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quinta-feira, abril 24, 2014

O melhor e o pior das canções de Abril (8)

O Melhor:

Adriano Correia de Oliveira - "Canção com Lágrimas"

O Pior:

Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo - "A Mim Não Me Enganas Tu"

quarta-feira, abril 23, 2014

terça-feira, abril 22, 2014

O melhor e o pior das canções de Abril (6)

O Melhor:

GAC - Grupo de Acção Cultural "Vozes na Luta" - "Coro das Maçadeiras"

O Pior:

Fernando Tordo - "Fado de Alcoentre"

segunda-feira, abril 21, 2014

quinta-feira, abril 17, 2014

O melhor e o pior das canções de Abril (4)

O Melhor:

José Mário Branco - "Eu Vim de Longe"
Nota: o tema foi editado já muito depois de Abril,  em 1982, mas nenhum outro exprime melhor os ideais, anseios, ilusões e desilusões de uma parte da geração de Abril.

O Pior:

Tonicha - "Obrigado Soldadinho"

quarta-feira, abril 16, 2014

terça-feira, abril 15, 2014

segunda-feira, abril 14, 2014

O melhor e o pior das canções de Abril (1)

Nota: Nesta análise que agora começa não vou dizer que tentarei abstrair-me de questões ideológica num assunto e numa época em que elas assumiram papel essencial. Tal como não posso abstrair-me também de questões da mesma natureza quando vejo filmes de Leni Riefenstahl, Costa-Gavras, Francesco Rossi, Griffith ou até a "Revolução de Maio" de António Lopes Ribeiro. Significa que tentarei efectuar as minhas selecção e classificação tendo em atenção, em primeiro lugar, a qualidade dos temas, mas não abstraindo também da sua função ideológica e eficácia política à luz do ambiente da época, independentemente da minha própria ideologia e valores políticos. Assim sendo, comecemos por aqui:

O Melhor:

GAC - Grupo de Acção Cultural "Vozes na Luta" - "A Luta dos Bairros Camarários" 

O Pior:

Ermelinda Duarte - "Somos Livres" 

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Fernando Tordo

Fernando Tordo é um intérprete e autor de música ligeira de indiscutível mérito. Enquanto tal, compôs e/ou interpretou algumas canções muito boas ("Cavalo À Solta", por exemplo), outras apenas boas e mesmo algumas medianas ou até mesmo medíocres, estas principalmente quando, após o 25 de Abril, enveredou pela "agit-prop" (e houve quem tivesse seguido esse caminho com enorme qualidade, como foi o caso do GAC, por exemplo). Foi personalidade incontornável do movimento de renovação da música ligeira portuguesa no final dos anos 60 e início dos anos 70 do século passado, centrado no Festival RTP da Canção. Tomou as suas opções políticas, o que é legítimo e só o dignifica, mesmo quando elas não coincidem com as de muitos de nós, como é o meu caso. Não pode nem deve, por isso mesmo, ser penalizado por elas.

Mas Fernando Tordo não foi vítima de despedimento, falência ou "reajustamento" da empresa para a qual trabalhava motivadas pelas políticas deste governo: Fernando Tordo é um trabalhador independente e, aparentemente, viu o seu mercado reduzir-se talvez por mudança de gosto das novas gerações e quiçá até com alguma injustiça (mas infelizmente não é a justiça que comanda o mundo). Também por alguma razão terá tido uma carreira contributiva curta ou insuficiente, o que lhe dá apenas direito a uma reforma ridícula, como acontece infelizmente com demasiados portugueses. Viu-se obrigado a emigrar, o que lamento. Mas, neste caso, também não me parece se possa responsabilizar o país, os portugueses ou o governo por essa situação, nem o seu caso é único (longe disso) entre artistas e autores portugueses de reconhecido mérito. Espero volte em breve e saiba encontrar na música e na cultura portuguesas um espaço que lhe permita viver com dignidade. 

Nota: confesso algum desconforto com a divulgação e exploração públicas de assuntos e sentimentos  que envolvam familiares próximos, mesmo quando eles possam ter repercussões políticas e ainda mais quando  têm como objectivo ser exploradas politicamente Há questões que exigem algum pudor.

domingo, fevereiro 20, 2011