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quinta-feira, maio 28, 2015

O "escândalo" FIFA e o equilíbrio necessário

Uma coisa que é necessário dizer, talvez contra a corrente ou nem tanto assim: no meio deste enorme escândalo de corrupção, que é assim uma coisa a modos que tipo segredo de polichinelo, rabo escondido com o resto do gato todo de fora, a FIFA fez nos últimos anos muito pelo futebol. Pela sua difusão e popularização a nível mundial, pela crescente profissionalização no modo como é gerido, na enorme melhoria das infraestruturas um pouco por todo o mundo, principalmente fora da Europa. Muito, claro, graças ao financiamento proporcionado pelos patrocinadores que a transformação da futebol em espectáculo mediático trouxe para a indústria, mas tê-lo conseguido foi também coisa a que os méritos da FIFA não terão sido alheios. Incluídos no pacote, como demasiadas vezes é habitual, vieram também a corrupção, o nepotismo, a prepotência e a impunidade de que se achavam possuídos os seus dirigentes. Desenvolvimento e corrupção foram pois, como tantas vezes acontece, duas faces de uma mesma moeda. Mas também convém dizer, agora, na hora em que é fácil "entrar às pernas e de carrinho", que "bater na FIFA", tantas vezes (como agora se vê) com razão mas muitas também sem ela, se tornou numa espécie de desporto por parte de uma comunicação social maioritariamente ignorante e mal preparada, sempre pronta para mais umas vergastadas nos "ricos e poderosos". Algum equilíbrio de julgamento é sempre bom conselheiro em horas como esta.

Nota Final: claro que não resta a Blatter outro caminho que não o da demissão.

quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Luís Figo em modo de "caça ao voto"

Na sua candidatura a presidente da FIFA, Luís Figo começou a sua despudorada caça ao voto, tentando captar o apoio das federações do terceiro-mundo. Se nos Mundiais, ao contrário do que acontece nos Europeus, alguns jogos são já um bocejo de desinteressantes, com ainda mais equipas e jogos do tipo Burkina Faso-Arábia Saudita ou Irão-Guatemala, imagino bem o que seria. Para além disso, quanto tempo estariam os principais jogadores - os que representam clubes europeus - afastados dos seus clubes, os que os contrataram e lhes pagam, arriscando-se a só poderem competir quando os respectivos campeonatos nacionais e pré-eliminatórias da Champions League e da Liga Europa estão já a decorrer ou já decorreram? Um disparate sem qualquer sentido, enfim...

Já agora, gostava de saber o que têm a dizer sobre o assunto os jornalistas e comentadores da "bola indígena", sempre tão rápidos e exprimir o seu patriotismo de pacotilha? Se a proposta viesse de Michel Platini ou Sepp Blatter, o que já se não teria ouvido e lido!