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quinta-feira, dezembro 06, 2012

FC Barcelona - SLB

Existem duas maneiras de analisar o afastamento do SLB da Champions League. Uma focada no inacreditável desperdício de oportunidades de golo em Camp Nou, a provar que a diferença entre apenas bons avançados e avançados com classe está muitas vezes na frieza, decisão e técnica de remate. A outra ensina, para o caso de ainda ser necessário, que deixar a qualificação para Camp Nou, mesmo contra um Barça de ocasião mas com a agravante do Celtic jogar em casa contra um Spartak para o qual o jogo nada adiantava, não é decisão avisada, e as probabilidades de êxito serão sempre muitíssimo remotas. E o curioso é que ambas as abordagens são verdadeiras.

Por fim, acabou por apurar-se a única equipa que conseguiu ganhar ao F.C. Barcelona, o que fez toda a diferença e, por muito que me custe, não posso deixar de considerar justo.

quarta-feira, outubro 03, 2012

O novo "Circo Vilanova" e os seus jogadores amestrados

Eu paguei bilhete (€55 para três jogos da Champions League e o bilhete "avulso" para sócios e para o meu sector custava €30) para ver ontem o SLB - Barça porque sou benfiquista e gosto de ver e apoiar o meu clube sempre que posso. Mas agora digam-me lá uma coisa: haverá quem, não sendo "culé" ou adepto do clube adversário, pague bilhete para ver aquele género de circo com bola, quais cãezinhos amestrados ou Harlem Globetrotters com os pés? Haverá assim tantos masoquistas dispostos a verem o FC Barcelona matar o futebol? Então aquela segunda parte foi um imenso e demasiado caro bocejo ao qual deveríamos ter sido poupados.

segunda-feira, outubro 01, 2012

A propósito do SLB - Barça

Ao contrário do que leio e oiço por aí, o jogo de amanhã do meu clube está muito longe de ser um dos seus  mais importantes do ano ou possa sequer constituir pedra de toque importante para aferir da categoria do SLB a nível internacional. Será mesmo um dos seus jogos menos decisivos. Porquê? Porque o valor das duas equipas está demasiado distante, muito dificilmente se poderá pensar que o FC Barcelona possa deixar de ser o primeiro classificado do grupo e, assim sendo e tendo em atenção os registos e categoria do adversário, qualquer resultado que não seja uma derrota pesada do meu clube será positivo. Claro que ganhar ou empatar seria notável e deixaria a equipa mais moralizada e descansada com o pecúlio arrecadado para o resto da actual fase da Champions League. Mas jogos importantes serão os da Liga portuguesa e para aferir do que vale a equipa nos jogos internacionais estarão aí os dois jogos com o Spartak e o jogo em casa com o Celtic, essas sim, equipas do nosso campeonato. Há que ter a noção das realidades...

quarta-feira, abril 25, 2012

David Borges e o Barça

Ontem, nos seus comentários na SIC Notícias ao jogo Barça-Chelsea, David Borges, que parece ser de opinião que qualquer derrota do Barça é injusta, referiu duas questões relativas ao futebol do FC Barcelona que retive. Em primeiro lugar, em tom de elogio, afirmou que o futebol de "Pep Guardiola & Seus Jogadores Amestrados" quase parecia "ballet". Depois, como crítica, que a equipa não tinha um "plano B" para pôr em execução quando o plano habitual não funcionasse. Ora vamos lá ver, cada coisa de sua vez:

  1.  Onde vê David Borges razões para elogio, vejo eu razões para crítica. Porquê? Bom, quando quero ver bailado vou à Gulbenkian, ao Olga Cadaval ou onde quer que o possa fazer. Se vou a um estádio é para ver futebol, bom futebol, algo que tem expressão atlética e beleza próprias que se não confundem com quaisquer outras, muito menos com "ballet". A analogia é tão ou mais estúpida quanto aquela "boutade" de Artur Jorge de ouvir música erudita quando via um jogo na televisão. Quando o faço, o que quero é ouvir os sons dos estádio, os cânticos dos adeptos, os gritos de incentivo dos treinadores. Convém no entanto lembrar que este tipo de analogias com a dança tem raízes profundas, pois dizia-se do Brasil de antigamente que jogava como se sambasse. Enfim, prova-se que a parvoíce passa facilmente através das gerações.
  2. O Barça não tem um "plano B" porque com aquela ideia de jogo muito específica, ultra-mecanizada, tão diferente de qualquer outra, e com os jogadores contratados, formados e formatados para ela, o tal "plano B", qualquer que ele fosse, nunca funcionaria com um mínimo de eficácia. Alguém está a ver esta equipa do Barça, de repente e a meio de um jogo, começar a jogar em transições rápidas (com a equipa contrária acantonada na sua área?) ou, com jogadores de 1,70m, em correrias até à linha de fundo e centros para a grande-área? Enfim... era melhor que David Borges pensasse um pouco antes de dizer coisas destas.

