O "Gato Maltês" confessa tem uma costela de Imelda Marcos no masculino: gosta muito de sapatos. Mas tem um problema com os "chinelos" de quarto (ou melhor, tinha). Isto porque gosta muito do modelo da Church e não tem nem nunca terá coragem de pagar o preço devido por tal coisa. Acharia mesmo pornográfico. Por isso, e até agora, por cá comprava um modelo não demasiado diferente, mas que não só não era a mesma coisa como deixava algo a desejar em termos de qualidade. Mas disse "tinha" porque finalmente, graças a uma dica de um amigo, descobriu a "Herring Shoes", onde pôde finalmente comprar o modelo igual ao da Church, marca "Herring Shoes", a um preço abordável e ainda com 20% de desconto sobre esse tal preço abordável. Encomenda feita na passada 2ª feira e entrega aqui em Lisboa há pouco mais de 1/2 hora. Impecável, até na embalagem: dentro da habitual caixa, enrolados em flanela, brochura da Herring Shoes, calçadeira e lata de graxa da cor dos ditos "xanatos" ("bordeaux") - tudo a condizer, portanto. Com tudo isto (incluindo o desconto), o preço foi praticamente o mesmo do tal modelo indígena não demasiado diferente, sendo a única diferença relevante o custo dos portes (£7.50). Olho para eles e acho até vou ter pena de os usar...
Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
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quarta-feira, novembro 12, 2014
quarta-feira, janeiro 22, 2014
Será que ando a ler muitos policiais?
- Um grupo de estudantes ligados às praxes académicas, envergando "capa e batina" num fim de semana de praia/campo, caminha 6 ou 7 Km até à praia depois da 1/2 noite e com uma temperatura a rondar os 6 ou 7º, senta-se pacatamente na areia a conversar, ou até a "curtir um charrito", vem uma onda mais furiosa e arrasta-os para o largo. Salva-se apenas aquele que é um género de "chefe da trupe" e que foi o único a levar consigo um telemóvel. Toda a gente achou a história plausível e só cerca de um mês depois vejo a Procuradoria Geral da República interessar-se pelo caso e o assunto começar a ser seriamente investigado. Devo ser eu que ando a ler e a ver muitos "policiais".
- Um bebé de 18 meses desaparece no domingo de casa de parentes e, depois de três noites passadas ao relento, sem comer e sem beber, aparece muito longe de casa e aparentemente em muito razoável estado de saúde. Também neste caso a minha atracção pelas histórias policiais deve estar a influenciar-me, mas espero a "melhor polícia de investigação criminal do mundo" (dá para rir, não dá?) descubra o que na realidade se passou.
quinta-feira, novembro 28, 2013
Frivolidades ou "coisas de gajo": as meias "argyle"
O "Gato Maltês" tem um problema: gosta muito de meias "argyle" (ditas, "de losangos"), coisa que herdou por alguma influência paterna, e como só as usa de lã (não aquelas de fibra da Burlington ou, pior ainda, das que se vendem nas lojas "Pédemeia") e até ao joelho, tem cada vez mais dificuldade em as encontrar em Lisboa. Acresce que como actualmente a sua vida já não obriga a fato, veste quase diariamente roupa mais informal (casacos de "tweed", calças de flanela ou bombazina, "jeans", "pullover",etc), com a qual as meias "argyle" vão muitas vezes mesmo a calhar, sendo por isso conveniente ter número suficiente de exemplares em "stock". Como tem também bastante tempo livre, depois de umas voltas por Lisboa lá conseguiu encontrar três ou quatro locais onde, para os "cotas", ainda é possível comprá-las (requereu algum esforço, confesso), e por isso deixa aqui uma "dica" para os interessados. Ora aqui vai:
- "Lourenço & Santos" (Praça dos Restauradores) - "carotas" (€30) mas de muito boa qualidade.
- "San Giorgio" (Largo da Graça) - tal como o Lourenço & Santos pertence hoje em dia às "Confecções do Homem". Mesma qualidade e preço.
- "Labrador" - mistura de lã (40%) e fibra, mas boa qualidade e preço convidativo (€15). Apenas dois padrões.
