Mostrar mensagens com a etiqueta Grécia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Grécia. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, julho 14, 2015

A Grécia em "rewind": referendo ou eleições?

Um "NÃO" transformado em "SIM" e os problemas agora enfrentados por Tsipras no seu próprio partido são prova provada daquilo que em tempos aqui afirmei: não conseguindo negociar um acordo com as instituições da UE que lhe permitisse implementar, no essencial, o programa com que foi eleito, o governo grego, em vez de convocar um referendo com uma pergunta "abstrusa" e cujo resultado se viu obrigado a não cumprir, deveria, em devido tempo, ter apresentado a sua demissão e convocado eleições, dando a palavra aos cidadãos. A vontade do povo, com o actual ou um novo governo, poderia assim sair reforçada. Valeria de muito? Provavelmente não, já que a democracia pode ser que continue dentro de alguns anos nos países do Eurogrupo. Mas, no mínimo, tal seria mais consentâneo com as regras da democracia representativa e o resultado eleitoral poderia colocar a UE em maiores dificuldades.

quarta-feira, julho 01, 2015

O governo grego no seu labirinto

Claro que na perspectiva de um quase certa vitória do "SIM" no referendo do próximo domingo, o Eurogrupo e a Alemanha não têm qualquer incentivo para negociar com a Grécia antes da sua realização, jogando tudo numa derrota do "NÃO" e do governo do Syriza que lhes permita, numa situação de força, impor à Grècia a "sua" solução e, eventualmente, levar o governo grego à demissão. Enquanto isso, o governo grego faz tudo para evitar essa derrota. 

Talvez até a "nega" alemã seja uma solução de "vistas curtas", mas o problema é que já ninguém espera dos actuais líderes europeus mais do que isso. Assim sendo, o governo do Syriza meteu-se num labirinto do qual vai ter dificuldade em sair.

segunda-feira, junho 29, 2015

Mas isto é pergunta que se faça?

Embora seja de opinião que face à impossibilidade do governo grego implementar uma parte significativa do programa com o qual foi eleito teria sempre de efectuar uma consulta popular, agora ou no passado recente, esta pergunta é uma das razões pela qual preferiria o recurso a eleições e temia (e sempre temo) os referendos sobre questões que não sejam muito concretas e de simples formulação e entendimento. Face a esta pergunta, se fosse cidadão grego só poderia concluir estavam a gozar comigo.

sábado, junho 27, 2015

O referendo

Não sou por princípio favorável a democracias referendárias e plebiscitárias, excepto em casos muito especiais e de natureza simples e concreta, por exemplo, de nível local ou  regional. Teria por esse motivo preferido o governo grego recorresse a eleições antecipadas em vez de a um referendo, sempre com ressonâncias populistas, com pouco tempo para ser preparado e cuja pergunta aos cidadãos me parece difícil de ser sintetizada e concretizada. Mas de uma coisa não me restam dúvidas e já em devido tempo o tinha afirmado: na impossibilidade de aplicar minimamente o programa com o qual foi eleito, uma consulta popular, sob a forma referendária ou de eleições legislativas, parece-me essencial e inultrapassável. Tudo o resto são raciocínios enviesados, secundários, mesmo que muitas vezes importantes, mas que ignoram ou pretendem passar por cima desta questão fundamental.

