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sexta-feira, agosto 01, 2014

Vale tudo


Nada de ilusões. Não é José Sócrates quem a "Sábado" e os seus mandantes pretendem atingir com esta notícia, entretanto já desmentida pela Procuradoria Geral da República, embora conheçamos muito bem a diferença de peso específico, junto da opinião pública, de notícias e desmentidos. Nem sequer, ao contrário do que já vi escrito, se pretende pôr em causa  uma qualquer eventual candidatura do ex-primeiro ministro à Presidência da República, candidatura, no mínimo, altamente improvável e que dificilmente teria o apoio do PS. O que se pretende mesmo é atingir António Costa, tendo em conta o apoio expresso de José Sócrates e dos grosseiramente denominados "sócratistas, no seio do PS, à candidatura do actual presidente da CML a futuro primeiro-ministro e o cada vez menos disfarçado apoio a António José Seguro por parte da direita radical. Como é difícil, de um ponto de vista moral, dos "escândalos" (aquele que mais facilmente encontra eco junto da opinião pública), atacar António Costa, escolhe-se o alvo mais a jeito e o que apresenta e aparenta, deste ponto de vista, possuir maiores fragilidades. E deste modo vale tudo, mesmo os atropelos à lei e à chamada deontologia, que em outras ocasiões o sindicato dos jornalistas gosta tanto de invocar. 


segunda-feira, fevereiro 01, 2010

E se crescessem?

Um jornalista (Mário Crespo) que se tem distinguido como adversário do actual governo (o que é perfeitamente legítimo) e, até, do regime (igualmente legítimo) vem queixar-se publicamente num “site” ligado ao principal partido da oposição de alguém não nomeado ter ouvido num restaurante uma conversa entre o primeiro-ministro e vários dos seus ministros mencionando o seu nome como uma voz a “calar”. Alguns “media” pegam no assunto e fazem dele “manchete”. Outros discutem-no. A direcção do sindicato dos jornalistas resolve mesmo emitir uma nota oficial. Para o ramalhete ficar completo só faltava agora o governo pronunciar-se sobre o assunto. E se crescessem?

quarta-feira, julho 25, 2007

O pseudo jornalismo

A propósito da notícia do “Record” (não "linkável") sobre a “combinação” de uma “notícia” entre António Tavares Teles e o “ex-companheiro” de Carolina Salgado.

Sem entrar nas ridículas histerias (não vem aí nenhuma ditadura ou ameaça grave) que por aí circulam, a tendência governamental para o controle da informação é preocupante e algo que deve ser enérgica e eficientemente combatido. Com seriedade. Mais, cada orgão de comunicação social deve ser livre de definir e exprimir uma linha política e informativa, dentro das regras deontológicas, sendo o pluralismo assegurado pela diversidade do seu conjunto e, caso existam, pelos que se integram no serviço público. Tudo isto já foi dito e é chover no molhado. Mas penso seria do mais elementar bom senso que os jornalistas, de vez em quando, dessem uma “espreitadela” ao interior da própria classe. Só de vez em quando, está bem? Não é por nada; apenas por causa dos telhados de vidro. E, já agora, comecem pela imprensa desportiva. Não é por especial aversão ou preconceito; é apenas porque é mais fácil. Basta levantar uma ponta do véu!
Ou será que querem dar a razão ao ministro Santos Silva?

quarta-feira, junho 27, 2007

O DN instiga à censura!!!

Do editorial do DN de hoje:

“Joe Berardo pode pensar o que quiser. Do Governo, do Benfica, das empresas, da justiça, da Costa de Caparica ou do aquecimento global. Tem esse direito e ninguém lhe pode negar essa liberdade. Mas a influência e o poder que Joe Berardo já alcançou na sociedade portuguesa deveriam obrigá-lo a ser mais comedido. Não pode dizer, com o disse ontem à SIC Notícias, referindo-se ao ex-presidente do Conselho de Fundadores da Colecção Berardo, António Mega Ferreira: "Se ele está com problemas de saúde ou com problemas mentais que se vá é curar." Não pode, ponto”.

Afinal em que ficamos? Pode ou não pode? Pode pensar mas não pode dizer, ou então tem de ser mais comedido. É isso que propõe o editorialista do DN, que se saiba sem a oposição de nenhum dos jornalistas do seu corpo redactorial ou da direcção do seu sindicato. Pelo menos que se dê por isso, e também neste caso o que parece é. No tempo da ditadura– e nas ditaduras em geral – também era assim. Chamava-se “Censura” (depois “Exame Prévio”) e tinha uma vantagem: era oficial e todos sabíamos que existia! Berardo tem mau gosto e é “desbocado”? Eu acho, mas problema dele e dos ofendidos: para isso existem tribunais!

É grave... É mesmo muito grave!