Até para a semana.
Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
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terça-feira, outubro 06, 2015
sábado, julho 04, 2015
quarta-feira, janeiro 07, 2015
quarta-feira, dezembro 03, 2014
segunda-feira, novembro 24, 2014
O caso José Sócrates e a minha posição pessoal (a quem tal interesse)
Não votei no PS de José Sócrates em 2005. Fi-lo, depois, em 2009 e 2011, pese embora discordar de algumas das suas políticas, nomeadamente as grandes obras públicas (apenas defendi o comboio de alta-velocidade Lisboa-Madrid), a capitulação perante as manifestações contra Correia de Campos e Maria de Lurdes Rodrigues e a imprudência com que enfrentou o início da crise, o que incluiu o tal aumento excessivo dos salários dos funcionários públicos. São apenas alguns exemplos. Mas, em contrapartida, sempre considerei positivo um número suficiente das suas políticas (reformas na saúde e na educação - algumas apenas tentadas - investimento nas novas tecnologias e nas energias renováveis, agenda de costumes, "Novas Oportunidades", tentativa de diversificação das exportações, etc, etc) para, perante as alternativas disponíveis e o meu posicionamento ideológico de partida, merecer o meu voto. Continuo a considerar que, apesar do pedido de resgate e de alguns falhanços, o balanço dos seus governos é, apesar de tudo, positivo.
Não conheço pessoalmente José Sócrates, mas, apesar de admirar alguns aspectos da sua personalidade política (coragem política, resiliência, convicção) devo dizer não nutro especial empatia pelo cidadão, embora também não seja daquelas personalidades com as quais especialmente antipatizo (neste último grupo, Cavaco Silva leva a palma). Posso dizer, sem o conhecer pessoalmente, que José Sócrates é uma daquelas pessoas cuja personalidade me é indiferente, mas de quem dificilmente seria amigo ou convidaria para minha casa. Ponto.
Não teço quaisquer comentários sobre a sua culpabilidade no actual processo, limitando-me a comentar um ou outro ponto sobre o qual é possível assegurar alguma credibilidade (são muito poucos, no entanto). Mas uma coisa devo dizer: existem valores que para mim são intocáveis, relacionados, fundamentalmente, com os Direitos, Liberdades e Garantias e todas e quaisquer pedras basilares do Estado de Direito Democrático. Por isso mesmo, sou dos que preferem ver um qualquer criminoso à solta do que preso graças ao desrespeito pelas normas processuais, pelo atropelo dos Direitos, Liberdades e Garantias ou com recurso a prova que não seja insofismável, produzida e validada por tribunal competente. E estas últimas questões superam, como disse, todas as outras e a elas subordino toda e qualquer opinião. Nesse aspecto, já me viram aqui, no "Twitter" ou no "Facebook" defender Passos Coelho ("caso" Tecnoforma), Ricardo Salgado, Duarte Lima e até os assaltantes de uma agência bancária em Campolide. Continuarei a fazê-lo sempre que necessário. Ponto final.
quarta-feira, novembro 12, 2014
Frivolidades ou coisas de "gajo": a "Herring Shoes"
O "Gato Maltês" confessa tem uma costela de Imelda Marcos no masculino: gosta muito de sapatos. Mas tem um problema com os "chinelos" de quarto (ou melhor, tinha). Isto porque gosta muito do modelo da Church e não tem nem nunca terá coragem de pagar o preço devido por tal coisa. Acharia mesmo pornográfico. Por isso, e até agora, por cá comprava um modelo não demasiado diferente, mas que não só não era a mesma coisa como deixava algo a desejar em termos de qualidade. Mas disse "tinha" porque finalmente, graças a uma dica de um amigo, descobriu a "Herring Shoes", onde pôde finalmente comprar o modelo igual ao da Church, marca "Herring Shoes", a um preço abordável e ainda com 20% de desconto sobre esse tal preço abordável. Encomenda feita na passada 2ª feira e entrega aqui em Lisboa há pouco mais de 1/2 hora. Impecável, até na embalagem: dentro da habitual caixa, enrolados em flanela, brochura da Herring Shoes, calçadeira e lata de graxa da cor dos ditos "xanatos" ("bordeaux") - tudo a condizer, portanto. Com tudo isto (incluindo o desconto), o preço foi praticamente o mesmo do tal modelo indígena não demasiado diferente, sendo a única diferença relevante o custo dos portes (£7.50). Olho para eles e acho até vou ter pena de os usar...
