segunda-feira, junho 04, 2007

"Prós e Contras" - Ota ou Poceirão?

O “Prós e Contras” propõe para hoje, uma vez mais, uma discussão sobre a questão do novo aeroporto de Lisboa centrada num tema redutor, enviesado e simplista (“Ota ou Poceirão?”). Digamos que é uma discussão “costurada” à medida do “bloco central” e dos interesses (uns legítimos, outros sabe-se lá...) que, neste caso concreto, nele se revêm. Gostaria de propor, para um programa próximo, uma discussão mais centrada no interesse do país e dos portugueses. Para isso deixo alguns temas relacionados com a questão do novo aeroporto, como sejam:
  • Que modelo de desenvolvimento para Portugal e qual o lugar que nele ocupam as grandes obras públicas?
  • Que modelo de competitividade face a Espanha e qual o lugar de Portugal numa Península Ibérica das nacionalidades?
  • Qual a estratégia para Lisboa enquanto maior cidade portuguesa, mas 4º ou 5ª cidade peninsular? Qual o futuro para o eixo Douro/Galiza?
  • Tendo em atenção estas questões, qual o futuro de transporte aéreo e qual tipo de estruturas aeroportuárias necessárias? De que modo nela se enquadra (ou não) a Portela?
  • Como se irão articular com os transportes de superfície, passageiros e carga, e como se estruturará este (alta velocidade, velocidade alta, etc.)? E com o transporte marítimo?

Penso é suficiente...

2 comentários:

Bianca Castafiore disse...

Há quem defenda que deveríamos investir muitíssimo mais no transporte marítimo, pelas condições geográficas do país e por apresentar grandes vantagens económicas.
Pessoalmente, gostaria de ver a equação contemplar mais variáveis, de facto!...
Ota vs Poceirão é um pouco de menos... Vá lá que já não se fala em Rio Frio, esse máximo absurdo, o que talvez seja um progresso. Mas concordo consigo: pôr a questão nestes termos é completamente irracional porque inadequado.

Bianca Castafiore disse...

Acho que fui obscura: quando falo em "mais variáveis", quero dizer que estas não são as variáveis certas, porque as que interessam são aquelas que JC aponta: as questões de fundo, as grandes opções, que teriam que ser consideradas antes da questão do "onde se faz?".