Sem conseguir ter bola e fazê-la circular, já que os jogadores do SCP eram sempre rápidos a pressionar e tapar as linhas de passe; sem intensidade para sair em transições rápidas, este meu SLB é uma equipa sem ideias, que se limita ao jogo directo (mais correctamente, ao "pontapé para a frente") ou a entregar a bola a Nico Gaitán esperando que este resolva. Assim, com o volume de jogo ofensivo que deixa o adversário criar junto à nossa área, e apesar do golo de avanço, a vitória do SCP era apenas uma questão de tempo. Mau demais para ser desculpável.
Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
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sábado, novembro 21, 2015
domingo, maio 31, 2015
SCP: "Garra", "sofrimento" ou, pura e simplesmente, melhor futebol?
Como o SCP conseguiu ganhar a Taça de Portugal "virando" um resultado negativo de 0-2 e jogando desde os 15' com apenas dez jogadores, vejo um pouco por todo o lado referências ao "sofrimento", `"garra" e "ambição" dos jogadores do SCP, bem como a outros argumentos do mesmo género. Pergunta: o SC Braga não teve "querer", "ambição", "garra" e por aí fora? Vamos ser claros: o SCP ganhou a Taça de Portugal - com inteiro mérito e merecimento - porque tem muito melhores jogadores do que o seu adversário (principalmente do 1/2 campo para a frente), e por isso foi melhor equipa e praticou o melhor futebol durante todo o encontro. Aliás, tal diferença de argumentos técnicos foi bem visível na marcação final das grandes penalidades. Ou será que Éder (não sabe "jogar à bola") e Pardo têm alguma coisa a ver com Slimani, Montero e Nani?
sexta-feira, dezembro 19, 2014
André Almeida e o jogo de ontem
André Almeida é aquilo que no tempo em que comecei a ver futebol "à séria" se chamava um jogador-operário. Não é um portento de técnica mas a bola também não atrapalha demasiado, é polivalente nas acções defensivas, raçudo, compreende razoavelmente o jogo, enfim, não deslumbra mas lá vai fazendo o seu papel de um suplente que pode sempre entrar na equipa sem os adeptos arriscarem um AVC de cada vez que toca na bola. Mas atenção, o que não pode é, num modelo que, nas acções atacantes, depende demasiado da profundidade nas alas, jogar a defesa-esquerdo num jogo em que se prevê o SLB venha a ter uma percentagem elevada de posse de bola e precise essencialmente de atacar. Como Gaitán - e muito bem - tem tendência para efectuar diagonais e Almeida é destro e pouco rápido a recuperar dos seus pouco eficazes, em função das deficiências do seu pé esquerdo, adiantamentos, o flanco perde profundidade e a equipa fica coxa. Ontem, sem Talisca a descair para o flanco esquerdo compensando as diagonais de Gaitán, esse mesmo flanco esquerdo só funcionou a espaços, quando Ola John por lá passou. Já na final da Taça perdida para o VSC tinha sido o mesmo e motivou mesmo problemas entre Jorge Jesus e Melgarejo (via Oscar Cardozo). Benito, que é canhoto, não é fantástico? Talvez não (gostaria de saber o que se diria se tivesse sido ele o autor do "chuto na atmosfera" que dá origem ao primeiro golo do SC Braga!), mas não será assim tão medíocre para, neste jogos (nas Antas a conversa é outra), não poder ser uma alternativa mais eficaz do que André Almeida.
Nota: tenho lido que os problemas do SLB ontem terão sido a falta de eficácia e a exibição do guarda-redes contrário. Permito-me discordar, embora tal tenha tido o seu peso: quem, em casa, sofre dois golos do SC Braga, uma equipa do primeiro quarto do futebol português, arrisca-se sempre a perder o jogo. Foi o que aconteceu.
quinta-feira, dezembro 18, 2014
Desabafo, ou Jorge Jesus nos limites da sua (in)competência
Confesso: estou farto de ser eliminado pelo Braga nas meias-finais da Liga Europa e em casa na Taça de Portugal pelo mesmo clube, de perder o campeonato em casa contra o Estoril, de perder finais da Taça de Portugal com o Vitória de Guimarães, da Liga Europa contra o Sevilha, dos sucessivos falhanços na Champions League e só não percebo, perante o investimento feito pelo clube nos últimos anos, porquê tanta condescendência para com os resultados, apenas um pouco melhor do que sofríveis face a esse mesmo investimento, apresentados pelo treinador Jorge Jesus, como se não existisse mais ninguém com capacidade para treinar a equipa de futebol profissional do clube por quatro milhões de euros por ano. Hoje foram dois erros individuais infantis e a falta de dois ou três jogadores-chave? Pois foram, e das outras vezes?