- A "Camisa d'Ouro" (Largo do Rato) tinha até há pouco tempo alguns exemplares restantes, de anos anteriores. Custavam €15 e pode ser que ainda restem por lá um ou outro, dependendo do tamanho.
- "Principe de Gales" - uma loja quase ignorada na Avenida Miguel Bombarda. Boa qualidade a €30 o par.
E agora digam lá quem é amigo, quem é?
domingo, julho 22, 2012
Frivolidades: atum de Verão
Um bom conselho para uma manhã de sábado de Verão, quando não custa levantar cedo: vá à "praça". Bem cedinho, aí pelas nove da manhã. Depois, entabule conversações com a sua peixeira habitual (tem de ter uma) e veja se ela lhe arranja um bom naco de lombo de atum, fresquíssimo (se não for o superlativo absoluto simples de fresco, esqueça). Nunca um daqueles com cor acastanhada que se vendem nos supermercados. Primeiro objectivo cumprido, peça para lhe cortarem uns bifes altos (mais ou menos um centímetro de espessura), chegue a casa, tempere com pimenta moída na ocasião e um pouco de flor de sal e chegue-lhes um calorzinho, para aí 1/2' de cada lado é suficiente. Por dentro, cru, pois claro, que é assim que se quer o atum e não demasiado cozinhado como é tradicional fazer-se em Portugal, onde era habitual cozinhá-lo "de cebolada". E pronto, pode juntar-lhe um pouco de molho de soja ou "teriyaky" (não acho indispensável) e uma salada verde daquelas já escolhidas e lavadas do Pingo Doce. Ontem, ao jantar, foi acompanhado com um Grüner Veltliner austríaco de "altitude", fresco e mineral. Conclusão? É mesmo de comer e chorar por mais e uma excelente, simples e não muito cara iguaria "veraniega". E diga lá que não avisei?...
domingo, julho 01, 2012
Frivolidades, ou de como podemos fazer um pequeno intervalo na crise
Ao folhear ontem a "Vanity Fair" descobri partilho com Isabel II a preferência por "lapsang souchong", uma variedade de chá preto fumado em madeira de pinho, com um ligeiro sabor a iodo ou até nafta, originalmente produzido na China. Enfim, pela descrição, excepto o facto de ser preferido por mim e pela Rainha de Inglaterra, parece não ser muito atractivo, mas garanto que é experiência a reter. Cá por casa nunca deixa de haver, e lá o vou bebendo alternando-o com o Earl Grey e o Darjeeling, por vezes até com um verde "gunpowder". Mas, vá lá saber-se porquê e até contra a sua própria História, os portugueses bebem pouco e mau chá. Ironias...
E por falar em iodo e nafta, lembrei-me que também os "maltes" da Isle of Islay e Isle of Skye, muito iodados e com sabor a maresia, estão entre os meus favoritos, especialmente o Lagavulin. Não é coisa para se beber todos os dias, muito menos com água e/ou gelo, mas garanto que "straight", no final de um almoço de "comidinha" alentejana, é coisa para se tornar viciosamente indispensável. A crise? Bom, essa pode seguir dentro de momentos...
quinta-feira, junho 14, 2012
Frivolidades ou "coisas de gajo": "dress codes" (18) - Henley Shirts
Como peça de roupa para uso quotidiano, são um clássico relativamente recente. Mas as suas raízes são bem antigas, já que devem o seu nome à famosa Henley Royal Regatta, um dos acontecimentos desportivos mais tradicionais de Inglaterra, e às camisas tradicionalmente usadas pelos remadores. No fundo, trata-se de um "polo" com "meia-gola", de algodão, mas na sua fabricação não recorrendo normalmente ao chamado "piqué", comum nas "polos", mas ao tipo de textura das vulgares "t-shirts", embora quase sempre de maior gramagem. E tal como as "polos", as Henley Shirts podem ser de manga curta ou comprida, mas, diferentemente delas, utilizam, não dois, mas mais botões, normalmente quatro ou até cinco. Em Portugal não é ainda muito fácil encontrá-las, mas com algum esforço lá se vai conseguindo, a preços normalmente inferiores a €50.
