Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
terça-feira, março 25, 2008
As pulsões autoritárias ("there's something in the air")
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
General Garcia Leandro - correcção
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Garcia Leandro, Marx, a "Sala do Risco" e o regime
Quanto a mim, modesto blogger de ocasião e horas vagas, pergunto-me se, sendo Garcia Leandro General do exército português e ocupando um cargo de nomeação não partidária e teoricamente independente na organização estatal enquanto responsável pelo Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, lhe deve ser permitido criticar livre e publicamente o regime do modo e nos termos em que o fez. A Oscar Carmona foi-lhe retirado o comando da 4ª Divisão; mesmo assim todos conhecemos o resto da história. Mas essa foi a vez da tragédia, pois claro...
terça-feira, novembro 27, 2007
O IGAI e o OSCOT - ou Clemente Lima vs Garcia Leandro
As afirmações do general Garcia Leandro, presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, sobre a entrevista concedida ao “Expresso” pelo Inspector Geral da Administração Interna (uff!, denominações complicadas!), por alguma razão pondo em confronto um militar responsável pela segurança “pura e dura” e um civil, juiz, vêm mais uma vez pôr em evidência duas concepções diferentes, mesmo antagónicas e até inconciliáveis de país, de estado e de nação. Poderia dar-se o caso de reflectirem nada mais do que as funções conjunturais de cada um, mas são muito mais do que isso. De um lado, o de Clemente Lima (IGAI), vemos a ansiedade por um país mais europeu, uma sociedade mais aberta, mais plural e tolerante, mais cosmopolita, com níveis de educação em progresso, mais responsável e confiante na capacidade de iniciativa dos seus cidadãos, tanto a nível social como económico. Um país mais culto e confiante, que não hesita em olhar os seus problemas de frente, discuti-los com abertura e resolvê-los, porque os cidadão se querem menos dependentes da “segurança” do estado e das suas instituições. Que tenta ver ao longe. No outro, no de Garcia Leandro, revemos um pouco do Portugal do passado, autoritário q.b., provinciano e fechado sobre si próprio, pouco confiante na capacidade e espírito de iniciativa dos seus. Uma sociedade que gosta de ser ver tutelada e militarizada, de súbditos, de cultura retrógrada, governada pelas corporações para quem tudo está sempre bem excepto os meios sempre insuficientes que lhe são concedidos para que se calem e tudo fique na mesma.
No fundo, nada disto constitui novidade de maior e, mesmo que sobredeterminado por conflitos conjunturais, é algo que nos tem acompanhado durante, pelo menos, os últimos 200 anos. Também algo sobre o qual partidos e governo não deveriam ficar mudos e indiferentes. Ou apenas aproveitar a situação para chicana de oportunidade. É que é a isto que chamam política, sabiam?