Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
sábado, março 15, 2014
O Tottenham Hotspurs - SLB, Jorge Jesus e o jornalismo desportivo
segunda-feira, setembro 23, 2013
O "fim de semana" da bola: um outro olhar
- Em que medida a personalidade de Jorge Jesus e o descontrole emocional que o seu comportamento revela se transmite à equipa tendo a sua quota-parte de responsabilidade em comportamentos como os de Luisão e Cardozo na época passada? De que modo a personalidade de Jorge Jesus limita a sua capacidade de liderança e os seus comportamentos, mesmo no "banco", durante os jogos, afectam o controle emocional da equipa quando o adversário arrasta o jogo para um toada de conflito, como já se tem verificado?
- Em que medida as vendas de jogadores-chave como Moutinho, James, Hulk, Falcao e Lizandro estão a ser devidamente colmatadas pelo FCP? Será que o recurso ao mercado nacional, onde tradicionalmente o FCP é bem sucedido e onde, nos últimos dez anos, recrutou jogadores como Helton, Varela, Fernando, Moutinho, Meireles, Deco, Paulo Ferreira, Maniche, Derlei, etc, se está ainda a revelar uma opção acertada com Licá, Carlos Eduardo e Josué? Será que a contratação de um treinador oriundo daquilo que poderemos chamar a área dos "self made men", em contraponto com a "área universitária" onde o FCP contratou, nos últimos anos, Mourinho, Jesualdo Ferreira, Villas-Boas e Vítor Pereira foi a opção mais lógica e acertada?
- Deve levar-se a sério uma imprensa que, em virtude de três ou quatro resultados positivos conseguidos com mérito mas com a "ajuda" de um calendário acessível e de um jogo em que as incidências (má forma do SLB, lesões acontecidas durante o jogo e julgamentos da arbitragem) favoreceram o SCP, promove de imediato, explicitamente ou nas entrelinhas, uma equipa cujo orçamento será cerca de 1/4 dos valores apresentados pelo FCP e, no mínimo, 1/3 do SLB em candidata ao título?
sexta-feira, março 18, 2011
3 equipas nos 1/4 de final da Liga Europa é assim um resultado tão "notável"?
Vejamos: Portugal ocupa o 6º lugar no “ranking” da UEFA (e isso, sim, é que constitui um excelente resultado), à frente de Rússia, Ucrânia e Holanda. Quais as nacionalidades das outras equipas presentes nos ¼ de final da Liga Europa? Exactamente Rússia (1), Ucrânia (1), Holanda (2) e uma equipa espanhola “cliente” normal da CL e da Liga Europa (Villareal). Tudo normal, portanto, se nos lembrarmos que a França, que precede Portugal no “ranking” da UEFA (é 5ª), teve 2 equipas (OL e OM) nos 1/8 de final da Champions League e os 4 primeiros do “ranking” (Inglaterra, Espanha, Alemanha e Itália)têm todos eles ainda equipas presentes nos ¼ de final da CL.
Pois, mas exigir rigor à imprensa desportiva (e não só) é o mesmo que pedir a um gato que ladre ou a um cão que mie!
terça-feira, agosto 31, 2010
Ainda duas perguntas a propósito de Queiroz...
- Ofender gravemente em público, numa entrevista ao “Expresso”, um superior hierárquico (Amândio de Carvalho) e, com ele, a sua entidade patronal (FPF) não será motivo mais do que suficiente para despedimento com justa causa? Ou para uma entidade patronal invocar tal motivo, será mesmo preciso um assassinato com transmissão televisiva, em directo e “ao vivo”?
