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quinta-feira, maio 21, 2015

O jornalista/consultor António Costa e a TSF

Esta manhã, a TSF, cada vez mais uma entusiástica apoiante do pensamento político/económico dominante, no que, como rádio privada, está no seu pleno direito, convidou o ex-director do Diário Económico, António Costa, para comentar as propostas políticas ontem apresentadas pelo PS, apresentando-o como "jornalista". Ora tanto quanto sei e foi notícia, António Costa exerce actualmente as funções de consultor da empresária angolana Isabel dos Santos. Independentemente de continuar na posse da sua "carteira profissional", a questão é: pode, nestas circunstâncias, António Costa continuar a ser referido como "jornalista"? Mais ainda: António Costa declarou ao Expresso ser avençado da Media Capital e nessa condição continuar a exercer funções como comentador da TVI. Nesse caso, será apresentado como "jornalista", comentador" ou "consultor" económico ou de comunicação? Que tem o sindicato respectivo a dizer sobre o assunto? Moral da história: assim vai, em Portugal, a promiscuidade entre o jornalismo económico e as empresas, já para não falar da que existe entre o jornalismo (tout court) e a política. Um nojo.

sexta-feira, dezembro 13, 2013

A entrevista(?) de Passos Coelho

Mais do que a uma entrevista, que nenhuma questão de actualidade justificava (mesmo o OE quase não foi abordado), Passos Coelho e o governo tiveram ontem direito a um gigantesco "tempo de antena", oferecido pela TSF e pela TVI e proporcionado por dois jornalistas demasiado dóceis que actuaram mais como "régisseurs" de pista de um qualquer circo pretensioso, quais Mr. François França dando as "entradas" para que o "verdadeiro artista" pudesse brilhar, do que como gente que pretende dignificar-se e à sua profissão. Sendo a TVI e a TSF empresas privadas, embora no caso da TSF tenha hoje em dia dúvidas sobre o grau de tutela exercido pelo Estado angolano, estão ambas no seu pleníssimo direito, embora mande o rigor que se designe cada coisa pelo nome que melhor a defina. E chamar entrevista (e, já agora, jornalismo) àquilo a que assistimos, devo dizer me parece francamente exagerado. Enfim... são estes os tempos que vivemos.

Já agora: a única novidade digna desse nome foi termos ficado a saber que Passos Coelho gostaria de "amarrar" o CDS a uma coligação para as próximas eleições, "armadilhando" assim Paulo Portas (irrevogavelmente) e o seu partido à actual governação. Para os que tinham dúvidas - e eu nunca as tive - está bem à vista o que Portas ganhou com a sua demissão "irrevogável" e com a sua "promoção" e a do seu partido no seio do actual governo. Foi buscar lã e saiu "peladinho". Digamos que não foi mal feito.

sexta-feira, novembro 29, 2013

O PS no "Fórum TSF"

  1. Esta manhã, no "Fórum TSF" em que se pretendia analisar o actual papel do PS enquanto oposição, assistiu-se a um corropio de "discos pedidos", desculpem, de chamadas "encomendadas" de militantes do PS defendendo a actuação do seu líder. Eu sei que colocados os ouvintes da rádio perante este tema, a situação seria sempre desvantajosa, entalado que está o PS entre os que o criticam por não ser mais colaborante com o actual governo e os que, dentro e fora do partido, o fazem por ser frouxo enquanto oposição. Mas este tipo de "discos pedidos", repetindo um ladaínha que só tem paralelo, a nível da actual maioria, com a mediocridade de idênticas intervenções das Teresas Leal Coelho e Franciscas Almeidas deste mundo político, apenas acaba por provar aquilo que, à partida, pretenderiam combater: a imagem demasiado fraca e insegura de António José Seguro e a pouca consistência do PS enquanto oposição.
  2. Uma outra nota: por muito que o PS fale das "não sei quantas propostas alternativas apresentadas", no que se assemelha estranhamente ao PCP quando este é acusado de ser um partido apenas de "protesto", dessas, a esmagadora maioria dos portugueses guardará apenas uma - a redução do IVA da restauração - que, a ser implementada, até me parece ser aquela de mais duvidosa justiça e de mais questionável sucesso. Definitivamente, o que os portugueses esperam do PS não é este tipo de propostas, mas a capacidade do partido se apresentar como alternativa global, o que não se constrói somando um determinado número de propostas avulsas, mas construindo uma imagem global que começa no perfil e carisma do seu próprio líder e termina na capacidade do partido afirmar um caminho único e facilmente identificável. Utilizando um "chavão" do "marketing": de os portugueses verem nele um posicionamento único e distinto. 

