Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
segunda-feira, agosto 03, 2015
quinta-feira, janeiro 22, 2015
Liverpool para além dos Beatles (6)
quinta-feira, janeiro 08, 2009
História(s) da Música Popular (112)
É já na sua fase descendente que o grupo decide gravar uma versão do tema de Bacharach e David “Trains And Boats And Planes” (1966), cujo título mais parece dedicado a um qualquer ministro dos transportes ou instituição semelhante. A canção tinha sido gravada nesse mesmo ano por Dionne Warwick, e a versão de Billy J Kramer chegou a #12 no UK e #47 nos USA. Aqui fica, sendo de bom tom dizer que não adoro o tema. Muito longe disso, mas um bom exemplo de um Bacharach e David muito, mas muito, "música ligeira". Mas que disse eu logo no primeiro capítulo?
segunda-feira, dezembro 29, 2008
História(s) da Música Popular (111)
Pois um dos maiores êxitos de Aretha foi, em 1968, este “I Say a Little Prayer”, um original de Bacharach e David que Dionne Warwick tinha gravado em 1966 e editado no ano seguinte. O original de Dionne tinha atingido o #4 do Billboard e a versão de Aretha viria a “trepar” até ao #10, embora eu pense que se tornou a mais conhecida e popular aqui pelo “rectângulo”.
Claro, pelo que disse se depreende prefira a versão de Dionne, com menor potência de voz, menos “gospel like” mas com mais “swing”. Aqui, pelo menos, consigo encontrar a razão.
Uma curiosidade: parece que existe uma versão humorística do tema dedicada a José Mourinho, “composta” nos seus tempo do Chelsea. Nome: “I Sign a Little Player or Two”. Coisa dos rivais londrinos do Arsenal, ou do vizinho Fulham, certamente.
sexta-feira, dezembro 19, 2008
História(s) da Música Popular (110)
Bacharach & David (XIII)
“História(s) da Música Popular” vai até ao fim destes seus capítulos dedicados a Burt Bacharach e Hal David apresentar sempre temas numa versão de Dionne Warwick e numa outra alternativa. Digo, desde já, que prefiro as de Dionne, mas gosto que comparem.
Bom, vou deixar para trás “Walk On By”, pela simples razão de que por aqui já passou na versão de Isaac Hayes quando da sua morte. Também não pensem que vão ouvir por aqui “Raindrops Keep Fallin’ On My Head”, de B. J. Thomas. Sim, eu sei que o tema ganhou um Oscar para a melhor canção (integra a banda sonora de “Butch Cassidy and the Sundance Kid” de George Roy Hill, já de si um daqueles filmes com o qual nunca simpatizei), esteve para aí um mês em #1 e já foi considerada a melhor canção de Bacharach e David. Mas aprendi essa coisa do rigor e da ausência de concessões no que diz respeito ao gosto nos velhos tempos do “Em Órbita” e agora ninguém me muda. Ponto final. Além do mais, comecei por dizer que dos compositores que passaram pelo "Brill Building" Bacharach e David eram aqueles que mais próximos estavam da música ligeira, não foi? Pois esse tal “Raindrops...” é disso prova mais do que provada. Segundo ponto final, portanto.
E então? Agora?
Bom, em 1964 Lou Johnson gravou este “(There’s )Always Something There To Remind Me”, cuja “demo tape” tinha sido gravada por Dionne Warwick. Chegou a #49 e, do outro lado do Atlântico, a bem conhecida e descalça Sandie Shaw resolveu gravá-lo. Êxito garantido e três semanas em #1. De tal forma que em 1967 Dionne (ou alguém por ela) resolveu também gravá-lo. E muitos outros, claro, já que o tema apresenta uma lista infindável de cover versions. Pois ficam aqui as versões de Lou e Dionne, já que a de Sandie, acho, toda a gente conhece. Não será assim?
sexta-feira, dezembro 12, 2008
História(s) da Música Popular (109)
Jackie DeShannonTom Clay - "What The World Needs Now Is Love/Abraham, Martin & John" (Bacharach-David)
Bom, a versão de Dionne é bem conhecida e a de Diana Ross acho pouco recomendável. Por isso, e com a colaboração sempre preciosa de LT, optei por, além do original de Jackie, colocar aqui uma outra versão, muito curiosa, direi pacifista, muito politicamente engagé mas simultaneamente de uma ingenuidade quase tocante, tal qual o era o "ar do tempo". Ficou famosa esta versão de Tom Clay (1971) - um "disc-jockey" de LA - conhecida por “What The World Needs Now Is Love/Abraham (Lincoln), Martin (Luther King) and John (Kennedy). O meu obrigado ao LT, pois não a conhecia.
sexta-feira, dezembro 05, 2008
História(s) da Música Popular (108)
Mas também Cilla (Black or White, tanto faz) gravou Bacharach e David, que eu saiba, pelo menos duas vezes. Da primeira vez uma versão de “Anyone Who Had A Heart”, um original de Dionne Warwick (já lá vamos); a segunda uma versão de”Alfie”, canção original do filme homónimo de Lewis Gilbert (1966) nele interpretada por Cher com arranjos de Sonny Bono, pois claro, intérprete, compositor, na altura marido de Cher e, depois, membro republicano (ops!...) da Câmara dos Representantes . Neste caso foi Warwick a gravar um cover, um ano depois (isto anda mesmo tudo ligado...).
