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quinta-feira, junho 19, 2014

A crise de "La Roja"

Os êxitos recentes da selecção de Espanha foram reflexo directo dos sucessos do "tiki taka" do Barça, um modelo que, como qualquer mecanismo de relojoaria, não admite um grão de areia e só funciona quando tudo é perfeito. O seu insucesso neste Mundial resultado da crise do clube catalão e desse tal modelo que perfilha. Olha-se para esta "Roja" e não se vê ali uma ideia de jogo, mas sim uma crise de identidade. O resto (Casillas, Diego Costa, a idade de alguns jogadores) são questões menores ou subsidiárias. Não vale a pena ir mais longe procurar o que está mesmo à frente dos nossos olhos.

Sobreviverá o "tiki taka" a esta geração? Depende: como para o modelo ter êxito é preciso que tudo funcione na perfeição, apenas se for possível reunir um grupo de jogadores que nele encaixe a 100%, replicando os Iniesta, os Xavi e por aí fora. Veremos...

quarta-feira, abril 30, 2014

O "tiki taka" e a sua "zona de conforto"

O chamado "tiki taka" parece exercer uma tal sedução, um tal fascínio, que mesmo gente inteligente e conhecedora de futebol (são poucos aqui no "rectângulo", mas existem) parece deixar-se hipnotizar por ele, perdendo capacidade de raciocínio e rigor nas suas análises. Ontem, Carlos Daniel, talvez o comentador mais inteligente e dos poucos que perco (ou ganho) tempo a ouvir, dizia que o problema do Bayern perante o Real Madrid não foi a adopção o "tiki taka" como seu modelo de jogo, mas sim o ter ficado a meio-caminho em virtude das críticas de que Pep Guardiola tem sido alvo. Estou mais ou menos de acordo quanto ao meio-caminho (digamos que ficou a 2/3), mas Carlos Daniel devia interrogar-se um pouco mais e pensar se isso se deve às tais críticas ou ao facto de o "tiki taka", na sua plenitude, ter dificuldade em impor-se fora da sua "zona de conforto", isto é, fora de um Barça onde Xavi, Iniesta e Messi não só sempre jogaram desse modo como parecem ter já nascido a jogar assim.

Internamente, a coisa até funciona e chegará talvez para vencer sem grandes dificuldades algumas equipas medianas da Champions League. Mas quando o Bayern está na presença de outros "colossos" o caso muda de figura. Querer que jogadores como Robben, Ribéry, Schweinsteiger ou Mandzukic (para só citar alguns) joguem num modelo em que nunca jogaram e para o qual parecem não ter sido talhados, dá no que deu: "numa coisa em forma de assim", ou seja, numa grande área contrária que parecia ser terreno minado, onde era perigoso entrar, e numa equipa defensivamente desequilibrada, sem capacidade para fazer aquilo que era um dos grandes trunfos do Barça de Pep: jogando num bloco subido e com os jogadores e linhas muitos juntos, ganhar bolas no meio-campo adversário, desequilibrando-o defensivamente e impedindo-o de sair a jogar. Sem isso, foi o que se viu e apesar de ter sido inofensivo a atacar foi mais no descalabro defensivo que o Bayern perdeu o jogo.

domingo, dezembro 30, 2012

Messi e a sua "zona de conforto"

Quando leio ou oiço comparações entre Cristiano Ronaldo e Lionel Messi há uma questão que raramente vejo mencionada. Colocando de parte as respectivas selecções nacionais, equipas demasiado intermitentes e com características muito próprias, Cristiano já foi bem sucedido jogando em campeonatos diferentes, em duas equipas de topo com ideias de jogo relativamente distintas e dirigido por dois treinadores que, para além de gostarem de bom vinho, pouco terão em comum; já quanto a Messi nunca o vimos fora da sua "zona de conforto", isto é, do Barça do "tiki taka", um modelo demasiado específico, talhado muito à sua medida, talvez mesmo irrepetível fora daquele "caldo de cultura" e onde Lionel "nasceu", cresceu e se fez jogador e homem. Conseguiria manter a mesma eficácia e brilho semelhante fora dele? Provavelmente nunca o saberemos, e os prémios da atribuídos anualmente pelas entidades e instituições do futebol baseiam-se - e bem - na realidade e não em especulações de quem gosta destas coisas da "bola".

domingo, abril 17, 2011

"Vox populi"

Comentário de um leitor do "Record" na caixa de comentários do jornal:

"Não sei como é que há gente que gosta deste tipo de futebol. Se há equipa que não gosto de ver jogos é o Barcelona, é a maior seca que já vi, passinho po lado, passinho pa trás, para isso filmava uma rabia no meu quintal."

Ora nem mais! Nunca estive tanto de acordo com a tal vox populi. A mim, o "tiki taka" dá-me um sono "do caraças", acho uma chatice e se jogasse na equipa contrária "arriava logo uma sarrafada" no primeiro gajo do Barça que me "rabiasse". E para os mais esquecidos - e costumam ser muitos - convém lembrar que o Barça só ganhou a CL por via da arbitragem mais escandalosa, na 1/2 final contra o Chelsea, que me lembro de ver num campo de futebol (faria o Guímaro e o Pratas corar de vergonha), e já esta época teve mãozinha amiga num dos jogos com o Arsenal. Fiquem pois com uma bola só para eles e joguem lá no quintal! Hala Madrid!