terça-feira, abril 24, 2012

"Pep Guardiola & Seus Jogadores Amestrados" estão "out"

  1. Confesso não entender como há gente que se diverte e gosta deste género de andebol jogado com os pés de "Pep Guardiola & Seus Jogadores Amestrados", em que uma equipa fica na "rabia", acantonada junto à sua área dos sete metros (desculpem, grande-área), enquanto a outra vai trocando a bola até um dos seus jogadores entrar na área e rematar à baliza sem oposição. Mas pronto, ele há gente para tudo.
  2. Mais uma vez assistimos à arbitragem do costume, mas, felizmente, nem isso valeu desta vez. Tenho esperança que um dia a UEFA chegue à conclusão que a sua escandalosa protecção ao Barça acabará por ter um efeito contrário ao pretendido, afastando os espectadores do circo (desculpem, do jogo). Se querem ganhar sempre, façam como os Harlem Globetrotters: organizem "tournées" para mostrar as habilidades e contratem um "sparring partner" para abrilhantar o "show".
  3. Peço desculpa, mas estava farto de aturar os meus amigos "lagartos" a dizerem que o "Glorioso" tinha sido eliminado pelo Chelsea mais fraco dos últimos anos e blá, blá, blá. Ora tomem!

sábado, dezembro 10, 2011

O drama de Mourinho

O drama de José Mourinho, nos jogos contra o Barça, é que no Real Madrid não pode aplicar a táctica que adoptou com sucesso no Inter e lhe valeu a eliminação dos catalães: "bloco" muito baixo (o chamado "autocarro") e passe longo para o ponta de lança ou, em alternativa, transição muito rápida mas apenas "pela certa". Digamos que o "pedigree" e a cultura de clube do Madrid o não permitem.

Recorde-se que foi também esta a táctica que Guus Hiddink utilizou enquanto treinador do Chelsea, sendo apenas espoliado do apuramento pela arbitragem mais vergonhosa a que me foi dado assistir (e ví Guímaros e Josés Pratas...). Deve ser uma situação terrível para ele (Mourinho), mas constatou-se hoje, mais uma vez, que nem este super-Real Madrid consegue vencer o futebol "valium" do Barça tentando jogar no campo todo.

quinta-feira, maio 26, 2011

O "Gato Maltês" na final da Champions League

Como já vem sendo habitual, o "Gato Maltês" terá um seu enviado-especial na final da Champions League, em Wembley, no próximo sábado dia 28.
Como é óbvio, o enviado-especial do "Gato Maltês" torcerá pelo Man. United, mas estará acompanhado por um fanático "culé". 

quinta-feira, abril 28, 2011

Real Madrid - Barça: gosto é de futebol; para ver habilidades vou ao circo

Alguém convenceu a UEFA - vá lá saber-se porquê - de que aquele jogo da "rabia", do tipo praticado pelos Harlem Globetrotters e em que a equipa opositora, despromovida a "sparring partner", apenas lá está para abrilhantar o espectáculo, seria o ideal para promover o futebol no mundo. Por isso, quando o "sparring partner" se chateia e não parece estar lá muito na disposição de cumprir o seu papel, tal como acontece nos jogos-exibição dos basquetebolistas do bairro a norte da rua 125 arranja-se um árbitro que dê um jeito e faça cumprir o guião ao qual deveria ter obedecido o espectáculo. Foi assim contra o Chelsea de Guus Hiddink ( o maior escândalo a que assisti, ultrapassando mesmo os Guímaro de má memória!), e como na época passada qualquer coisa terá falhado, este ano preparou-se melhor a cena. Vítimas? Um tal Arsenal de Islington & Highbury, um cidadão holandês de nome Robbie Van Persie e, como se suficiente não fora, um clube do Paseo de La Castellana e os cidadãos portugueses José Mário Félix Mourinho e Képler Lima Ferreira.

