Mostrar mensagens com a etiqueta João Galamba. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta João Galamba. Mostrar todas as mensagens

sábado, outubro 11, 2014

Ferro Rodrigues, impostos e Estado Social

Finalmente, um dirigente de primeira linha do PS, Ferro Rodrigues, vem dizer o que apenas já tinha ouvido a João Galamba: não se pode nem deve esperar que um partido que se reclama da social-democracia se proponha reduzir significativamente os impostos tendo como contrapartida o sacrifício do Estado Social, isto é, baixando a qualidade dos serviços por este prestados, quer se trate do Serviço Nacional de Saúde, do ensino público ou das prestações sociais, onde se concentra uma boa parte da despesa pública. Reduzir de modo significativo a despesa nestas áreas significa, na prática, agravar impostos para aqueles que delas mais dependem e/ou a elas mais recorrem, nomeadamente os mais pobres e uma parte maioritária da classe média, o que, para além de ser mais recessivo (a propensão para o consumo é maior nas classes de menores rendimentos), não se pode nem deve esperar de quem se reclama da social-democracia ou da defesa consequente do Estado Social. 

sábado, março 08, 2014

Manuela Ferreira Leite: a frase da semana


Manuela Ferreira Leite tem a coragem de, indo contra a corrente, dizer o óbvio em defesa de um país civilizado. Para manter o Estado Social, o que não exclui este se racionalize e se reforme, como bem o tentou fazer o primeiro governo de José Sócrates, é bem mais justo e menos recessivo aumentar, se necessário, os impostos directos - universais e progressivos - do que cortar nas pensões e nos salários dos funcionários públicos ou aumentar acima do razoável o preço dos serviços públicos, verdadeiros impostos, já muito pouco escondidos, que incidem sobre grupos profissionais ou sociais específicos - e sobre os mais pobres. António José Seguro e o PS, se e quando forem governo, vão ter que tomar uma decisão e era bom que, cálculos eleitorais à parte, o dissessem desde já claramente. Aliás João Galamba, deputado do PS, já o fez, e muito bem, aqui há algum tempo, salvo erro no “Sem Moderação”. Esta afirmação de Ferreira Leite vem também demonstrar mais uma vez a crise da social-democracia e provar que continua a vir do centro-direita social-cristão (Ferreira Leite, Bagão Félix, etc) a oposição mais consequente a este governo. Haja alguém!

quinta-feira, julho 26, 2012

Pedro Passos Coelho e o seu "país dos simples"

O deputado João Galamba já disse quase tudo e parece ser, no PS, e mesmo que por vezes talvez demasiado radical, dos muito poucos a quem ainda resta alguma capacidade para se indignar. Mas a afirmação de Pedro Passos Coelho de que "as pessoas simples percebem o que o Governo está a fazer", não é só, na sua essência, salazarenta. Condensa em si, toda ela, um programa de governo que despreza as qualificações, o conhecimento, a investigação, o desenvolvimento humano e tecnológico, a sofisticação, a cultura e o cosmopolitismo. Despreza quem ouse ter um pensamento mais elaborado e use a cabeça para desenvolver um raciocínio mais complexo. Que, enfim, despreza o objectivo e a ambição de um país mais moderno e civilizado, mais culto, apelando, em vez disso, à sujeição a uma pobreza e ignorância que têm tanto de inibidor como, infelizmente, de ancestral. Indo um pouco mais longe, despreza o investimento que centenas ou milhares de portugueses fizeram, nos últimos anos, na sua educação, muitos endividando-se para poderem frequentar algumas das melhores escolas e universidades na Europa e no resto do mundo. No fundo,  não é mais do que o retrato de um primeiro-ministro para quem o teatro são as produções de La Féria, de um ministro da Educação que, ao arrepio das recomendações internacionais, propõe a crianças de dez anos escolham uma profissão, para uma Ministra da Justiça que não pára de brandir uma proposta de programa político que é, todo ele, um assustador panfleto populista, de um ministro "não sei bem de quê" que consegue uma licenciatura em "um ano e quatro cadeiras" numa universidade de "vão de escada" que o Estado coloca ao mesmo nível de uma Técnica, Clássica, Nova ou Católica. No fundo, de um país que o primeiro-ministro quer que se continue a rever nos "Correios da Manhã" e nos Medina Carreira deste mundo. Pois que vá para o Diabo e leve esse país com ele.

Nota: peço desculpa pelo tom, talvez um pouco exaltado, mas a minha paciência para esta gente começa rapidamente a esgotar-se.

sábado, setembro 03, 2011

Seguro...


António José Seguro até terá a razão do seu lado, mas não só a ideia está longe de ser original (foi mesmo "leit-motiv" no ataque do PSD e CDS ao governo de José Sócrates), como me parece não deve o PS tomar a defesa da classe média, mas sim a das classes e sectores mais pobres, como plataforma fundamental do seu discurso de oposição, embora as classes médias devam nele caber. Pede-se, pois, mais e melhor ao principal partido da oposição, onde o deputado João Galamba parece ser a voz mais consequente e até talvez a única com um discurso coerente.

segunda-feira, maio 09, 2011

Da muito discutida Taxa Social Única

Sim, eu sei que é de um candidato a deputado pelo PS e que, em função disso, na opinião de Maria João Avillez não pode ser isento. Mas independentemente disso, é o melhor texto que já li sobre a redução da Taxa Social Única. Escreveu-o o João Galamba, no "Jugular". Porque é inteligente, merece destaque.