Mostrar mensagens com a etiqueta Marques Mendes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Marques Mendes. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, maio 06, 2013

Cavaco "comenta" Marques Mendes

"Cavaco marcará Conselho de Estado quando considerar útil"

Ou seja, agora, o Presidente da República comenta, altera, corrige, confirma ou o que quer que seja, notícias (ou "cachas" jornalísticas) não oficiais e inconfidências sobre a marcação de reuniões do Conselho de Estado dadas nas televisões por um qualquer dos seus membros. Isto está bonito, está! 

Já agora: sempre que oiço "encherem a boca" com a "defesa intransigente do interesse nacional", saco logo da pistola. Até porque, neste caso específico, a "defesa intransigente do interesse nacional", isto é, o sentido de Estado, exigia que o Presidente da República tivesse ficado calado.

domingo, maio 05, 2013

O "porta-voz" do Conselho de Estado e os orgãos de soberania

Ao anunciar, "em directo e ao vivo" no seu "talk show", que o Presidente da República se preparava para convocar o Conselho de Estado para "daqui a umas semanas" , Marques Mendes, Conselheiro de Estado eleito pela Assembleia da República, deu mais uma machadada no que restava do prestígio de uma instituição já de si muito abalada na sua credibilidade desde que Cavaco Silva demorou uma "eternidade" para afastar Dias de Loureiro do cargo de conselheiro. Esperam-se, no mínimo mas sem esperança, reacções adequadas por parte da Assembleia e da Presidência da República.

Mas acrescento ainda mais. Esta é também uma machadada, talvez definitiva, no prestígio de mais uma instituição ligada à Presidência da República, cuja actuação do actual titular, desde que utilizou o cargo para conspirar abertamente contra o governo legítimo eleito pelos portugueses, apenas tem contribuído para demonstrar a completa inutilidade, e até contraproducência, do regime semi-presidencial e da eleição do Presidente da República por sufrágio directo e universal. 

segunda-feira, dezembro 10, 2012

Marques Mendes está "a gozar com o pagode"

Marques Mendes - que até foi um razoável líder político do PSD - é a prova provada da actual tendência das televisões, principalmente da TVI, em reduzir o comentário político a um conjunto de "soundbites" e quanto mais brejeiros melhor. Com Marcelo Rebelo de Sousa já tínhamos a espuma dos dias, a "petite politique" a ocupar o lugar que deveria pertencer por direito próprio à análise estruturada e lúcida; agora, com Marques Mendes, descemos mais uns degraus e estamos a chegar ao nível de quase (?) "lixo". É que, infelizmente, não é só Vítor Gaspar e o primeiro-ministro que estão "a gozar com o pagode" ou a tratar os portugueses como "atrasados mentais". Ao "empurrar" para um nível tão baixo os padrões do comentário e da análise política, em vez de contribuir para tornar mais perceptível a "causa e consequência das coisas", é o próprio Marques Mendes que está a "gozar com o pagode", isto é, está a dar a sua contribuição para a desinformação dos portugueses assim contribuindo assim para que estes aceitem de forma ainda mais passiva e acrítica que um qualquer governo ou dirigente político os trate como "atrasados mentais", substituindo uma política que promova o desenvolvimento, a civilização e a cidadania por uns quaisquer "beijos e abraços" mais ou menos Kim Il Sunguianos ou Peronistas de "afectividade"

quinta-feira, novembro 01, 2012

Marques Mendes ou a bóia de salvação

De facto, se o convite do governo ao PS para colaborar na "refundação" do MoU e na reforma do Estado tinha deixado o destinatário numa posição difícil e defensiva, pelo menos num primeiro momento (disse-o aqui, comparando-o à contra-ofensiva das Ardenas na WW II), as declarações de Marques Mendes, ontem à TVI, informando já existem negociações em curso com o FMI sobre o assunto, ofereceram da mão-beijada e em bandeja de prata ao PS o pretexto para a recusa de qualquer sua colaboração, dando contribuição significativa para afastar o partido de António José Seguro da posição difícil em que tinha sido colocado. Digamos que com amigos como Marques Mendes, por certo o governo não precisa sequer de inimigos. Definitivamente, nada sai certo a este governo.