O problema é que, tal como no caso dos Harlem Globetrotters, a coisa vive da novidade e depois começa a cansar: um dia destes já quase ninguém terá "pachorra" para o espectáculo, entediante de previsível, chato de monótono. Por mim, do que gosto é de futebol, "bola" mesmo, "à séria"; não gosto de animais amestrados e se quiser ver habilidades ou palhaçadas (com o maior respeito para com os "ditos", os verdadeiros) vou ao circo! 

domingo, abril 17, 2011

"Vox populi"

Comentário de um leitor do "Record" na caixa de comentários do jornal:

"Não sei como é que há gente que gosta deste tipo de futebol. Se há equipa que não gosto de ver jogos é o Barcelona, é a maior seca que já vi, passinho po lado, passinho pa trás, para isso filmava uma rabia no meu quintal."

Ora nem mais! Nunca estive tanto de acordo com a tal vox populi. A mim, o "tiki taka" dá-me um sono "do caraças", acho uma chatice e se jogasse na equipa contrária "arriava logo uma sarrafada" no primeiro gajo do Barça que me "rabiasse". E para os mais esquecidos - e costumam ser muitos - convém lembrar que o Barça só ganhou a CL por via da arbitragem mais escandalosa, na 1/2 final contra o Chelsea, que me lembro de ver num campo de futebol (faria o Guímaro e o Pratas corar de vergonha), e já esta época teve mãozinha amiga num dos jogos com o Arsenal. Fiquem pois com uma bola só para eles e joguem lá no quintal! Hala Madrid! 

terça-feira, novembro 30, 2010

Futebol: competitividade e receitas televisivas

Ao aceitarem reduzir as suas percentagens nas receitas de TV de 22.5% para 17%, em favor dos clubes mais pequenos, Real Madrid e Barcelona perceberam aquilo que os grandes clubes portugueses e a UEFA demoram a entender: que o bom desempenho financeiro dos clubes exige que se cuide em primeiro lugar da indústria, neste caso do aumento de competitividade resultante de se concederem mais recursos aos clubes mais pequenos. De qualquer modo, uma vez que as receitas de TV correspondem a cerca de 1/3 das receitas totais de Madrid e Barça (um pouco mais no caso do clube catalão), estamos perante fraca mezinha, face à desproporção existente, que muito pouco ou nada contribuirá para que La Liga deixe de ser um género de Campeonato do Mundo de hóquei em patins em que Madrid e Barça vão goleando acabando por decidir o título nos jogos entre ambos.

A Liga Europeia, com Real Madrid, Barça, SLB, FCP, Man. United, Liverpool, O.L. Bayern, A. C. Milan, etc, etc, ou, numa primeira fase, a fusão de várias ligas europeias é, a prazo, condição para a sobrevivência da indústria e, portanto, apenas uma questão de tempo.

segunda-feira, novembro 29, 2010

José Mourinho: mesmo os grandes personagens têm os seus momentos de fraqueza

O Chelsea de Guus Hiddink e o Inter de José Mourinho demonstraram qual a única maneira possível de ganhar ao Barça: bloco muito baixo, linhas muito juntas e bolas longas para as costas da defesa contrária. O Inter foi campeão europeu; escuso-me de lembrar o que aconteceu ao Chelsea em Stamford Bridge numa das arbitragens mais vergonhosas a que me foi dado assistir.

Hoje, quer-me parecer que o orgulho e a noção de grandeza de Mourinho o terão levado a tentar provar que era capaz de parar o Barça jogando "de igual para igual", algo que a sua experiência e inteligência deveriam ter evitado. Digamos que o lado emocional de Mourinho se sobrepôs a ao seu lado mais racional. O resultado foi o desastre, o que significa que até mesmo os grandes personagens , aqueles "bigger than life", não são imunes a fraquezas que por vezes lhes são fatais.

A propósito do jogo do dia... Raios partam o "tiki-taka", "prontos"!

Confesso a minha total e absoluta falta de paciência para com o "tiki-taka", aquele futebolzinho sem surpresas, de "playstation", jogado pelo Barça. A sua previsibilidade aborrece-me e, fora do campo restrito dos "culé", não percebo como existe quem com ele se entusiasme até ao êxtase. Ganha jogos e campeonatos? Pois que se lixe! Eu cá (que antes do tempo do politicamente correcto se dizia era "fala de preto") fico-me com a minha!

sexta-feira, junho 18, 2010

O "tiki taki" anda a partir a "corda" muitas vezes...

