Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
sexta-feira, setembro 21, 2012
sexta-feira, junho 15, 2012
Peculiaridades...
- Parece que a Direcção Geral de Saúde terá manifestado intenção de verificar (certamente por amostragem) se crianças até quatro anos teriam em suas casas condições de segurança para minimizar eventuais acidentes (afinal parece que é só "a pedido"). Confesso - e disse-o - não só não considero tal atitude demasiado intrusiva, pelo menos de modo a pôr em causa direitos, liberdades e garantias de qualquer espécie - dependendo, claro está, do modo como fosse implementada a medida - como penso ser mesmo um indicador de civilização e desenvolvimento. Mas "aqui d'el rei", da esquerda à direita (confesso que me fez alguma confusão ver António Costa embarcar neste jogo - ontem na "Quadratura do Círculo), porque a liberdade de cada um e talvez a de alguns deixarem os filhos morrer de acidente estava a ser posta em causa. O problema, o problema é que no preciso momento tal viesse a acontecer, que uma criança bebesse lixívia, se queimasse com acido sulfúrico, caísse da janela ou espetasse um vidro nos olhos (ou pior, fosse vítima de maus tratos), malandro do Estado, da Direcção Geral de Saúde, da Segurança Social ou da Junta de Freguesia, pagos com os nossos impostos, que deveriam saber das condições em que a criança vivia e nunca tinham ido ver nem ligado coisa nenhuma. Estaria criado um caldo de cultura semelhante ao dos "idosos que morrem abandonados nas suas residências", que preencheria "manchetes" do Correio da Manhã. Digamos que a perspectiva não seria "brilhante".
- O conceito utilizador/pagador não é ideologicamente neutro. Quando falamos de serviços públicos, digamos que em termos gerais e abstractos, de modo mesmo um pouco simplista e genérico, poderemos considerá-lo mais próximo dos valores liberais e mais afastado dos que põem a tónica na solidariedade e no esforço colectivo, sejam estes socialistas, sociais-democratas ou de raiz democrata ou social-cristã. Digamos que, na maioria dos casos, me inclino mais para esta concepção, mas não tenho uma posição dogmática, de princípio, e aceito a solução utilizador/pagador em muitos casos. Por exemplo, no caso das autoestradas elas são pagas pelos impostos do conjunto dos cidadãos em países como a Alemanha, a Áustria e a Suíça (são apenas três casos que cito), partindo do princípio que a sua existência constitui um benefício directo e indirecto para todo o país e não apenas para os que as utilizam, enquanto outros optaram pelo conceito utilizador/pagador e ainda outros por soluções diferenciadas, caso a caso. Em Portugal, não me escandalizaria nada que a Ponte 25 de Abril tivesse um preço de portagem mais elevado, o mesmo acontecendo com a A5, e que o IC19, onde existe um comboio alternativo, fosse objecto de pagamento de portagem. Já pagar portagem na CREL, destinada a descongestionar o trânsito da cidade, me parece um perfeito disparate, tal como - outro exemplo - na chamada Via do Infante. E por aí fora, consoante os casos. Mas vem tudo isto a propósito de ver (ou melhor, ler) um socialista como Vital Moreira defender como princípio geral para as autoestradas o conceito "utilizador/pagador". Sim, eu conheço a conjuntura financeira do país, o conceito de "realismo político" também não me é de todo estranho, e por aí fora. Mas um socialista ou social-democrata, como penso o seja Vital Moreira, defender, como princípio universal, o conceito "utilizador/pagador", digamos que enfim... mas nos tempos que vão correndo, não ousarei dizer "só neste país".
sexta-feira, junho 05, 2009
Vital e Rangel...
sexta-feira, maio 29, 2009
Pobre Vital...
domingo, maio 03, 2009
Uma última nota sobre os incidentes do 1º de Maio: da responsabilidade da CGTP
Em primeiro lugar a organização do evento pertencia à CGTP, que até tem por hábito, normalmente, pôr a funcionar um serviço de ordem bem eficaz destinado a assegurar o normal funcionamento das suas manifestações. Não vi, nas imagens passadas pelas televisões, qualquer actuação desse serviço de ordem no sentido de evitar as agressões e injúrias a Vital Moreira; o que vi, sim, foi uma tentativa esforçada de alguns (poucos) dirigentes para evitar um mal maior. Claro que, ao contrário do que acontece com os autores das injúrias e agressões, que podiam e deviam ser processados criminalmente, não me parece isso possa acontecer com a CGTP; mas da responsabilização cívica e política ninguém os livra.