domingo, outubro 14, 2012

A "originalidade do nosso processo"

Marques Mendes e Marcelo Rebelo de Sousa, comentadores residentes de um canal de televisão, fazem campanha eleitoral nos Açores pelo principal partido do governo; um juiz-desembargador (Rui Rangel), não se contentando em discutir política, semanalmente, num dos canais do serviço público de televisão, integrado num painel onde pontifica o bastonário da Ordem dos Advogados, ainda decide candidatar-se a presidente de um clube de futebol (por sinal, o meu), enquanto a sua associação sindical ameaça enviar o orçamento de Estado para o Tribunal Constitucional onde a respectiva conformidade com a constituição da República será apreciada pelos seus pares, embora de uma instância superior. Nos "gloriosos" tempos do PREC chamar-se-ia a isto a "originalidade do nosso processo". Dispenso-a...

sexta-feira, outubro 08, 2010

Luís Marques Mendes e a extinção de organismos públicos

Luís Marques Mendes, o melhor presidente do PSD dos últimos (largos) anos, apresentou uma lista de organismos públicos que podem ser extintos sem prejuízo significativo para os serviços prestados ao cidadão e à comunidade. Na generalidade, e de acordo com aquilo que conheço e sei de tais organismos (existirão mais), concordo com Luís Marques Mendes. Mas seria importante que, simultaneamente, o ex-presidente do PSD apresentasse também um cálculo dos valores que se poderiam poupar com tal extinção. É que não podendo os funcionários com vínculo ao serviço público e que nesses organismos exercem funções ser, pura e simplesmente, despedidos, e desconhecendo os restantes custos envolvidos e a possibilidade de cessarem ou diminuírem drasticamente, no curto/médio prazo, com a extinção das referidas instituições, sou levado a concluir que, embora essa extinção seja saudável quer como princípio quer e em termos organizativos e de rigor, os valores de poupança assim obtidos ficariam muito longe do que por vezes se imagina, quase não “dando a mecha para o sebo”. Como disse, aplaudo o princípio, mas permito-me duvidar da eficácia até que me apresentem os custos... Fica o desafio.

terça-feira, agosto 04, 2009

Arguidos, condenados e candidatos

Quando os direitos, liberdades e garantias definidores de um Estado de direito democrático estão em jogo, é bom que não se fique calado. Sejamos claros: apenas sentença jurídica transitada em julgado que o impeça pode limitar a candidatura de cidadãos a cargos políticos, desde que todas as outras condições exigíveis estejam preenchidas. Por isso mesmo, nada pode impedir Isaltino Morais ou qualquer outro cidadão constituído arguido, pronunciado, acusado ou condenado (peço desculpa de eventual menor rigor mas não sou jurista) de se candidatar a uma autarquia ou a um lugar de deputado, neste último caso, desde que um partido aceite incluí-lo nas suas listas.

Algo diferente é um partido ou grupo de cidadãos determinar incompatibilidades para a sua candidatura por essa organização, tal como Luís Marques Mendes o fez – e muito bem -, mas essa é uma decisão estritamente política que apenas a eles compete e diz respeito. Em última análise, compete aos eleitores decidir, com o seu voto, e à justiça julgar. Quando a moral, com a inerente hipocrisia, tende a substituir-se a critérios que deveriam ser apenas políticos e jurídicos, é caso para dizer que algo vai mal para a democracia e para a liberdade.

segunda-feira, agosto 03, 2009

Isaltino e o "povo da SIC"

Algo convém não esquecer no dia da condenação em 1ª instância de Isaltino Morais e no preciso momento em que caixas de comentários de "blogs", "sites" de informação e jornais “on-line” serão com certeza inundadas dos habituais insultos do “povo da SIC” sedento do sangue dos “ricos e poderosos” mas sempre com a memória curta, demasiado curta: quem elegeu Isaltino Morais durante mandatos sucessivos, com mais do que confortáveis maiorias, foram os eleitores, cidadãos portugueses residentes ou recenseados no concelho de Oeiras, ao que dizem, o concelho com maior número de licenciados no país. Foram eles, todos eles, que também foram hoje julgados e condenados. Tenham vergonha!