domingo, outubro 19, 2014
A soberba de Jorge Jesus
A já tradicional soberba de Jorge Jesus voltou a manifestar-se ontem, na Covilhã. Só isso explica tenha pensado poderia chegar ao relvado com uma 2ª equipa, sem suplentes capazes de fazerem a diferença, em caso de necessidade, com um meio-campo sem ponta de agressividade, e ganhar o jogo passeando as camisolas. Correu bem, mas assumiu um risco desnecessário e, pior do que isso, trouxe-nos à memória essa sua tradicional soberba, um dos seus maiores defeitos. Espero tenha aprendido a lição - do que duvido.
segunda-feira, maio 19, 2014
Futebol à 2ª feira
- Sou um "tradicionalista", mas como não me considero um "conservador" penso a tradição pode reformar-se e deve sempre ceder o seu lugar quando estejam em causa valores mais importantes e que por isso devem prevalecer. Por isso mesmo, e perante as imagens que ontem vi da entrada do público para o estádio do Jamor, colocando em sério risco a integridade física e a vida de muitos (lembrei-me de Hillsborough), penso não faz qualquer sentido manter a disputa da final da Taça de Portugal num estádio irreformável e com setenta anos de vida, deixando vazios estádios modernos onde os poderes públicos investiram algumas centenas de milhões de euros. Os acessos por transporte público (hoje em dia o meio de transporte preferencial para aceder a um estádio de futebol) são muito deficientes, a comodidade e visibilidade para o público, com bancadas pouco inclinadas, um corredor de escoamento para espectadores e uma pista de atletismo a afastarem-nos do relvado, é má de qualquer lugar, as estruturas de apoio (casas de banho, bares, etc) escassas e as condições de segurança para esquecer. A sorte foi que ontem era um SLB - Rio Ave FC, mas gostaria de saber o que teria acontecido num SLB-FCP ou SCP. Espero nunca se venham a trocar uma febras e uns "picnics" na mata do Jamor por vidas humanas.
- Sim, eu sei que os 120' da final de Turim e os muitos jogos disputados constituem atenuante de peso, mas o "meu" SLB continua a chegar aos finais de época fisicamente mais desgastado do que acho seria aceitável. Responsabilidade do modelo de jogo que, apesar da mais assisada rotação de jogadores permitida por um plantel qualitativamente superior, continua a causar enorme desgaste. E é o momento das vitórias o mais indicado para, com sensatez, identificar os problemas.
- A escolha de jogadores para uma fase final de um Europeu ou Mundial não é propriamente um concurso de popularidade, muito menos a atribuição de um prémio aos que mais e melhor se distinguiram no seus clubes durante uma época. Deve ter na sua base, para além da experiência de cada jogador no "grande futebol", um conceito de gestão de grupo por parte do seleccionador, bem como uma ideia de jogo para a equipa englobando princípios, modelo e capacidade de entender o modo como a equipa joga. Parece-me ser isto que Paulo Bento desde sempre entendeu e interiorizou a a esmagadora maioria de jornalistas e comentadores ainda não percebeu. Continuar a insistir na discussão de nomes sem ter isto em atenção é enorme disparate.
quinta-feira, abril 17, 2014
3 notas sobre o SLB - FCP de ontem
- Nos anos anteriores, o FCP de Villas-Boas e, depois, de Vítor Pereira, embora mais o o do primeiro do que o do segundo, chegava ao Estádio da Luz e, com arrogância, tomava conta do jogo, "montando o seu negócio" de posse e circulação de bola no meio-campo do SLB, obrigando o jogadores contrários a correrem atrás da bola, enervando-os, e dificultando as saídas a jogar do meu clube, que, n,a maior parte das vezes, se via na necessidade de jogar directo para Cardozo. Os resultados, infelizmente para o meu "Glorioso", foram os que foram. Nada disto se viu este ano, quer na Luz quer em Alvalade, ao ponto de eu olhar para o FCP e não perceber qual a sua ideia de jogo. Parece-me, por isso mesmo, que embora o seu plantel esteja longe de ser famoso, o problema começa exactamente num modelo de jogo que ninguém muito bem entende qual seja e que acaba por chegar ao seu ponto mais baixo quando a equipa entrega a bola a um jogador "meio desmiolado" como Quaresma para que ele "resolva" o que a equipa não consegue resolver. Por vezes, Quaresma até resolve e torna-se parte da solução, mas na maior parte do tempo, individualista, sem "miolos" e jogador "por conta própria", acaba por contribuir para a descaracterização da equipa e do seu modelo de jogo tradicional, tornando-se parte do problema. Percebe-se porque não fez carreira.