segunda-feira, novembro 03, 2014
O "Gato Maltês" e os Championships 2015
Acabei de enviar para o All England Lawn Tennis & Croquet Club a minha inscrição para o "ballot" dos bilhetes para os Wimbledon Championships 2015. Agora é esperar até Março, fazer muitas "figas" e pensar que me pode calhar um "bilhetito" (que até nem são excessivamente caros) no rateio. É bem menos difícil e faria bem mais a minha felicidade do que o Audi da ministra Maria Luís. Caso não me calhe agora em sorte, continuarei a enviar enquanto tiver "saúdinha" e o governo (este ou futuros) não tiver "ideias" quanto à minha reforma.
"Back in business" depois de uns dias "holandeses"
Tinha estado a última e única vez em Amesterdão já lá vão 41 anos; depois disso, tanto a minha vida profissional como a pessoal levaram-me a outros rumos e, por uma ou outra razão, acabei por nunca voltar. Até agora.
Em 1973, Amesterdão era uma cidade libertária e libertina, os "provos" tinham sido eleitos há poucos anos para o Conselho Municipal e a cidade era ainda refúgio de hippies tardios. Para mim, na casa dos vinte anos, a viver sob uma ditadura ultra-conservadora e recentemente saído do serviço militar obrigatório, claro que a cidade foi uma revelação, um "happening", isto apesar de já ter estado em Paris e Londres (Espanha não contava para estas coisas), ter uma família com raízes estrangeiras e um pai que, para a época, viajava regularmente e ia contando do que via.
Passados 40 anos, o espírito libertário desapareceu e o carácter libertino da cidade transformou-se em comércio rasca para o turismo de massas: as sex-shops confundem-se com as lojas de "souvenirs" para turistas, as raparigas das montras mais parecem figurantes pagas pelo município para manter artificialmente o tal espírito libertino e na Damplein e ruas próximas pululam restaurante rascas, pseudo-étnicos. Mas alguns canais, principalmente o Egelantiersgracht, mantêm o seu encanto, alguns cafés e bares também valem o nosso tempo, o Rijksmuseum e o bairro dos museus valem sempre uma visita demorada (também o museu Van Gogh, para os apreciadores - não sou) e até se pode ter a sorte de haver algo que valha a pena ouvir e ver no Concertgebouw. Ah!, e na Amsterdam Centraal há excelentes comboios que nos levam a Utreque, Haia (Den Haag), Leiden, etc. E essas, sim, valem bem a pena.
terça-feira, outubro 28, 2014
domingo, junho 29, 2014
sábado, maio 24, 2014
O "Gato Maltês" e a "Biografia do Ié-Ié"
Texto do autor deste "blog", publicado no "Gato Maltês" no dia 1 de Abril de 2007, que Luís Pinheiro de Almeida teve a gentileza de incluir no seu novo livro "Biografia do Ié-Ié", acabado de editar pela Documenta e que hoje é apresentado, pelas 17h, no Cine-Teatro da Encarnação. Ficam a referência e os meus públicos agradecimentos.