terça-feira, junho 23, 2015

A União Europeia (Reconstruída) de José Manuel Fernandes

Este artigo de José Manuel Fernandes, no "Observador", é bem sintomático de qual a posição da direita radical portuguesa sobre a crise grega e que membros do governo como Passos Coelho e Maria Luís não têm coragem para publicamente assumirem: para eles, a solução é mesmo a segregação e expulsão da Grécia do euro, independentemente das consequências negativas que tal pudesse vir a gerar para a UE e para os próprios gregos, pois estes, representados pelo Syriza, partido ao qual deram maioritariamente o seu voto, "não comungam dos valores que presidem à União Europeia". No fundo, quem recupera em proveito próprio o velho conceito marxista de "luta de classes" é José Manuel Fernandes, adaptado-o às circunstâncias e acrescentando-lhe o conceito leninista da eterna luta, dentro do "partido" (neste caso as instâncias da União Europeia), entre a "linha vermelha" (a "justa" e "pura", representada pelos que querem a Grécia fora do euro) e a "linha negra", "capitulacionista"  ou "revisionista". Aguardemos, pois, que José Manuel Fernandes, à semelhança do que defendeu nos seus tempos de dirigente da UDP e o do PC(R), venha um destes dias propor a criação de uma UE(R), ou seja, uma União Europeia (Reconstruída), expurgada dos seus elementos mais vacilantes e favoráveis a uma conciliação com os seus "inimigos de classe": os gregos do Syriza. Já terá faltado menos...

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

O que nos ensinou a Grécia nos últimos dias

Duas coisas (pelo menos) vieram as negociações entre o Eurogrupo e o novo governo grego provar:
  1. Não existem alterações súbitas ou profundas na política de cada Estado decididas de forma unilateral, num só país,  nem a politica actualmente dominante na UE é susceptível de ser alterada numa base puramente nacional, ganhe quem ganhar as eleições em cada Estado, o que coloca problemas graves às democracias locais. Como o provam os planos Draghi e Juncker, em conjunto com as recentes declarações deste último, e o sucesso limitado do governo grego, qualquer evolução tende a ser lenta, numa política de "pequenos passos" e tenderá a ser gerada no interior das forças que constituem aquilo a que poderíamos chamar o próprio "sistema" da UE. Significa isto que o resultado das eleições nacionais é totalmente indiferente à evolução europeia? Claro que não, é mesmo fundamental para influenciar a política europeia e aceitar passivamente o "austeritarismo" seria a pior das soluções. Mas o que não poderemos esperar é que a eleição nacional de forças anti-austeritárias, radicais ou moderadas, se traduza em mudanças bruscas e imediatas na política dominante.
  2. Para além da contradição entre países do "norte e do sul", "devedores e credores", "excedentários e deficitários", "periféricos e centrais" ou o que se lhes queira chamar, existe na UE e no Eurogrupo um sistema de contradições e interesses, mesmo que puramente conjunturais e que se podem ir modificando mais ou menos rapidamente, muito mais complexo e que coloca limites e gera dificuldades à criação de qualquer possível "frente de entendimento e de combate" entre os países em dificuldade, independentemente dos partidos que constituem os respectivos governos. Isto também não significa que esteja correcta (muito longe disso) a atitude do governo de Passos Coelho de "colagem" aos interesses alemães e repúdio da posição grega, mas sim que há que afastar o simplismo e estar atento à complexa teia de interesses e contradições que se vão gerando no seio da UE tirando dela, a cada momento, o melhor partido.   

quarta-feira, fevereiro 18, 2015

Grécia: governo, acordo e democracia

Caso o governo grego não consiga alcançar um acordo com a UE que salvaguarde  minimamente algumas das propostas consideradas mais importantes do programa com que o Syriza, seu principal partido constitutivo, se apresentou a eleições, deverá apresentar uma moção de confiança ao parlamento ou até mesmo demitir-se e convocar eleições, das quais até poderia vir a sair reforçado. De qualquer modo, qualquer que seja o acordo que eventualmente venha a ser alcançado (e espero que isso aconteça), este deverá sempre ser sujeito a ratificação parlamentar. É assim que as coisas devem funcionar em democracia. 

quinta-feira, janeiro 29, 2015

E entretanto a Grécia?

E entretanto a Grécia? Bom, o Syriza e a Alemanha marcam cada um o seu território: de um lado, numa estratégia de "front loading", Tsipras aprova uma série de medidas desafiadoras e "pisca o olho" a Putin, colocando a política e a geo-estratégia no centro do problema e, do outro, a Alemanha, por ela própria ou através de terceiros que lhe são fiéis, vai avisando um pouco ao estilo "ou se portam bem ou vou-me a eles". Diria, sem ofensa para nenhum dos citados, estarmos perante um processo de negociação clássico, embora um pouco ao estilo regateiro (ou" marroquino", se quisermos), cada um jogando as armas que tem e não hesitando no "bluff". 

