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segunda-feira, maio 05, 2014

Seguro e a "manchete" assassina

Conforme aqui então disse (14 de Janeiro deste ano), ao colocar o acento tónico nas condições de saída do resgate e não nas condições do país para se tornar mais competitivo e, pelo menos num futuro próximo, mais "amigo" dos seus cidadãos no final dos três anos de resgate, António José Seguro sujeitou-se a uma derrota previsível, não percebendo o que efectivamente estava em causa e que a aliança entre o governo e a "troika" construiria a solução que melhor se adaptasse aos interesses em jogo. Pior, sujeitou-se a "manchetes" assassinas como esta, certamente com origem num bom trabalho da agência de comunicação do governo, capaz, numa só penada, de colocar em causa muito do trabalho (bom ou mau, não é isso que de momento interessa) do partido enquanto oposição. Se fosse militante ou dirigente do PS (não sou) não hesitaria em em accionar todos os mecanismos existentes no partido (certamente os haverá) para obrigar Seguro a explicar-se junto dos respectivos orgãos dirigentes.

quarta-feira, março 14, 2012

José Sócrates ainda vende...

Título do DN:  "Inquérito ao BPN inclui gestão de Sócrates".

Lê-se o texto da notícia e afinal percebemos que esta se refere à comissão de inquérito parlamentar, pedida pelo próprio PS, à "gestão e alienação do BPN", o que inclui o período, durante os governos presididos por José Sócrates, em que a gestão do banco foi da responsabilidade Caixa Geral de Depósitos. 

Pelos vistos, o nome de José Sócrates continua a vender bem, e fora eu o antigo primeiro-ministro e já teria exigido "royalties" por cada vez que o meu nome fosse citado em títulos de jornal. Mas quando é o próprio Presidente da República a dar o exemplo...

Já agora: este anti-socratismo militante arrisca a tornar-se tão ridículo como o culto quase-religioso a Sá Carneiro pelas suas "viúvas militantes" ou tão patético como a actuação daquele grupo de patuscos promotores das sucessivas comissões de inquérito ao caso "Camarate". Será que não aprendem?

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Onde se fala do DN e de Pippa Middleton (Uáuh!)

Ora façam favor de comparar esta notícia do DN sobre Pippa Middleton, irmã da Duquesa de Cambridge, com o que consta, assinado por Sarah Reynolds, na localização que é especificamente citada pelo DN no "site" da empresa "Party Pieces" (a que o DN chama "The Party Times"), propriedade da família Middleton.  Eu sei que é suposto não se levar muito a sério o pseudo-jornalismo "cor de rosa", mas convenhamos que se trata do DN, em tempos um jornal de referência, e que há limites para tudo. Até para o mau gosto.

segunda-feira, outubro 24, 2011

Abriu a caça aos políticos, ou uma notícia candidata a escarro do ano

Conforme já tinha aqui afirmado, depois do subsídio de residência algo mais se iria seguir. Aliás, esta fotografia do DN já não andará muito longe do "Wanted: Dead or Alive" das histórias de quadradinhos do velho oeste. Até o valor da recompensa parece já não faltar. E atentem no "palavreado" incluído no corpo da notícia: "a maioria PSD/CDS vai juntar medidas que impeçam os seus beneficiários de as acumular com chorudos ordenados no sector privado." Duas perguntas numa só e uma interrogação: se não forem políticos e os ordenados não forem "chorudos" (sic) já podem acumular? Com notícias deste tipo, quem, com qualidade, estará ainda disposto a ser político?

Contrariamente ao que se diz, não são os políticos e as suas "soit disant" "mordomias" que estão a cavar a sepultura do regime: são estes jornalistas(?) demagogos e este jornalismo(?) de sarjeta. Esta asquerosa notícia do DN é pois séria candidata a escarro do ano. 

sexta-feira, agosto 26, 2011

Do "público" e do "privado" - sobre um texto de Fernanda Câncio

Penso neste seu texto do DN, publicado também no "Jugular", estar Fernanda Câncio a confundir duas coisas bem distintas. Por um lado, a tentativa dos poderes públicos (ou, pior, de alguns dos seus agentes) imporem a toda a sociedade uma sua concepção da moral, para o qual não estão mandatados nem têm qualquer cobertura legal. É o que acontece nos casos que cita da tentativa de apreensão de um livro por parte da PSP de Braga, do célebre e triste episódio Saramago/Sousa Lara e, tanto quanto sei, também no episódio do Museu Grão Vasco, que penso ser um espaço gerido pelo Estado ou pela autarquia. Serei - e tenho sido - dos primeiros a protestar e lutar contra tal coisa. Outra coisa, bem diferente, é o direito e a liberdade que uma instituição privada que patrocina, organiza e expõe em espaço próprio uma manifestação artística deve ter para decidir o que quer expor em função dos seus valores e objectivos que persegue. Inclusivamente, em função daquilo que entende serem os valores morais da instituição e da maioria dos seus "stakeholders" (não confundir com "stockholders").

