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segunda-feira, janeiro 14, 2008

Mais notícias de um país de tristes

Duas pequenas notas de 2ª feira neste país de tristes:

  1. Basta ter ouvido hoje o fórum TSF, sobre a ASAE, para perceber o atraso, falta de preparação e ignorância do povo português, em pânico perante os mínimos indícios de uma modernidade que não entende, por isso vê como uma ameaça, a ela não conseguindo, sequer, tentar adaptar-se.
  2. A primeira página do jornal “A Bola” de hoje, quase totalmente preenchida com a notícia da contratação de um ignorado jogador romeno pelo Sport Lisboa e Benfica, é também ela sinal inequívoco do estado de falência a que chegaram o futebol português e os seus principais clubes. Também do estado de degradação moral e profissional de alguma imprensa desportiva em tempos considerada de referência. Patético.

quarta-feira, junho 27, 2007

O DN instiga à censura!!!

Do editorial do DN de hoje:

“Joe Berardo pode pensar o que quiser. Do Governo, do Benfica, das empresas, da justiça, da Costa de Caparica ou do aquecimento global. Tem esse direito e ninguém lhe pode negar essa liberdade. Mas a influência e o poder que Joe Berardo já alcançou na sociedade portuguesa deveriam obrigá-lo a ser mais comedido. Não pode dizer, com o disse ontem à SIC Notícias, referindo-se ao ex-presidente do Conselho de Fundadores da Colecção Berardo, António Mega Ferreira: "Se ele está com problemas de saúde ou com problemas mentais que se vá é curar." Não pode, ponto”.

Afinal em que ficamos? Pode ou não pode? Pode pensar mas não pode dizer, ou então tem de ser mais comedido. É isso que propõe o editorialista do DN, que se saiba sem a oposição de nenhum dos jornalistas do seu corpo redactorial ou da direcção do seu sindicato. Pelo menos que se dê por isso, e também neste caso o que parece é. No tempo da ditadura– e nas ditaduras em geral – também era assim. Chamava-se “Censura” (depois “Exame Prévio”) e tinha uma vantagem: era oficial e todos sabíamos que existia! Berardo tem mau gosto e é “desbocado”? Eu acho, mas problema dele e dos ofendidos: para isso existem tribunais!

É grave... É mesmo muito grave!