Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
sexta-feira, setembro 19, 2014
Jorge Jesus e as suas limitações
domingo, fevereiro 16, 2014
Mourinho, Pellegrini e o jogo de ontem.
terça-feira, fevereiro 04, 2014
Man City FC - Chelsea FC
quarta-feira, maio 01, 2013
A eliminação do Real Madrid
- Claro que o que vou dizer é totalmente especulativo, mas fiquei ontem com a sensação de que seria mais fácil para uma muito boa equipa que jogasse no contraste, que fizesse da "posse" e circulação de bola o seu modelo de jogo, eliminar o Borussia, em vez de um Real Madrid que faz das transições rápidas, das cavalgadas pelos flancos, de um futebol muito físico e dos passes longos e tensos o modelo em que assenta o seu jogo. Acho até que Mourinho percebeu isso e fez alinhar Modric, que é essencialmente um jogador que gosta de ter bola e de a fazer circular. Mas, claro, esse não é o modelo dos "merengues" e, assim sendo, Modric, mesmo possibilitando à equipa algumas nuances no modo como joga, parece ser quase sempre uma peça que encaixa mal naquele mecanismo. Pode alguém ser quem não é?
- Durante a estada de José Mourinho no Santiago Bernabéu os jogos do Real Madrid passaram a ser, para os portugueses, uma espécie de Portugal - Espanha dos tempos do "hóquei patriótico". Só que, oh ironia das ironias, o Madrid passou a ocupar o lugar que antes pertencia a Portugal e os seus adversários o de Espanha. Não deixa de ser curioso.
- Já o disse neste "blog": José Mourinho, com o seu estilo de gestão desafiante e pelo conflito, de ruptura, parece-me ser um treinador mais adequado a um "challenger" (como o Chelsea, por exemplo, ou até como o Internazionale, o PSG ou até mesmo o FCP da linha ideológica Pedroto/Pinto da Costa) do que para "aristocratas" do futebol como o são o Real Madrid, o Manchester United, o A. C. Milan ou o Bayern. Em qualquer destes clubes será sempre alguém incomodado com regras que não são as suas.
terça-feira, março 05, 2013
Mourinho em Old Trafford
sexta-feira, janeiro 25, 2013
Mourinho e o Real Madrid
domingo, maio 20, 2012
Um título contra Villas-Boas
quinta-feira, maio 03, 2012
"Alirón, alirón, el Madrid es campeón!"
quinta-feira, março 15, 2012
O Chelsea, Villas-Boas e uma entrevista de Juan Mata
- O modelo de jogo perfilhado por Villas-Boas, privilegiando a posse e circulação de bola e a pressão muito alta, um pouco à semelhança de como o FCP de Vítor Pereira jogou em Manchester e na Luz, era de todos conhecido. Deveria também sê-lo da direcção do Chelsea e de Abramovich. Ao não ter em conta tal incompatibilidade com aquele modelo de "futebol de estivador" (e digo-o sem qualquer intuito pejorativo), de grandes correrias e muito jogo directo, perfilhado pelo Chelsea dos últimos anos, Abramovich cometeu mais um erro, dos muitos que carrega sobre os ombros.
- O recado serve bem para muitos outros clubes: nos tempos actuais, quando se contrata um treinador contrata-se também uma ideia e um modelo de jogo e, em muitos casos, também um modelo de gestão do futebol. Por exemplo, Mourinho não descansou enquanto não conseguiu gerir todo o futebol de Real Madrid de acordo com as suas ideias e concepções. Mas Mourinho tem outro "peso" (e mesmo assim as coisas não foram fáceis), não mudou radicalmente o modelo de jogo da equipa (fez apenas alguns acertos e equilibrou a equipa defensivamente) e teve carta branca para alterações profundas no plantel. E, mesmo assim, só tarde percebeu que uma equipa com os pergaminhos do Madrid não pode jogar contra o Barça com as mesmas armas que deram a vitória ao Inter, sem que tal não revoltasse a "afición".
- Claro que me estou a lembrar também do meu SLB. Um dia que Jorge Jesus saia, quaisquer que sejam as razões, há que garantir que se contrata uma equipa técnica que, em termos gerais, não afronte a cultura do clube nem altere radicalmente o modelo-base de jogo que se tem vindo a cimentar e ganhou raízes nos últimos anos (e não só). Alguém que entenda também o respectivo modelo de negócio. Bom exemplo do que digo foi a contratação de Eriksson no início dos anos 80 do século passado, embora essa contratação tivesse sido quase fruto do acaso. Só conseguiu mudar o que estava caduco porque entendeu a cultura e o modelo de futebol do clube, que vinha da grande equipa nos anos 60, e perfilhava princípios idênticos.