Para o PS e para António Costa é que me parece uma situação desconfortável: devem e têm de se distanciar do Syriza, pelas suas diferenças ideológicas, estatuto enquanto partidos e prevendo as coisas na Grécia possam correr mal e marcar as habituais distâncias face ao actual governo luso/germânico de Passos Coelho e à estratégia europeia que conduziu a social democracia a uma crise. De qualquer modo, ao PS (e, já agora, também aos europeus que ainda não perderam completamente o juízo) só convém mesmo tudo se vá resolvendo na Grécia com compromissos e uma solução negociada e equilibrada: com quaisquer outras, mais drásticas ou extremadas, vitórias retumbantes de um ou outro dos lados (Syriza e Alemanha), o PS só pode perder o seu espaço e a Europa seguir por maus caminhos.

segunda-feira, janeiro 26, 2015

De como os primeiros desafios do Syriza serão internos

Atenção: os primeiros desafios que o Syriza vai ter de enfrentar não são tanto de natureza europeia, da pressão dos "países do norte" e de Bruxelas e Frankfurt, de financiamento. Esses serão cruciais, mas virão talvez mais tarde. É que, em primeiro lugar, e em certa medida em simultaneidade com esses, o Syriza vai ter de enfrentar e resolver dois problemas sem os quais estará à partida condenado ao fracasso:
  1. A sua coesão interna perante adversidades, contrariedades, pressões de toda a ordem e a luta política, que não deixará de incluir "golpes mais ou menos baixos", que os agora derrotados, com a Nova Democracia à cabeça, não deixarão de lhe mover com o provável apoio de algumas estruturas da UE; é mesmo assim a vida política, e todos sabemos, não só como funciona a política grega, como coesão interna é sempre algo que escasseia nos partidos radicais de esquerda, mesmo que o poder e a necessidade de alianças possam suavizar a sua habitual tendência para dissensão por minudências ideológicas. 
  2. A necessidade de manter a funcionar com alguma eficácia um aparelho de estado que imagino construído muito provavelmente à medida das necessidades da Nova Democracia e do PASOK, e que por isso mesmo pode não ser colaborante (é o mais provável) com a governação do Syriza, um partido que posso imaginar com estruturas relativamente frágeis e quadros políticos e administrativos escassos e pouco preparados. Posso estar errado, claro, mas antes das chamadas "grandes questões, acho que muito do que irá acontecer na Grécia pode passar por aqui.

quinta-feira, agosto 30, 2012

"ab origine" - esses originais (quase) desconhecidos (38)

"Misirlou" - a 1ª gravação conhecida deste tema popular grego por Tetos Demetriades (1927)

A versão de Michalis Patrinos (1930)

"Misirlou" transformada em verdadeiro hino da "surf music" por Dick Dale & His Del-Tones (1962)

segunda-feira, junho 18, 2012

A Grécia do Syriza e a "vingança punitiva"

Reconheço para os gregos a tentação seria grande, tal como também para muitos de nós, cidadãos europeus, que nos angustiamos dia a dia por duvidarmos a actual estratégia política possa levar a União a bom porto. Mas temos de concluir que uma vitória do Syriza conteria em si algo de infantil vingança punitiva sobre a Alemanha e a actual direcção política europeia, aquela punição que tanto criticamos por parecer estar incluída nos planos de austeridade impostos aos países sob resgate, um pouco ao estilo "impõem-nos a pobreza, a destruição da economia e da coesão social, do futuro - pelo menos o próximo - mas não caímos sozinhos, arrastaremos todos e a União connosco para a incerteza e o possível caos". Digamos que a política tem de ser um pouco mais do que uma luta entre concepções morais do mundo e da vida, embora tal, desde George W. Bush, pareça estar cada vez mais a servir de pretexto para encobrir e fazer passar mensagens ideológicas extremadas.  