Não sabiam? Quem elege constantemente para seu presidente alguém com o perfil do autarca de Oeiras - tal como quem elegeu Hitler só poderia esperar algo de parecido com o genocídio e o holocausto - alguma vez pôde imaginar o resultado seria diferente ou se preocupou muito com o que, hoje, foi dado como provado?

Já agora. Se o julgamento teve condenados teve também um vencedor e espero ninguém o esqueça. Chama-se Luís Marques Mendes e foi o mais competente presidente do PSD dos últimos anos.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Marques Mendes e Alcochete

O seu a seu dono. Alguém, convém lembrar, averbou uma indiscutível vitória com a decisão do governo de construir o novo aeroporto de Lisboa em Alcochete: Luís Marques Mendes, que foi quem, como líder partidário, primeiro e mais significativa e veementemente se opôs à opção Ota. É justo que isso seja hoje aqui lembrado.

segunda-feira, outubro 01, 2007

PSD, debate político e liberalismo

Marcelo Rebelo de Sousa, na sua “charla” de ontem na RTP1, pôs em causa as directas do PSD com a argumentação de que quando o leader era eleito em congresso se discutia política e nas directas isso não acontece. Duas questões prévias antes de ir ao âmago do problema. A primeira que é “feio” e pouco democrático este tipo de reacção à posteriori, pós-eleições, na fronteira do “se o povo não vota em nós, então muda-se o povo”. A segunda, uma lição para o futuro, que a demagogia e o populismo sempre favorecem quem neles melhor se movimenta (o senhor de La Palisse não diria melhor) e, assim, Marques Mendes ao correr a convocar as directas sentindo a sua liderança em crise, como se uma vitória nessas directas a pudesse fortalecer, limitou-se a actuar como qualquer aprendiz de feiticeiro ainda mal iniciado nas práticas.

Mas vamos ao cerne do assunto. MRS tem alguma razão de base naquilo que diz: em teoria, é mais fácil falar de política num Congresso com 1 000 delegados eleitos, portanto “subindo na pirâmide”, melhor preparados do que os 60 000 militantes que neles delegaram, do que em directas. O problema é que MRS sabe que na prática nem sempre isso acontece, sendo os delegados demasiado frequentemente eleitos por mor de outras “razões” que não as do seu saber político ou capacidade para o debate. É pena, mas é assim. Portanto, a simples eleição do leader em Congresso não assegura, por si só, uma prioridade ao debate das ideias, assim como a inversa não é verdadeira: as directas não significam obrigatoriamente a menorização desse debate e, ao cair na esparrela lançada por Luís Filipe Menezes de afastar os temas políticos da primeira linha da discussão, Marques Mendes começou aí mesmo a perder as “directas”. O que me parece ser o problema de fundo é, no entanto, bem outro.

