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quarta-feira, dezembro 26, 2012

Um primeiro-ministro envergonhado

Quase findo "este" 2012 e a poucos dias de um já conhecido 2013, o pior (ou quase o pior) que poderia acontecer ao primeiro-ministro era ser obrigado a proferir a tradicional mensagem de Natal do detentor do cargo, onde, de acordo com a época, é suposto transmitir-se esperança, conforto, promessas de alguma abastança ou, no mínimo, de dias melhores; onde é suposto ouvir as palavras e ter a companhia dos que pelo nosso bem-estar se preocupam. Por isso mesmo, assistimos a um primeiro-ministro como que envergonhado, proferindo palavras sem qualquer convicção, a pedir interiormente a todos os santinhos e ao Menino Jesus que o tirassem dali - a ele e ao seu desconforto - o mais rapidamente possível. Nas circunstâncias presentes, obrigar Pedro Passos Coelho a dirigir-se aos portugueses no Natal foi sujeitá-lo a uma bem merecida humilhação.

segunda-feira, dezembro 26, 2011

O comentário

Ontem foi dia de mensagem de Natal do primeiro-ministro. Palavras de circunstância, como é habitual nesta e em ocasiões semelhantes, venha a mensagem de um qualquer chefe de governo, Presidente da República, Papa, Rei ou ofício correlativo. Aliás, penso nem de outro modo poderia deixar de ser, já que nesse dia ninguém estará com tempo ou disporá de atenção ou paciência suficientes para ouvir grandes anúncios, (ou mesmo pequenos), discursos programáticos ou definições estratégicas. Mas enfim... no jornalismo e no comentário político - prova-se - o reflexo "pavloniano" vale mais do que a inteligência, Há comunicação ao país? Logo, nas televisões haverá comentário, debate, análise e assim sucessivamente, mesmo que o seu objecto seja uma pequena comunicação de circunstância e sem qualquer conteúdo relevante. E foi assim, que ontem lá tivemos mais do mesmo. Mal de um país demasiado palavroso, onde qualquer colocação de vírgula é capaz de suscitar análises sem fim e, até, talvez uma consulta a um psicólogo.

sexta-feira, dezembro 17, 2010

O Natal e as meias


Chega esta altura do ano (o Natal é sempre a 25 de Dezembro e não quando um homem quiser) e é habitual ler e ouvir comentadores, opinadores e jornalistas referirem-se, com ar de enfado e indisfarçável desdém, a tias e avós que, invariavelmente, lhes oferecem meias. Ingratos! Eu – e desculpem-me a intimidade - que estrago meias a uma velocidade mais ou menos semelhante à de uma estrela cadente, sejam elas as excelentes “Pantherella” (as minhas favoritas) ou aquelas de seis euros das lojas “Pedemeia”, e já não contando entre o mundo dos vivos com tias que ainda me ofereçam presentes, peço sempre a todos os santinhos do céu e diabos do inferno que algum Pai Natal, com menos imaginação, me ofereça uns fantásticos pares de meias. Muitas. Quantas mais, melhor.

Por isso, senhores jornalistas, comentadores e afins, se ficarem muito irritados com a oferta de meias, execrado presente de tias e avós pelo Natal, só não peço as enviem para este pouco humilde “blogger” porque, do modo como os vejo vestidos, não será preciso muita imaginação para concluir que as mesmas deverão ser bem horríveis, daquelas tipo “soquete” que deixam canela à vista e tudo. Mas pronto, senhores opinadores, se, por acaso, alguma vetusta tia ou avó se enganar e desconhecer o vosso proverbial mau gosto, oferecendo-lhes um belo par de meias de lã altas, já sabem para onde as deverão mandar,até porque, a juntar à vossa irritação com as meias em geral, ainda deverão achar especificamente estas como coisa de jarreta, que, para quem não sabe, era uma "liga" se lhe acrescentarmos o “eira”. Aqui, o “Gato Maltês” agradece!

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Natal em "lingerie"...

Convenhamos que Isabel Figueira, Andreia Rodrigues e Helena Coelho perdem aos pontos para Irina Sheik. Mau negócio para a Triumph, que não deveria competir no mesmo campo da Intimissimi dispondo de "armas" inferiores...

sábado, dezembro 26, 2009

Mensagens de Natal e Ano Novo

Se números sobre as audiências das mensagens de Natal e Ano Novo das várias personalidades públicas são medidos e disponibilizados pela audiometria, seria interessante avaliar- e é possível fazê-lo – qual a percentagem da audiência efectiva que conseguiu reter e é capaz de reproduzir a linha geral de alguma dessas comunicações ou recorda alguma das ideias nelas contidas.

O Natal 2009, o casamento homossexual e o activismo católico

As bandeiras com o Menino Jesus substituíram os pais natais trepadores neste Natal de 2009. Apesar de tudo, sempre acabam por denotar alguma pequena evolução no sentido do gosto. Mas, à parte essa evolução, não consigo deixar de pensar que a esta migração ostentatória da simbologia católica das procissões do campo para as janelas do centro privilegiado da cidade, da conversão e transferência da pregação católica anticomunista de antanho dos púlpitos e dos párocos das igrejas de província para a discussão actual sobre a "dissolução" da família e dos costumes nos fóruns de opinião mediáticos, revela uma crescente perda do seu carácter popular e rural em favor de uma igreja mais intelectualizada e de um activismo protagonizado preferencialmente pelas classes altas urbanas. Sinais dos tempos e de um Papa, talvez, mas também de que os católicos, qual pequeno partido radical marxista-leninista dos anos 60 (que ambos me desculpem a comparação), tendem a reduzir-se a um grupo cada vez mais minoritário na sociedade portuguesa, compensando essa tendência com um cada vez maior activismo, pureza ideológica e produção intelectual.

quinta-feira, dezembro 24, 2009

Natal 2009 (3)

J. S. Bach - Weihnachtsoratorium BWV 248 - Cantata I
Sibylla Rubens, soprano
Elisabeth Kulman, alto
Martin Petzold, tenor
Andreas Scheibner, baritono
Münchener Bach-Chor
Bach-Collegium München
Peter Schreier, conductor and Evangelist

quarta-feira, dezembro 23, 2009

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Bom Natal

Johann Sebastian Bach - "Christmas Oratorio" BWV 248 - Coro "Am ersten Weihnachtfeiertage"
Ton Koopman & Amsterdam Baroque Orchestra