Nas eleições gregas, enfim, prevaleceu algum bom-senso, claro, mas - e digo-o sem demasiada esperança -  seria bom que a Alemanha e a actual direcção da UE entendem-se o recado e não recusassem a mão salvadora que os gregos lhe estenderam. E, claro, esperando tal não fosse para nos enviarem, agora a todos, para o abismo de onde os nossos concidadãos gregos, para já, nos parecem ter posto a salvo.

terça-feira, maio 29, 2012

Lagarde e os miserabilismos

Arriscando ser politicamente incorrecto, que me atirem ovos podres e etc e tal, devo dizer que não acho nenhum escândalo Christine Lagarde, enquanto responsável máxima de uma instituição como o FMI, ganhe 380 mil euros líquidos por ano. Confesso estar farto de miserabilismos e de tudo ser medido pelo seu custo e não em função de uma análise custo-benefício, das responsabilidades que cada um assume e lhe são pedidas, dos resultados alcançados e por aí fora. Digo mais: fiquei estarrecido quando li nos jornais, em títulos mais ou menos acusatórios, o facto do Estado português ter gasto meia-dúzia de milhões de euros para assegurar o repatriamento dos seus nacionais no caso do conflito na Guiné-Bissau ter dado ainda mais "para o torto". Se isso tivesse acontecido e os nossos concidadãos tivessem sido abandonados à sua triste sorte, gostaria de ver o que se não diria.

Mas voltando a Christine Lagarde... Escandalosas são as suas afirmações demagógicas e populistas a propósito da Grécia, dos gregos e dos seus impostos. Escandalosas, populistas e, pior, politicamente desadequadas para a resolução da crise da UE. Mas, devo também dizer, tal coisa tem a ver com o cargo que exerce e é independente do ordenado que ganha, o que significa essas afirmações seriam igualmente censuráveis e politicamente inadequadas se Lagarde ganhasse mil, cem ou trabalhasse "pro bono": com elas apenas demonstrou não estar à altura das responsabilidades do cargo para a qual foi nomeada. Portanto, se for necessário pagar um ou dois milhões para a substituir por alguém competente, façam favor. Já tarda.

segunda-feira, maio 07, 2012

O socialismo democrático e as várias eleições de ontem

Penso que foi ao Pedro Adão e Silva que ouvi em tempos a seguinte e certeira constatação: "se, na Europa, a austeridade vai varrendo do poder os partidos que a ela aderem, isso acontece de modo mais gravoso com o socialismo democrático e a social-democracia" (cito de cor). Nada de admirar, claro, se nos lembrarmos que, uma vez vencida a direita europeia democrata-cristã e substituída esta por uma espécie de versão serôdia dos "neo-cons" americanos, a política de austeridade, se pouco ou nada tem a ver com os partidos que estiveram na génese da Europa do pós-guerra, tem-no, de entre estes, ainda menos com os que se reclamam da herança reformista da Internacional Socialista. Lembrei-me disto ontem ao ver os resultados das eleições na Grécia e em França, não deixando de deitar um olho para o que se passou no Estado federado alemão de  Schleswig-Holstein. É que, de facto, depois do PS português e do PSOE terem sofrido profundas e históricas derrotas nas eleições legislativas dos respectivos países e do PASOK grego ter passado a terceira força política, a Nova Democracia grega e a CDU de Fraü Merkel, apesar das perdas, conseguem mesmo assim ganhar as eleições a que concorreram ontem. Digamos que, em medidas diferentes, se aguentaram. Ah!, dir-me-ão, e Hollande? Pois... mas o facto é que, apesar de conjugar em si a austeridade, uma personalidade antipática e um seguidismo em relação ao governo de um país contra o qual a França disputou as suas últimas três guerras, nos últimos 150 anos, (franco-prussiana e WWI e II), Sarkozy consegue ainda assim o "feito" de uma derrota "à justa". Digamos que mais do que saudar a, mesmo assim importante, vitória de Hollande, é nisto que a social-democracia e o socialismo democrático - e, por maioria de razões, António José Seguro - devem pensar. Olhando para França? Sim, não direi que não, mas muito principalmente para a Grécia do Syriza e de uma tal "Aurora (muito pouco) Dourada".

