Hoje, o debate quinzenal na Assembleia da República foi de um vazio confrangedor. Era isto, a vacuidade das interpelações ao governo por parte dos partidos da oposição, o ridículo das intervenções encomismáticas dos partidos que apoiam o governo, que eu gostaria de ver mencionado e discutido, glosado mesmo que em tom jocoso na "blogosfera" e nas redes sociais. Em vez disso, vejo quase todos demasiados absorvidos por questões de "petite politique", tal como o acto idiota de Graça Moura na sua quixotesca luta contra o Acordo Ortográfico. Talvez essa ausência da Assembleia da República no debate na "net" seja mesmo reflexo do afastamento e desinteresse pelo que por lá se passou. Pois... mas é mesmo esse desinteresse e o facto de nada de relevante se ter lá passado que são preocupantes e deveriam levar a que o assunto fosse um pouco mais discutido.
Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
Mostrar mensagens com a etiqueta blogosfera. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta blogosfera. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, fevereiro 03, 2012
terça-feira, outubro 18, 2011
Os "subsídios" de férias e Natal
Meu caro Francisco Proença de Carvalho:
- Contrariamente ao que afirma, um trabalhador assalariado não trabalha 11 meses e recebe 14. Trabalha 335 dias (menos dias feriados, fins de semana e eventuais "pontes") e recebe 365 dias divididos por 14 meses. Mais ainda, adianta 30 dias de trabalho à sua entidade empregadora, pois só recebe ao fim de um mês de trabalho. Na prática, os chamados subsídios de férias e Natal não existem: fazem parte do salário anual de um trabalhador assalariado que, por questões históricas, o recebe dividido em 14 prestações (durante muito tempo, no UK recebiam à semana, por exemplo). Ao contrário do que é habitual, neste caso estou em desacordo consigo.
- Outra coisa bem diferente é esse salário anual passar a ser pago em 12 prestações, eliminando assim que se sobrecarregue a tesouraria das entidades empregadores no período de férias e no Natal e, ainda, passando os trabalhadores a receber logo a partir do final de Janeiro a prestação correspondente aos actuais 13º e 14º meses. Se é isso que propõe no seu "post", tal tem desde já a minha concordância (e penso a terá também de sindicatos e associações patronais), e já algures neste "blog" o defendi.
De um "blogger" que o lê sempre com interesse e habitualmente até consigo concorda.
JC
sexta-feira, abril 30, 2010
Muito bem!
"A Zona Euro está a permitir que alguns ganhem bastante dinheiro. A Grécia é "junk"? A consequência lógica de acreditar que a Grécia é 'junk bond' é prever o desmembramento do euro."
Helena Garrido é sempre uma voz indispensável e o seu "Visto da Economia" refúgio seguro neste dias de angústia.
segunda-feira, abril 05, 2010
Os escândalos de pedofilia e o combate político
Curioso na discussão que se tem gerado nos “media”, com especial incidência na "blogosfera", sobre os casos de pedofilia que envolvem a igreja católica é o facto de as suas duas vanguardas ideológicas opostas (vamos chamar-lhes assim) tenderem a ser constituídas fundamentalmente por não crentes: de um lado, a esquerda laica mais radical, muito polarizada em torno do “Bloco de Esquerda”, e, do outro, a direita ultra-liberal, ex-estalinista, neo-fascinada por Ratzinger e, na era de e pós W. Bush, pelo papel das religiões - neste último caso, o artigo de José Manuel Fernandes no “Público” de 6ª feira constitui peça relevante. Nada que possa constituir objecto de estranheza: estes são os sectores (ambos emergentes) que mais têm animado e quase monopolizado o combate político e ideológico nos últimos anos, encontrando aqui apenas mais um pretexto e um novo campo de batalha.
segunda-feira, agosto 10, 2009
A ignorância histórica do "31 da Armada" (mas lá que teve graça...)
"Hino da Carta" - Hino Nacional de Portugal de 1834 a 1910 (ver letra aqui)
O “golpe de mão” da bandeira protagonizado nos Paços do Concelho da capital pelo 31 da Armada teve graça e, acho, não ofende. Resolvam pois lá o problema da ilegalidade com uma multa simbólica ou algo do género. Eu sei que não é bem a mesma coisa, mas também já pintaram a águia do meu clube de verde às riscas e limitei-me a soltar uma boa gargalhada.
Mas algo eu não perdoo aos meus colegas da "blogosfera": a ausência de conhecimentos históricos. De facto, o hino da monarquia não é a “Maria da Fonte”, que nunca foi Hino de Portugal e até foi adoptado pela república como saudação às entidades oficiais, mas sim o “Hino da Carta”. Para quem se quer afirmar como monárquico, trata-se de um erro de palmatória a revelar ignorância bem primária sobre o passado da pátria.
Aqui fica a correcção e a verdade histórica reposta, com a sugestão ao 31 para estudarem um pouco antes da próxima “partida”. Como dizia alguém: “apoiado pela ideia; porra para a gramática”! Mas lá que teve graça...
