- O que mudou no Real Madrid do ano passado para este ano? Bom, Carlo Ancelotti mexeu no coração da equipa, no seu meio-campo, fazendo recuar Modric e Di Maria para Bale poder entrar na equipa. Com isto, não só abdicou do "duplo pivot" (Xavi Alonso/Khedira com José Mourinho), sem grande perda de segurança defensiva, como transformou Modric - um jogador que se realiza "com bola" - de um "10" infeliz e pouco influente naquele modelo de transições supersónicas (quase um corpo estranho) numa espécie de João Moutinho "em bom", um "8" que ataca e defende marcando assim o ritmo da equipa. Também Di Maria ganhou mais espaço com esse seu recuo e ontem, com o Atlético a fechar os espaços no último terço do campo, defendendo o 1-0, viu-se como foram os movimentos de Di Maria desde trás que acabaram por levar o Real Madrid à vitória. Uma grande "chapelada", pois, para inteligência táctica de Carlo Ancelotti.
- A outra grande chapelada vai para a UEFA e para o modelo de profissionalismo que transformou as finais da Champions League em espectáculos de extraordinário impacto mediático e mundial. Em função disso, sugiro que os jornalistas e comentadores portugueses comecem a pensar duas vezes antes de se decidirem pela maledicência habitual com que gostam de presentear as duas organizações (UEFA e FIFA) que presidem ao futebol europeu e mundial.
Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
domingo, maio 25, 2014
Sobre a "final" de ontem
quarta-feira, abril 30, 2014
O "tiki taka" e a sua "zona de conforto"
quarta-feira, maio 01, 2013
A eliminação do Real Madrid
- Claro que o que vou dizer é totalmente especulativo, mas fiquei ontem com a sensação de que seria mais fácil para uma muito boa equipa que jogasse no contraste, que fizesse da "posse" e circulação de bola o seu modelo de jogo, eliminar o Borussia, em vez de um Real Madrid que faz das transições rápidas, das cavalgadas pelos flancos, de um futebol muito físico e dos passes longos e tensos o modelo em que assenta o seu jogo. Acho até que Mourinho percebeu isso e fez alinhar Modric, que é essencialmente um jogador que gosta de ter bola e de a fazer circular. Mas, claro, esse não é o modelo dos "merengues" e, assim sendo, Modric, mesmo possibilitando à equipa algumas nuances no modo como joga, parece ser quase sempre uma peça que encaixa mal naquele mecanismo. Pode alguém ser quem não é?
- Durante a estada de José Mourinho no Santiago Bernabéu os jogos do Real Madrid passaram a ser, para os portugueses, uma espécie de Portugal - Espanha dos tempos do "hóquei patriótico". Só que, oh ironia das ironias, o Madrid passou a ocupar o lugar que antes pertencia a Portugal e os seus adversários o de Espanha. Não deixa de ser curioso.
- Já o disse neste "blog": José Mourinho, com o seu estilo de gestão desafiante e pelo conflito, de ruptura, parece-me ser um treinador mais adequado a um "challenger" (como o Chelsea, por exemplo, ou até como o Internazionale, o PSG ou até mesmo o FCP da linha ideológica Pedroto/Pinto da Costa) do que para "aristocratas" do futebol como o são o Real Madrid, o Manchester United, o A. C. Milan ou o Bayern. Em qualquer destes clubes será sempre alguém incomodado com regras que não são as suas.
terça-feira, janeiro 29, 2013
Sara e os comentadores "embedded"
sexta-feira, janeiro 25, 2013
Mourinho e o Real Madrid
quinta-feira, maio 03, 2012
"Alirón, alirón, el Madrid es campeón!"
quinta-feira, abril 26, 2012
O "Gato Maltês" esteve ontem em Santiago Bernabéu...
quarta-feira, abril 25, 2012
Real Madrid - Bayern
terça-feira, março 27, 2012
O SLB e a (não)rotação de jogadores
quinta-feira, março 15, 2012
O Chelsea, Villas-Boas e uma entrevista de Juan Mata
- O modelo de jogo perfilhado por Villas-Boas, privilegiando a posse e circulação de bola e a pressão muito alta, um pouco à semelhança de como o FCP de Vítor Pereira jogou em Manchester e na Luz, era de todos conhecido. Deveria também sê-lo da direcção do Chelsea e de Abramovich. Ao não ter em conta tal incompatibilidade com aquele modelo de "futebol de estivador" (e digo-o sem qualquer intuito pejorativo), de grandes correrias e muito jogo directo, perfilhado pelo Chelsea dos últimos anos, Abramovich cometeu mais um erro, dos muitos que carrega sobre os ombros.