quinta-feira, novembro 03, 2011

A esquerda radical e a crise grega

Já deu para perceber que a esquerda radical, nela se incluindo alguns sectores minoritários do PS, tem da crise grega a mesma visão moralista que frau Merkel tem dos "PIGS" "irresponsáveis e gastadores" do sul da UE: "os gregos é que os têm no sítio - Papandreou tornou-se uma espécie de herói de banda desenhada em luta contra as potências do mal -, não têm medo do povo e estão a lixar a Merkel e o Sarkozy, o que é bem feito porque foram eles, apoiando a ganância dos banqueiros, que (n)os meteram nisto".

 Independentemente das responsabilidades que todos possamos atribuir a Merkel e Sarkozy, pouco importa a essa esquerda radical, como de costume, que a Grécia recorra a um estafado instrumento - o referendo - dos populismos plebiscitários, frequentemente suporte de regimes autoritários e musculados, e que possa arrastar consigo, para um qualquer abismo desconhecido, toda a bem sucedida História europeia dos últimos 70 anos. Quanto pior melhor -  não é assim? - mesmo que o "prémio" seja apenas a pírrica e mais do que duvidosa vitória moral do "nós tínhamos ou não tínhamos razão? Vão-se mas é lixar!

Grécia: the mouse that roars

"The Mouse That Roared", de Jack Arnold (1959)

"A Economia de Fenwick está na bancarrota, pois o vinho, seu único produto de exportação, sofre a concorrência de um produto similar mais barato criado nos Estados Unidos da América, seus antigos importadores. Então a governante do país, a Duquesa Gloriana XII, é convencida pelo primeiro-ministro "Bobo" Mountjoy a declarar guerra aos americanos, com o único propósito de perder e depois conseguir financiamento para a "reconstrução", numa referência satírica ao Plano Marshall. 

Mountjoy incumbe o atrapalhado Marechal Tully Bascomb de liderar a força de ataque, que invade Nova Iorque munida de arcos e flechas. A invasão é completamente ignorada pelas autoridades americanas, pois a declaração de guerra de Fenwick(que anteriormente havia sido até motivo de riso para o ministro americano das relações exteriores) se extraviara no meio da papelada diplomática. Em Nova Iorque, todos estão ocultos sob abrigos subterrâneos por causa do teste de uma nova bomba superpoderosa. Sem ninguém para combater, os 22 arqueiros vagueiam pelas ruas e por mero acaso encontram o cientista responsável pelo desenvolvimento da bomba e sua filha, sequestrando-os e levando-os com o poderoso artefato para Fenwick, juntamente com alguns oficiais do exército americano.

Ao retornar ao país Bascomb conta à incrédula Duquesa sobre a mudança de planos e que Fenwick havia "vencido a guerra". De fato, ao saber que a poderosíssima Bomba "Q", capaz de destruir todo um continente, estava em poder do diminuto e quase desconhecido país, as autoridades americanas vêem que não lhes resta alternativa a não ser render-se a Fenwick.

O país, por fim, acaba impondo aos Estados Unidos algumas sanções, como o pagamento de um milhão de dólares e a retomada do mercado americano para seu vinho, além do completo armistício mundial."

quarta-feira, novembro 02, 2011

Papandreou: "all or nothing"

Ao recorrer ao referendo, Papandreou joga o jogo do "tudo ou nada". Se vencer, terá condições políticas únicas para implementar as medidas de austeridade impostas e, principal e preferencialmente, cria desde já, com o simples anúncio desse referendo mas ainda mais se o vencer, condições únicas para renegociar com a UE numa posição de vantagem e chantagem políticas; se perder, arrasta consigo, num cataclismo de proporções inimagináveis, os "maus da fita": a Europa e a zona euro, fruto das hesitações, contradições e conflitos de interesse político dos seus dirigentes.

Digamos que não o acompanho no jogo - até pelas minhas posições de princípio contra as democracias plebiscitárias - mas tiro-lhe desde já o meu chapéu.