terça-feira, outubro 23, 2012

Lixo jornalístico

Como diria José Pacheco Pereira, "mau trabalho". Eu diria mesmo mais: péssimo trabalho; criminoso, mesmo. Disponibilizar o Canal Parlamento a todos os portugueses, através da TDT, é verdadeiro serviço público; é um serviço prestado ao país e à democracia (que custa dinheiro), contribuindo, deste modo, para a aprofundar. Era isto que deveria ser salientado em título pela TSF, e não "Canal Parlamento em sinal aberto vai custar 420 mil euros por anos". Tratar o assunto deste modo é uma afronta à democracia e aos cidadãos, à inteligência e um apelo nada velado à emergência de uma qualquer ditadura. Envergonha a TSF, a sua direcção e o jornalista(?) autor da notícia. Depois, senhores jornalistas, queixem-se dos cortes, dos despedimentos, da venda de orgãos de informação a grupo angolanos e assim sucessivamente. Terão razão, mas para melhor justificarem essa razão talvez fosse importante começarem por realizar um trabalho digno da profissão que exercem em vez de produzirem lixo. Estamos entendidos?  

quinta-feira, março 01, 2012

A "frente popular" de Cavaco Silva

Na sua entrevista de ontem à TSF, Cavaco Silva voltou à questão dos limites da austeridade, criticou as lideranças europeias, falou do poder excessivo das agências de "rating", apelou ao bom senso da "troika", falou dos "novos pobres", nas famílias e empresários em dificuldade, enfim, num momento em que a sua popularidade tinha atingido valores muito baixos, e independentemente da razão que lhe possa assistir em algumas destas suas afirmações, assumiu como suas todas as causas susceptíveis de gerarem amplo consenso e contribuírem para uma inversão da má imagem gerada pelas suas anteriores intervenções públicas. Para o ramalhete ser completo, só lhe faltou apelar à "paz no mundo", mas convenhamos que era uma entrevista ao Presidente da República e não a uma vencedora de um qualquer concurso de "misses".

Cavaco Silva apela assim à sua "frente popular", seguindo aquela máxima "velha e relha" dos partidos comunistas: nenhuma concessão estratégica e toda a flexibilidade táctica. A coerência, essa, nunca o preocupou.

terça-feira, fevereiro 07, 2012

O "Fórum TSF" e o "diálogo" governantes/cidadãos

Não sou um ouvinte/telespectador dos chamados "fóruns de opinião"; são locais onde pontificam a demagogia e o populismo mais rasteiros e a linguagem mais desbragada. Mas reconheço-lhes uma função: servem de válvula de escape de tensões acumuladas, de local onde, por via dos cinco minutos de fama, o "povo da SIC" pode dizer o que lhe vai na alma - e a saúde da democracia também passa por aí. Abro, contudo, uma excepção para o "Fórum TSF" que, com alguma regularidade, dependendo do tema e sempre que outros afazeres o permitem, consegue captar a minha atenção. Porquê? Bom, porque entre as opiniões populares é possível ouvir a opinião de alguns comentadores estimáveis (outros, nem por isso) e, aqui e ali, de gente convidada que, uma vez ou outra, até calha ser sensata e conhecer bem o tema em discussão.