Quanto a “Anyone Who Had a Heart”, Warwick gravou o tema em Novembro de 1963 (foi o seu 4º single) e queixa-se de que Cilla Black a copiou “nota por nota” ao ponto, diz, de caso ela tivesse dado alguma “fífia” também Cilla a copiaria. Talvez tenha razão, mas pessoalmente acho as duas versões inconfundíveis, pois a voz talvez demasiado “esganiçada” ou estridente de Cilla, por vezes mesmo metálica, nada tem a ver com a voz mais envolvente e as inflexões da interpretação de Dionne. De qualquer modo, o disco de Cilla (#1 no UK) ainda hoje é considerado o single mais vendido de sempre de uma intérprete feminina na Grã-Bretanha. Quanto ao original de Dionne, foi o seu primeiro top ten (#8) e, para além do cover de Cilla, teve ainda direito a versões de quem era algo no mundo: da inevitável Dusty Springfield à bem menos provável... Marlene Dietrich. Esta última, juro, nunca ouvi!
quinta-feira, novembro 27, 2008
História(s) da Música Popular (107)
Pois aqui ficam as três, uma mais “soul” (a de Warwick), outra mais “pop” (de Springfield) e dos Merseybeats, claramente "Liverpool sound".
sexta-feira, novembro 21, 2008
História(s) da Música Popular (106)
Bom, resta acrescentar que o tema não passou de #21 e, portanto, o melhor estaria ainda para vir.
quarta-feira, novembro 12, 2008
História(s) da Música Popular (105)
O de hoje é um caso semelhante. Parece que por uma questão de saias” (dizem as boas e as más línguas), “I Just Don’t Know What To Do With Myself”, originalmente (1962) interpretado por Tommy Hunt, foi mal ou nada promovido e a composição de Bacharach e David tornou-se num flop notório. Mais tarde (1964), a britânica Dusty Springfield recuperou o tema e fez dele um êxito (#3 no UK), continuado pela versão de Dionne Warwick em 1966. Resta acrescentar que Tommy Hunt fez parte dos Flamingos, um grupo "Doo-Wop" cujo principal sucesso se chama “I Only Have Eyes for You” e é, de certeza, um dos meus temas "Doo-Wop" favoritos. Mas, falando francamente, tanto a versão de Dusty (Mary Isabel Catherine Bernadette O’Brien - “Dusty” advém do facto de ser uma “maria rapaz” e a sua sexualidade foi alvo de “mexericos” até à sua morte em 1999), que gravou outros temas de Bacharach e David tais como “24 Hours From Tulsa” e “The Look Of Love” (faz parte da banda sonora de "Casino Royale", o primeiro) , como de Dionne são de facto bem superiores.
E eis senão como, sem a presença de Dionne Warwick, este post constitui uma boa introdução aos próximos capítulos, os da sua colaboração com Bacharach e David. Lá virão!
terça-feira, novembro 04, 2008
História(s) da Música Popular (104)
Timi Yuro - "Only Love Can Break A Heart" (Bacharach-David)
Pois a escolha recai hoje sobre a versão de Pitney de “24 Hours From Tulsa” (segundo a wikipedia, foi nesta cidade de Oklahoma que nasceu a ideia de construir a célebre Route 66) e de Timi Yuro para “Only Love Can Break A Heart”. E recai muito bem, sem dúvida!
sexta-feira, outubro 17, 2008
História(s) da Música Popular (103)
Mas bom, e isso nem sequer é lenda embora ajude a construir o mito, este foi o primeiro de uma série de êxitos (a string of hits... diriam nos USA) que Bacharach e David compuseram para Gene Pitney (1940-2006, também ele autor de êxitos como He’s a Rebel, das Crystals, e “Hello Mary Lou”, do “teenage idol” Ricky Nelson), dizendo, desde já, que o meu favorito é “24 Hours From Tulsa”, embora, acima de todos, prefira “Something’s Gotten Hold Of My Heart”, de uma outra dupla, Greenaway-Cook.