Fernanda Câncio considera "hilariante" que a Companhia de Seguros Tranquilidade invoque os "valores tradicionais" da seguradora e pergunta: "além do fazer dinheiro, quais?" Bom, para além de "fazer dinheiro", desde que respeitando a legalidade e a ética, ser algo perfeitamente legítimo e necessário numa democracia liberal baseada na livre iniciativa, como o são as democracias ocidentais (é mesmo um dos princípios fundamentais em que estas assentam), as principais empresas, públicas ou privadas, são, na sua actividade, normalmente enquadradas por um conjunto de valores e regras que as definem, presidem aos seus negócios e lhes permitem ser bem sucedidas ("fazer dinheiro", mas também terem uma função social - as que a têm) nas sociedades e mercados onde actuam. Digamos que tal define a sua personalidade e o seu "way of doing the things". Nada estranho, portanto, que a Tranqulidade os invoque neste caso.

No seu texto Fernanda Câncio critica também o Secretário de Estado da Cultura por duplicidade de opiniões entre o caso de Braga e este agora da Companhia de Seguros Tranquilidade. Existem, certamente, boas razões para se criticar o governo, e eu próprio não tenho por aqui deixado escapar oportunidade quando tal se justifica. Mas, pelo que acima escrevo, pela necessidade clara de um distinção entre o que é da esfera "pública" e o que pertence ao foro "privado", essencial numa democracia liberal (não conheço outra), não me parece constituir este assunto razão para tal. Outras oportunidades não faltarão...

sexta-feira, janeiro 14, 2011

João Marcelino e a " falta de ideia global para a sociedade portuguesa"

João Marcelino, director do DN, afirma à TSF que "falta uma ideia global para a sociedade portuguesa".

Gostaria de lembrar a João Marcelino que ideias globais para as sociedades a que presidiam tinham-nas Hitler, Stalin, Mussolini, Franco, Salazar, Pol Pot e, actualmente, tem-na o Grande ou Querido Líder de Pyongyang. A ideia global para a sociedade portuguesa chama-se democracia, o que significa que compete aos portugueses definirem a cada momento, no quadro legal democrático e respeitando os seus princípios fundadores e universalmente aceites, incluindo o respeito pelas minorias, os caminhos que vão pretendendo seguir.

Confesso que quando vejo o director de um jornal que se pretende de referência(?) fazer afirmações deste tipo, um arrepio de medo me percorre a espinha.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Nem sequer "jornalismo de sarjeta": apenas um vómito!

Não vou afirmar que o “dossier” que o “DN” tem vindo a apresentar sob o nome “O Verdadeiro Retrato do Estado” é jornalismo de sarjeta, pois nem sequer de investigação (muito menos “grande”) ou de jornalismo se trata. Trata-se,isso sim, e pura e simplesmente, de um vómito destinado a alimentar o ódio e a desinformação dos sectores mais pobres e ignorantes da sociedade portuguesa.

Depois de, em edições anteriores, o “DN” ter apresentado alguns gastos do Estado do género “”X em flores e Y para um concerto de Tony Carreira" sem qualquer enquadramento na actividade, projecto ou acção a que se destinavam, ou até dos benefícios, tangíveis ou não, que possam ter resultado de tais acções, atira agora com o título “Pagos 20 milhões por mês em reformas milionárias”, sem indicação suplementar informando se quem as recebe beneficiou de algum regime especial ou se se trata apenas do resultado da sua carreira contributiva e considerando reforma milionária, pasme-se!, o valor de 4 000 euros por mês. Mais ainda, acrescenta: “Pensões de políticos custam 80 milhões em 10 anos”, como se político fosse cidadão infectado por lepra ou alguma espécie de sarna medieva e, como tal, destinado a viver apartado da sociedade e sem acesso a quaisquer direitos até ao fim dos seus dias.