Nos últimos tempos, contudo, a TSF tem decidido convocar governantes (ministros e secretários de Estado) para no "Fórum TSF" responderem "às questões dos ouvintes". Quanto a mim, embora em teoria a ideia até pareça boa, é um falhanço total, pois o programa acaba por se tornar num autêntico tempo de antena do governo. Porquê? Bom, em primeiro lugar porque o governante convidado, sem um interlocutor/entrevistador actuante mas apenas com um moderador, acaba por ocupar o tempo de que dispõe com propaganda política da mais primária. Em segundo lugar, porque - algo de muito português - existe um certo retraimento do público em afrontar o governante com perguntas - digamos - "incómodas"; e quando tal acontece (as perguntas "incómodas") a desproporção de conhecimentos e preparação entre público e convidado favorece incomensuravelmente este último. Por último, porque os apoiantes do governo/governante em causa aproveitam a oportunidade, não só para elogiá-lo, como, ao bom estilo dos partidos apoiantes de um governo na Assembleia da República, para colocar questões preparadas e que sabem de antemão serem da conveniência do convidado, fazendo-o "brilhar". Estamos, portanto, perante uma solução nas margens do populismo e que, embora na aparência muito democrática (governo responde directamente aos cidadãos), acaba por evidenciar os limites do diálogo directo entre cidadãos - individualmente considerados - e governantes e subverter a própria lógica da democracia representativa, essência das democracias liberais. 

terça-feira, dezembro 20, 2011

Rescaldo do "Fórum TSF" de hoje

Se existe uma área na qual, por nada deste mundo, gostaria de ver implementada uma política que fosse "ao encontro das expectativas dos cidadãos", essa seria a de segurança. Teríamos, de imediato, os polícias a disparar primeiro e perguntar depois (com muito maior frequência do que já acontece); a polícia a prender e julgar com poucas ou nenhumas garantias de defesa para os acusados; mais tiros para o ar e para os pneus a acertarem na cabeça dos que não obedecessem às ordens de paragem; video-vigilância aos pés das camas de cada um; a legalização do homicídio no caso de flagrante delito; grupos de "vigilantes" armados a percorrerem as ruas e o "slogan" "quem não deve não teme", tornado lei omnipresente. Por último, a prisão perpétua e os trabalhos forçados tornados norma, bem como um referendo sobre a "pena de morte" que não tenho grandes dúvidas seria aprovado por maioria esmagadora. Assustador. Não, não quereria viver num país assim. 

sexta-feira, setembro 23, 2011

Populismo à solta...

Retrato do país após uma hora de escuta (só resisti até às 11h) do Fórum TSF de hoje: "isto é preciso é mandar prender os malandros dos políticos, que são todos uns corruptos, uns sem-vergonha. Cinco anos? É muito pouco. Direitos liberdades e garantias? Ónus da prova? Presunção de inocência? Minudências... É preciso é prendê-los todos! Devia era haver muitas pessoas como a "dó-toura" Maria José Morgado, que eles logo iam ver!"

Tenham medo; tenham muito medo...

quinta-feira, agosto 04, 2011

Um pouco mais de atenção, senhores comentadores desportivos!

Às vezes gostava que os comentadores e jornalistas encarregues dos assuntos da "bola" percebem-se um pouco mais do assunto. No "blogue" "Jogo Jogado", da TSF, Mário Fernando, que nem é dos piores, vem dizer que o SLB jogou ontem, na Turquia, com um "duplo pivot", Javi/Witsel. Não é verdade e, pelos vistos, Mário Fernando não sabe o que é um "duplo pivot". O meu clube jogou ontem, isso sim, com um "pivot" posicional, um nº6 clássico (Javi Garcia), um médio "box to box", ou um nº8 (Witsel - que é assim a modos que um misto de Stromberg e Rui Costa), e um nº10 clássico, Pablo Aimar. Um sistema semelhante ao 4x3x3 que a selecção portuguesa utilizava nos tempos de Costinha, Maniche e Deco, só que, em vez de dois alas mais ou menos clássicos (Cristiano e Luís Figo) e um ponta de lança de área, de "último toque" (Pedro Pauleta), optou por três avançados muito móveis (Gaitán, Saviola e Nolito), com os alas trocados" para efectuarem diagonais para a área. Aliás, foi assim o golo de Nolito. Que raio, futebol não é nenhuma ciência complicada, mas é pelo menos preciso estar atento.

