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domingo, fevereiro 16, 2014

Mourinho, Pellegrini e o jogo de ontem.

Ontem, com a entrada de Javi Garcia para "pivot" defensivo e do sólido e fiável James Milner para o meio-campo, Pellegrini meteu Hazard num "colete de forças", obrigou-o a jogar longe da grande-área e o Chelsea perdeu o seu melhor jogador e desequilibrador. Digamos que o treinador dos "citizens" aprendeu bem a lição do jogo do campeonato e deu um banho táctico a Mourinho, que, quanto a mim, mexeu mal na equipa durante o jogo. Eu teria substituído Obi Mikel ao intervalo, recuado Ramires para este pegar no jogo mais atrás e fazer o papel de "elástico" do meio-campo e feito entrar Óscar bem mais cedo. Talvez assim Hazard ficasse mais liberto. Mas isto digo eu, mero treinador de bancada - ou de sofá, neste caso.

terça-feira, fevereiro 04, 2014

Man City FC - Chelsea FC

José Mourinho teve ontem um jogo à sua medida: era preciso defender bem e de forma concentrada (e ninguém defende melhor do que as equipas de Mourinho) e depois atacar em transições muito rápidas, tentando ganhar a bola em zonas altas ou fazendo-o em passes longos. Um meio-campo com David Luiz, Matic e Ramires (quem jogasse assim em Portugal seria crucificado) e um ataque com três diabos à solta, como Hazard (que jogador!), Willian e Eto'o, materializaram a estratégia. Só faltou e bom e velho amigo Drogba a ganhar as bolas longas para tudo ser ainda mais perfeito. Apesar de ter sido um jogo de apenas um golo, quem gosta mesmo de bola também gosta de ver como se defende tão bem e como, no campo, tudo parece tão perfeito como movimentar as peças  num tabuleiro de xadrez. Que lição!

quarta-feira, janeiro 15, 2014

Sobre o valor do passe de Nemanja Matic

Para os que acham - jornalistas e/ou curiosos - que  o passe de Nemanja Matic (26 anos) foi cedido ao Chelsea por um preço demasiado baixo (€26M), aqui vão alguns exemplos de outras transacções recentes para o mercado inglês:
  1. Alvaro Negredo, 28 anos, "ponta de lança" (o lugar mais "valioso" no futebol), 21 vezes internacional pela selecção campeã do mundo e da Europa (10 golos), foi contratado no Verão passado pelo Manchester City por £16.4 mais £4.2 de "extras", o que perfaz um pouco mais de €24M.
  2. Roberto Soldado, igualmente 28 anos e também "ponta de lança", 12 vezes internacional por Espanha (7 golos) e com um bem sucedido percurso nas selecções jovens do seu país desde os 15 anos, foi contratado pelo Tottenham Hotspurs no último Verão por £26M. (1£ = €1.20).
  3. Jesus Navas, extremo, também 28 anos e 32 vezes internacional por Espanha, foi contratado no último Verão pelo City por £25M.
  4. Se quisermos recuar um ano, o "ponta de lança" Olivier Giroud, 33 golos em duas épocas ao serviço do Montpellier e na altura com 25 anos, transferiu-se no Verão de 2012 para o Arsenal por um valor ligeiramente inferior a £10M.
  5. Javi Garcia, 26 anos e que actua na mesma posição de Matic, transferiu-se do SLB para o City no Verão de 2012 por um valor ligeiramente inferior a £16M. 
Para além de haver gente mal informada (ou intencionada), o que me parece é existirem também alguns outros que gostam de ser enganados e acreditam nos muitos e variados milhões de algumas vendas que terão mais tarde contrapartidas pouco transparentes, sejam compras de passes de jogadores inúteis ou a preços muito acima do mercado, sejam contratações de "sobras" promovidas por alguns empresários. Estamos conversados ou precisam de mais esclarecimentos?

domingo, maio 20, 2012

Um título contra Villas-Boas

Caros jornalistas e comentadores desportivos:

Uma equipa que vira em casa um resultado negativo de 1-3 contra o Nápoles, elimina o Barça com uma vitória e um empate e, por fim, vai ganhar a final da Champions League a casa de um adversário que tinha eliminado o Real Madrid tem forçosamente de ter mérito. Enorme mérito. E, convém lembrar, André Villas-Boas não pode partilhar desse mérito, porque esta vitória na Champions League, como o já tinha sido, em certa medida, a conquista da FA Cup, foi conseguida exactamente com recurso a uma metodologia de gestão, um estilo de liderança e princípios e modelo de jogo que estão nos antípodas dos que, sem êxito, o ex-treinador do FCP tinha tentado implementar no Chelsea F. C. Se alguém, para além de Roberto Di Matteo, pode partilhar uma ínfima parte do sucesso obtido, esse alguém chama-se José Mourinho, de quem, pelo futebol praticado e comportamento dos jogadores mais carismáticos, o Chelsea actual ainda guardará alguns traços identitários,

terça-feira, abril 24, 2012

"Pep Guardiola & Seus Jogadores Amestrados" estão "out"

  1. Confesso não entender como há gente que se diverte e gosta deste género de andebol jogado com os pés de "Pep Guardiola & Seus Jogadores Amestrados", em que uma equipa fica na "rabia", acantonada junto à sua área dos sete metros (desculpem, grande-área), enquanto a outra vai trocando a bola até um dos seus jogadores entrar na área e rematar à baliza sem oposição. Mas pronto, ele há gente para tudo.
  2. Mais uma vez assistimos à arbitragem do costume, mas, felizmente, nem isso valeu desta vez. Tenho esperança que um dia a UEFA chegue à conclusão que a sua escandalosa protecção ao Barça acabará por ter um efeito contrário ao pretendido, afastando os espectadores do circo (desculpem, do jogo). Se querem ganhar sempre, façam como os Harlem Globetrotters: organizem "tournées" para mostrar as habilidades e contratem um "sparring partner" para abrilhantar o "show".
  3. Peço desculpa, mas estava farto de aturar os meus amigos "lagartos" a dizerem que o "Glorioso" tinha sido eliminado pelo Chelsea mais fraco dos últimos anos e blá, blá, blá. Ora tomem!

quarta-feira, abril 04, 2012

O "Gato Maltês" em Stamford Bridge (7) - o "aftermath"

"El Benfica hizo un partidazo. Llevó las riendas del encuentro desde el principio y llegó a tener a los ingleses encerrados en su campo pese a tener uno menos." - A Marca

O "Gato Maltês" em Stamford Bridge (6) - Dignidade

Se há derrotas dignas, esta é uma delas. Durante cinco minutos, deu para acreditar. Ambiente no estádio "assim-assim" e "suporters" do Chelsea muito mal a dizer que o SLB "diving".

O "Gato Maltês" em Stamford Bridge (5) - ao intervalo

Decididamente, uma eliminatória azarada. Com as lesões, com o trabalho dos árbitros (ou será da UEFA?) e com as incidências dos jogos. E alguma da habitual falta de cabeça, bem visível nas faltas de Maxi e nos protestos de Bruno César, também não ajuda. Agora, com dez e a perder, é tentar um resultado e uma exibição que não deslustrem, limitar as perdas e evitar lesões. 

O "Gato Maltês" em Stamford Bridge (4) - no estádio

"Glorioso" em exercícios de aquecimento

O "Gato Maltês" em Stamford Bridge (3) - bilhete


O "Gato Maltês" em Stamford Bridge (2) - antevisão

O SLB pode fazer em Stamford Bridge o mesmo que o Chelsea fez no Estádio da Luz? Bom, poder, até pode; mas as situações são bastante diferentes. Porquê? Vejamos...

Mesmo pondo de parte eventuais diferenças de valor dos respectivos plantéis, de concentração, ritmo e intensidade de jogo diferentes adquiridos em campeonatos da valia média desigual, o Chelsea conseguiu vencer em Lisboa porque o SLB foi em busca da vitória e... como é habitual, desequilibrou-se um pouco defensivamente. Quanto a mim, até desnecessariamente, porque um nulo até seria, na circunstância, um bom resultado. Ora isto é exactamente o que o Chelsea, que entra a ganhar, não vai fazer hoje, mantendo, quase aposto, um bloco médio-baixo e jogando no erro de um SLB, segundo tudo leva a crer, debilitado defensivamente. estou a ser pessimista? Não, estou a ser realista, embora saiba que as reacções humanas (e, excepto no caso do Barça, o futebol é jogado por seres humanos) nem sempre se pautam pela lógica das atitudes racionais. Vamos ver...