Podem ser usadas com "chinos" ou "jeans", mas como acho vão mesmo bem é com bermudas e as já célebres alpergatas. E se for para manter a forma com umas "remadelas", tanto melhor, mesmo que não se passe do lago do Campo Grande.
quinta-feira, maio 31, 2012
Frivolidades ou "coisas de gajo": "dress codes" (17) - a cor "beige"
Pois é, continuo a ver por aí gente, não diria bem vestida, pelas razões que vou apontar, mas com ar de quem foi pouco afectado pela crise, usando sapatos pretos com calças "beige" e de cores afins, sejam "chinos", calças de algodão menos informais ou até fatos, daqueles fantásticos de algodão bem adaptados aos calores "veraniegos". Asneira, e não só por questões estéticas que têm a ver com a combinação de cores. "Chinos", calças de algodão ou fatos de cor "beige" são indumentárias relativamente informais, pelo que requerem sapatos castanhos, de camurça ou pele lisa, "brogues", "monkstraps" ou "loafers". Se a combinação de cores o exigir, "bordeaux" é cor a ter em conta, pois claro, mas preto é que nunca, jamais. Mandam as regras e o bom gosto.
domingo, maio 27, 2012
Pequenas notas de um domingo à tarde (2) - alpercatas
As alpercatas parecem ter entrado mesmo na moda ("fishing for compliments", direi que desde há vários anos as uso no Verão) e já vejo lojas a vender modelos supostamente sofisticados a preços de 60 e mais euros. Um disparate, já que o "chique" das alpercatas é mesmo o seu aspecto rústico e artesanal e o seu baixo preço, o que permite se comprem vários pares de cores diversas e se deitem fora sem remorsos quando ficam velhas. Já as tenho comprado, "made in Bangladesh", a €1 o par, mas a Loja Real vende-as de melhor qualidade, "spanish made", a pouco mais de uma dezena de euros. Mais do que isso, esqueça.
quinta-feira, maio 17, 2012
Frivolidades para tempos de crise: o café
Os portugueses bebem muito café. E isto é apenas uma constatação. Mas será que gostam mesmo de café? Será que, em vez de irem ao supermercado da esquina e comprarem o Sical cinco estrelas do costume, são capazes de ir a uma boa loja de cafés, experimentarem ou fazerem eles os próprios lotes ou, como gosto de fazer, irem comprando cafés das suas várias origens, em grão, moendo mais ou menos à medida das necessidades e assim irem aprendendo a conhecer as suas diferenças? E será que preferem um bom café de balão ou "saco" feito em casa ao "expresso" indiferenciado da cafetaria do bairro? Tenho dúvidas, mas serve tudo isto para dizer a quem efectivamente gosta de um bom café e não prescinde do açucar que se deixe dessa história de açucar branco ou amarelo, mais ou menos refinado. Só existe no mundo um tipo de açucar adequado para o café, que não altera, interfere muito pouco e até realça os seus sabores e aromas, e esse é o açucar em cristais, como o da fotografia acima.
Claro que, em época de crise, me vão perguntar se tudo isto não acaba por se tornar bem mais caro... Claro que não, desde que não opte pelo Jamaica Blue Mountain ou pelo Kona (chama-se e escreve-se mesmo assim) do Hawaii (por exemplo, sugiro o Colômbia Supremo, o Arábica Maragogype da Guatemala ou o Moka Harrar etíope). E até pode ficar bem mais barato desde que abdique dos inexpressivos "expressos" bebidos regularmente na leitaria do bairro. Bebe melhor café, com maior sofisticação, no conforto de sua casa e ainda poupa dinheiro. Uma verdadeira "quadratura do círculo".