domingo, junho 05, 2011

As opções políticas de Isabel Jonet

Com as suas afirmações de hoje à TSF, criticando o Estado Social (o que me espanta, vindo de uma católica, mas parece que a tradição já não é o que era), Isabel Jonet assumiu opções claramente políticas que remetem para os papéis que Estado e organizações de solidariedade social devem desempenhar nas democracias modernas, para elas arrastando a instituição (Banco Alimentar Contra a Fome) que tem vindo a dirigir com indiscutível sucesso. Está no seu pleníssimo direito e tal constitui até um acto clarificador, que saúdo. Mas não me reconhecendo nas afirmações de Isabel Jonet e não compartilhando de tal visão da sociedade, nem admitindo que a minha colaboração consubstanciada no esparguete e no azeite entregues graciosamente seja utilizada para tais fins de natureza política com os quais discordo, será também em função dessa clarificação, assim assumida, que a partir de agora passará a contar com menos um cidadão cooperante. Lamento.

quinta-feira, abril 28, 2011

O Fórum da TSF de hoje: um péssimo retrato do país que somos.

O "Fórum" da TSF de hoje, no qual José Sócrates respondeu a perguntas dos ouvintes, diz muito sobre o normal comportamento dos portugueses. Quando seria de esperar, em função do que normalmente se ouve em programas semelhantes, o primeiro-ministro e secretário-geral socialista fosse confrontado com perguntas directas de opositores radicais, quiçá mesmo, aqui e ali, colocadas com alguma agressividade (sem se entrar no insulto, está bem de ver), o que tivemos foi exactamente o contrário: maioritariamente a bajulice e o lambe-botismo, com apenas uma ou outra pergunta, colocada sem qualquer agressividade ou manifestação de pouca tolerância, vinda de quem discorda de José Sócrates e /ou das suas opções políticas. E, caso curioso, nenhuma das habituais arengas mais ou menos insultuosas contra os "malandros dos políticos", dos banqueiros, dos gestores das grandes empresas públicas e outras opiniões afins.

Como estou certo a TSF não filtrou as chamadas telefónicas, posso concluir que entre o lambe-botismo e a cobardia do "dá-lhe agora que ele está de costas" parecem ir oscilando os portugueses. Um péssimo retrato do país que somos, arrisco a dizer!

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Alienigena

No programa da TSF “Jogo Jogado”, da passada 2ª feira, o comentador João Rosado afirmou que a candidatura conjunta Portugal/Espanha à organização do Mundial 2018 “não faz qualquer sentido” já que Portugal poderia ser, individualmente, um candidato à organização de um Mundial. A pergunta que deixo é a seguinte: esta gente vive em que mundo? No mesmo em que eu vivo não é com certeza!

quinta-feira, setembro 02, 2010

TSF...

Fui surpreendido esta manhã, pouco depois das 8.30h, pelo anúncio de que o “Fórum TSF” regressaria à antena amanhã, sexta-feira, com uma emissão especial dedicada à leitura da sentença do “caso” Casa Pia. Se cada um dos acontecimentos, “de per si”, já não constitui bom augúrio para o que se vai seguir na “rentrée”, da conjugação de ambos só pode esperar-se mesmo o pior...

domingo, abril 11, 2010

Ricardo Salgado na TSF

Realismo, pragmatismo e uma clara noção das opções políticas fundamentais. Simultaneamente, uma das mais contundentes críticas às utopias ultra-liberais e aos arautos do finis patriae. Para perceber o país e a política, concordâncias e discordâncias à parte, vale bem mais a pena ouvir Ricardo Salgado, talvez a personalidade mais influente do país, do que um conjunto de analistas, politólogos, comentadores, jornalistas e “ofícios correlativos”.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

"Bem haja", senhor bastonário!