"No dia 1 de Abril de
1965, um pouco depois das sete horas da tarde, Pedro Castelo anunciava, após
alguns acordes do instrumental “Revenge”, dos Kinks, na frequência modulada
(uma novidade) do Rádio Clube Português, “Em Órbita”: “um programa feito por
nós e dito por mim”. Não sei se a frase foi dita logo na abertura do primeiro
programa, ou mais tarde por Cândido Mota, o seu apresentador nos anos
subsequentes, mas sei que se tornou frequente, ao longo dos anos, e é isso que
importa. Uma frase que funcionava como se de uma assinatura, uma síntese se
tratasse, encapsulando em si um novo conceito ou parte dele: não estávamos
perante um programa que promovia “estrelas da rádio” (muito comuns na época),
quer fossem os seus autores ou o apresentador (na altura dizia-se “locutor”),
mas anunciava, isso sim, uma certa radicalidade, um corte com a tradição de
falsa intimidade com o ouvinte, tantas vezes expressa, pelos chamados
“locutores da voz doce” e suas companheiras de emissão, no “amigos ouvintes,
muito boa noite; somos a vossa companhia durante estes próximos minutos”.
Radicalidade,
intransigência, fidelidade aos princípios definidos pelos seus autores (Jorge
Gil, João Manuel Alexandre – falecido no dia 29 de Setembro de 1969 num
desastre de automóvel - e Pedro
Albergaria, entre outros) sem qualquer tentativa de ir “ao encontro do gosto do
público”, era este o conceito, o que só era “permitido” por se tratar da rede
de frequência modulada, algo que, ao tempo, era uma novidade que só um número
limitado de receptores possuía, o que a tornava numa frequência elitista, e o
custo da respectiva emissão, e da publicidade que a mantinha, substancialmente
mais baixos e acessíveis a um maior número de anunciantes. Aliás, até no caso
da publicidade o “Em Órbita” foi de certo modo pioneiro, pois, se bem lembro,
tinha um patrocínio único seleccionado pelos próprios autores do programa com
“spots” adaptados ao seu “mood and tone”, o que, longe de ser um acaso, era
essencial à apresentação da sua unidade conceptual.
Mas a sua marca
mais identificativa foi o facto de ter sido o primeiro programa de rádio a
apenas “passar”, de modo consistente e intransigente no gosto, música popular
anglo-americana, "rock & roll", a música que mudou o mundo e era
considerada na altura, no Portugal ultraconservador da ditadura, como “música e
batuque de pretos” (sim, no Portugal “multirracial”), pecado original que
conduzia directamente à depravação dos costumes, diluição da moral e
delinquência juvenis. Aliás, o que era curioso verificar era o facto da
esquerda comunista e a ditadura salazarista terem perante o "rock &
roll" uma atitude idêntica, embora com propostas diferenciadas: a música
de variedades, para o regime, e a canção de texto francesa para a esquerda
comunista.
Essa radicalidade,
esse “desprezo” (chamemo-lhe assim) pelo gosto das maiorias substituído pelo
gosto dos seus autores, essa “arrogância” assumida (sim, não há mal nenhum
nisso) ajudou a formar e a formatar o gosto musical (e não só) de uma geração,
mas foi muito para além disso: contribuiu para a criação, em muitos
adolescentes de então, onde felizmente me incluo, de uma personalidade e um
novo modo ver e entender o mundo. Foi esta “atitude” que levou Jorge Gil a
abrir uma excepção para chamar a atenção para José Afonso, ainda no tempo das
baladas de Coimbra, e a “passar” a “Lenda de El-Rei D. Sebastião”, do Quarteto
1111, na altura uma pedrada no charco da música portuguesa. Foi também essa
atitude que levou o “Em Órbita" a eleger, num dos seus anos de emissão,
“Strangers In The Night”, de Frank Sinatra, um dos temas mais “passados” nesse
ano nos vários programas de rádio, como a pior canção do ano, para grande
escândalo da maioria e gozo dos autores do programa e dos seus indefectíveis."
segunda-feira, maio 05, 2014
"Piscinar" e "espumantizar"
Agora que está de volta o calor, o "Gato Maltês" recomenda dois bons espumantes para aqueles almoços leves (umas saladas, uns pimentos "padrón", salmão fumado, queijos frescos e o que mais deste género apetecer) de jardim e/ou piscina. O primeiro é o Vértice "Cuvée", da Região do Douro, feito a partir das castas brancas da região (Viosinho, Gouveio, etc). Custou-me menos de €15 a garrafa e se for preciso até acompanha bem outro tipo de "comidinha" um pouco mais de "interiores". O outro, o 3B (de Baga, Bical e Bairrada) "rosé", de Filipa Pato, já acho mais exclusivo de relva e piscina. Custou-me cerca de €10 cada garrafa na "Living Wine". E não digam que não sou vosso amigo!
