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quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Luís Figo em modo de "caça ao voto"

Na sua candidatura a presidente da FIFA, Luís Figo começou a sua despudorada caça ao voto, tentando captar o apoio das federações do terceiro-mundo. Se nos Mundiais, ao contrário do que acontece nos Europeus, alguns jogos são já um bocejo de desinteressantes, com ainda mais equipas e jogos do tipo Burkina Faso-Arábia Saudita ou Irão-Guatemala, imagino bem o que seria. Para além disso, quanto tempo estariam os principais jogadores - os que representam clubes europeus - afastados dos seus clubes, os que os contrataram e lhes pagam, arriscando-se a só poderem competir quando os respectivos campeonatos nacionais e pré-eliminatórias da Champions League e da Liga Europa estão já a decorrer ou já decorreram? Um disparate sem qualquer sentido, enfim...

Já agora, gostava de saber o que têm a dizer sobre o assunto os jornalistas e comentadores da "bola indígena", sempre tão rápidos e exprimir o seu patriotismo de pacotilha? Se a proposta viesse de Michel Platini ou Sepp Blatter, o que já se não teria ouvido e lido!

terça-feira, abril 29, 2014

A UEFA e Enzo Perez: os pontos nos ii

Desde que o sorteio ditou umas meia-finais SLB - Juventus, na Liga Europa, se sabia, dada a personalidade de Michel Platini e as suas ligações à equipa italiana, iríamos ter nos dois jogos árbitros "habilidosos", um pouco ao mau estilo in dubio pro "Juve". Não estou com isto a afirmar que nos arriscávamos a ter arbitragens "encomendadas", mas apenas que a vontade de "agradar ao chefe" poderia ser demasiado forte no momento das decisões. E o SLB sabia isso muito bem, pelo que devia ter tomado todas as precauções e alertado os seus jogadores em conformidade, evitando tanto quanto possível situações em que se pusesse "a jeito". De qualquer modo, se na dúvida Cüneit Çakir decidiu sempre a favor da Juventus, inclusivamente num lance para grande penalidade embora se possa dizer que Enzo Perez também "se fez" ao contacto, o que poderá ter induzido o árbitro em erro, ele e a sua equipa não terão, para bem do meu clube, visto a "altercação" entre Enzo e Chiellini, o que, a ter acontecido, poderia ter deixado desde logo o SLB a jogar em inferioridade numérica e sem poder contar com o jogador por, no mínimo, mais um jogo.

Tendo dito isto, devo também dizer que me restam poucas dúvidas sobre de onde terá partido a ideia da Juventus apresentar agora queixa do lance, e ainda menos dúvidas sobre qual será a decisão do Comité de Disciplina da UEFA, para quem o "fair play" é muitas vezes apenas quando e para quem convém. Mas também devo dizer, em abono da verdade e face àquilo que seria de esperar desde o sorteio, mas também em função do acontecido no tal lance da 1ª mão,  que o meu clube se deve queixar, em primeiro lugar e fundamentalmente, de si próprio, isto é, de se ter "posto a jeito" na tal acção do jogador argentino, acabando na altura por ter a sorte do seu lado. Espero, com pouca esperança, por um "milagre" que possibilite Enzo Perez possa jogar, mas, qualquer que seja a decisão e em função do que acima escrevo, ficam desde já a saber não poderão contar comigo para engrossar o coro dos Calimeros. Com Enzo ou sem Enzo, resta-nos pois uma única acção consequente: eliminar a Juventus e estar assim na final.

quarta-feira, setembro 16, 2009

A "nova versão" da Champions League

As modificações introduzidas na Champions League por Michel Platini, dando mais oportunidades aos “pequenos” em desfavor da “classe média”, digamos assim, numa versão “uefeira” da demagogia e do populismo eleitoral à portuguesa da “Pequenas e Médias Empresas”, apesar e uma ou outra rara surpresa que no futebol pode sempre acontecer, ameaçam tornar a fase de grupos numa sensaboria entediante, com quase tudo resolvido à partida. Quando as audiência começarem a sofrer e os patrocinadores a fugirem ou a pagarem menos, Platini terá de encarar de frente o falhanço e alguém pagará a factura. Os custos da demagogia eleitoralista são, neste caso, bem fáceis de avaliar.

quinta-feira, junho 11, 2009

Florentino e os seus jogadores amestrados

Florentino Perez prepara-se, mais uma vez, para transformar o Real Madrid numa “troupe” de circo, uma espécie de Harlem Globetrotters do futebol em que cada um mostra as suas habilidades em espectáculos de demonstração contra “sparring partners” contratados. Mais do que um treinador, irá precisar de um “régisseur” para dar a entrada aos artistas, assim ao género do senhor François França do Coliseu dos Recreios da minha infância.

Michel Platini, com o qual estou frequentemente em desacordo, já viu bem o problema e fez diagnóstico correcto, esperando eu tenha um dia a coragem e os apoios suficientes para prescrever a cura: mais cedo ou mais tarde (espero bem que mais cedo), a UEFA terá que estabelecer regras sérias e de alguma equidade para a transferência e salários dos jogadores, evitando não só que milionários excêntricos levem alguns clubes à bancarrota, como também que a indústria e espectáculo futebolísticos percam a actual capacidade de atracção e degenerem fruto de demasiados desequilíbrios e de alguma falta de credibilidade assim gerada.

Vivamente, aconselha-se à UEFA uma leitura dos regulamentos da NBA.