- O recado serve bem para muitos outros clubes: nos tempos actuais, quando se contrata um treinador contrata-se também uma ideia e um modelo de jogo e, em muitos casos, também um modelo de gestão do futebol. Por exemplo, Mourinho não descansou enquanto não conseguiu gerir todo o futebol de Real Madrid de acordo com as suas ideias e concepções. Mas Mourinho tem outro "peso" (e mesmo assim as coisas não foram fáceis), não mudou radicalmente o modelo de jogo da equipa (fez apenas alguns acertos e equilibrou a equipa defensivamente) e teve carta branca para alterações profundas no plantel. E, mesmo assim, só tarde percebeu que uma equipa com os pergaminhos do Madrid não pode jogar contra o Barça com as mesmas armas que deram a vitória ao Inter, sem que tal não revoltasse a "afición".
- Claro que me estou a lembrar também do meu SLB. Um dia que Jorge Jesus saia, quaisquer que sejam as razões, há que garantir que se contrata uma equipa técnica que, em termos gerais, não afronte a cultura do clube nem altere radicalmente o modelo-base de jogo que se tem vindo a cimentar e ganhou raízes nos últimos anos (e não só). Alguém que entenda também o respectivo modelo de negócio. Bom exemplo do que digo foi a contratação de Eriksson no início dos anos 80 do século passado, embora essa contratação tivesse sido quase fruto do acaso. Só conseguiu mudar o que estava caduco porque entendeu a cultura e o modelo de futebol do clube, que vinha da grande equipa nos anos 60, e perfilhava princípios idênticos.
- Os jogadores mais antigos do Chelsea revoltaram-se contra Villas-Boas por serem "sacanas", "filhos da puta" ou "mal formados"? Provavelmente não, mas apenas porque se sentiam desconfortáveis num modelo de jogo pouco talhado à sua medida e às suas características. Ontem, por exemplo - e isto apesar de eu achar que o plantel está envelhecido e é de qualidade inferir aos de City, United e Spurs - a equipa voltou ao tal "futebol de estiva" e marcou três golos de jogo directo ou de bola "parada" (o próprio "penalty" nasce de uma jogada pelo ar), futebol que é, de facto, o seu. E foi ver a festa que fizeram...
sábado, dezembro 10, 2011
O drama de Mourinho
quinta-feira, julho 07, 2011
Foi a venda de Coentrão um bom negócio?
- Quais as condições de pagamento do RM ao SLB?
- Existem jogadores do RM incluídos no negócio e a abater a essa verba?
- Se sim, como serão valorizados? Ao seu preço de mercado ou acima desse valor, como terá acontecido com Rodrigo, um género de "contrapeso" ao valor pago pelo RM por Di Maria? E quais as condições de compra (totalidade, percentagem - neste caso quem detém o restante e em que condições -, cláusulas opcionais, etc) e de pagamento do seu passe?
- Esses jogadores, eventualmente incluídos no negócio, são aqueles de que o plantel do SLB precisa para preencher lacunas urgentes? Qual o seu salário, grau de risco desses activos e perspectivas de valorização? Que outras opções existiriam para esse(s) lugar(es)?
quinta-feira, abril 28, 2011
Real Madrid - Barça: gosto é de futebol; para ver habilidades vou ao circo
domingo, abril 17, 2011
"Vox populi"
terça-feira, novembro 30, 2010
Futebol: competitividade e receitas televisivas
A Liga Europeia, com Real Madrid, Barça, SLB, FCP, Man. United, Liverpool, O.L. Bayern, A. C. Milan, etc, etc, ou, numa primeira fase, a fusão de várias ligas europeias é, a prazo, condição para a sobrevivência da indústria e, portanto, apenas uma questão de tempo.
segunda-feira, novembro 29, 2010
José Mourinho: mesmo os grandes personagens têm os seus momentos de fraqueza
Hoje, quer-me parecer que o orgulho e a noção de grandeza de Mourinho o terão levado a tentar provar que era capaz de parar o Barça jogando "de igual para igual", algo que a sua experiência e inteligência deveriam ter evitado. Digamos que o lado emocional de Mourinho se sobrepôs a ao seu lado mais racional. O resultado foi o desastre, o que significa que até mesmo os grandes personagens , aqueles "bigger than life", não são imunes a fraquezas que por vezes lhes são fatais.
