Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
quinta-feira, abril 24, 2014
O melhor e o pior das canções de Abril (8)
segunda-feira, abril 21, 2014
Alegre se fez triste
quinta-feira, março 13, 2014
Adriano Correia de Oliveira e Manuel Alegre (10)
quarta-feira, janeiro 22, 2014
Salgueiro Maia e a proposta de Manuel Alegre
- Destina-se a criar problemas aos partidos da actual maioria que - estupidamente, aliás - costumam fugir a "sete pés" dos símbolos e de tudo o que tem a ver com o 25 de Abril. Mas também ao PCP (Maia não era um dos "seus" e sabemos como o PCP reage nestes casos) e ao próprio PS, pouco dado a assumir propostas que valorizem Alegre e possam, mesmo que de modo longínquo, valer alguma hipotética perda de votos à direita do partido. Aliás, algum pouco entusiasmo com que o PS recebeu a proposta (uma espécie de "nim", já que tinha de dizer alguma coisa), em contraste com o que aconteceu quando da morte do consensual Eusébio, é bem sintoma do que digo e de estarmos perante uma batalha que o PS não irá travar.
- Pelo próprio percurso de vida de Salgueiro Maia e pelo seu comportamento político e militar durante o PREC e anos seguintes, e se retirarmos esse comportamento do contexto e o transportarmos para os dias de hoje, o que contém sempre alguma perversidade, a proposta arrisca-se a ser transformada - injustamente para Maia - em arma de arremesso da campanha anti-políticos e anti-regime. Aliás, algo de semelhante já aconteceu quando das homenagens a Ramalho Eanes, exaltando os seus méritos indiscutíveis, mas evitando evidenciar alguma soberba que a sua atitude "humilde" revela e esquecendo o episódio mais criticável da sua vida política (PRD). Sejamos claros: o actual regime está longe de ser perfeito; pode e deve ser melhorado; alguns políticos estão longe de ser impolutos e o seu comportamento enquanto cidadãos é por vezes bastante criticável; mas o que quer que fosse que nascesse das cinzas do actual regime, herdeiro do 25 de Abril, não tenho dúvidas seria sempre bem pior, menos democrático, mais "fechado" e menos livre.
segunda-feira, novembro 18, 2013
Adriano Correia de Oliveira e Manuel Alegre (9)
segunda-feira, setembro 30, 2013
Adriano Correia de Oliveira e Manuel Alegre (8)
terça-feira, junho 25, 2013
Adriano Correia de Oliveira e Manuel Alegre (7)
quarta-feira, junho 05, 2013
Adriano Correia de Oliveira e Manuel Alegre (6)
quarta-feira, abril 24, 2013
Adriano Correia de Oliveira e Manuel Alegre (5)
quinta-feira, março 14, 2013
Adriano Correia de Oliveira e Manuel Alegre (4)
quinta-feira, fevereiro 28, 2013
Adriano Correia de Oliveira e Manuel Alegre (3)
quinta-feira, fevereiro 21, 2013
Adriano Correia de Oliveira e Manuel Alegre (2)
terça-feira, fevereiro 19, 2013
terça-feira, abril 24, 2012
Pedro Passos Coelho e mais uma afirmação infeliz
domingo, janeiro 09, 2011
Erros e contradições na campanha de Alegre
- Em primeiro lugar, não fora a provinciana arrogância moral de Cavaco Silva e a sua pouca frontalidade de carácter e mediocridade enquanto político o terem conduzido a uma gestão desastrosa do assunto (autênticamente “com os pés”), como aliás já tinha acontecido nos casos das “escutas”, do Estatuto dos Açores e, até, no modo como se comportou para com a oposição numa das suas visitas à Madeira, e Alegre teria ficado rapidamente com algo vazio entre mãos. Para tal, bastaria Cavaco Silva tivesse respondido com naturalidade às perguntas colocadas, e cujas respostas já eram conhecidas através de investigação do jornal Expresso”, assumindo que poderia ter sido mais cuidadoso quando da efectivação do negócio, etc, etc. Não lhe sendo conhecidos outros “telhados de vidro” do género, o assunto morreria por aí. Mas, parafraseando José Mário Branco, “pode alguém ser quem não é?” Neste ponto, foi essa a sorte de Alegre.