segunda-feira, maio 07, 2012
Frivolidades ou "coisas de gajo": "dress codes" (16). Chuva
- Não sei muito bem porquê, a gabardina clássica tende a desaparecer dos hábitos dos portugueses machos, substituída por uma coisa a que chamam "Kispo". E, francamente, não vejo grande ou pequena razão para tal: é relativamente impermeável, tapa até bem abaixo do joelho, costuma ter grandes bolsos e acesso aos bolsos das calças e do casaco através deles, é adequadamente leve, já que os dias de chuva no litoral português raramente são demasiado frios, e tem uma amplitude de utilização enorme, já que, sendo indispensável para usar com fato, é adequada para vestir com "blazer", casaco de "tweed" e calças de flanela e, até, por cima de um simples "pullover". É cara? Depende: existem para vários preços, digamos que à medida da maioria das bolsas, mesmo as depauperadas dos portugueses. Claro que se considerarmos as Aquascutum ou Burberry, assim a modos que o "nec plus ultra" da coisa, o preço será elevado, sempre para cima dos €700 ou €800, mas devo dizer, saber de experiência feito, que, bem cuidadas, uma ou, no máximo, duas, para o caso do físico mudar muito a longo do tempo, farão toda a nossa vida.
- Ninguém pode considerar-se elegante num dia de chuva carregando um guarda-chuva do "chinês" (ou coisa do género). Ainda por cima porque, no habitual vendaval lisboeta, "viram" e partem varetas ao mínimo sopro (ele é ver os contentores do lixo). Um guarda-chuva decente é portanto indispensável, mais clássico ou mais desportivo. Os melhores são os da Swaine, Adenay Brigg & Son (a Labrador vendeu-os, em tempos), com direito a dois "royal warrants"e com uma gama completa que vai desde os "golf umbrellas" (varetas duplas e "inviráveis" nos vendavais lisboetas mais extremos) aos bem mais elegantes "whangee" (aqueles dos "Vingadores", fabricados com cabo de raiz de bambú. Pronto, pronto, são muito caros, apesar de terem assistência garantida em Londres (já aconteceu a amigos meus). Mas se for ao Azevedo Rua, no Rossio, ou a outras lojas tradicionais para homem (a "Camisa de Ouro" ou o velho Loureço & Santos, por exemplo) encontra guarda-chuvas de outras proveniências, até com cabos de bambú, a preços bem mais razoáveis, desde que se certifique da sua grande resistência, qualidade indispensável à "nortada fresca no litoral oeste". E se quiser ir à loja do "chinês", faça-o antes para comprar aquelas bolsas de plástico com fecho "éclair" para guardar casacos e fatos. Custam entre €1 e €1.5 e, claro, servem também para guardar a nova gabardina. Não garanto a durabilidade (já me aconteceu chegar a casa e o fecho avariar de imediato), mas, se tiver muita roupa para guardar, o preço acaba por compensar.
quinta-feira, abril 19, 2012
Frivolidades ou "coisas de gajo": "dress codes" (15). Camisa e casaco sem gravata
É cada vez mais comum, até entre jornalistas e comentadores da TV, ver gente vestindo camisa sem gravata, a maior parte das vezes usando também casaco ou até fato. O problema não é a ausência de gravata, mas o facto de não saberem como o fazer. Algumas dicas:
- Não se deve usar camisa aberta, sem gravata, com fato, excepção feita a um fato mais desportivo, de flanela cinzenta, por exemplo.
- O ideal será vestir um "blazer", casaco de "tweed" ou, no Verão, um casaco "mil raias" ou outro desportivo, daqueles de algodão ou linho, por exemplo.
- Para usar sem gravata o ideal será sempre uma camisa com um colarinho "button-down", que "cai" melhor e é menos formal. Não é imperativo, mas é normalmente mais estético.
- "Idem" para camisas fabricadas com um tecido mais informal, como, por exemplo, "oxford".
- Também é preferível optar por punhos simples. Mas se forem duplos, com "blazer "jaquetão" e camisa "cutaway collar", sempre usando botões de punho muito simples e despretensiosos, de preferência "silk knots".
- Por último, o mais importante: nunca se desaperta apenas o primeiro botão, o do colarinho, mas os dois primeiros. Este é talvez o erro mais comum e visível, no qual jornalistas, políticos e comentadores de TV insistem a despropósito. Desapertar apenas o primeiro botão é um "faux pas" tão grave como desapertar três botões e mostrar os pelos do peito.
terça-feira, abril 17, 2012
"Frivolidades ou "coisas de gajo" - tudo o que você gostaria de saber sobre sapatos e não tinha onde aprender
segunda-feira, abril 16, 2012
Nomes...