Mas algo eu não perdoo aos meus colegas da "blogosfera": a ausência de conhecimentos históricos. De facto, o hino da monarquia não é a “Maria da Fonte”, que nunca foi Hino de Portugal e até foi adoptado pela república como saudação às entidades oficiais, mas sim o “Hino da Carta”. Para quem se quer afirmar como monárquico, trata-se de um erro de palmatória a revelar ignorância bem primária sobre o passado da pátria.
Aqui fica a correcção e a verdade histórica reposta, com a sugestão ao 31 para estudarem um pouco antes da próxima “partida”. Como dizia alguém: “apoiado pela ideia; porra para a gramática”! Mas lá que teve graça...
terça-feira, agosto 04, 2009
"Blogs", comentários e as listas do PSD
Interessante é notar o número excepcionalmente elevado de "blogs" que "linkaram" as notícias do “Público” sobre o processo de composição das listas do PSD de candidatura às legislativas. No mesmo sentido caminha o número de comentários na versão “on-line” do mesmo jornal. Penso, no caso do PS ter-se-á passado algo de semelhante.
Não é bem política, é coscuvilhice!
Não é bem política, é coscuvilhice!
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
Os portugueses e a corrupção
A corrupção e o tráfico de influências incomodam os portugueses? Só aparentemente. Na prática, sentem-se incomodados quando elas os não beneficiam. Provas? Basta ver como os adeptos do FCP, mesmo os aparentemente mais críticos da sociedade portuguesa, se incomodam com a simples perspectiva de verem ser deduzida acusação contra o seu presidente. Como confirmar? Basta uma pequena consulta a alguma blogosfera nortenha, como o Blasfémias ou o Kontratempos. Garanto que vale a pena.
terça-feira, janeiro 01, 2008
Vítor Constâncio, telejornais e Vital Moreira numa breve nota de Ano Novo
Três pequenas notas de passagem de ano:
- Vítor Constâncio termina e começa o ano como alvo a abater pela oposição, partidária ou não. Muitas das críticas, comentários e análises em curso, descascadas tal qual cebola, chegam invariavelmente ao Governador do Banco de Portugal, pelo menos para quem não gostar de se ficar pela rama das coisas. Com ou sem razão, as críticas? Penso que sem, pelo menos no fundamental, mas o facto é que a célebre comissão de análise do déficit e os actuais problemas da banca (que por razões pessoais não comento) o colocaram na linha de fogo, pronto a ser fustigado tal qual boneco de feira. A oposição bem grita para os seus prosélitos comentadores: “Oh! simpáticos, vai um tirinho?” Será que o prémio, para quem acertar, será apenas uma ginginha ou a tradicional garrafa de “Ponche”?
- “Não há pachorra” para os telejornais e imprensa de Ano Novo, blogosfera incluída. Ele é o fogo de artifício, o banho do início do ano, o primeiro bebé de 2008, as personalidades, os temas e as frases do ano que findou e daquele que irá chegar. Falta de imaginação? Mais falta de trabalho, que, no fundo, é o elemento capaz de gerar essa dita imaginação.
- Vital Moreira continua a fazer o possível por vir a ganhar o Prémio Vasco Graça Moura. O do PS, claro!
quarta-feira, novembro 07, 2007
"In thin air"...
Tal como a esquerda mais radical nos anos sessenta e setenta com o qual partilha mesmo algumas das suas mais destacadas personalidades, a nova direita não institucional (vamos chamar-lhe assim por comodidade), que tem a sua expressão mais evidente na "blogosfera" mas nela não se esgota, tem o seu quê de moda. Como tal, é por vezes irreverente, outras interessante e inovadora, não raramente lhe achamos graça e até arriscamos a ser por ela seduzidos. Aqui e ali, até podemos adoptar algumas das suas inovações. Mas, como qualquer moda que se assuma e se preze, é muitas vezes somente espampanante, iconoclasta e apenas destinada a embasbacar, vazia de conteúdo e com exclusão de qualquer outro objectivo que não seja o “choque e espanto”, que não seja alimentar-se e esgotar-se de si, para si e em si. Por vezes, faz-me mesmo lembrar o glam rock á procura do seu Bowie... Também, como moda que é, aderem a si, maioritariamente, os mais frívolos e que esperam um reconhecimento fácil, embora, aqui e ali, existam excepções que um dia servirão para confirmar a regra – e felizmente que assim é.
Como moda, e como a esquerda mais radical dos anos sessenta e setenta, tenderá a desvanecer-se com alguma rapidez, in thin air. Espero ainda vir a ter a oportunidade para ver o que fica.
Como moda, e como a esquerda mais radical dos anos sessenta e setenta, tenderá a desvanecer-se com alguma rapidez, in thin air. Espero ainda vir a ter a oportunidade para ver o que fica.
Subscrever:
Mensagens (Atom)