Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
domingo, julho 22, 2012
Frivolidades: atum de Verão
terça-feira, agosto 31, 2010
"Dicas" de Verão (4) - ou em louvor do "ceviche"
Confesso o meu completo horror quando, nestes dias de trinta e muitos graus (principalmente nestes, mas também um pouco nos outros), passo à porta dos restaurantes populares (daqueles com a ementa escrita numa toalha de papel) e vejo o que se anuncia: desde choquinhos “en su tinta” a feijoada, entrecosto a “plumas” de porco preto (juro não sei o que seja), passando pelo cozido em dia certo da semana, o meu pensamento vai, de imediato, para o que aquelas almas trabalhadoras(?), as que vão ingerir tal coisa, serão capazes de fazer durante a tarde. Eu, confesso, seria incapaz de fazer o que quer que fosse, excepto sentar-me num sofá e esperar que o efeito passasse. Mas enfim, “cada um é como cada qual”, o que é frase reveladora de como o português tem o tamanho do coração na proporção inversa do rigor.
Mas como gosto de zelar pelo meu país e pela produtividade dos compatriotas que me calharam em sorte (é uma maneira de dizer...), e, uma vez mais, partindo da excelente qualidade do peixe aqui da costa, aqui vai uma dica, vinda dos trópicos sul-americanos, destinada aos almoços nestes dias de calor: “ceviche”, será que já ouviram falar? Peixe crú, marinado e comido frio, pois claro. E como sou pessoa condescendente, mesmo para os que têm necessidade de trabalhar tarde fora, recomendo acompanhem com um copo de um branco fresco, seco e aromático, talvez um “sauvignon blanc” dos Lavradores da Feitoria (encontra no Pão de Açúcar das Amoreiras) ou de um desses produtores neo-zelandeses que apareceram por aí agora com “sauvignons” de boa qualidade a preços convenientes.
Passando das palavras aos actos, aqui vai pois a receita. Muito fácil, como podem concluir...
sábado, agosto 21, 2010
Dicas de Verão (3)

O que nos fará ir propositadamente ao Chiado e esperar uns longos dez minutos na “bicha” para comer um gelado no Santini? A qualidade, sim, mas haverá uma outra meia dúzia de sítios em Lisboa e arredores onde esta não ficará muito atrás. Então? Aquilo que se pode designar por “heritage”: o património de uma marca que nos remete para o “glamour” e para o elitismo de uma Cascais dos anos 50 do século passado, do “Clube Naval” e da “Parada”, de D. Juanito de Borbón e de Humberto de Sabóia. É deste espírito, desta capacidade para despertar em nós emoções que se fazem as grandes marcas...
terça-feira, agosto 10, 2010
"Dica" de Verão (2)
Ainda por cima são vinhos baratos (também não se espera sejam grandes vinhos!), e aqui agora é que bate o ponto e começa a história deste “post”. Aqui há uns anos (três ou quatro, não me lembro) decidi experimentar um rosé da Cooperativa de Pegões que se vendia no P. de Açucar das Amoreiras a um preço ridículo (cerca de €1.50). Ao contrário do que acontece com tantas outras cooperativas, Pegões insiste em fazer bons vinhos e, pelo preço, este era quase oferecido. Resultado? Desilusão!... O vinho era, como esperava, bem feito mas algum açucar residual tornava-o um pouco enjoativo. Foi para o “index” e ficou de castigo!
Mas, coração generoso, passado esses anos de “nojo” resolvi dar-lhe uma segunda oportunidade e a surpresa foi total: vinho agora seco, frutado tanto quanto se possa esperar, fresco, a merecer os maiores encómios face ao preço proposto (os mesmos €1.50, mais coisa menos coisa). Um achado, este “Fonte do Nico” rosé (12.5º) feito por Jaime Quendera com base na casta Castelão, a dominante na região de Setúbal/Palmela. A provar, pois claro, que é possível fazer vinho “honesto”, para o dia a dia, a preços convenientes, e também que a crise não é desculpa (de mau pagador) para se abandonarem os bons hábitos. Vá lá, aproveite a "dica".