Em segundo lugar, serei forçado a concordar parcialmente com Vitalino Canas (pelo qual, note-se, não nutro qualquer espécie de simpatia) quando ele afirma que a CGTP, nas suas manifestações, andou a semear ódios que dificilmente poderiam ter outro desenlace. Parcialmente – disse – porque não posso concordar com o foco ele coloca nas “esperas” e assobios ao primeiro-ministro e nas manifestações à porta das sedes do PS. Desde que legais, ou mesmo que até um pouco para além da legalidade pois prefiro sacrificar um pouco da lei a qualquer tique de autoritarismo, nada tenho a obstar. O problema não é esse, portanto. O problema está mais em certas atitudes e palavras de ordem vistas e ouvidas em manifestações anteriores, que me parecem para além do democraticamente tolerável. Para que não existam dúvidas: nada tenho contra manifestações combativas (antes pelo contrário), em que os manifestantes (concordando ou discordando eu dos seus objectivos) exprimam “alto e bom som” ao que vão, o que querem e o que lhes vai na alma. Muito bem! Que chamem até “mentiroso” a José Sócrates, acusando-o do não cumprimento de promessas eleitorais: tivesse ou não a isso sido forçado pelas circunstâncias, trata-se de uma legítima acusação política. Agora, como já ouvi, que seja acusado de corrupto, ladrão, “fascista” e outras “tretas” no género de carácter pessoal (não me lembro se já chegaram ao “cabrão” e “filho da puta”), há muito que os dirigentes sindicais deviam a isso ter posto cobro. Não o tendo feito, a tempestade política estava agora pronta a ser colhida.
terça-feira, abril 07, 2009
Um bom exemplo de Vital Moreira e Ana Gomes e um péssimo exemplo do PS
Infelizmente, a direcção do Partido Socialista preferiu assumir o “politicamente correcto” e o provincianismo nacionalista mais bacoco, ao cosmopolitismo e à coerência ideológica, e, pela voz de Vitalino Canas, resolveu deixar os dois candidatos a pisar chão sem tapete.
Numa época em que se clama, e bem, contra as tentações nacionalistas e proteccionistas, o PS resolveu dar um mau exemplo de como se não fomenta a construção europeia, o interesse político dos portugueses nos respectivos assuntos e a sua participação empenhada nas eleições que se avizinham. Lamentável!
terça-feira, janeiro 01, 2008
Vítor Constâncio, telejornais e Vital Moreira numa breve nota de Ano Novo
- Vítor Constâncio termina e começa o ano como alvo a abater pela oposição, partidária ou não. Muitas das críticas, comentários e análises em curso, descascadas tal qual cebola, chegam invariavelmente ao Governador do Banco de Portugal, pelo menos para quem não gostar de se ficar pela rama das coisas. Com ou sem razão, as críticas? Penso que sem, pelo menos no fundamental, mas o facto é que a célebre comissão de análise do déficit e os actuais problemas da banca (que por razões pessoais não comento) o colocaram na linha de fogo, pronto a ser fustigado tal qual boneco de feira. A oposição bem grita para os seus prosélitos comentadores: “Oh! simpáticos, vai um tirinho?” Será que o prémio, para quem acertar, será apenas uma ginginha ou a tradicional garrafa de “Ponche”?
- “Não há pachorra” para os telejornais e imprensa de Ano Novo, blogosfera incluída. Ele é o fogo de artifício, o banho do início do ano, o primeiro bebé de 2008, as personalidades, os temas e as frases do ano que findou e daquele que irá chegar. Falta de imaginação? Mais falta de trabalho, que, no fundo, é o elemento capaz de gerar essa dita imaginação.