- Querer, garra, ambição do "meu" SLB no jogo de ontem? Sim, mas só isso nunca chegaria. Principalmente duas coisas essenciais: 1. um modelo de jogo claro e assimilado por todos, que, com ajustes, se mantém há cinco anos e torna fácil a qualquer um entrar na equipa e saber o que deve e tem de fazer e 2. uma diferença abissal de qualidade entre os melhores jogadores de um e outro plantel, o que remete para o investimento feito nos últimos anos e para a qualidade da equipa de "scouting".
- Jorge Jesus tem muitos defeitos e enormes qualidades. Ao longo dos anos, e perante as desilusões sofridas, as qualidades parecem finalmente querer superar os defeitos. Mas para a maioria da imprensa (ou lá o que é) desportiva o SLB parece resumir-se aos "faits-divers" de Jorge Jesus, o que diz e não diz, o "caso" Cardozo, a "história de Guimarães", a expulsão de ontem e por aí fora. Sei que o tablóidismo sensacionalista que domina o comentário futebolístico se alimenta destas coisas e das teorias da conspiração, mas, por uma vez, mesmo que aqui e ali, poderiam ver mais longe e olhar também para dentro da "quatro linhas" e para o que tem sido feito em outras áreas do clube. Ou seja, talvez fosse chegada a hora de tentarem perceber um pouco mais do jogo e do negócio que o envolve. Mas digo isto sem esperança...
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quarta-feira, março 26, 2014
FCP-SLB em 4 pontos
- A equipa é alérgica ao modelo de pressão em todo o campo e grande capacidade de circulação de bola a que Luís Castro fez a equipa do FCP regressar e que tem sido, nos últimos anos, a sua "marca de água". Tal dificultou ao extremo o modo como o SLB conseguia sair a jogar e foi aí que o FCP ganhou o jogo.
- A equipa já não sabe jogar com e para Cardozo.
- A equipa parece sofrer de um certo "pavor cénico" do estádio do FCP.
- Conclusão: apesar de tudo, o resultado conseguiu ser um pouco melhor do que a exibição. Veremos se é possível dar a volta.
domingo, novembro 10, 2013
3 notas sobre o SLB-SCP de ontem
- Confesso me custa a aceitar que uma equipa com um orçamento cerca de cinco vez superior ao adversário, com melhores e mais experientes jogadores, a ganhar por 3-1 ao intervalo e sem que as incidências do jogo a penalizem demasiado, precise de um prolongamento e de um enorme "peru" do guarda-redes adversário para ganhar um jogo. Porque jogou mal, porque a maioria dos seus jogadores foram incompetentes, porque a equipa contrária fez um exibição deslumbrante, muito acima do esperado? Nada disso: o SLB fez uma exibição acima da média, alguns dos seus jogadores jogaram mesmo muito bem (Cardozo, Enzo, Amorim, Gaitán) e o SCP é uma equipa apenas ou pouco mais que mediana. O problema é que o SLB não sabe defender nas bolas paradas e isso fez ontem, como tem feito esta época, toda a diferença. Passámos assim da perspectiva do que poderia ter sido uma 2ª parte descansada, de controlo do jogo, a uma incerteza até final. Para uma equipa com aspirações, considero isto inaceitável.
- Até ontem, tinha visto alguns jogos de William Carvalho, no SCP e na selecção sub-21, todos via TV; procuro sempre seguir com alguma atenção os jogadores que a crítica desportiva vai assinalando como emergentes. Ontem, pela primeira vez, vi o jogador "ao vivo", no estádio, e custa-me a perceber tamanho "bruáá". Tem planta física invejável? Sim, mas é lento, joga ali num quadrado de 5x5 metros, demasiado posicional, entrega a quem está mais próximo, não sai a jogar e falha muitos passes. Ontem, tinha como seu homólogo Matic e isso ainda tornou mais gritantes e notórias as suas insuficiências. Confesso não perceber a crítica (o que não é caso virgem), e a sua convocatória para a selecção portuguesa é bem sintoma da actual crise desta. Ou estaremos apenas na presença de um "frete" a alguém?
