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domingo, julho 22, 2012

Frivolidades: atum de Verão

Um bom conselho para uma manhã de sábado de Verão, quando não custa levantar cedo: vá à "praça". Bem cedinho, aí pelas nove da manhã. Depois, entabule conversações com a sua peixeira habitual (tem de ter uma) e veja se ela lhe arranja um bom naco de lombo de atum, fresquíssimo (se não for o superlativo absoluto simples de fresco, esqueça). Nunca um daqueles com cor acastanhada que se vendem nos supermercados. Primeiro objectivo cumprido, peça para lhe cortarem uns bifes altos (mais ou menos um centímetro de espessura), chegue a casa, tempere com pimenta moída na ocasião e um pouco de flor de sal e chegue-lhes um calorzinho, para aí 1/2' de cada lado é suficiente. Por dentro, cru, pois claro, que é assim que se quer o atum e não demasiado cozinhado como é tradicional fazer-se em Portugal, onde era habitual cozinhá-lo "de cebolada". E pronto, pode juntar-lhe um pouco de molho de soja ou "teriyaky" (não acho indispensável) e uma salada verde daquelas já escolhidas e lavadas do Pingo Doce. Ontem, ao jantar, foi acompanhado com um Grüner Veltliner austríaco de "altitude", fresco e mineral. Conclusão? É mesmo de comer e chorar por mais e uma excelente, simples e não muito cara iguaria "veraniega". E diga lá que não avisei?... 

terça-feira, agosto 31, 2010

"Dicas" de Verão (4) - ou em louvor do "ceviche"

Confesso o meu completo horror quando, nestes dias de trinta e muitos graus (principalmente nestes, mas também um pouco nos outros), passo à porta dos restaurantes populares (daqueles com a ementa escrita numa toalha de papel) e vejo o que se anuncia: desde choquinhos “en su tinta” a feijoada, entrecosto a “plumas” de porco preto (juro não sei o que seja), passando pelo cozido em dia certo da semana, o meu pensamento vai, de imediato, para o que aquelas almas trabalhadoras(?), as que vão ingerir tal coisa, serão capazes de fazer durante a tarde. Eu, confesso, seria incapaz de fazer o que quer que fosse, excepto sentar-me num sofá e esperar que o efeito passasse. Mas enfim, “cada um é como cada qual”, o que é frase reveladora de como o português tem o tamanho do coração na proporção inversa do rigor.

Mas como gosto de zelar pelo meu país e pela produtividade dos compatriotas que me calharam em sorte (é uma maneira de dizer...), e, uma vez mais, partindo da excelente qualidade do peixe aqui da costa, aqui vai uma dica, vinda dos trópicos sul-americanos, destinada aos almoços nestes dias de calor: “ceviche”, será que já ouviram falar? Peixe crú, marinado e comido frio, pois claro. E como sou pessoa condescendente, mesmo para os que têm necessidade de trabalhar tarde fora, recomendo acompanhem com um copo de um branco fresco, seco e aromático, talvez um “sauvignon blanc” dos Lavradores da Feitoria (encontra no Pão de Açúcar das Amoreiras) ou de um desses produtores neo-zelandeses que apareceram por aí agora com “sauvignons” de boa qualidade a preços convenientes.



Passando das palavras aos actos, aqui vai pois a receita. Muito fácil, como podem concluir...

sábado, agosto 21, 2010

Dicas de Verão (3)


O que nos fará ir propositadamente ao Chiado e esperar uns longos dez minutos na “bicha” para comer um gelado no Santini? A qualidade, sim, mas haverá uma outra meia dúzia de sítios em Lisboa e arredores onde esta não ficará muito atrás. Então? Aquilo que se pode designar por “heritage”: o património de uma marca que nos remete para o “glamour” e para o elitismo de uma Cascais dos anos 50 do século passado, do “Clube Naval” e da “Parada”, de D. Juanito de Borbón e de Humberto de Sabóia. É deste espírito, desta capacidade para despertar em nós emoções que se fazem as grandes marcas...

terça-feira, agosto 10, 2010

"Dica" de Verão (2)

Desde que começaram a aparecer no mercado português, para aí há uns vinte e tal anos (um dos primeiros – que me lembre – terá sido o “Terra Franca”, da Sogrape), que me tornei adepto dos rosés secos (não estou a falar daqueles um pouco adocicados, ao estilo “Mateus”) como vinhos de Verão. São frescos e frutados, como a estação requer (mas atenção: desde que comedidos no teor alcoólico), têm uma bela cor, acompanham bem as conversas junto à piscina, com ou sem aqueles aperitivos habituais, e a gastronomia mais ou menos fútil adequada aos calores estivais e a uns bons mergulhos refrescantes. Exemplo? Sushi” (pois claro!) ou uma daqueles saladas frias à base de “pasta” como, por exemplo, “fusilli” tricolor com pedaços e salmão e mexilhões (para peixe grelhado ou para aquelas bem agradáveis saladas gregas com queijo “Feta”, escolha um “branco”, sff).

Ainda por cima são vinhos baratos (também não se espera sejam grandes vinhos!), e aqui agora é que bate o ponto e começa a história deste “post”. Aqui há uns anos (três ou quatro, não me lembro) decidi experimentar um rosé da Cooperativa de Pegões que se vendia no P. de Açucar das Amoreiras a um preço ridículo (cerca de €1.50). Ao contrário do que acontece com tantas outras cooperativas, Pegões insiste em fazer bons vinhos e, pelo preço, este era quase oferecido. Resultado? Desilusão!... O vinho era, como esperava, bem feito mas algum açucar residual tornava-o um pouco enjoativo. Foi para o “index” e ficou de castigo!

Mas, coração generoso, passado esses anos de “nojo” resolvi dar-lhe uma segunda oportunidade e a surpresa foi total: vinho agora seco, frutado tanto quanto se possa esperar, fresco, a merecer os maiores encómios face ao preço proposto (os mesmos €1.50, mais coisa menos coisa). Um achado, este “Fonte do Nico” rosé (12.5º) feito por Jaime Quendera com base na casta Castelão, a dominante na região de Setúbal/Palmela. A provar, pois claro, que é possível fazer vinho “honesto”, para o dia a dia, a preços convenientes, e também que a crise não é desculpa (de mau pagador) para se abandonarem os bons hábitos. Vá lá, aproveite a "dica".

segunda-feira, agosto 09, 2010

"Dica" de Verão

Com excelentes sardinhas e atum de conserva, com óptimo azeite, os portugueses conhecem pouco ou nada uma das melhores e mais baratas opções para estes dias de insuportável canícula: a salada niçoise. Experimentem-na acompanhada de um também bom e barato vinho branco, como o Adega de Pegões colheita seleccionada (menos de €3 no Pingo Doce – sem publicidade).

Nota: pode misturar na salada atum e sardinhas de conserva que só ganha com a opção.

terça-feira, junho 01, 2010

Um elogio de vez em quando até que nem fica mal...

Excelente o último “Fugas”, o do passado sábado, sobre tudo – ou quase tudo, vá lá... – o que apetece no Verão, das sardinhas aos vinhos brancos e às esplanadas para os beber. Se das sardinhas nada melhor a acompanhar do que uma boa sangria, feita com base num vinho “honesto” e não numa qualquer zurrapa, dos “brancos” que por lá se anunciam não deixo escapar dois que, pela qualidade, preço mais do que simpático (cerca de €3) e availability (basta ir ao Pingo-Doce da esquina) há muito me acompanham nos calores veraniegos: o “Prova Régia” bucelense e o “Adega de Pegões” colheita seleccionada. Muita coisa por pouco dinheiro, verão.