Ora aqui está um excelente exemplo de como os conceitos podem mudar o seu valor ao longo do tempo. Na Idade Média, quiçá, para ser mais preciso, no tempo das cruzadas, o nome da juíza proposta pelo CDS para o Tribunal Constitucional, Fátima Mata Mouros, seria com certeza motivo de orgulho para quem o ostentasse e de admiração positiva para terceiros. Um apelido ganho, certamente, por um seu antepassado que se terá distinguido na luta contra os "infiéis" de antanho, imagino. Hoje, trata-se de um apelido politicamente incorrecto, e gostaria de saber o que farão ao nome da senhora se, porventura, ela tiver de se deslocar um qualquer dia em missão oficial ao norte de África. Bom, mas também já houve um general Buceta Martins, de seu nome, só que não sei se alguma vez se terá deslocado ao Brasil...
segunda-feira, abril 09, 2012
Frivolidades ou "coisas de gajo": "dress codes" (14). "Polos"
Ou: tudo o que gostava de saber sobre "polos" mas tinha vergonha de perguntar"
- Existem basicamente dois modelos de "polos"clássicos: o modelo americano, mais justo ao corpo e com as costas mais compridas do que a parte da frente, e o modelo mais comum na Europa, um pouco mais largo e com pouca ou nenhuma diferença de comprimento entre "frente" e "costas". Optar por um ou outro é uma questão pessoal. Prefiro o modelo americano, mas é mais difícil de encontrar na Europa.
- Uma "polo" clássica tem dois botões. Nem um, nem três, e ponto final. O resto são variantes que têm mais a ver com as antigas camisolas de "rugby" do que com as "polo" clássicas. Não as rejeito, e até tenho uma ou outra, mas são outra conversa.
- "Homens-sanduíche" a fazerem publicidade são coisa da grande depressão" (a de 29, e não esta). Por isso, essa história de andar cheio de emblemas a mostrar a marca da "polo" é para esquecer. De preferência - sim, eu sei que nem sempre é fácil - é melhor comprar "polos" apócrifas, sem jacarés, cavalinhos ou o que quer que seja.
- Ok, não sejamos demasiado radicais: "polos" com o emblema do colégio, da universidade, do clube ou torneio de ténis, golfe ou da regata de Henley também são admitidas.
- Existem "polos" (no original, "polo shirts" ou "chemises "polo") de muitas qualidades, com preços que vão dos €10 aos €100 (roughly). Desde que feitas de algodão, sem mistura de fibras, não é necessário comprar sempre das mais caras, até porque na maior parte das vezes não é compensador em termos de qualidade. Quem tiver - digamos - vinte "polos" no armário, pode ter apenas umas cinco de melhor qualidade, que não custarão mais de €50 ou €60 cada - ou menos, se aproveitar os saldos -, e as restantes pode comprá-las por aí, a preços reduzidos, na H&M, Cortefiel, Springfield, etc. Depois é usá-las conforme as circunstâncias.
- Ao contrário do que possa parecer, "polos" de manga comprida são mais informais do que de manga curta. E qualquer delas sempre mais informal do que uma camisa.
- "Polo" é camisa de veraneio. Portanto, é para usar com vestuário com idêntica personalidade, "Chinos", "jeans", "bermudas" e fato de banho. Quando usadas com "bermudas" ou fato de banho, ficam especialmente bem combinadas com as populares alpercatas, desde que não vá com elas para a água.
- Para não começarem a ficar "ruças" (as de cor escura), podem ser lavadas misturando na água um pouco de vinagre (vinagre normal, e não aceto di Modena).
