escutas a Pinto da Costa, que hoje pela primeira vez ouvi. As palavras são “sórdido” e “rasca”, para definir tudo aquilo que me foi dado escutar e o mundo à sua volta. O pequeno comentário para dizer que o que ouvi hoje me fez sentir, acho que pela primeira vez, envergonhado por gostar de futebol. É que por muito que tente ou me digam que uma coisa nada tem a ver com a outra, não consigo deixar de identificar o futebol português, pelo menos nos últimos trinta anos, com aquilo que ouvi.

Nota: acho muitíssimo bem que o Procurador-Geral da República, face à ilegalidade da publicação das escutas, abra o respectivo inquérito para apuramento de responsabilidades: a minha cor clubista e o entusiasmo que por ela nutro, felizmente, não chegam para me toldar o raciocínio. Mas uma pergunta: se as escutas já tinham sido, pelo menos parcialmente, transcritas nos “media”, porquê só agora? Será porque a sua publicação de viva voz, sem o manto diáfano da transcrição a cobrir a rasquice forte dos diálogos, torna tudo ainda mais cru e infamante?

quinta-feira, outubro 08, 2009

A candidata Elisa fugiu-lhe a boca para a verdade!

Afirmação de Elisa Ferreira, “front woman” de Pinto da Costa na candidatura à Câmara Municipal do Porto: "Rui Rio tem o apoio de seis milhões de benfiquistas". Frase duplamente correcta: somos, de facto, 6 milhões e nenhum benfiquista digno desse nome votaria na candidatura Elisa Ferreira/ Pinto da Costa.

terça-feira, agosto 25, 2009

A PSP do Porto nunca existiu!

Afinal, parece que o carro em que seguia Pinto da Costa, conduzido pelo seu motorista, não desobedeceu ao sinal de paragem da polícia. Segundo a PSP do Porto, foi o sinal de paragem que não foi explícito!

Se aprofundarmos a questão, a polícia ainda vai concluir que ela própria tinha transgredido, colocando-se à frente do carro sem aviso prévio de pelo menos cinco minutos em local onde isso não era permitido; que deveria ter contactado antecipadamente o Sr. Fernando Madureira e as sturmabteilung por si dirigidas a pedir a respectiva autorização; que não tinha reconhecido o Sr. Pinto da Costa e por isso irá apresentar desculpas oficiais em três exemplares dactilografados de papel timbrado da corporação; que na primeira oportunidade nomeará o Sr. Pinto da Costa como presidente honorário da corporação, o guarda Abel como comandante "honoris causa” e a menina Joana como mascote à frente da respectiva banda. Por fim, e caso isso se revele ainda necessário, irá reconhecer que nunca esteve no local indicado, que a PSP do Porto nunca existiu e tudo não passou de uma conjura organizada pela moirama sob o comando do regressado Scolari, que terá contado para tal com o apoio jurídico do malvado juiz Costa e do excomungado edil Rio.

Ah, e claro que o jornalista Prata - que é intelectual renomado - não tardará a explicar tudo de modo bem mais interessante!