Confesso nunca exultei com o futebol do Barça. Os meus mais próximos dirão porque sou “do contra”; mas a minha explicação mais racional diz-me que prefiro um futebol mais “amplo”, mais físico, fazendo mais recurso ao jogo directo e à condição físico-atlética. Depois, porque me lembrava bem das maias-finais da Champions League 2008/09 e do modo como o Barça, levado literalmente “ao colo” por uma das mais vergonhosa arbitragens (a UEFA e talvez até o futebol precisavam da "novidade" Barça) a que me foi dado assistir em dezenas de anos de "bola", tinha aí mostrado, contra um dos melhores treinadores do mundo (Guus Hiddink), as limitações do seu futebol “tiki taki”: nasceram a jogar assim, não o sabem fazer de outro modo e quando lhes metem um “pauzinho na engrenagem” ficam sem soluções para resolver o problema. Acrescem as limitações que demonstram no aproveitamento de jogadas de “bola parada”, principalmente quando a bola anda pelas alturas, como nos “cantos” e livres “para a área”, ditadas não só pela baixa estatura da equipa como pela viciação em um modelo de jogo pouco físico e de pequena amplitude.

José Mourinho, nas meias-finais da Champions League deste ano, definiu, sistematizando-os, os princípios e modelo de jogo que melhor funcionam como antídoto daquilo que gosto de definir como a “cassete” (é o termo que melhor encontrei para definir algo demasiado repetitivo e que tende para a monotonia) do futebol do Barça, importado pela selecção espanhola de Del Bosque. Ontem, a Suiça colocou-o novamente em campo, com maior dificuldade pois não tem Sneijder nem Milito. Em compensação teve a sorte do jogo e um Diego Benaglio que não percebo como nenhum dos “grandes” portugueses conseguiu aliciar - que raio!, é bem melhor, e já o era no Nacional, que qualquer dos guarda-redes que o “meu” glorioso, o SCP e o FCP tem mostrado nos últimos anos.

Claro que a Espanha irá chegar – e ainda bem – aos 1/8 de final e talvez até chegue mais longe. Mas é bom tomarmos sempre algumas cautelas antes de, quais parolos, embasbacarmos olhando o palácio da última novidade.

quarta-feira, abril 28, 2010

Que grande lição de táctica!

Dizia-me um outro dia o meu filho, referindo-se ao “Barça”, que “jogam assim desde que nasceram e não sabem jogar de outra maneira”. Nada mais verdadeiro: quando alguém lhes mete um “pauzinho na engrenagem”, como o fizeram o Chelsea de Guus Hiddink o ano passado e o Inter de José Mourinho este ano, jogando da única maneira possível para quem lhes quer ganhar, ficam como um matemático principiante perante o último teorema de Fermat. Contra o Chelsea tiveram por si uma arbitragem que faria corar de vergonha aquele senhor árbitro português cuja principal qualidade era o modo como fugia a correr à frente dos jogadores do FCP quando ousava marcar uma falta a favor da equipa contrária; hoje, mesmo contra 10 em 2/3 do tempo de jogo, soçobraram perante uma equipa que deu em campo a maior lição de rigor e concentração defensivas a que me lembro de ter assistido desde que com um ano e tal de idade frequentava com o meu pai o antigo Campo das Salésias.

É feio? Mourinho trouxe o “double decker”? Bom, feio é perder ou ganhar com batota, e saber defender como o Inter o fez só valoriza a excepcional categoria de um treinador e o modo como sabe preparar uma equipa. Parabéns, pois, José Mourinho! E que grande lição de táctica!

quarta-feira, abril 21, 2010

Dois "posts" sobre "bola": 1. O Inter-Barça, mas também o Liverpool e o Chelsea.

Quando o sorteio da Champions League ditou a hipótese de um Barça - Inter nas meias-finais, afirmei imediatamente, junto de amigos com quem costumo discutir estas coisas, que o Inter de José Mourinho seria das poucas equipas capazes de parar o “tiki-taki” catalão. Mais, disse que haveria três equipas na Europa em condições de o fazer e que uma já não existia: para além do Inter, seriam o Liverpool de Benitez e o Chelsea do ano passado, de Guus Hiddink, que só não o parou pelos motivos conhecidos e que me dispenso de recordar.