Poderia dizer que se trata de algo “abaixo de cão”. Mas estimo demasiado os cães para os considerar em comparações tão aviltantes.

domingo, novembro 16, 2008

"E Alegre se fez triste" - a entrevista ao DN e TSF

Se é possível detectar uma teoria, um fio condutor ideológico no discurso político de Manuel Alegre, através da análise da sua entrevista de hoje à TSF e DN (ver também o "Público"), eles estarão certamente muito próximos de um certo justicialismo peronista, de um populismo com traços marcantes de alguns regimes sul-americanos de meados do século XX. Um certo nacionalismo conservador, muito evidente no permanente apelo aos oito séculos de História, à existência de Portugal enquanto país independente. À pátria, tão presente na sua poesia de combate e resistência. A necessidade de valorização da “terra” enquanto factor de riqueza e a referência constante a uma certa autarcia de recursos (neste caso, diferente do apelo do PCP ao desenvolvimento do “sector produtivo”, pois no caso dos comunistas esse desenvolvimento é condição sine qua non da continuidade da sua existência enquanto ideologia e partido). A obrigatoriedade de se referir à defesa da continuação de Portugal como membro da UE para que se não veja no seu discurso muito mais que apenas um eurocriticismo soft. A crítica à, soit disant, incapacidade de sindicatos e partidos (de Mário Nogueira, posteriormente, ouviu o que não queria, fazendo figura de principiante político face ao PCP ) para enquadrarem e dirigirem os cidadãos e os movimentos reivindicativos. O elogio à autonomia popular e o papel de certo modo messiânico que a si mesmo se atribui nesse campo, etc, etc. É, como disse, um discurso político pouco habitual na Europa dos dias de hoje (excepto, talvez, em algumas sociedades do antigo bloco soviético – não sei) e, juntamente com a importância política e social ainda reconhecida ao PCP e a extrema dificuldade do Bloco de Esquerda em assumir, de vez, um discurso e uma prática política pós-modernas, um sintoma inequívoco do nosso atraso.

domingo, novembro 02, 2008

A entrevista de Manuela Ferreira Leite

Manuela Ferreira Leite geriu mal a sua entrevista ao DN e à TSF, demonstrando a já sua reconhecida inabilidade política. Deixou que uma gaffe (a sua afirmação sobre o desemprego na Ucrânia e em Cabo Verde), tornada sound byte, que, apesar do muito que possa conter de verdadeiro, um candidato a primeiro ministro nunca deveria ter pronunciado, se sobrepusesse a todo o conteúdo dessa mesma entrevista.

Apenas mais um reparo. Por muito que a ligação por TGV Lisboa-Madrid (especificamente criticada por MFL e a única que defendo) seja de rentabilidade duvidosa é a única politicamente defensável, já que se vê com dificuldade como possa Portugal ficar excluído da rede ibérica de alta velocidade numa península economicamente integrada. Acrescem ainda duas questões. O seu custo é significativamente inferior (menos de metade) ao da ligação Lisboa-Porto; mesmo que a sua rentabilidade esteja assegurada, não consigo imaginar qual a função estruturante da linha Lisboa-Porto sem a respectiva ligação a Madrid.

terça-feira, outubro 28, 2008

(Mais uma vez) Alegre se fez triste...

Manuel Alegre interroga-se, no seu artigo no DN, sobre qual será o papel da esquerda na mudança, depois da actual crise financeira. Constato que Alegre deve andar talvez um pouco distraído. É que PCP, Bloco de Esquerda e PS, cada um de acordo com a sua visão do mundo e a ideologia que defende, já definiram bem qual foi, é e será o seu papel antes e depois da crise. Portanto, o que incomoda Alegre não é o papel que a esquerda irá assumir, mas o papel que, com a sua proverbial megalomania, a si se reserva no seio de uma esquerda que nunca lhe reservou algo mais do que uma função meramente instrumental.

quarta-feira, junho 27, 2007

O DN instiga à censura!!!

Do editorial do DN de hoje:

“Joe Berardo pode pensar o que quiser. Do Governo, do Benfica, das empresas, da justiça, da Costa de Caparica ou do aquecimento global. Tem esse direito e ninguém lhe pode negar essa liberdade. Mas a influência e o poder que Joe Berardo já alcançou na sociedade portuguesa deveriam obrigá-lo a ser mais comedido. Não pode dizer, com o disse ontem à SIC Notícias, referindo-se ao ex-presidente do Conselho de Fundadores da Colecção Berardo, António Mega Ferreira: "Se ele está com problemas de saúde ou com problemas mentais que se vá é curar." Não pode, ponto”.

Afinal em que ficamos? Pode ou não pode? Pode pensar mas não pode dizer, ou então tem de ser mais comedido. É isso que propõe o editorialista do DN, que se saiba sem a oposição de nenhum dos jornalistas do seu corpo redactorial ou da direcção do seu sindicato. Pelo menos que se dê por isso, e também neste caso o que parece é. No tempo da ditadura– e nas ditaduras em geral – também era assim. Chamava-se “Censura” (depois “Exame Prévio”) e tinha uma vantagem: era oficial e todos sabíamos que existia! Berardo tem mau gosto e é “desbocado”? Eu acho, mas problema dele e dos ofendidos: para isso existem tribunais!

É grave... É mesmo muito grave!