Claro que entendo ao que Pedro Guerreiro se queria referir ao falar da “decadência da aristocracia cavaquista”. Mas se faz algum sentido falarmos de uma “aristocracia” quando nos referimos a grandes famílias burguesas como os Espírito Santo, os Kennedy ou os Rostchild, será que, salvaguardadas algumas distâncias e diferenças, podemos utilizar os mesmos termos para todo e qualquer outro género de “famílias”, na política, nos negócios ou em ambos?
Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
sexta-feira, janeiro 07, 2011
Pedro Santos Guerreiro e a "aristocracia" cavaquista
Claro que entendo ao que Pedro Guerreiro se queria referir ao falar da “decadência da aristocracia cavaquista”. Mas se faz algum sentido falarmos de uma “aristocracia” quando nos referimos a grandes famílias burguesas como os Espírito Santo, os Kennedy ou os Rostchild, será que, salvaguardadas algumas distâncias e diferenças, podemos utilizar os mesmos termos para todo e qualquer outro género de “famílias”, na política, nos negócios ou em ambos?
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
O Presidente e Manuel Dias Loureiro (capítulo II)
O Presidente da República fez em tempos saber ao país que confiava na palavra do conselheiro de estado Manuel Dias Loureiro, por si nomeado. Perante os novos factos revelados recentemente que põe em causa as afirmações do conselheiro de estado perante a Assembleia da República, os portugueses esperariam um qualquer sinal de Cavaco Silva, por pequeno e subtil que fosse, que permitisse a estes entender que o Presidente pelo menos tem dúvidas ou, até, se terá porventura enganado. Isso teria como consequência que esses mesmos portugueses pudessem continuar a confiar nas suas escolhas e opções (dele, Presidente). Pelo contrário, na ausência desses sinais os portugueses entenderão que a confiança de Cavaco Silva no conselheiro de estado Manuel Dias Loureiro se mantém. Com todas as suas consequências...
terça-feira, novembro 25, 2008
Os erros, ou as opções, de Cavaco Silva
segunda-feira, novembro 24, 2008
Dias Loureiro: um conselheiro contrastante
domingo, novembro 23, 2008
O Presidente da República, Dias Loureiro e o BPN
Nos últimos tempos, o Presidente da República parece demonstrar alguma dificuldade no modo como utiliza os meios de intervenção e influência de que dispõe. Nos casos em que se esperaria, e requereria, uma intervenção pública, como nos casos da Madeira, terá optado, e preferido, exercer a sua influência de modo mais discreto. Noutras, em que talvez esse modelo resguardado se revelasse preferível, como, por exemplo, na questão do estatuto dos Açores, preferiu o dramatismo encenado de uma comunicação ao país. Agora, quando ninguém questiona, nem nunca questionou, séria e credivelmente, a sua honestidade, e teria sido bem melhor para si e para o país utilizar a sua influência discreta para conseguir a renúncia de Dias Loureiro ao cargo de conselheiro de estado, onde este chegou por sua indicação, resolveu emitir um comunicado desmentindo qualquer eventual ligação ao BPN. Ao preço a que andam os desmentidos, seria bem melhor para todos que se tivesse mantido em silêncio.
sexta-feira, novembro 21, 2008
Manuel Dias Loureiro
Há frases assassinas, que se colam a quem um dia as pronunciou acompanhando-o para sempre, definindo uma personalidade. Manuel Dias Loureiro pronunciou um dia uma dessas frases (“pai, já sou ministro!”), anunciando de imediato ao que vinha e ao que ia, e a sua vida política e profissional posterior, para quem estava atento aos “bruáá” (a expressão é sua, na entrevista a Judite Sousa), nada mais fez do que confirmar aquilo que essa frase tinha “alto e bom som” anunciado. A entrevista de hoje à RTP1, ou melhor e para começar, a pura e simples necessidade da sua existência e, depois e para terminar, o contraste entre a ingenuidade que pretendeu assumir e a demonstração simultânea de como se negoceia e enriquece à sombra do estado e do serviço público, mesmo quando de forma legal, nada mais fez do que prolongar essa primeira imagem de há tantos anos. Em última análise, louve-se-lhe a coerência.