Mas hoje o que interessa é mesmo “The Man Who Shot Liberty Valance” (acho que o vi pela primeira vez no Império) e por isso fica por aqui uma sessão dupla, como nos cinemas de reprise da minha infância, com o tema de Bacharach e David para Gene Pitney e o trailer do filme de Ford.
quarta-feira, outubro 08, 2008
História(s) da Música Popular (102)
Voltando atrás no texto para o que realmente agora importa, “Make It Easy On Yourself” foi, de facto, o tema que mostrou “à cidade e ao mundo” (mais ao UK, pois nunca os Walker Brothers tiveram muito sucesso nos USA – ninguém é profeta na sua terra...) a veia artística de Scott Engel, Gary Leeds e John Maus, acompanhados pela orquestra dirigida por Ivor Raymond num género de “wall of sound” tardio “à la Spector”. Estávamos nos idos de 1965 e o tema chegou a #1 no UK, já que nos USA se ficou por um bem mais modesto #16. Desde aí fiquei com este “fortezinho” pelos Walker Brothers, que se passou mesmo – coisa rara – para a carreira a solo de Scott e as suas incursões pelo universo Breliano (de Jacques Brel, entenda-se).
Pois como não gosto de ser injusto, e emoções muito próprias e intransmissíveis à parte – as tais que me fazem inclinar perante a versão dos Walker Brothers – fica também aqui a original de Jerry Butler (1962), já que é de Bacharach e David que falamos, com a nota de que Scott, John e Gary gravaram mais um tema dos mesmos autores: “Another Tear Falls”.
quarta-feira, outubro 01, 2008
História(s) da Música Popular (101)
quinta-feira, setembro 18, 2008
História(s) da Música Popular (100)
Bom, o tema chegou a #8 na interpretação das Shirelles, de Sherley Owens, grupo formado em New Jersey no ano de 1958, e uma versão “live” dos Beatles viu a luz do dia em 1994 incluída no álbum “Live at The BBC” (não é assim, LT?). Também Cilla Black, que partilhava com os Beatles Brian Epstein como manager, e Dave Berry (o de “Crying Game”) gravaram o tema pouco depois do grupo de Liverpool.
quarta-feira, setembro 10, 2008
História(s) da Música Popular (99)
sexta-feira, setembro 05, 2008
História(s) da Música Popular (98)
Burt Bacharach e Hal DavidClaro que isto não acontece por acaso: Bacharach já não era um adolescente em 1954 (nasceu em 1929) e David era ainda mais velho, pois nascera em 1921, ambos novaiorquinos. Burt de adopção, pois viu a luz do dia em Kansas City, Missouri, e David de nascimento. Para além disso, Burt Bacharach tinha uma formação musical tradicional (a maioria dos rockers não tinha qualquer uma, e isso acabou por se tornar numa virtude), universitária, tendo inclusivamente estudado música e composição, e começou a sua vida musical lado a lado com a geração de "crooners" como Vic Damone, que acompanhou ao piano, e Perry Como. David, esse, era jornalista, mas convém lembrar que ele próprio tinha uma ligação musical desde a infância, pois era um razoável executante de violino.
Esse facto curioso, de estarem na vida musical com um pé lá (música ligeira) e outro lá ("rock n’ roll"), reflecte-se mesmo nos seus inícios, enquanto parceria, já que depois de assinarem um tema para o filme “Don’t Knock The Rock” (“I Cry More”, interpretado por Alan Dale) compõem também para o “romântico" Johnny Mathis, cujo tema mais conhecido em Portugal será, talvez, “Chances Are”, pelo qual suspiravam as adolescentes dos anos 50 nas festas bem comportadas. Mas o seu primeiro sucesso, também reflectindo um pouco essa mesma ambivalência, essa hesitação que acabou por se manifestar como o seu ponto de diferenciação e a sua mais-valia, foi “The Story Of My Life” escrito para alguém quase desconhecido em Portugal mas que nos USA e na “Rolling Stone” é alvo de elevada cotação e respeito: estou a falar de alguém cuja carreira se centrou no "country", mas, ele próprio, tal como Bacharach e David, tendo passados por várias fases e sofrido influências diversas, do "rockabilly" ao "rock n’ roll". Refiro-me a Marty Robbins, alguém que só relativamente tarde descobri (para aí no início dos anos 90) e cujo número de referências na minha discoteca se limita ao CD “Rock’n Roll’n Robbins” - da Bear Family Records, pois claro - onde constam versões de temas tão conhecidos como “That’s All Right” (Crudup), “Maybelline” (Chuck Berry) e “Long Tall Sally” (Little Richard). Pois foi para este Marty Robbins que Bacharach e David escreveram, em 1957, “The Story Of My Life”, com que inicio este capítulo a eles dedicado.