"Gato Maltês" em Stamford Bridge (1)

Enviado-especial do "Gato Maltês" ainda em King's Cross, a caminho de Fulham Broadway (foto enviada pelas 16.41h) 

sexta-feira, março 30, 2012

"Gato Maltês" em Stamford Bridge


Sim, eu sei que as perspectivas não são as mais animadoras, mas, tal como já aconteceu em outras ocasiões idênticas, o "Gato Maltês" não vai deixar de estar presente na próxima quarta-feira, dia 4, em Stamford Bridge, para acompanhar, com emoção benfiquista, o Chelsea-SLB da 2ª mão dos quartos-de-final da Champions League. Ao longo do dia, reportagem, fotos e comentários ao jogo directamente de Londres. E alguma esperança, que é a última coisa a morrer.  

quinta-feira, março 15, 2012

O Chelsea, Villas-Boas e uma entrevista de Juan Mata


Esta entrevista não teve a atenção que merecia e, no entanto, foi Juan Mata (é ele que fala), insuspeito pois chegou ao Chelsea pela mão de Villas-Boas, quem melhor pôs o dedo na ferida da gestão do ex-treinador do FCP: é, no mínimo, imprudente, para não dizer ingénuo ou estúpido, chegar a um clube e querer, de uma penada, mudar a sua cultura e o seu conceito de futebol, circunstância agravada por nem sequer ter querido, ou tido oportunidade de, fazer mais do que pequenos ajustes no plantel. Mas o assunto sugere-me ainda mais alguns comentários:

  1. O modelo de jogo perfilhado por Villas-Boas, privilegiando a posse e circulação de bola e a pressão muito alta, um pouco à semelhança de como o FCP de Vítor Pereira jogou em Manchester e na Luz, era de todos conhecido. Deveria também sê-lo da direcção do Chelsea e de Abramovich. Ao não ter em conta tal incompatibilidade com aquele modelo de "futebol de estivador" (e digo-o sem qualquer intuito pejorativo), de grandes correrias e muito jogo directo, perfilhado pelo Chelsea dos últimos anos, Abramovich cometeu mais um erro, dos muitos que carrega sobre os ombros.
  2. O recado serve bem para muitos outros clubes: nos tempos actuais, quando se contrata um treinador contrata-se também uma ideia e um modelo de jogo e, em muitos casos, também um modelo de gestão do futebol. Por exemplo, Mourinho não descansou enquanto não conseguiu gerir todo o futebol de Real Madrid de acordo com as suas ideias e concepções. Mas Mourinho tem outro "peso" (e mesmo assim as coisas não foram fáceis), não mudou radicalmente o modelo de jogo da equipa (fez apenas alguns acertos e equilibrou a equipa defensivamente) e teve carta branca para alterações profundas no plantel. E, mesmo assim, só tarde percebeu que uma equipa com os pergaminhos do Madrid não pode jogar contra o Barça com as mesmas armas que deram a vitória ao Inter, sem que tal não revoltasse a "afición".
  3. Claro que me estou a lembrar também do meu SLB. Um dia que Jorge Jesus saia, quaisquer que sejam as razões, há que garantir que se contrata uma equipa técnica que, em termos gerais, não afronte a cultura do clube nem altere radicalmente o modelo-base de jogo que se tem vindo a cimentar e ganhou raízes nos últimos anos (e não só). Alguém que entenda também o respectivo modelo de negócio. Bom exemplo do que digo foi a contratação de Eriksson no início dos anos 80 do século passado, embora essa contratação tivesse sido quase fruto do acaso. Só conseguiu mudar o que estava caduco porque entendeu a cultura e o modelo de futebol do clube, que vinha da grande equipa nos anos 60, e perfilhava princípios idênticos. 
  4. Os jogadores mais antigos do Chelsea revoltaram-se contra Villas-Boas por serem "sacanas", "filhos da puta" ou "mal formados"? Provavelmente não, mas apenas porque se sentiam desconfortáveis num modelo de jogo pouco talhado à sua medida e às suas características. Ontem, por exemplo - e isto apesar de eu achar que o plantel está envelhecido e é de qualidade inferir aos de City, United e Spurs - a equipa voltou ao tal "futebol de estiva" e marcou três golos de jogo directo ou de bola "parada" (o próprio "penalty" nasce de uma jogada pelo ar), futebol que é, de facto, o seu. E foi ver a festa que fizeram...