Já aqui o disse, o espaço em aberto para ser ocupado pelo PSD, enquanto partido e oposição, é o que se situa no campo liberal, à direita, muito na linha das propostas do “Compromisso Portugal” e do “Forum para a Liberdade de Educação”: aquilo que na gíria se chama de propostas neo-liberais, embora a denominação tenda a vulgarizar-se e seja, por PCP e “Bloco”, hoje em dia abusivamente utilizada para nomear quaisquer propostas políticas menos estatizantes. O problema é que Portugal não é o norte da Europa ou os USA, países influenciado pelas religiões da “reforma” - é um país católico, conservador, estatista, de pouca e incipiente iniciativa individual, com uma classe média ainda pouco preparada e de criação recente e, o que não é de somenos, sem instituições efectivamente independentes que possibilitem um funcionamento claro e justo da liberdade individual – daí a distância que vai entre a simples enunciação dessas propostas por parte de quem não tem responsabilidades políticas e a capacidade e possibilidade efectiva de as pôr em prática, por parte de um partido e de um governo, arcando com todas as suas consequências políticas, sociais e económicas. É isto, quanto a mim – o medo em encarar de frente uma reforma de fundo na sua linha política, o medo do desconhecido e a apreensão face aos resultados que a sua simples enunciação e aplicação podiam gerar (com alguma razão, note-se) - que tem gerado a timidez e tibieza com que o debate político sério tem sido encarado no seio do PSD e de si mesmo para o exterior. Com certeza que existem “gradações” e que quase todas as pessoas bem intencionadas e com bom senso qb não se excluem de algumas medidas liberalizantes (só para dar um exemplo, é possível dar maior liberdade de escolha ao aluno e capacidade de competição às escolas sem chegar ao limite da adopção de “cheque-ensino”), mas o problema de fundo é que qualquer avanço neste sentido choca não só com a realidade-país como também com a lógica de funcionamento das bases do PSD, ou não se auto-denomine este “o partido mais português de Portugal”. Exactamente por isso, se com Marques Mendes ainda se vislumbraram alguns pequenos passos nesse sentido, pelo menos ao nível da reformulação programática - e sabemos o que valem os programas -, com Menezes eles estarão, claro está, ausentes e qualquer discussão política, com ou sem directas, tenderá a ficar bloqueada. É que uma coisa é “desestatizar”, tal como foi feito nos anos oitenta e noventa e em período de generosa distribuição de fundos europeus e política de obras públicas; outra, bem diferente, é “liberalizar”, ainda por cima em período de “vacas magras”, de aperto orçamental e quando se questiona, e bem, a "bondade" do investimento público.

quinta-feira, setembro 20, 2007

Mendes, Menezes, eu e o futuro da "pátria"

Confesso que não acho irrelevante qual o vencedor das eleições no PSD. E já que estou em maré de confissões, estado de espírito a que o meu agnosticismo não é nada dado, confesso também que o populismo de Luís Filipe Menezes me assusta um pouco, sendo eu pouco dado (outra confissão) a manifestações que mais me habituei e associar, historicamente, a regiões geográficas às quais não sou particularmente afecto. Não é que considere que com a vitória de Menezes a “pátria esteja em perigo”, coisa que não me preocuparia de sobremaneira. Mas está a inteligência dos portugueses, o ar que se respira e aquilo que eu, à falta de melhor definição, designaria abreviadamente por “civilização” coisa que bem mais me preocupa a mim, “sulista, elitista e liberal qb”.

O problema maior é que, sendo eu um cidadão que me interesso suficientemente por estas coisas da política e do governo da nação – embora não militante de qualquer partido -, e não considerando indiferente a vitória de qualquer um dos candidatos, dei por mim, no dia e hora do debate (???), a preferir “ir vendo” um filme, pouco menos do que irrelevante, sobre a WWII, na RTP Memória (“A Noite Dos Generais”), em vez de ouvir atentamente os cidadãos Menezes e Mendes preocupados com o futuro da pátria. Confesso que a questão me angustiou, pois poderia ter trocado os M&M por um jogo do meu “glorioso”, uma exibição de garra dos “Lobos”, uns "gritinhos da Sharapova ou um filme interessante e uma das minhas séries da BBC favoritas. Nada disso: limitei-me a assistir displicentemente a um filme medíocre. Talvez fosse por isso, por pouco me interessar o futuro da pátria. Pelo menos prefiro pensar assim, em vez de concluir que, pura e simplesmente, M&M, se calhar, não passam de uns grandes e desinteressantes “chatos” e o futuro da pátria (ou lá o que quer que seja) não passa definitivamente por eles.