Como se pode concluir, nem sempre é preciso muito dinheiro para se andar decentemente vestido. Ou melhor: There are lots of things money can't buy.
segunda-feira, abril 02, 2012
Frivolidades ou "coisas de gajo" - "dress codes" (13). Lenço de bolso e suspensórios
A primeira interrogação de quem ler este
título poderá ser: "porquê juntar estes dois acessórios num
"post""? Porque devem combinar ou ser do mesmo padrão? Nada
disso. A resposta óbvia será: porque na respectiva utilização existem "faux
pas" que é absolutamente obrigatório evitar: nunca o lenço de bolso deve
ser igual à gravata e também nunca se devem prender os suspensórios ás calças
utilizando pinças (ou molas). No caso do lenço de bolso, deve mesmo
evitar-se a repetição do padrão da gravata: se esta é regimental, de riscas, é
preferível usar um outro padrão no lenço ("paisley", por exemplo), e
assim sucessivamente. Mais ainda... Quem decidir usar lenço de bolso é
preferível que o faça sempre e não apenas quando quer parecer
"chique" ou precisar de se vestir de modo mais formal: com fato,
"blazer", casaco de "tweed" e com ou sem gravata;
combinando o casaco com "chinos", calças de bombazina ou
"jeans". Depois é questão de também o combinar, em termos gerais, com o que tem vestido. Se tiver dúvidas, "consulte" o Príncipe Carlos...
Já quanto aos
suspensórios, são para prender com botões, que se cosem na parte interior das
calças, e, como disse, nunca "à Sá Pinto", com aquelas horríveis
molas. Mesmo que se comprem as calças no "pronto a vestir" pode
sempre pedir-se na loja que cosam os botões, ou então mandar pregá-los numa das
centenas de úteis lojas de arranjos que por aí existem. E, tal como com o
lenço de bolso, não tem de ser igual a nada: basta saber combiná-los com
inteligência e bom gosto. Mas nada dessas ideias pseudo-extravagantes de usar suspensórios com
"jeans" e outras aberrações: é sempre preferível usá-los debaixo de
um casaco. Vale?
segunda-feira, março 26, 2012
Frivolidades ou "coisas de gajo" - "dress codes" (12). Meias
Usar meias da mesma cor (ou tom) das calças é o que vemos e lemos em todos os manuais de roupa para "gajo": cinzentas para fatos cinzentos, azuis escuras para fatos da mesma cor e castanhas para fatos "beije", aqueles de Verão. Ah!, claro, também azuis escuras ou cinzentas para os "mil raias" de verão, de cores semelhantes. Ok, isto é "o dado", mas não será demasiado "toujours la même chose", isto é, tem de ser mesmo assim? Claro que não.
Por exemplo, e cingindo-nos por enquanto aos fatos, é não só absolutamente aceitável como um pouco mais criativo usar meias azuis escuras com fato cinzento desde que se esteja a usar uma camisa azul-clara (ou sendo esta cor a dominante) com uma gravata a condizer. E se usar um lenço de bolso onde predominem cores semelhantes (mas nunca igual à gravata), melhor fica. Ou seja: sendo o cinzento uma cor neutra é possível "construir" uma outra cor dominante combinando camisa, gravata e meias azuis. O mesmo se pode dizer quando falamos de uma camisa verde-clara, lisa ou de riscas. Ou, outra hipótese ainda, cor de rosa ou com riscas "bordeaux", nestes casos combinando com meias também "bordeaux" e, considerando a hipótese de o fato ser suficientemente informal (flanela cinzenta, por exemplo) para o permitir, sapatos também dessa mesma cor. Mas, claro, estas excepções não se aplicam quando a camisa é branca ou "beije".
Já com "blazer" e casacos de "tweed", que permitem "pullovers" ou "cardigans" de lã por debaixo do casaco, a questão é bem outra. Digamos que sem "pullover" ou "cardigan", é melhor seguir uma regra básica: se estivermos a usar calças cinzentas de flanela ou sarja, meias cinzentas ou da cor dominante do casaco, embora no caso dos "tweeds" "pied de poule" ("houndstooth") ou "shepherd's check", por exemplo, combinar camisa, gravata e meias com uma das cores do casaco, mesmo que a não dominante, seja também interessante. Se vestirmos um "pullover ou cardigan", é não só bem possível como fica bastante bem usar meias da mesma cor, mesmo que estas sejam encarnadas, amarelas, verde alface e assim sucessivamente. Isto para meias de cor uniforme, já que com meias "argyle", mais adequadas a "tweed" do que a "blazer", mais interessantes com calças de bombazina do que de flanela ou sarja, o melhor é dar largas à imaginação e ao bom gosto, desde que, no fim do dia, tudo combine. Confuso? Olhe que não, olhe que não...
