A ser verdade o que se relata, Armando Vara teve ontem o seu momento “pai, já sou ministro”. Em que expressou, de modo boçal, o seu arrivismo social fazendo valer, como qualquer burgesso digno do nome que ostenta, direitos que não lhe assistem em detrimento dos deveres a que se deveria obrigar. Mandariam as mais elementares regras de higiene e saúde pública que pedisse desculpa aos seus concidadãos e, depois, se afastasse, calma e discretamente, da vida pública. Mesmo que para tal tenha de ser aconselhado por quem o pode e deve fazer.
Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
Mostrar mensagens com a etiqueta Armando Vara. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Armando Vara. Mostrar todas as mensagens
sábado, fevereiro 19, 2011
quarta-feira, novembro 11, 2009
Afinal... não estou assim tão sózinho
Algo que vale a pena ler sobre as já célebres escutas a José Sócrates
terça-feira, novembro 10, 2009
Expliquem-me, como se eu fosse muito estúpido.
O STJ declarou a nulidade das escutas efectuadas ao primeiro-ministro no âmbito do caso “Face Oculta”. Segundo sabemos, o caso “Face Oculta” tem a ver com um processo de alegada corrupção com centro num negócio de sucatas que envolve um empresário de Aveiro e o dirigente do PS Armando Vara. A notícia do “Público” refere também que nas escutas, agora consideradas nulas, Armando Vara e José Sócrates terão falado sobre negócios na área da comunicação social, v.g., a venda da TVI por parte da Prisa. Pergunta minha, que não sou jurista, independentemente da questão essencial dos direitos, liberdades e garantias que, para simplificar, não vou para aqui chamar: que tem uma coisa a ver com a outra? Será que é ilegal o primeiro-ministro e um administrador do BCP, amigos e camaradas de partido, falarem ao telefone sobre um caso de tal importância na vida política e empresarial portuguesa? Até sobre questões confidenciais relacionadas com o caso?
Expliquem-me, se fazem favor, como se eu fosse mesmo muito estúpido.
Expliquem-me, se fazem favor, como se eu fosse mesmo muito estúpido.
quinta-feira, outubro 29, 2009
Armando Vara e o financiamento partidário
O actual caso Armando Vara (já ouve outros) parece prefigurar uma actuação típica ligada ao financiamento partidário: o bancário e dirigente partidário que “vira” banqueiro por conveniência, pelo privilegiado lugar que ocupa e especial vocação para a angariação de tais financiamentos em troca de pequenos/grandes favores. Nada de novo, portanto, mas que será sempre ocasião ideal para pôr em causa o actual modelo de financiamento dos partidos, que conduz a este tipo de lógica.
O que não consigo entender – mesmo – é a razão pela qual o financiamento dos partidos não é livre, desde que documentado, público e escrutinável. Quando a empresa ou o particular A ou B fossem beneficiados ou prejudicados nas suas actividades seria muito fácil, consultando a lista de financiadores de cada partido, saber das razões e pedir a quem de direito os devidos esclarecimentos e explicações necessárias. Disse que não consigo entender? Minto, consigo-o muito bem: não convém nada que os cidadãos possam saber quem financia quem e em quanto e, a partir daí, estarem em posição de pedir as explicações necessárias aos eleitos pelos negócios realizados. Estaria a actual lógica subvertida...
O que não consigo entender – mesmo – é a razão pela qual o financiamento dos partidos não é livre, desde que documentado, público e escrutinável. Quando a empresa ou o particular A ou B fossem beneficiados ou prejudicados nas suas actividades seria muito fácil, consultando a lista de financiadores de cada partido, saber das razões e pedir a quem de direito os devidos esclarecimentos e explicações necessárias. Disse que não consigo entender? Minto, consigo-o muito bem: não convém nada que os cidadãos possam saber quem financia quem e em quanto e, a partir daí, estarem em posição de pedir as explicações necessárias aos eleitos pelos negócios realizados. Estaria a actual lógica subvertida...
segunda-feira, janeiro 12, 2009
Armando Vara e a demagogia do "Público"
Ponto prévio: não tenho qualquer simpatia por Armando Vara ou pelo modo como singrou no PS, na política e, por inerência, na vida empresarial. Direi mesmo que “muito antes e pelo contrário”. Será mesmo um mau exemplo “contado às crianças e ao povo”.
Tendo dito isto, e falando agora em termos gerais e abstractos, não me parece exista lugar para qualquer tipo de escândalo pelo facto de ele – Vara -, ou qualquer outro quadro em situação idêntica, ser promovido ao escalão máximo de vencimento a posteriori, uma vez isso sendo prática comum da sua entidade empregadora. Trata-se de um fringe benefit ao qual acedeu quando da sua admissão na categoria que exerce, fazendo parte das regalias que a “Caixa” concederá aos seus directores e administradores tal como, eventualmente, neste e/ou noutros casos, muitas empresas proporcionam carro para uso particular, seguros de vida e de saúde, taxas de juro bonificadas, casa e viagens gratuitas para si e família (se "expatriados"), signing bonus, stock options, etc, etc. Nada de especialmente estranho, portanto. E o “Público” bem o sabe, como também sabe que está a ser demagógico e que Vara é um alvo fácil.
O que pode estar em causa, isso sim, são, a montante, as qualificações de Vara para as funções que exerce e o seu eventual papel de comissário político. Tal como poderiam estar os bónus eventualmente atribuídos sem justificação pelos resultados alcançados ou os vencimentos exessivos face às práticas do mercado. Mas isso são questões gerais e abstractas e, portanto, não personificáveis. Ou, como diriam os nossos amigos(?) de além-atlântico, “serão outros quinhentos” que no seu devido tempo já foram analisados e questionados.
Tendo dito isto, e falando agora em termos gerais e abstractos, não me parece exista lugar para qualquer tipo de escândalo pelo facto de ele – Vara -, ou qualquer outro quadro em situação idêntica, ser promovido ao escalão máximo de vencimento a posteriori, uma vez isso sendo prática comum da sua entidade empregadora. Trata-se de um fringe benefit ao qual acedeu quando da sua admissão na categoria que exerce, fazendo parte das regalias que a “Caixa” concederá aos seus directores e administradores tal como, eventualmente, neste e/ou noutros casos, muitas empresas proporcionam carro para uso particular, seguros de vida e de saúde, taxas de juro bonificadas, casa e viagens gratuitas para si e família (se "expatriados"), signing bonus, stock options, etc, etc. Nada de especialmente estranho, portanto. E o “Público” bem o sabe, como também sabe que está a ser demagógico e que Vara é um alvo fácil.
O que pode estar em causa, isso sim, são, a montante, as qualificações de Vara para as funções que exerce e o seu eventual papel de comissário político. Tal como poderiam estar os bónus eventualmente atribuídos sem justificação pelos resultados alcançados ou os vencimentos exessivos face às práticas do mercado. Mas isso são questões gerais e abstractas e, portanto, não personificáveis. Ou, como diriam os nossos amigos(?) de além-atlântico, “serão outros quinhentos” que no seu devido tempo já foram analisados e questionados.
Etiquetas:
"Caixa",
"Público",
Armando Vara,
Bancos,
PS
Subscrever:
Mensagens (Atom)