sábado, dezembro 10, 2011

O drama de Mourinho

O drama de José Mourinho, nos jogos contra o Barça, é que no Real Madrid não pode aplicar a táctica que adoptou com sucesso no Inter e lhe valeu a eliminação dos catalães: "bloco" muito baixo (o chamado "autocarro") e passe longo para o ponta de lança ou, em alternativa, transição muito rápida mas apenas "pela certa". Digamos que o "pedigree" e a cultura de clube do Madrid o não permitem.

Recorde-se que foi também esta a táctica que Guus Hiddink utilizou enquanto treinador do Chelsea, sendo apenas espoliado do apuramento pela arbitragem mais vergonhosa a que me foi dado assistir (e ví Guímaros e Josés Pratas...). Deve ser uma situação terrível para ele (Mourinho), mas constatou-se hoje, mais uma vez, que nem este super-Real Madrid consegue vencer o futebol "valium" do Barça tentando jogar no campo todo.

domingo, novembro 20, 2011

O Chelsea de Villas-Boas

Faltam jogadores ao Chelsea para se assumir como candidato ao título numa Premiership onde só City e United parecem poder ser campeões. Da "espinha dorsal" dos tempos de Mourinho, Didier Drogba e Frank Lampard, ambos com 33 anos, estão no fim das suas carreiras e John Terry fará 31 daqui a semanas. Acresce que Fernando Torres, habituado ao futebol de bloco baixo e "contra-ataque" de "outsiders" como o Atlético e o Liverpool de Rafa Benitez, é um erro de "casting" para quem é candidato e tem muito pouco espaço. Também para aquele futebol feito de demasiadas "cavalgadas". Malouda também já vai nos 31 e, assim, resta Juan Mata, o único capaz de criar desequilíbrios quando Ramires se tem de preocupar mais com a conquista da bola. Desde a saída de Mourinho que no clube de Fulham Road parece não existir uma política de contratações coerente com um modelo de futebol que se tinha mantido mais ou menos inalterado. Villas-Boas tenta fazer evoluir o futebol do Chelsea no sentido de um modelo em que a posse e circulação de bola tenham um maior protagonismo, e por isso contratou Mata. Mas é curto: parece existir alguma incompatibilidade entre o modelo pretendido por Villas-Boas, o "heritage" de Mourinho e as características da maioria daqueles jogadores.

domingo, agosto 21, 2011

Domingo é dia de "bola": 3 notas 3

  1. Falta ao Chelsea quem, no meio-campo, seja forte no "um para um", capaz de criar espaços de penetração e desposicionar o "bloco" contrário. Um Joe Cole, mas "em bom". Por outro lado, Torres vem de equipas (Atlético e Liverpool de Benitez) que jogavam em "bloco baixo" e transições rápidas, com passes a explorar as costas da defesa contrária. Tenho dúvidas alguma vez "encaixe" no modelo de jogo dos "blues" de Fulham Broadway.
  2. Mais uma vez se prova que esta equipa do meu "Glorioso" defende muito mal. Porquê? Pelo facto de o Feirense, penso que o orçamento mais baixo da Liga, ter conseguido, para além do golo, mais três ou quatro oportunidades em que ele não apareceu porque... não tinha que aparecer e o árbitro decidiu em favor do SLB um lance em que não escandalizaria se tivesse decidido ao contrário. A equipa não defende "em bloco" desde a área contrária e, assim, deixa demasiadas vezes o adversário chegar à zona de remate em condições favoráveis. Ontem, houve mesmo um lance paradigmático em que o Feirense consegue sair a jogar desde o seu sector recuado, em sucessivas trocas de bola, e criar um lance extremamente perigoso na área do SLB. Quarta-feira terá que defender bem melhor se não quiser ter um dissabor.
  3. Aqui para nós: ainda bem que a selecção portuguesa sub-20 não ganhou o campeonato do mundo. Em 89 e 91 tal serviu, fundamentalmente, para criar uma série de mitos que pouco ou nada ajudaram o futebol português a crescer. E atenção aos considerados "melhores jogadores". Em 91, Emílio Peixe foi eleito o melhor - e havia Rui Costa e Luís Figo. E o melhor lateral esquerdo foi um tal  Paulo Torres - e o Brasil tinha Roberto Carlos. Pois...

