Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
quinta-feira, junho 16, 2011
O chefe de gabinete de Passos Coelho
quarta-feira, novembro 04, 2009
Um bom exemplo

Claro que nunca me passou pela cabeça, nem sequer nos meus mais surrealistas sonhos, optar por viajar em turística e, com a diferença de custo, quando ela existisse, fazer-me acompanhar por mulher, amiga ou amante: a obrigatoriedade tinha a ver com questões de representação, conveniência e facilidades colocadas à minha disposição pela minha entidade empregadora, normas que não me competiria nunca incumprir. No limite, quando me fazia acompanhar por colega de empresa que não tinha direito a voo em classe executiva, já dentro do avião perguntava a alguém do pessoal de cabina se poderia passar para turística por troca com um outro passageiro que não se importasse de fazer o “upgrade” para executiva (o que, como devem calcular, era fácil), o que me permitia viajar junto com esse colega, conversando e/ou trabalhando.
Penso que a obrigatoriedade dos deputados viajarem em executiva nas suas deslocações ao serviço da República se justificará, pelo menos na maioria das vezes, pelo que a deveriam cumprir. Sempre! Espanto-me que só agora (vá lá saber-se porquê?), e apenas por determinação expressa do Presidente da Assembleia da República, sejam os deputados forçados a agir de acordo com estipulado, não aproveitando para o desdobramento das viagens em benefício familiar ao bom estilo “compre um leve dois”. Esperemos que o bom exemplo de Jaime Gama frutifique, e a metodologia seja extensível aos outros serviços do Estado em que as viagens em classe executiva sejam a norma. E, já agora, que os bónus em milhas só possam ser utilizados por esses mesmos deputados nas suas viagens em trabalho político de representação parlamentar. Os deputados eleitos devem essa manifestação de respeito (no mínimo, essa) a quem os elegeu.
quarta-feira, abril 16, 2008
Os portugueses ainda esperam um gesto de Cavaco Silva
Não basta a Cavaco Silva usar a sua influência de bastidores para que o bom senso possa prevalecer no relacionamento entre o poder madeirense e a respectiva oposição e, principalmente, para colocar um limite à linguagem desabrida e carroceira do presidente do governo regional e ao seu desrespeito pelas instituições da democracia, pelo que se viu anteriormente aplaudida pela segunda figura do Estado, o presidente da Assembleia da República, o último que o deveria fazer. Eleito por mais de metade dos portugueses, em sufrágio directo e universal, e representando legitimamente todos eles, seria indispensável para estes, como exemplo, escutar uma palavra ou assistir a um gesto público do Presidente da República sobre o respeito e a ética que deve presidir ao relacionamento entre orgãos do Estado e o comportamento, ao nível da linguagem e dos actos, exigível a todos os seus representantes democraticamente eleitos. Está, pois, em dívida para com os portugueses.
PS. Gostei de ouvir Manuel Alegre pronunciar-se sobre o caso. Pena que não tenha tido a mesma atitude perante as declarações de Jaime Gama.