quinta-feira, maio 01, 2014
sexta-feira, janeiro 31, 2014
Notícias da gripe
Depois de consultados dois médicos, nada... Isto é, continuam a febre estúpida entre os 37º e os 38º, uma tosse cavernícola que me faz passar as noites em branco e uma ausência de apetite que já me fez perder 5Kg. Ah, e agora estou quase afónico. Recomendação médica: se não tiver melhoras até à próxima 2ª feira, venha cá outra vez. Pois que nem duvidem... E já lá vão nove dias... and counting...
terça-feira, janeiro 28, 2014
"Gato Maltês"
Esta gripe é como uma carapaça que se cola ao corpo e por mais que raspemos demora a sair. E já lá vão cinco dias, cinco magros e feios dias. E se leio ou escrevo, lá vem a dor de cabeça correspondente. Chiça e até já.
sexta-feira, janeiro 24, 2014
"Gato Maltês" com gripe
O editor deste "blog" está com gripe. Volta logo esteja melhor, o que espera aconteça lá para 2ª feira. Entretanto, fica em serviços mínimos.
sexta-feira, novembro 15, 2013
domingo, novembro 03, 2013
"Gato Maltês" convida
O meu amigo Abel Soares Rosa vai lançar o seu livro sobre os "Beatles na Imprensa Portuguesa" no próximo dia 16 de Novembro. O "Gato Maltês" tem todo o gosto em se associar ao acontecimento e convida também todos os seus leitores e amigos a estarem presentes. O livro merece todo o destaque. o Abel é um dos maiores (senão o maior) coleccionadores portugueses de "memorabilia" dos Beatles e, para além disso, está assegurada uma tarde bem passada, com música (muita) e algumas bebidas para ajudar à animação. Apareçam.
segunda-feira, setembro 02, 2013
"Back to business"
- Parece que Pedro Passos Coelho já não se importa muito com a existência desta Constituição desde que ela só sirva para emoldurar e os juízes do Tribunal Constitucional a não apliquem. Goste-se ou não da Constituição de 1976 (e eu tenho "mixed feelings": gosto de umas coisas e menos de outras), o actual primeiro-ministro ainda não percebeu que responsabilizar o Tribunal Constitucional pelos seus erros de governação só convence os alunos daquela "Madrassa" que o PSD organiza todos os Verões, e mais uns poucos de militantes com o mesmo baixo nível de elaboração intelectual. Para além disso, quer-me parecer que junto dos juízes do T.C. este tipo de afirmações só poderá ter um efeito contrário aos pretendido. Além disso, esta fixação de Passos Coelho na Constituição é bem sintoma do baixo grau de respeito pela democracia, pela civilização e pela cidadania que o actual primeiro-ministro sempre tem manifestado. O que seria, por exemplo, se os presidentes dos Estados Unidos "blasfemassem" contra a Constituição e os juízes do Supremo Tribunal?... Pois, mas isso são "outras vidas".
- Vi o jogo em barulhento local público e enquanto jantava, mas não consigo lembrar-me de mais de um par de jogadas do meu "Glorioso", com princípio, meio e fim, no jogo contra o SCP - que, diga-se, não jogou mais do que uma qualquer equipa mediana. Falei depois com gente benfiquista que foi a Alvalade e cujas opiniões considero que me confirmaram isso mesmo: equipa sobre brasas, a jogar aos repelões que só se salvou porque - e isto terá de ser creditado ao departamento de "scouting" do clube - contratou uma espécie de Messi. E depois aquele final ao estilo Arrentela Futebol Clube, defendendo o empate com recurso ao pontapé para onde estavam voltados, é indigno do SLB. A "coisa" só pode mesmo melhorar, quando não...
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