- Em segundo lugar, sendo Alegre um político muito experimentado e nunca tendo assumido, nem de perto nem de longe, responsabilidades políticas no país semelhantes às de Cavaco Silva, podendo, por tal razão, apresentar-se como quase isento de responsabilidades pelo “estado a que isto chegou”, era nesse terreno (o político) que a discussão lhe seria sempre mais favorável. Assim , ao atacar Cavaco Silva em questões de honorabilidade e carácter, possibilitou que a candidatura adversária lançasse o seu contra-ataque baseada em questões idênticas (campanha BPP), onde Alegre manifestamente poderá ter cometido uma pequena ilegalidade (um deputado não pode participar em campanhas publicitárias) e onde se explicou “metendo os pés pelas mãos”. É um caso de pouca ou nenhuma gravidade, mas não se livrou de assunto ter sido lançado pela candidatura e pelos “media” favoráveis a Cavaco Silva (e são quase todos...) como “equivalente” perante a opinião pública - e o facto de se tratarem de duas entidades bancárias ajuda à confusão.
- Por fim, a candidatura de Alegre evidencia também aqui uma das suas contradições essenciais. Para atacar politicamente Cavaco Silva pela quase ausência de reformas significativas efectuadas no decurso dos seus mandato como chefe do governo, no sentido de tornar o país mais competitivo e dotado de uma estrutura empresarial mais moderna e de um empreendedorismo mais autónomo e dinâmico, Manuel Alegre não poderia estar, como está, refém de quem se opõe a esse mesmo livre empreendedorismo, por um lado, e, por outro, daqueles que sempre se manifestaram contra questões como o aumento da idade da reforma, mudança no sistema de cálculo das pensões e, no primeiro governo de José Sócrates, às reformas que ministros como Correia de Campos e Maria de Lurdes Rodrigues tentaram levar a cabo para salvaguarda do essencial do Estado Social, pelo qual o candidato se diz bater e eu próprio considero um avanço civilizacional. Para tal, seria necessário uma candidatura que partisse da esquerda moderada ou do centro-esquerda, agregando, a partir daí, toda a esquerda e até alguns sectores menos conservadores do centro-direita. Coisa que a candidatura de Manuel Alegre positivamente não é nem consegue fazer. Uma lástima...
quinta-feira, janeiro 06, 2011
Manuel Alegre, as Purdey e o meu elogio ao bom gosto.


Caro Manuel Alegre (apesar de não votar em si - há essa coisa da "política" - tomo esta liberdade de o tratar por "caro", como se faz com os amigos, forma de tratamento que não usaria com nenhum dos outros candidatos, muito menos com Cavaco Silva, nos quais também não votarei):quinta-feira, dezembro 30, 2010
Depois do debate
Dúvidas? No tão falado debate Nixon/Kennedy, com a esmagadora vitória deste último, alguém recorda ou cita hoje em dia a substância política e ideológica do debate? Claro que não: o que vemos frequentemente recordado é a imagem de um Nixon feio, cansado e envelhecido face a um jovem, bem parecido e exuberante JFK. Foi este contraste que se tornou decisivo na eleição.
quarta-feira, dezembro 29, 2010
Antes do debate
sexta-feira, novembro 26, 2010
"E Alegre se fez triste"...
domingo, setembro 12, 2010
Onde se explica porque, para o PS, a candidatura de Alegre não é assim tão má
Nem tudo será negativo para o PS na candidatura de Alegre. Por um lado, evita que o partido se veja na obrigação a apresentar um candidato institucional perdedor, um Joaquim Ferreira do Amaral ou um Basílio Horta socialistas. Por outro, sendo Alegre alguém claramente em rota de colisão com a política do partido no últimos anos, mais perto do BE do que uma concepção ocidental e liberal da democracia, isso permite ao PS aligeirar e passar entre os pingos da chuva da mais do que provável derrota do candidato por si, mais ou menos, apoiado. Digamos que na ausência de alguém na área do socialismo democrático com um perfil ganhador, é o melhor que se pode arranjar.
