Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
sexta-feira, dezembro 07, 2007
João Cravinho e o novo aeroporto
segunda-feira, agosto 13, 2007
Rescaldo de um calmo fim de semana alentejano
terça-feira, junho 26, 2007
Um país de tristes, uma tristeza da país (7)
domingo, junho 24, 2007
"O grande "hub" aeroportuário"
sábado, junho 23, 2007
A ANA e a solução Portela+1
sexta-feira, junho 22, 2007
Modelo de desenvolvimento, mercado ibérico, TGV, financiamento, aeroporto e o que mais adiante se verá...
Já me parece completamente despropositado e fora deste modelo o investimento de 4.5 milhões de euros (quase o dobro do investimento na linha Lisboa-Caia!!!) na linha Lisboa-Porto, distanciadas apenas 300 Km e, actualmente, 2.45 h por comboio pendular, tempo que pode ser encurtado (até duas horas e quinze?) através da intervenção na infra-estrutura existente o que tornaria o comboio perfeitamente competitivo com o avião. Investir 4.5 milhões de euros para poupar ½ hora num trajecto entre as duas cidades ou transformar a rede de alta velocidade numa rede regional de caminhos de ferro é um erro estratégico grave. Este é o modelo megalómano “grande plataforma litorar” da península e hub aeroportuário na Ota, para competir com Madrid, com TGV internacional a ligar-se à linha interna de alta velocidade formando o “tal” “T” parece que entretanto já alterado(?). Não tem qualquer consonância com a realidade e é destinado ao fracasso. De si próprio e do país.
PS. A propósito do modelo de financiamento: Quero ter uma mansão. Não preciso, mas pronto: acho giro! Como já passei dos cinquenta e não tenho dinheiro para tal, vou pedir ao construtor que a faça e, quando eu morrer ou for já velho, a cobre aos meus filhos e netos... Não é uma boa ideia? Para mim é, claro! Eles é que, mesmo herdando a dita mansão que não lhes fará falta alguma, talvez não venham a achar lá muita graça!!! O PSD também não acha... Com razão!
terça-feira, junho 19, 2007
A integração ibérica e o novo aeroporto
Num futuro mais ou menos longínquo, será uma das suas nacionalidades, o que não implica necessariamente a perda da sua independência política nem significa algo de negativo ou apocalíptico. Nem sequer uma perda de oportunidades para os seus nacionais, já que, no actual momento e citando apenas um exemplo, dificilmente alguém poderá esperar atingir lugares de topo numa estrutura transnacional se não optar por uma carreira fora de Portugal ou por um complemento de formação no estrangeiro. Mais ainda, pelos seus investimentos no país, a integração ibérica dos mercados tem sido oportunidade de emprego mais qualificado, formação acrescida para muitos dos portugueses e acesso a produtos de melhor relação qualidade/preço.
É a esta luz que deve ser analisada a tão falada necessidade de ser competitivo com Espanha, o que tem sido demasiado frequentemente interpretado como incentivo a uma rivalidade com armas semelhantes, obviamente destinada ao fracasso, e não como tendo por objectivo encontrar o nosso espaço de oportunidade e de riqueza numa integração plena. Pelos vistos, infelizmente, a mentalidade anti-castelhana herdada do salazarismo e o tradicional provincianismo dos portugueses, que, ao contrário dos espanhóis, nunca foram verdadeiramente um competidor a ter em conta nas disputas europeias, têm conseguido conjugar-se num factor potenciador do nosso atraso. Queiramos ou não, é também tudo isto que tem estado presente nas discussões sobre o novo aeroporto de Lisboa, e a decisão a tomar em nada lhe será alheia.
segunda-feira, junho 18, 2007
Portela+1 (III)
O ministro da presidência, Silva Pereira, acaba de passar a certidão de óbito à solução Portela+1 em entrevista a Mário Crespo no “Jornal das Nove” da SIC Notícias. Argumento? A solução não possibilita a criação do já célebre hub aeroportuário que, nas palavras do ministro, “permitiria desviar para Portugal as grandes rotas internacionais” (citei de cor). Nada de novo, claro, mas desta vez dito assim mesmo, “preto no branco” e de forma assaz simplificada para todos o entenderem. Deste ponto de vista, óptimo; nada como falar claro. Mas, senhor ministro, acredita mesmo nessa possibilidade? Verdade, verdadinha que acredita? Se sim, como parece, e para provar que a megalomania não tomou definitivamente conta do estado tal qual mentalidade dominante de um país gerido como se fosse uma gigantesca autarquia, será necessário primeiro que o governo prove tudo isso é possível, mais do que isso provável e com que grau de certeza o pode garantir - bem como o que pode correr mal e quais as suas consequências: não se toma uma decisão sobre um investimento deste tipo em bases voluntaristas, sem definir e quantificar cenários e avaliar os custos de um eventual insucesso. Se não, o caso é ainda mais grave. Tão grave que prefiro mesmo nem sequer o considerar.
Muito mais do que tentar adivinhar ou elocubrar sobre o que se terá passado nas eventuais conversações entre a CIP e o governo – com ou sem intervenção da Associação Comercial do Porto –, assunto que já ocupou tempo desproporcionado face á sua efectiva importância, é esta a questão fundamental.
domingo, junho 17, 2007
O PSD e a "alta velocidade" (TGV)
terça-feira, junho 12, 2007
Portela+1 (II)
segunda-feira, junho 11, 2007
Portela+1
quinta-feira, junho 07, 2007
Importam-se de dar atenção ao que é realmente importante?
terça-feira, junho 05, 2007
Duas notas s/ o "Prós e Contras" de ontem
- Tanto quanto me foi dado perceber, dos quatro intervenientes principais no debate no “Prós e Contras” de ontem apenas Eduardo Catroga me pareceu “aos costumes não dizer nada”, isto é, não ter quaisquer interesses significativos ligados com a nova “mega estrutura aeroportuária” (desculpem o palavrão). Terá sido por isso que foi o único a não descartar qualquer futura solução, incluindo a manutenção da Portela?
- Ser competitivo (com Espanha ou com o que quer que seja - ou com o que Espanha venha a ser no futuro) não significa necessariamente fazer o mesmo que os outros melhor e/ou mais barato. Pode significar também fazer diferente... Por exemplo, para ser competitivo com Espanha, Portugal não precisa de ter uma área urbana de 4 ou 5 milhões de habitantes, à dimensão de Madrid ou Barcelona. Pode ter, alternativamente, uma estrutura urbana distribuída por várias cidades de média dimensão. Tudo depende do modelo de desenvolvimento e de competitividade...
segunda-feira, junho 04, 2007
"Prós e Contras" - Ota ou Poceirão?
- Que modelo de desenvolvimento para Portugal e qual o lugar que nele ocupam as grandes obras públicas?
- Que modelo de competitividade face a Espanha e qual o lugar de Portugal numa Península Ibérica das nacionalidades?
- Qual a estratégia para Lisboa enquanto maior cidade portuguesa, mas 4º ou 5ª cidade peninsular? Qual o futuro para o eixo Douro/Galiza?
- Tendo em atenção estas questões, qual o futuro de transporte aéreo e qual tipo de estruturas aeroportuárias necessárias? De que modo nela se enquadra (ou não) a Portela?
- Como se irão articular com os transportes de superfície, passageiros e carga, e como se estruturará este (alta velocidade, velocidade alta, etc.)? E com o transporte marítimo?
Penso é suficiente...