- Vital Moreira continua a fazer o possível por vir a ganhar o Prémio Vasco Graça Moura. O do PS, claro!
segunda-feira, novembro 05, 2007
Daniel Oliveira e as posições europeias do "Bloco"
Daniel Oliveira retoma hoje no seu “Arrastão”, e a propósito das convicções anti referendárias de Vital Moreira, a explicação sobre as posições europeias do “Bloco de Esquerda”. Árdua tarefa, pois, como bem diz hoje no “Público” o próprio Rui Tavares, “a sua posição simultaneamente anti-Tratado e pró-Europa não vai ser fácil de explicar”. Pois não! Aliás, parece-me que no seio do “Bloco” a questão talvez seja bem pouco consensual, e esta aparente “quadratura do círculo” corresponda mais a uma “fuga” e a uma qualquer “coisa nenhuma”, capaz de realizar a síntese dialética entre posições contrárias, do que a qualquer posição “de fundo”, estrategicamente assumida. Ou então... Sim, eu sei que “todo o mundo é composto de mudança”, mas seria interessante, a este propósito, revisitar as opiniões de UDP e LCI quando da adesão à então CEE. Adiante...
Bom, coloquemos também agora de parte a questão das democracias plebiscitárias e referendárias, em termos gerais e abstractos, e vamos directos ao assunto.
Critica Daniel Oliveira em Vital Moreira a afirmação de que “quem é contra este tratado é contra a UE”. Não o direi de forma tão fundamental, mas sem dúvida que votar “NÃO” a este tratado, neste momento e não em qualquer outro tempo abstractamente definido, significa colocar a ideia UE em sérias dificuldades e levantar graves entraves ao seu aprofundamento político. Este é o resultado - e foi isso que aconteceu com os referendos em França e na Holanda - e não o reforço da Europa social, independentemente das motivações do voto de cada um, e é exactamente este o desígnio político da direita eurocéptica e atlântista, aliada conjuntural do PCP qual pacto germano-soviético dos tempos pós-modernos. Aliás o “Bloco” bem podia ter aprendido um pouco com o que aconteceu em França - e abandonar o papel de “idiota útil” - onde o voto “NÃO” de alguma esquerda “basista”e blasé, com as lutas internas a servirem de catalizador, acabou por fazer mergulhar a UE na sua maior crise de sempre e fazer recuar alguns anos a ideia de uma futura Europa federal que Daniel Oliveira diz defender. Não é ainda a Europa das ambições do “Bloco”? Admito que não - felizmente para uns e infelizmente para outros, não importa - mas a pergunta que o BE deve colocar a si próprio é a seguinte: “porque, e em nome de que valores, é que, votando contra um Tratado que continua a manter a Europa como o espaço político democrático onde a protecção e os direitos sociais são os mais elevados e onde posso continuar a bater-me com toda a liberdade pelas minhas ideias e convicções, me vou a aliar a sectores conservadores e nacionalistas, uns, ultra liberais e atlântistas, outros, e “estalinistas”, os restantes, na recusa de um aprofundamento político da União? Será, mais uma vez, a velha e relha ideia do social-fascismo, que deu no que deu? Ou apenas um pouco diáfano manto que cobre uma posição anti europeísta e isolacionista que o Bloco sabe poder correr o risco de colher pouca simpatia em meios jovens e urbanos, formados no "inter-rail" e no "Erasmus", do seu eleitorado? Sem esperança, aguardo resposta.
quinta-feira, agosto 23, 2007
Um "post" ainda mais "silly"
Sim, eu sei que é mesmo silly season. Mesmo muito silly – e a PJ nunca mais “deslinda” o caso McCann e a agitação no Benfica durou pouco (pelo menos, até ver). Mas será que temos mesmo de ocupar o nosso tempo de veraneio com os ataques e contra-ataques dos defensores do governo e da oposição (leia-se PSD) tendo estes últimos como pretexto uns idiotas que destruíram um hectare de milho transgénico e aqueles outros uns financiamentos, do tipo “rabo escondido com gato todo de fora”, de uma empresa ao PSD, do tipo “mas sou só eu, cadê os outros”? E será que José Pacheco Pereira e Vital Moreira, “pontas de lança” das respectivas equipas na "blogosfera", não têm mesmo mais nada com que se entreter? Livra!...