quinta-feira, março 08, 2012
Frivolidades ou "coisas de gajo" - "dress codes" (10)
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| Barbour Beaufort waxed jacket |
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| Barbour Tweed Jacket |
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| Husky |
Quando aqui falei do "loden" salientei o facto de ser pouco prático para quem viaja de carro, pelo demasiado espaço que ocupa e por se tornar desconfortável para o "despe/veste" de quem tem de entrar e sair muitas vezes do automóvel. A pergunta que se deve pôr será pois esta: então qual a alternativa para quem viaja de carro nos dias frios e húmidos, necessariamente vestido de modo mais ou menos informal? Bom... pois aqui estão: o "husky", os célebres "encerados" em que a Barbour é especialista e casacos semelhantes de "tweed". São quentes, razoavelmente impermeáveis (principalmente os "encerados"), ocupam pouco espaço, têm normalmente bolsos grandes que permitem ter sempre à mão aquelas pequenas coisas que gostamos de transportar connosco em viagem, podem ser usados por cima de um "pullover", camisola, casaco de "tweed" ou até de "blazer" e, muito importante em todos os tempos e ainda mais nos de crise, o seu preço é razoável (principalmente o do Husky) e bem cuidados duram uma vida. Uma outra vantagem têm, especificamente, os "encerados" da Barbour: podem ser re-encerados em casa com a cera original, uma esponja e o recurso a um simples secador de cabelo. E, se não tiver paciência para tal e o casaco começar a romper, aqui e ali, basta deixá-lo na loja da "El Caballo", representante em Portugal da marca, para encerar e pôr uns remendos (o meu tem mais de vinte anos, já foi remendado mais do que uma vez e da última paguei €35 para encerar e remendar). Por esta razão, recomendo sempre a Barbour no caso dos "encerados". Quanto aos outros, existem várias opções, incluindo, no caso do "husky", uma marca exclusiva do El Corte Inglés a preço mais do que razoável.
Claro que também são bem úteis no "dia a dia" da cidade, aos fins de semana, para levar para a "bola" e para quem não é obrigado a vestir-se sempre de modo formal (fato e gravata). "Value for money", pois claro.
terça-feira, março 06, 2012
sexta-feira, março 02, 2012
segunda-feira, fevereiro 27, 2012
Frivolidades ou "coisas de gajo" - "dress codes" (9). "Sapatos de vela"
Dizia uma das minhas avós, francesa de nascimento, que a verdadeira pedra de toque sobre a elegância de um homem eram os sapatos. Um homem até poderia parecer muito bem vestido, mas uma má escolha de sapatos ou sapatos de má qualidade deitariam tudo a perder. Lembro-me disso sempre que vejo portugueses a usarem os chamados "sapatos de vela" (costumo chamar-lhes "docksides", a marca da Sebago que se tornou um "genérico") no Inverno, com meias, mesmo quando se tratam daqueles com a sola um pouco mais grossa e cores discretas.
Como o nome indica, os "docksides" têm uma origem náutica, por isso mesmo se tendo tornado sapatos de praia, de "resort" ou até mesmo de cidade em situações de grande informalidade. E, claro está, sempre de Verão, que é a estação do ano ligada a tais actividades. Por isso mesmo, usá-los fora dessa estação (em sentido lato) e dos dias quentes, ou com roupa que não sejam os "chinos", "jeans", bermudas e "ofícios correlativos", é um "faux pas" totalmente a evitar. E, devo dizer, não raramente os vejo usados com calças de bombazina, o que constitui um duplo erro: bombazina é vestuário de Outono/Inverno, mais ligado ao campo e não à praia ou afins.
Por tudo o que disse, devo também dizer que não percebo muito bem essa "história" dos "sapatos de vela" com sola grossa e um ar invernoso. No inverno, em ocasiões de alguma informalidade, principalmente se S. Pedro ouviu a preces da ministra Assunção Cristas, usam-se "brogues" de camurça, nobuck ou pele, com sola de borracha, ou então "Chukka boots" e por aí fora. É mais caro? "Olhe que não, olhe que não"!... Se decidir ir por aí "numa de saldos" verá que os arranja a preços bem "honestos".
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