- Ainda não foi desta que Ivan Cavaleiro conseguiu uma exibição positiva na equipa principal do SLB. Ingénuo, por vez trapalhão, deixa demasiadas vezes a sensação que a equipa está a jogar com menos um jogador. Longe vão as excelentes exibições na equipa B e na selecção sub-21. Não acredito Ola John não jogue um pouco mais do que Cavaleiro e apenas compreendo a insistência neste último por pressões vindas da SAD no sentido de mostrar algum retorno do investimento feito na formação.
terça-feira, abril 16, 2013
Taças e televisões
A Taça da Liga é uma competição desenhada para as televisões: com o desequilíbrio existente entre as equipas portuguesas, o seu modelo de competição quase impõe os principais clubes estejam presentes nas meias-finais e final. Até há pouco tempo, a Taça de Portugal era exactamente o contrário: com um pouco de felicidade nos sorteios, era possível assistir a uma final sem a presença de nenhum dos "grandes" ou até mesmo com equipas de escalões inferiores. Como este modelo era incompatível com o interesse televisivo (em Portugal, só é "vendável" um jogo no qual um ou dois "grandes" estejam presentes), a FPF resolveu alterar o modelo e passar a fazer disputar as meias-finais em duas "mãos", facilitando a vida aos principais clubes. Percebo e aceito perfeitamente as razões da FPF, dos patrocinadores e a necessidade de assegurar as receitas geradas pelas transmissões televisivas, mas receio também tal acabe, no médio-longo prazo, por matar o interesse da competição durante grande parte do seu desenrolar. Ontem, o SLB - Paços de Ferreira, por exemplo, até para mim, benfiquista, foi um enorme bocejo (uma espécie de jogo-treino) e receio bem o mesmo aconteça com o VSC - CFB de amanhã. Não sei muito bem como e alterando o quê, mas algum equilíbrio entre competitividade e interesses comerciais parece-me essencial para a sobrevivência das "Taças" e a dificuldade em conseguir patrocinadores para os modelos actuais parece demonstrar isso mesmo.
terça-feira, fevereiro 05, 2013
O "Estádio Nacional"
Sempre fui um defensor da realização da final da Taça de Portugal no estádio do Jamor, mas no período anterior ao Euro 2004 e quando ainda não existia no país um conjunto de estádios de última geração, mais modernos e confortáveis, com melhores condições de visibilidade, acessibilidade e segurança. Era uma questão de tradição e desde sempre as tradições têm assumido um papel fundamental na valorização dos eventos e provas desportivas. O Grande Prémio de Mónaco, a ausência de publicidade (excepção à Rolex) e o "branco" dos equipamentos de Wimbledon, a final da Taça de Inglaterra em Wembley com a multidão a entoar o hino "Abide With Me" ou o "blazer" verde do vencedor do Masters de Augusta, aí estão para o provar.
Mas devo dizer que existindo agora um conjunto de novos estádios no país, muitos deles sem utilização ou com utilização reduzida, com condições de segurança e conforto para os espectadores que em nada se comparam com as do Jamor, não consigo perceber como se vão investir alguns largos milhares de euros na melhoria das condições de um estádio para lá se disputar um jogo por ano ou, como se propõe a FPF, fazer lá jogar a selecção nacional. Pior: sabendo que a prazo o estádio está condenado e tudo o que se lá possa fazer entretanto terá um prazo de vida muito limitado. Bom, mas o defeito deve ser meu, e assim como o actual governo se propõe vir a ressuscitar o "TV Rural", talvez alguém se lembre de fazer o mesmo com o "Dia da Raça", a Mocidade Portuguesa e o seu festival de 10 de Junho no Estádio Nacional, que sempre foi o fim essencial da sua construção. Sim, vendo bem deve ser isso...
segunda-feira, maio 21, 2012
A final da Taça e o Jamor
Ok, gosto das tradições. Costumo mesmo dizer que sou um tradicionalista não conservador, querendo com isto talvez dizer que a tradição só tem significado enquanto acrescente valor, mesmo que apenas simbólico (digamos que nunca é apenas simbólico...), a um qualquer acontecimento ou instituição. Por isso não concebo Wimbledon sem o branco do(a)s jogadore(a)s, a ausência de publicidade e os morangos com natas (a obrigatoriedade da "vénia" já desapareceu), a final da FA Cup sem Wembley e o hino "Abide With Me", o "Masters" de Augusta sem o "blazer" verde e a Fórmula Um sem o Grande Prémio de Mónaco. E, acho, a monarquia britânica só pode continuar a fazer algum sentido mantendo a sua "pompa e circunstância", já que no dia em que se tornar tão burguesa como a de outros países europeus, então venha a república que terá outras vantagens.