Não tenho especial apreço pelo estilo demasiado populista, por vezes mesmo a roçar o justicialismo e um pouco trauliteiro de Marinho Pinto, embora me pareça reconhecer nele um defensor intransigente do Estado de Direito Democrático e dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, o que já não é nada pouco. Digamos que a forma prejudica demasiadas vezes o conteúdo, o que é pena, embora, também neste ponto – no conteúdo -, não possa dizer que partilhe sempre da sua visão do mundo. Mas basta ouvir de passagem o fórum TSF de hoje e as pulsões securitárias e anti-democráticas mais primárias manifestadas pelo “povo da SIC” para dar graças a todos os deuses do céu e anjinhos dos infernos da Terra pelo facto de o país ter como bastonário da Ordem dos Advogados alguém com as convicções liberais e democráticas – pelo menos, neste campo - de Marinho Pinto. Nós, cidadãos, ficamos a dever-lhe isso, o que, nos tempos que vão correndo, é tudo menos negligenciável. Por mim, sempre durmo um pouco mais descansado.

domingo, novembro 15, 2009

"Bloco Central"

Indispensável ouvir o "Bloco Central" de hoje, o programa de debate político entre Pedro Adão e Silva e Pedro Marques Lopes na TSF.

terça-feira, julho 21, 2009

Serviço Público

A TSF converte-se nos períodos de férias num autêntico deserto, muitas vezes sem um pequeno oásis que seja para valer a pena a travessia. Mas, neste momento, existe uma excepção: todos os dias úteis, entre as 11h e o ½ dia, a estação repete a série “Encontros com o Património”, o suficiente para nos fazer sintonizar a frequência 89.5 ou, quando a hora o torna impossível, visitar o programa no site da estação a qualquer momento mais conveniente. O programa é de Manuel Vilas Boas e é autêntico e genuíno serviço público, lições de História que nos ajudam a perceber quem e o que somos pelo preço módico de uma hora de energia eléctrica. A não perder e a saudar.

sexta-feira, março 27, 2009

Segurança, criminalidade e o "povo da SIC": um país de tristes!

Nada melhor do que os chamados “fóruns de opinião” para auscultar o que pensa o “povo da SIC”. Esta manhã lá resisti, enquanto pude (uma boa ½ hora de esforço), ao fórum da TSF, hoje sobre segurança e criminalidade o que é algo que, à partida, desencadeia os sentimentos mais primários e, desculpem-me a expressão, trogloditas do “bom povo”.

Três notas que retirei, para além da costumeiro megafone que tal oportunidade constitui para as associações das forças de segurança clamarem por mais meios (então e as novas pistolas para os “meninos” treinarem na cabeça de pretos, ciganos e brasileiros?) e o dito “povo da SIC” demonstrar a mais abjecta xenofobia, atentar contra o estado de direito democrático e os direitos, liberdades e garantias que estão na sua essência:

  1. As forças de segurança, em vez de andarem na “caça à multa” por os automobilistas excederem a velocidade limite ou pisarem o traço contínuo, deveriam, isso sim, perseguir a criminalidade (sic). Conclusão: não tem qualquer importância a infracção da lei desde que seja eu (eles) a fazê-lo. Mesmo que a infracção da lei (neste caso o “código da estrada”) ponha em risco a vida de inocentes. A minha, por exemplo. Fiquei esclarecido.
  2. Quando oiço a veemência contra os criminosos, os políticos (que para o “povo da SIC” são uma e a mesma coisa), os árbitros, os banqueiros, os imigrantes, etc, etc e depois verifico a condescendência com que são tratados os “heróis” que prevaricam, tais como os jogadores de futebol profissionais que esmurram árbitros e seleccionadores com a justificação de que “coitado, teve um mau momento mas já deu muito ao desporto português”, o batalhão de inúteis que preenche as páginas das revistas cor de rosa, muitos deles não pagando um cêntimo de impostos aos Estado para ajudar a colmatar a tal – hipotética – “falta de meios”, ou os autarcas suspeitos de actividades ilícitas que são orgulhosamente reconduzidos nos seus cargos por votação popular, também concluo que sim senhor: penas duras para os que prevaricam desde que não sejam “os nossos”. Aqueles de quem, por uma ou outra razão, gostamos e nos sentimos próximos.
  3. “O Estado – uma cambada de inúteis - só serve para cobrar impostos e não dá às polícias condições para zelarem pela nossa segurança”. Interpretação: “não gosto de pagar os meus impostos e sempre que posso não o faço. Deixa-me lá arranjar uma boa desculpa, para mim próprio, que o justifique”.

Ita missa est!