domingo, agosto 19, 2007

Marques Mendes, o populismo e o desemprego

Seguro do apoio da elite do partido, Marques Mendes tem dedicado a sua campanha interna a um exercício de populismo tentando evitar surpresas na próxima eleição para presidente do partido. Só assim se compreende o Chão da Lagoa; só assim se compreende o Pontal; só assim a sua afirmação indignada pelo facto de o desemprego aumentar em Portugal enquanto diminui na restante UE pode merecer nada mais do que um sorriso benevolente, pela demagogia ou ignorância, pois Marques Mendes bem sabe, ou deveria saber, que se isso acontece é apenas porque os governos anteriores, de Santana, Barroso, Cavaco, mas também de Guterres, quais cigarras num coro afinado, se esqueceram do trabalho de casa que havia para fazer, enquanto outros, mais avisados ou formigas, o iam realizando em tempo oportuno. Incluindo, claro está, a nossa vizinha Espanha do PP e de Aznar, partido “mais ou menos irmão” do PSD. O problema para Marques Mendes é que esse exercício de populismo, se o pode pôr a salvo de surpresas internas, o afasta cada vez mais de uma surpresa externa, isto é, da hipótese de vencer Sócrates em 2009, ou mesmo de evitar a sua segunda maioria absoluta. Mas isso, acho, já Marques Mendes e o partido reconheceram há muito...

terça-feira, agosto 07, 2007

O Governo Regional da Madeira é o verdadeiro rosto da oposição

Com a actual paralisia do PSD continental, é o governo regional da Madeira que, com o incentivo e beneplácito daquele, assume o verdadeiro papel de oposição ao governo; só assim se compreende o elogio da Marques Mendes ao “Grande Líder” e a sistemática resistência do governo madeirense às leis da República. Alberto João fica, pois, nas suas “sete quintas” e, na conjuntura, isso até dá algum jeito a Marques Mendes. A táctica apresenta contudo dois problemas estratégicos: para além de uma eleição partidária, não é líquido que a “colagem” a Alberto João renda o que quer que seja no continente, muito antes pelo contrário; para além da questão da IVG, onde o coração e a religião mandam sempre mais do que a razão (ou a instituição), dura até o Presidente da República, com uma agenda política própria, decidir que pode assobiar para o lado. E não poderá fazê-lo por muito mais tempo sem correr o risco de subalternizar a instituição que representa.

quinta-feira, julho 19, 2007

A crise "à direita"

Face às reformas - mesmo que tímidas e por vezes menos estruturadas do que seria desejável - do actual governo de José Sócrates, o único programa de governo que qualquer partido à direita do PS poderia consequentemente propor aplicar, diferenciando-se claramente como alternativa, seria um programa radical do tipo “neo-liberal” (não gosto de usar o termo que está demasiado gasto e conotado, mas enfim), um pouco baseado nas medidas propostas pelo “Compromisso Portugal”. Seja, um corte radical nas despesas e funções do Estado, inclusivamente com despedimentos massivos na Função Pública, reformulação e liberalização (ou "pessoalização") dos sistema de segurança social e de saúde, muito maior flexibilidade nos despedimentos individuais, reforma da educação no sentido das principais medidas propostas pelo Fórum para a Liberdade de Educação, abrandamento da política de obras públicas com eliminação dos projectos TGV e novo aeroporto, etc. Terá algum governo condições políticas para o implementar em democracia? Quais seriam as suas consequências a nível social e económico? Seriam “suportáveis” e “sustentáveis”? Estaria algum partido disposto a sofrer as consequências eleitorais respectivas?

Esta é a questão chave da tão propalada crise da direita e à qual o PSD (o PP implodiu) deve dar resposta, sendo a questão da liderança apenas dela subsidiária. Infelizmente, parece fugir dela como o diabo da cruz, ou o vampiro dos alhos, a crer nas afirmações piedosas de Marques Mendes e, principalmente, Luís Filipe Menezes nas suas entrevistas às televisões e nas propostas de diferenciação (???) que, em maior ou menor grau, enunciaram.

terça-feira, julho 17, 2007

Marques Mendes e o seu partido

Uma coisa eu não percebo: pode haver mil e uma razões para não se gostar de Marques Mendes ou para achar que não é o leader ideal para o PSD, mas depois de ter sucedido ao descalabro Santana - bem vivo ainda na memória de todos (ou será que não?) - ter ganho as autárquicas, apoiado o candidato vencedor nas presidenciais, ter ajudado - e bem - a levantar e a sustentar a questão estratégica (atenção: não estou a falar dos faits divers mais ou menos folclóricos que nascem por aí todos os dias) que mais embaraços causa ao governo (a questão do novo aeroporto de Lisboa) e de ter tido a coragem de pôr cobro a uma situação política insustentável na Câmara Municipal de Lisboa, Marques Mendes está sob o fogo do seu próprio partido apenas porque teve uma estrondosa derrota numa eleição para a Câmara de Lisboa, disputada em circunstâncias muito especiais?