quinta-feira, março 11, 2010
Real Madrid: uma questão de cérebro ou da ausência dele
Ontem, o problema pareceu ter sido um pouco diferente. Na primeira parte a equipa foi igualmente sôfrega, mais coração e músculo do que cérebro. Mas, pressionando alto e mantendo um ritmo de jogo muito elevado, conseguiu manter-se equilibrada a, assim, o OL viu-se incapaz de sair a jogar e, na contingência, ter de se limitar às bolas longas para um pobre Lisandro meio perdido. O problema é que isso valeu-lhe apenas um golo e o fôlego parece ter-se esgotado por aí. Assim sendo, quando, por via desse esgotamento, o Madrid se viu obrigado a baixar o ritmo e intensidade do seu jogo e o assunto passou do coração e do músculo para o cérebro, surgiu um OL, que nunca abdicou da inteligência durante todo o jogo, maduro, colectivo, a saber muito bem o que haveria de fazer em todas as situações do jogo. E, depois, não marcar golos fora é sempre complicado quando do jogo em casa. Para o ano há mais...
quarta-feira, outubro 28, 2009
quinta-feira, outubro 22, 2009
Uma pequena nota sobre o Real Madrid-A. C. Milan escrita aqui a lado do Santiago Bernabéu e num teclado sem "til"
Se eu disser que a equipa do Real Madrid defende mal, imediatamente se cria na nossa imaginaçao a ideia da equipa de galáticos, de jogadores tenicamente dotados mas individualistas, avessos ao trabalho defensivo. No entanto, nao é esse o caso desta equipa do Madrid, que sabe pressionar à frente e tem quem faça o chamado trabalho de conquista da bola a meio-campo. Entao porque sofre o Madrid tantos golos, como ainda ontem sofreu quatro dos quais só valeram três vá lá saber-se porquê?
Bom, o problema da equipa sao as suas transiçoes defensivas, efectuadas com demasiada lentidao e com os jogadores a parecerem como que confundidos quanto às posiçoes que devem ocupar no campo quando a equipa perde a bola. É pois uma questao da mecânica colectiva da equipa nas suas acçoes defensivas, nesse momento do jogo, e nao se deve a quaisquer desiquilíbrios na sua composiçao ou a alguma falta de vocaçao ou qualidade defensiva dos seus elementos.
Ontem, por exemplo, isso ficou bem patente nos dois golos de Alexandre Pato, se bem que, em um deles, o frango de Casillas também tenha dado uma ajuda. Mas o facto é que Pato aparece já naquela posiçao privilegiada em virtude de um erro defensivo colectivo da equipa na sua transiçao, colocando o seu guarda-redes em dificuldade extrema.
Por muito que doa aos portugueses, nao foi, portanto, Cristiano que fez falta, mas treino específico nesta vertente – as transiçoes defensivas - do jogo.
quarta-feira, julho 08, 2009
Ainda a "saga" CR e o estranho caso das camisolas esgotadas
Claro que essa "sub-stockagem" nunca poderá ser demasiado elevada, pois isso acabaria por poder criar algum mal-estar no mercado face ao produto e ao vendedor e, desse modo, originar perda de vendas desse mesmo produto e até de outros da mesma origem, por desistência. Exactamente pelo mesmo motivo, também essa ruptura de stocks no ponto de venda nunca poderá ultrapassar umas horas, muitas vezes “esgotando” o produto uma ou meia hora antes do encerramento da loja e estando de novo disponível no dia seguinte, quando da sua abertura. Mas, mais uma vez, o que tudo isto prova é que, face a um investimento tão elevado, o Real Madrid não irá deixar nada ao acaso (alguém, para além dos jornalistas e comentadores do costume, assim pensou?), actuando com enorme rigor e profissionalismo para maximizar o seu retorno.
Prova também, como se isso fosse preciso, o grau de sofisticação que a indústria “futebol” já alcançou nos seus mercados de vanguarda - Inglaterra e Espanha - e sua internacionalização em que agora o Portugal ibérico (atenção clubes portugueses!) é agora um mercado cada vez mais relevante. E, por fim, mostra também a “intimidade” cada vez mais necessária entre clubes e “media” para que ambos, em conjunto, contribuam e lucrem com o êxito do negócio.