terça-feira, junho 21, 2011

André Villas-Boas e o Chelsea

André Villas-Boas pode vir ou não a ter sucesso no Chelsea; por mim, agora que saiu do FCP, espero bem o tenha, porque aprecio as suas qualidades. Mas uma coisa não se poderá negar: longe de ser um qualquer capricho de Abramovich, é o nome que reúne melhores condições para ter êxito no clube de Stamford Bridge. Porquê? Pois muito bem:
  1. Em primeiro lugar, provou desde sempre saber o que queria e demonstrou a persistência e ousadia necessárias para o conseguir.
  2. É jovem e ambicioso, mas, simultaneamente, já possui grande experiência.
  3. Possui mentalidade e vivência cosmopolitas.
  4. Trabalhou com José Mourinho e com ele conheceu e ganhou experiência no "grande futebol" de Itália e Inglaterra.
  5. Já conhece o clube, a cidade, o ambiente da Premiership, alguns dos actuais jogadores do Chelsea e também Roman Abramovich.
  6. Fala bem inglês e até tem ascendência da nacionalidade, conhecendo portanto o espírito e cultura inglesas.
  7. Como treinador, realizou uma época extraordinária, interna e externamente.
  8. Tem como modelo preferencial de jogo a "posse e circulação de bola", o que me parece agradar  bem mais ao dono do Chelsea que o modelo muito físico e de transições rápidas de Mourinho.
Desejo-lhe pois boa sorte, lamentando nunca o meu "Glorioso" tenha tido, depois de Eriksson, capacidade para lançar assim um treinador no grande futebol da Europa. E, claro, serei um espectador atento e exigente.

segunda-feira, março 21, 2011

David Luiz e os princípios de jogo do Chelsea

Quem viu ontem o Chelsea- Man. City percebeu que David Luiz já não sai a jogar “à maluca”, arriscando-se, como acontecia com demasiada frequência no SLB, a perder a bola em zonas proibidas e dar assim origem a perigosos contra-ataques do adversário. Porquê, perguntarão? Muito simples. Com um meio-campo muito físico e multi-funções” composto por Essien, Ramires e Frank Lampard, a equipa não necessita dessas “saídas” para ganhar superioridade nessa zona do terreno. Para além disso, e ao contrário de Javi Garcia que é um “pivot” mais posicional, Essien e Ramires são jogadores mais “móveis”, capazes de iniciar as transições ofensivas com a propósito.

Ora aqui está um bom exemplo para se entender que o futebol é bem mais interessante do que apenas os árbitros, os “penalties”, os “Trios d’Ataque” e por aí fora.

domingo, fevereiro 06, 2011

Fernando Torres e o Chelsea F.C.

Se percebo a contratação de David Luiz pelo Chelsea, já que, desde a saída de Ricardo Carvalho, a equipa não tinha um central rápido, técnico e que “saísse a jogar”, entendo menos o que os 58 milhões de Fernando Torres (um excelente jogador, isso não está em causa) podem acrescentar à equipa, que lacunas se propõem suprir. Para já, a presença de Torres veio apenas “baralhar” e lançar a confusão no habitual 4x3x3da equipa, onde Obi Mikel, Essien (ou Ramires) e Lampard ocupam o meio-campo, Kalou e Malouda (por vezes Anelka) as faixas do ataque e Didier Drogba (ou Anelka) o lugar central de “ponta de lança”. Hoje, pareceu-me evidente tal confusão, num aparente (na TV não se consegue ter uma visão de conjunto) 4x4x2 com Drogba longe da área e Anelka não sei bem onde. Perderam, claro, contra um Liverpool irrepreensível de disciplina táctica.

O que me parece é que não era de um jogador como Torres que o clube de Fulham Road precisava, mas sim de um criativo ao estilo e sucessor de Joe Cole, quando fosse preciso um "abre-latas". Pois... manda quem pode e obedece quem deve!