- Os jogadores mais antigos do Chelsea revoltaram-se contra Villas-Boas por serem "sacanas", "filhos da puta" ou "mal formados"? Provavelmente não, mas apenas porque se sentiam desconfortáveis num modelo de jogo pouco talhado à sua medida e às suas características. Ontem, por exemplo - e isto apesar de eu achar que o plantel está envelhecido e é de qualidade inferir aos de City, United e Spurs - a equipa voltou ao tal "futebol de estiva" e marcou três golos de jogo directo ou de bola "parada" (o próprio "penalty" nasce de uma jogada pelo ar), futebol que é, de facto, o seu. E foi ver a festa que fizeram...
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
Mourinho e Villas-Boas
sábado, dezembro 10, 2011
O drama de Mourinho
quarta-feira, novembro 16, 2011
O exemplo de Paulo Bento - e outros.
quinta-feira, maio 26, 2011
Mourinho e Valdano: muito mais do que um "choque de personalidades"
segunda-feira, janeiro 10, 2011
Parabéns a dobrar, José Mourinho: o menos português dos portugueses

Texto escrito e publicado neste "blog" em 14 de Janeiro de 2007
segunda-feira, novembro 29, 2010
José Mourinho: mesmo os grandes personagens têm os seus momentos de fraqueza
Hoje, quer-me parecer que o orgulho e a noção de grandeza de Mourinho o terão levado a tentar provar que era capaz de parar o Barça jogando "de igual para igual", algo que a sua experiência e inteligência deveriam ter evitado. Digamos que o lado emocional de Mourinho se sobrepôs a ao seu lado mais racional. O resultado foi o desastre, o que significa que até mesmo os grandes personagens , aqueles "bigger than life", não são imunes a fraquezas que por vezes lhes são fatais.
terça-feira, novembro 23, 2010
Subscrevo e aplaudo! Mais uma grande lição de José Mourinho!
segunda-feira, setembro 20, 2010
Marcelo Rebelo de Sousa e a hipótese José Mourinho
segunda-feira, agosto 23, 2010
Mais uma lição de José Mourinho
José Mourinho explica assim, “preto no branco” e em muito poucas palavras, porque o “bloco” médio/baixo de Quique Flores e o apenas ensaiado 4x3x3 de Jorge Jesus no SLB, o 3x5x2 de Co Adriaanse no FCP dificilmente poderiam vingar e ter sucesso: vão contra a cultura dos respectivos clubes, as sua personalidades, a imagem que os seus sócios, adeptos e restantes interessados no clube ("shareholders" e "stakeholders") têm deste. Também o modo como estas duas equipas têm de jogar no campeonato português face ao modelo de jogo dominante que vão encontrar nos adversários. Explica também muitas das razões do sucesso do SLB da época passada: um futebol atacante e empolgante, de transições rápidas, baseado num 4x4x2 com largura, profundidade e uma referência de área. Algo que desde há décadas tem sido o "ex-libris" do clube e que é perfeitamente adequado para resolver 95% dos problemas que a equipa encontra ao longo da época.
Uma excelente lição de José Mourinho, pois claro! E válida para todas as organizações!
domingo, agosto 22, 2010
José Mourinho
"Soy un portugués muy atípico, porque el portugués en general echa de menos a Portugal y yo no. No tengo saudade, quizá porque tengo una familia espectacular, porque estoy enamorado de lo que hago... No tengo saudade, pero tengo mucha pasión. Soy un portugués que no quiere volver, no quiero trabajar en ningún club portugués, no quiero vivir en Portugal, pero soy un portugués al que le gustaría hacer algo importante con mis capacidades."
A ler aqui na íntegra a entrevista de José Mourinho ao "El País semanal". Indispensável.
terça-feira, agosto 03, 2010
Mais uma lição de José Mourinho
Aliás, toda a entrevista é um exemplo de despojamento e de rigor – como quando fala sobre a selecção e perfis de seleccionadores - indo directo aos assuntos com pragmatismo, sem rodeios ou quaisquer tendências para afirmações bombásticas tão ao gosto de alguns treinadores medíocres aqui do rectângulo.
Uma grande chapelada, pois claro!