- Pergunta aos comentadores que afirmam deveria a FPF, se quer despedir Queiroz, pagar a indemnização prevista contratualmente: que fariam se o dinheiro fosse vosso ou estivessem a gerir a empresa pela qual eram responsáveis perante os accionistas?
segunda-feira, novembro 02, 2009
Hugo Viana e o jornalismo desportivo em Portugal
Agora, no S. C. Braga, depois de ter marcado quatro golos em nove jogos, dois ao Belenenses, um a V. de Setúbal (ambas, equipas que talvez não jogassem sequer na 2ª divisão de Espanha) e um, de livre directo, ao SLB, a crítica desportiva, como se tal coisa apagasse sete épocas de fracasso quando e onde tudo se torna mais exigente, faz dele o homem do momento, verberando o SCP por não o ter trazido de volta e, inclusivamente, sugerindo Carlos Queiroz o deveria ter em conta. É assim o jornalismo desportivo em Portugal.
segunda-feira, agosto 31, 2009
As opções da imprensa desportiva
Há uns três anos, quando da controversa e inesperada saída de Co Adriaanse do FCP, onde a sua passagem tinha sido tudo menos pacífica, esperei, pelo menos depois da poeira assente, ver publicada em algum jornal desportivo português uma grande entrevista com o, então, já ex-treinador do clube de P. da C. Seria, pensava eu, um assunto de oportunidade e um trabalho de fundo jornalístico conhecer a opinião de Co Adriaanse sobre a sua passagem desportiva por um clube ex-vencedor da Champions League, onde tinha acabado de se sagrar campeão mas onde também tinha sido vítima de alguns comportamentos incorrectos por parte dos “marginais” do costume. Nada aconteceu, não sei se por decisão de Co Adriaanse se por qualquer outro motivo. Adiante.
Este Verão, Quique Flores foi despedido do meu clube, depois de um ano em que acabaram por chover críticas sobre as suas opções desportivas e após um longo, e quiçá pouco claro, processo de despedimento. Esperei por ler ou ouvir as opiniões de Enrique Sanchez Flores sobre a sua passagem pelo SLB, as suas opções estratégicas e tácticas, e também o que tinha a dizer sobre o modo como se tinha processado o final de época e o acordo que levou à sua saída. Nada! Apenas notícias esparsas sobre o seu namoro com Orsi Féher, o sortudo!
Começo pois a pensar que ou treinador que saia de um dos chamados três grandes do futebol português faz pacto de silêncio ou as prioridades da imprensa desportiva serão bem outras, diferentes das minhas, passando, tal como nas revistas do coração, por pintar um quadro cor-de-rosa do que se vai passando nos clubes e no futebol português, onde não vale a pena agitar águas que não convenham a quem detém o poder. De qualquer forma, uma lástima.
domingo, junho 14, 2009
"Os melhores jogadores do mundo"...
Que me lembre, restam Simão e Bosingwa, um pouco Hugo Almeida, sabendo nós que Eliseu, Zé Castro, Pedro Mendes, Dany e mais umas centenas que ganham a “vidinha” entre a Roménia e Chipre são contas de outro rosário.
A ter em conta, antes de se afirmar levianamente que “temos” os melhores jogadores do mundo.
segunda-feira, dezembro 01, 2008
Deco
Depois de um excelente europeu e de alguns jogos iniciais na Premiership nessa mesma linha, Deco tem vindo a apagar-se. No Chelsea a apreciação das suas actuações pela crítica vem decaindo, na selecção, contra o Brasil, foi dado como desaparecido em combate e ontem foi apenas cotado com um modestíssimo 5 pela Sky Sports. Mas é assim Deco, embora a imprensa desportiva portuguesa o evite referir: alguns jogos excepcionais, em que parece ser capaz de unir e comandar a equipa através dos fios invisíveis de um exímio manipulador de marionetas, seguidos de longos períodos de inexplicável sombra. E, tendo em conta o lugar em que actua, marca poucos golos. Foi assim no “Barça”, onde não se sente a sua falta. Está a ser assim no Chelsea, onde fica a perder na comparação com o muito mais regular e melhor goleador Frank Lampard. É pena, pois dá gosto ver jogar o Deco dos grandes jogos.