Pelo vistos, o síndroma da “chicotada psicológica” só por numa tarde menos boa se ter empatado em casa com o “Cascalheira” acaba de chegar à política.

domingo, junho 17, 2007

O PSD e a "alta velocidade" (TGV)

Marques Mendes nomeou um grupo de trabalho para analisar o projecto TGV. Saúda-se a iniciativa. Mas lembra-se, uma vez mais, que o assunto não pode ser analisado excluindo a questão do novo aeroporto e, a montante, do modelo de desenvolvimento do país e de integração ibérica. Trata-se, pois, de uma decisão política. Sendo assim, por exemplo, parece-me que a opção Portela+1 e o modelo que lhe está subjacente (que defendo) “implicam” a ligação à rede ibérica de alta velocidade (Lisboa-Madrid), tal como já existe a ligação Madrid-Sevilha e existirão em breve outras, como Madrid-Barcelona”, formando a “estrutura em estrela”. O que terá os seus custos. Isto para dizer que assim como a escolha do local de construção da mega-estrutura aeroportuária defendida pelo governo não pode ser apenas, e apresentando o assunto de forma muito genérica, uma questão de custos de construção (mais barato ou mais caro) ou de distância a Lisboa - como tem sido muitas vezes agitado, de forma redutora, pelos defensores, “Otistas” ou “Alcochetenses”, dessa opção - também a análise que sair do estudo do PSD sobre a alta velocidade não poderá, de modo nenhum, limitar-se apenas a critérios economicistas, de rentabilidade “pura e dura”. Aliás, se os modelos de desenvolvimento e de integração/competição ibérica estão implícitos - embora infelizmente pouco explícitos - na proposta do governo, seria agora uma boa oportunidade, a pretexto deste seu estudo, para o PSD apresentar os seus. Tudo ficaria bem mais claro, o que é sempre desejável...

sexta-feira, junho 08, 2007

Marques Mendes...

Confesso que Marques Mendes não me suscita grandes ódios, paixões ou emoções. Considero-o um homem honesto, trabalhador e possivelmente integro, dotado de uma inteligência, cultura e capacidades não mais que medianas. Será com certeza um bom pai de família e um amigo leal - tanto quanto isso possa existir - e por certo teria sido um razoável advogado de província, um competente juiz. Sem dúvida que lhe emprestaria o meu último euro e, antes disso, lhe compraria um carro usado. Talvez por isso, acho não mereceria certas atitudes da parte de alguns dos seus companheiros de partido; aqueles que apenas possuem de diferente não a inteligência mediana mas a menor integridade e honestidade, a “esperteza”, e por isso carregam onde possam vislumbrar mole. Os outros, os mais inteligentes e com maior carisma, talvez por isso mesmo não o façam, tratando - espero que por pudor - de se manter um pouco à margem.

Mas confesso que ontem, ao vê-lo num qualquer telejornal percorrer a Feira de Santarém sem o panache de um Paulo Portas ou o a “genuinidade” popular de um aristocrata como Mário Soares, o homem me meteu pena. Sem “figura” (ele que me desculpe), vestido como há trinta ou quarenta anos os provincianos se vestiam nos passeios de fim de semana à Praia das Maçãs, debitando lugares comuns sobre uns vinhos que não me parece comprasse lá para casa, rodeado de bajuladores à espera da pequena migalha sobrante, notório erro de casting sem “caber” na personagem e acabando a debitar umas frases sobre agricultura que pareciam pré-gravadas, confesso tive pena. Que o fará correr? Que pensará de si próprio, à noite, qual actor amador a rever a récita?

É que, por uma coincidência tremenda, dei por mim, pouco depois, a espreitar alguns dos actores da comédia portuguesa dos anos quarenta num programa da RTP Memória dedicado a Vasco Santana. Todos eles também erros de casting, inverosimilhança ao primeiro olhar mesmo que pouco atento, mas com uma genialidade e um carisma que parecia tudo isso transcender.