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terça-feira, fevereiro 04, 2014

Man City FC - Chelsea FC

José Mourinho teve ontem um jogo à sua medida: era preciso defender bem e de forma concentrada (e ninguém defende melhor do que as equipas de Mourinho) e depois atacar em transições muito rápidas, tentando ganhar a bola em zonas altas ou fazendo-o em passes longos. Um meio-campo com David Luiz, Matic e Ramires (quem jogasse assim em Portugal seria crucificado) e um ataque com três diabos à solta, como Hazard (que jogador!), Willian e Eto'o, materializaram a estratégia. Só faltou e bom e velho amigo Drogba a ganhar as bolas longas para tudo ser ainda mais perfeito. Apesar de ter sido um jogo de apenas um golo, quem gosta mesmo de bola também gosta de ver como se defende tão bem e como, no campo, tudo parece tão perfeito como movimentar as peças  num tabuleiro de xadrez. Que lição!

segunda-feira, dezembro 16, 2013

Villas-Boas e os "seus" 100 milhões

Porque é que André Villas-Boas foi despedido dos Spurs? Muito simples: mais do que os resultados, relativamente medíocres; mais dos que duas goleadas sofridas, uma delas em casa e contra o Liverpool que nem sequer é candidato ao título, olhamos para o plantel do clube depois de 100 milhões investidos em contratações e vemos apenas jogadores medianos ou pouco mais do que isso (a nível internacional, claro). O "ponta de lança" mais utilizado (1107' e apenas 4 golos) é Roberto Soldado, que custou 30 milhões (£26); olhamos para o 1/2 campo e não vemos um jogador de verdadeira classe, que faça a diferença, e o melhor elemento da defesa, o central Vertonghen, mesmo assim longe de estar na primeira linha dos defesas europeus, tem jogado não raras vezes a lateral-esquerdo. Por isso, mesmo quando ganha, a equipa joga um futebol apenas esforçado, organizado mas sem brilho, cinzento, que não empolga e Villas-Boas vai mexendo demais na equipa talvez à espera de encontrar o rasto, o retorno e o "payback" dos seus 100 milhões investidos. Na época passada tinha Bale. Agora, olhamos para a equipa, comparamos com os rivais e perguntamos onde estão os Rooney, os Van Persie, os Evra, os David Silva, os Negredo, os Ya Ya Touré, os Hazard e os Ramires, os Luis Suarez. Sem Villas-Boas a equipa pode melhorar? Um pouco, basta estabilizar. Mas o problema fundamental está nas contratações, no plantel e aí pouco há a fazer.  

domingo, novembro 20, 2011

O Chelsea de Villas-Boas

Faltam jogadores ao Chelsea para se assumir como candidato ao título numa Premiership onde só City e United parecem poder ser campeões. Da "espinha dorsal" dos tempos de Mourinho, Didier Drogba e Frank Lampard, ambos com 33 anos, estão no fim das suas carreiras e John Terry fará 31 daqui a semanas. Acresce que Fernando Torres, habituado ao futebol de bloco baixo e "contra-ataque" de "outsiders" como o Atlético e o Liverpool de Rafa Benitez, é um erro de "casting" para quem é candidato e tem muito pouco espaço. Também para aquele futebol feito de demasiadas "cavalgadas". Malouda também já vai nos 31 e, assim, resta Juan Mata, o único capaz de criar desequilíbrios quando Ramires se tem de preocupar mais com a conquista da bola. Desde a saída de Mourinho que no clube de Fulham Road parece não existir uma política de contratações coerente com um modelo de futebol que se tinha mantido mais ou menos inalterado. Villas-Boas tenta fazer evoluir o futebol do Chelsea no sentido de um modelo em que a posse e circulação de bola tenham um maior protagonismo, e por isso contratou Mata. Mas é curto: parece existir alguma incompatibilidade entre o modelo pretendido por Villas-Boas, o "heritage" de Mourinho e as características da maioria daqueles jogadores.

domingo, fevereiro 06, 2011

Fernando Torres e o Chelsea F.C.