Que têm em comum estas três equipas? São, todas elas, equipas que, ao contrário do Barça onde, segundo Freitas Lobo, predomina a táctica da técnica, privilegiam a componente táctica do jogo, isto é, possuindo, tal como a equipa de Guardiola, princípios e um modelo de jogo bem definidos, são também dotados da flexibilidade suficiente para os adaptarem aos problemas colocados por cada adversário, mesmo durante o jogo, o que dificilmente acontece com a equipa catalã. Acresce que em todas elas a componente físico – atlética assume um papel relevante, permitindo-lhes jogar, indiferentemente, em pressão alta e, quando necessário, num bloco baixo, saindo em transições rápidas ou em bolas longas com idênticas hipóteses sucesso.

Que têm mais em comum estas três equipas? Como se depreende do que afirmo, três grandes treinadores, dos melhores de todos, que têm ideias bem definidas sobre o jogo e as transportam, com sucesso, para onde quer que vão.

quarta-feira, agosto 05, 2009

O Barça, o SCP e o "Entre 10"

O “Entre 10”, porventura o mais inteligente e interessante “blog” totalmente dedicado ao futebol (embora eu discorde deles muitas vezes!), põe em confronto os modelos de formação do Barça e do Sporting Clube de Portugal (piada fácil de “lampião”: nome completo não vão pensar estou a referir-me ao de Gijón!) vincando que no primeiro caso (Barça) se formam jogadores de modo contextualizado, isto é, para a equipa principal tendo em conta um estilo e modelo de jogo comum a todo o clube e no segundo caso (SCP) isso não acontece. O “Entre 10” reconhece mesmo que no caso do Barça os jogadores assim formados (e/ou formatados) só conseguirão explorar todo o seu potencial no clube, reconhecendo também que a ausência deste modelo no SCP limita o aproveitamento integral dos jovens jogadores vindos da formação.

Pois é, tem razão o “Entre 10”, mas esquece algo essencial: é que no Barça, não necessitando o clube de “arredondar” o orçamento com receitas extraordinárias provenientes da venda de jogadores, o objectivo essencial é mesmo “abastecer”, fortalecendo-a, a equipa sénior do clube, enquanto no SCP, se esse objectivo é também considerado, a realização de mais-valias com a venda de alguns desses activos é condição indispensável à sobrevivência do clube! Claro que não convirá muito que apenas no clube os jogadores oriundos da formação expressem todo o seu potencial. Prejudicaria – e bastante – o modelo de negócio, não acham?!

quinta-feira, maio 07, 2009

Guus Hiddink

A mais do que justa indignação para com a arbitragem de Tom Henning Øvrebø no jogo de ontem (em 60 anos de vida e para aí uns 59 anos a ver futebol não me lembro de ter visto algo de semelhante num só jogo, pelo menos a este nível) está a lançar para segundo plano, para a penumbra, algo que deveria ser justamente realçado: a enorme lição de inteligência táctica, de futebol perfeito em todas as suas vertentes (táctica, física, técnica e atlética) oferecida a quem verdadeiramente gosta do jogo (e não de “futsal”) por um dos maiores treinadores da actualidade: Guus (lê-se “Russ”) Hiddink. É para ele, na tristeza da eliminação da sua equipa por circunstâncias que o ultrapassam e não estavam ao seu alcance controlar, que vai o meu muito obrigado por me ter dado a ver, nestes dois jogos (Mourinho que me desculpe), o melhor Chelsea de sempre.

Chelsea 1 - Barça 1 - Guus Hiddink flash interview

sábado, maio 02, 2009

Real Madrid-Barça e o Chelsea

Depois do jogo de hoje em Santiago Bernabéu, espero ninguém tenha mais coragem de criticar Guus Hiddink por ter posto aquele enorme autocarro amarelo à frente da baliza em Camp Nou. E se alguém também ainda pensa que o Chelsea vai jogar de maneira muito diferente em Stamford Bridge, aviso já estará enganado. Com certeza com maior flexibilidade, explorando os pontos fracos do Barça (Abidal, as costas de Daniel Alves e as bolas paradas, já que o Barça jogará sem Puyol e Rafael Marques), mas nada de radicalmente diferente. Querer disputar o jogo a meio-campo, taco a taco, contra este Barça equivale a uma condenação ao fracasso. Que o diga o Real Madrid, a quem hoje calhou ficar “na rabia”.