quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Ricardo Quaresma

Bastaria ter visto o último jogo entre o Shalke 04 e o FCP para perceber porque Ricardo Quaresma ainda joga em Portugal e não seguiu o caminho de outros jogadores portugueses “concorrentes” como Cristiano Ronaldo, Nani e Simão. Para Quaresma um jogo de futebol é um projecto próprio, unipessoal, um número de circo em que a equipa, onde apenas por necessidade se integra, não é mais do que um pretexto, uma troupe convidada para que o protagonista, o “rapaz do trapézio voador”, possa brilhar (?). Claro que ainda não percebeu que assim cada vez brilha menos, até porque não tem a variedade de soluções de Cristiano, Nani ou Simão e muito menos o génio de um Maradona ou um Futre, jogadores de extracção semelhante mas que mais frequentemente percebiam como e quando era possível desequilibrar. Por isso eram muito melhores. Isso mesmo, Ricardo Quaresma é um jogador com um grande déficit de “inteligência de jogo”, há que dize-lo sem rodeios, mais evidente num futebol cada vez mais colectivo. Esperemos que Scolari lhe explique porque não teve lugar no mundial de 2006 e lhe mostre que no Europeu de 2008 terá quando muito um lugar no “banco”. Muito dificilmente será um jogador de categoria europeia.

2 comentários:

VdeAlmeida disse...

De volta, já com os brônquios desimpedidos do excesso de fumo, quero dar a minha concordãncia quanto ao escrito, acrescentando, no entanto, que me parece que o caso de Simão não seja muito diferente.
Aliás, as recentes (e infelizes) declarações do Simão, denunciam que nunca se "curou" da falta de humildade de que sofre, a mesma "doença" que afecta o Quaresma. Claro que o Simão, sendo mais velho, ganhou um pouco mais de sentido colectivo.No entanto, não lhe auguro grande (extenso) futuro em Espanha, onde não conseguirá nun sobressair como fazia cá, tal a quantidade de craques que lhe fazem concorrência. Aliás, o seu peso na equipa do A. Madrid está bem expresso na sua limitada utilização.
Ora este é um dos grandes problemas com que o seleccionador se terá quue confrontar, uma vez que C. Ronaldo, embora não tenha grandes tiques de vedeta (ou se os tem, disfarça), gosta muito de jogar para a bancada. Bem, e com 3 do ataque a jogarem assim, não há equipa que resita.
Abraço

JC disse...

Meu caro.
Basicamente de acordo. Mas Simão sempre foi + colectivo e + decisivo. Nas bolas paradas, p. ex. e como marcador de golos. E tem + inteligência de jogo. No entanto, sempre disse aos meus amigos de estádio, mesmo quando ele jogava no meu SLB, que em Portugal e no Benfica era importantíssimo mas nunca seria um grande jogador a nível europeu. É um caso parecido com o de João Pinto, embora Simão fizesse mais vezes a diferença (nota: não sou adepto de João Pinto). Quem é e pensa rápido, aqui sobressai, apenas pq em Portugal se joga mais devagar e se pensa mais lento. Uma vez no estrangeiro...
Quanto ao Scolari, tem o Nani. É melhor que Simão e Quaresma.