Se percebo a contratação de David Luiz pelo Chelsea, já que, desde a saída de Ricardo Carvalho, a equipa não tinha um central rápido, técnico e que “saísse a jogar”, entendo menos o que os 58 milhões de Fernando Torres (um excelente jogador, isso não está em causa) podem acrescentar à equipa, que lacunas se propõem suprir. Para já, a presença de Torres veio apenas “baralhar” e lançar a confusão no habitual 4x3x3da equipa, onde Obi Mikel, Essien (ou Ramires) e Lampard ocupam o meio-campo, Kalou e Malouda (por vezes Anelka) as faixas do ataque e Didier Drogba (ou Anelka) o lugar central de “ponta de lança”. Hoje, pareceu-me evidente tal confusão, num aparente (na TV não se consegue ter uma visão de conjunto) 4x4x2 com Drogba longe da área e Anelka não sei bem onde. Perderam, claro, contra um Liverpool irrepreensível de disciplina táctica.

O que me parece é que não era de um jogador como Torres que o clube de Fulham Road precisava, mas sim de um criativo ao estilo e sucessor de Joe Cole, quando fosse preciso um "abre-latas". Pois... manda quem pode e obedece quem deve!

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Scolari e o Chelsea F. C.: "mismatching", riscos e caprichos de um outrora simpático clube de Fulham Road

O “casamento” Scolari/Chelsea F.C. foi de facto um contrato de risco. Para Scolari? Não me parece: depois de José Mourinho ter sido despedido após duas épocas bem sucedidas e únicas na História do clube e de Avram Grant ter sofrido o mesmo destino por John Terry ter escorregado ao marcar um "penalty" na final da Champions League, Scolari sairá com o prestígio intacto e um saco cheio de libras (pena a desvalorização, não é, Filipão?), algo que com certeza equacionou ao aceitar o "enlace". Para o Chelsea sim, pois nunca se compreenderam muito bem as razões que estiveram na base da contratação de alguém cuja experiência como treinador de clube se limitava a uma passagem já longínqua pelo muito específico campeonato brasileiro sem, a esse nível, qualquer vivência no primeiro mundo futebolístico europeu e sabendo que a gestão de selecções é bem outra coisa. Mais ainda, de alguém cujas “strenghts & weaknesses”, que o tornaram no homem certo para o lugar de seleccionador de Portugal no período em que exerceu o cargo, nunca o aconselhariam para o emprego oferecido.

O que fica a descoberto neste caso - se isso ainda fosse necessário e acho não o é – é que o Chelsea F. C. e a sua “gestão”(???) não são nada que se deva levar demasiado a sério, mas sim algo que se enquadra bem melhor no campo dos caprichos. Um dia, os adeptos do que em tempos era um simpático clube de Fulham Road lá terão de acordar do sonho, tornado então pesadelo.

sábado, abril 26, 2008

O United está a esvaziar?

O Manchester United começa a fazer lembrar uma daquelas equipas, como o Brasil do Mundial de Espanha 82, que nas fases finais de Europeus e Mundiais se afirmam de início como favoritas, praticando um futebol entusiasmante, de ataque, em certa medida um futebol-champagne, mas acabam por sucumbir nos quartos ou nas meias finais perante adversários mais consistentes, mais sólidos e... também mais defensivos e cínicos. Espero que não, pois se os meus “Spurs” há muito não entram nestas contas, o meu apoio nas duas frentes vai inteirinho para o United.

Poderá questionar-se porque está a equipa a jogar um futebol contra-natura, tanto esta tarde como na passada 4ª feira em Barcelona, mas Alex Ferguson deve saber que tem nas mãos um limão muito espremido e, gota aqui e pingo ali, já não poderá exigir muito mais. Veremos na 3ª feira em Old Trafford, ou nos próximos fins de semana quando o United receber os “Hammers” e se deslocar para defrontar os “Latics”. Por mim, vou já ali buscar o meu cachecol... e, nesses dias e a essas horas, não contem comigo para nada.