
Chega esta altura do ano (o Natal é sempre a 25 de Dezembro e não quando um homem quiser) e é habitual ler e ouvir comentadores, opinadores e jornalistas referirem-se, com ar de enfado e indisfarçável desdém, a tias e avós que, invariavelmente, lhes oferecem meias. Ingratos! Eu – e desculpem-me a intimidade - que estrago meias a uma velocidade mais ou menos semelhante à de uma estrela cadente, sejam elas as excelentes “Pantherella” (as minhas favoritas) ou aquelas de seis euros das lojas “Pedemeia”, e já não contando entre o mundo dos vivos com tias que ainda me ofereçam presentes, peço sempre a todos os santinhos do céu e diabos do inferno que algum Pai Natal, com menos imaginação, me ofereça uns fantásticos pares de meias. Muitas. Quantas mais, melhor.
Por isso, senhores jornalistas, comentadores e afins, se ficarem muito irritados com a oferta de meias, execrado presente de tias e avós pelo Natal, só não peço as enviem para este pouco humilde “blogger” porque, do modo como os vejo vestidos, não será preciso muita imaginação para concluir que as mesmas deverão ser bem horríveis, daquelas tipo “soquete” que deixam canela à vista e tudo. Mas pronto, senhores opinadores, se, por acaso, alguma vetusta tia ou avó se enganar e desconhecer o vosso proverbial mau gosto, oferecendo-lhes um belo par de meias de lã altas, já sabem para onde as deverão mandar,até porque, a juntar à vossa irritação com as meias em geral, ainda deverão achar especificamente estas como coisa de jarreta, que, para quem não sabe, era uma "liga" se lhe acrescentarmos o “eira”. Aqui, o “Gato Maltês” agradece!