Tudo isto a propósito da final da Taça no Jamor, claro, e a pergunta que deixo é a seguinte: continuará a fazer sentido manter a tradição disputando a final num estádio sem condições de segurança, maus acessos e fraca comodidade, má visibilidade para os espectadores (a pouca inclinação das bancadas, a pista de atletismo e aquele largo corredor de acesso tornam o jogo num espectáculo que se vê "lá ao longe"), só porque alguns espectadores aproveitam para um "picnic" com o velho garrafão substituído pelo moderno "bag in box"? Isto quando existem uma mão cheia de estádio modernos, sendo que num deles até se irá disputar em 2014 a final da mais importante competição europeia de clubes? O Jamor ainda acrescenta valor à prova? Por quanto tempo e até quando? Faz sentido remodelá-lo, com os custos inerentes, para manter essa tradição? (o "court" central de Wimbledon foi remodelado, por exemplo). Durante muito tempo, antes da construção dos estádios para o Euro 2004, fui um defensor da manutenção da final da Taça de Portugal no Jamor na medida em que as alternativas não eram muito melhores. Mas antes que a FPF tenha de tomar uma decisão pressionada pelas circunstâncias (Inglaterra remodelou os seus estádios na sequência do desastre de Hillsborough), seria bom que gastasse algum do seu tempo a pensar um pouco sobre o assunto.
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
SCP: ganhar a Taça ou ser 3º no campeonato?
Até certo ponto, confesso estar em desacordo com os comentadores que afirmam ser mais importante para o SCP conseguir o terceiro lugar no campeonato do que ganhar a Taça de Portugal, baseando este seu argumento na possibilidade de acesso à Champions League. E para basear o meu raciocínio, invoco aqui, tal como o fiz no caso da transferência de João Moutinho para o FCP, o conceito de "brand equity": se as receitas da Champions League (e já lá iremos) podem dar muito jeito em termos financeiros, quando falamos do "valor percebido" do clube, da sua equipa de futebol e da marca "Sporting", ser eliminado pelo Nacional e perder assim a hipótese de conquistar um troféu com o prestígio da Taça de Portugal seria desastroso.
Acresce ainda que não só um clube como o SCP tem obrigação de lutar em ambas as frentes (tem o terceiro orçamento da Liga e seria esta, portanto, a sua classificação "natural"), como nada garante, no actual "estado da arte", que a equipa, mesmo conseguindo alcançar o apuramento para a terceira pré-eliminatória da CL, consiga ultrapassar os obstáculos que terá pela frente e ascender à fase de grupos, onde - enfim... - poderá ter hipótese de ganhar dinheiro "que se veja". E para os actuais problemas financeiros do rival do meu "Glorioso", o problema não será milhão a mais ou milhão a menos: é muito mais do que isso!
domingo, dezembro 04, 2011
A eliminação da Taça entre dois "Ben u Ron"
Pois, estou com gripe. Mas entre dois estimáveis "Ben u Ron" lá consegui dar uma espreitadela ao jogo e ler por aí umas coisas do que disse a crítica. Para variar, em desacordo com a maioria. O SLB perdeu por causa das modificações de Jorge Jesus no onze? Porque Aimar entrou tarde? Porque etc e tal? Nada disso: o jogo não foi muito diferente de outros, desta época (Gil Vicente, por exemplo), em que o "Glorioso", depois de estar em vantagem tangencial, tentou controlar o jogo, colocando-se à mercê de uma jogada de sorte do adversário, de uma bola parada ou de uma tabela inesperada. O problema é que desta vez a sorte do adversário (ou o nosso azar) existiu mesmo, numa autêntica "chouriçada" de mais de trinta metros que deu o empate ao Marítimo. Depois? Bom, depois foi o "frango" do Eduardo a compor o ramalhete (contra o SCP, "meio-frango" de Artur só não deu golo porque Elias foi azelha). E não vale a pena procurarem explicações mais obtusas... Até porque é um jogo, e quem não toma as devidas precauções...
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