sábado, junho 09, 2007

Palavras para quê? São "artistas" portugueses...

Segundo o "Público", "o diário britânico "The Times" noticiou, esta sexta-feira, que os inspectores portugueses responsáveis por encontrar Madeleine McCann fazem almoços de «duas horas», durante os quais ingerem bebidas alcoólicas. Confrontada com estes factos, a PJ desvalorizou a notícia.
Confrontada com estes factos, a PJ desvalorizou a notícia."
Ver aqui notícia completa.

Chama-se a isto tocar onde dói mais. E bem gostava de ver, ouvir ou ler agora aqueles normalmente tão pressurosos nas suas atitudes anti-britânicas ou “patrioteiras” (direi apenas xenófobas?) a contestar e contra argumentar. Se, de facto, existe algo facilmente identificável, no dia a dia, a afastar os portugueses da Europa civilizada são as intermináveis horas dedicadas a almoços durante os dias de trabalho, normalmente acompanhadas de vinho e um whisky a seguir, pois claro, mas também não poucas vezes “regando” feijoadas, “choquinhos” com tinta, cozido à portuguesa e outros pratos afins, “está-se mesmo a ver” tão adequados a quem tem pela frente uma tarde de trabalho(?). O pior, o pior ainda, é os portugueses confundirem isto com qualidade de vida – quando se trata apenas, pura e simplesmente, de “alarvice” - desdenhando de quem não perde mais de uma hora com um almoço num dia de trabalho e prefere comer uma boa sanduíche, uma salada e um sumo... Digo eu, que gosto muito de vinho mas o guardo para outras ocasiões...

3 comentários:

Bianca Castafiore disse...

Tenho de concordar consigo. Esta impressão nacional de que é preciso grandes banquetes para se ter ESTATUTO sempre me afligiu. Parece-me sinal claro da debilidade económica e de falta de qualidade de vida. Para não falar de outras coisas!

JC disse...

Olhe, é como quando falam em "almoços de negócios"! Os meus, quando eram mesmo de trabalho ou de "negócios",sempre se passaram em reunião à volta de uma mesa com sanduíches e sumos encomendados para todos na loja mais próxima!

Bianca Castafiore disse...

Pois... Por outro lado, fiquei a interrogar-me sobre se seria XENOFOBIA da minha parte achar que há alguma xenofobia nos comentários dos jornais citados. :)
Acho que não. A meu ver, a cobertura mediática deste triste caso tem servido para destruir tudo o que há de verdadeiramente decente e sensível nas pessoas, com a exploração dos sentimentos de compaixão e a manutenção de um estado de sítio em torno do desaparecimento da criança. Cá e lá, más fadas há! Quando se leva a cobertura jornalística para além do razoável e decente, as coisas começam a não fazer sentido. Perdem até a utilidade.