Nada como dormir sobre um assunto para, no dia seguinte, o podermos analisar com maior nitidez. Vamos então imaginar um negócio assim:
O passe do guarda-redes
Roberto Jimenez foi comprado ao Atlético de Madrid por um valor claramente acima do mercado e ainda englobado no negócio Simão Sabrosa, assim abatendo ao valor pago pelo Atlético pelo jogador do SLB. Tal "camuflagem" terá permitido ao SLB apresentar a aos seus accionistas, sócios e adeptos a venda de Simão como melhor negócio do que na realidade terá sido. Por alguma razão, também se falaram nos nomes de De Gea e Asenjo, ambos jogadores do Atlético. É possível que o empréstimo de Sálvio estivesse também envolvido no negócio.
Se tudo tivesse corrido bem com Roberto o assunto estaria arrumado e, depois das interrogações iniciais sobre o valor pago, no fim do dia ninguém questionaria o negócio.
Como não correu, JJ e LFV, pressionados, tiveram que "descobrir" uma solução que lhes permitisse salvar a face, e ela chegou pelas mãos (ou melhor, através do bolso) de Jorge Mendes. Como? Vejamos...
Um "grupo de investidores", com Jorge Mendes largamente maioritário mas onde o Atlético pode, eventualmente, estar também integrado, em posição secundária, compra a grande maioria do passe de Roberto Jimenez e coloca-o no Real Zaragoza, clube onde, atendendo ao passado, mais facilmente poderá valorizar-se. O restante, numa percentagem claramente inferior, saldará ou irá abater á dívida do SLB ao Real Zaragoza por via da contratação de Pablo Aimar.
Se, a prazo, Roberto se valorizar o suficiente para o tal grupo de investidores recuperar, no mínimo, o investimento efectuado, o assunto ficará provavelmente encerrado, e o SLB apenas terá de pagar a Jorge Mendes e parceiros os juros devidos por este seu empréstimo (no fundo, trata-se de um empréstimo de dinheiro ao SLB caucionado pelo passe do guarda-redes). Caso tal não aconteça, o SLB ressarcirá Jorge Mendes do valor recebido integrando tal pagamento numa transferência futura, quer pagando pelo passe de um ou mais jogadores um valor superior ao do mercado, quer através do pagamento de comissões mais elevadas dos que as habitualmente praticadas.
Digamos que "se non è vero è bene trovato", ou não será assim?