Mostrar mensagens com a etiqueta Liedson. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Liedson. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, janeiro 17, 2013

O FCP, Liedson e o poder

O que pretende o FCP ao contratar em catadupa jogadores do Sporting Clube de Portugal? Moutinho, num negócio ruinoso para o SCP em termos de "brand equity", é, em certa medida, mas não totalmente, um caso à parte, pois encontrava-se em plena posse das suas capacidades técnicas, físicas e atléticas, embora em sub-rendimento por litígio com o seu clube de então. Mas Izmaylov, um caso clínico, e Liedson, no ocaso da sua carreira? Pura e simplesmente, pelo menos no curto-prazo e até se avaliar do verdadeiro rendimento dos jogadores, afirmar o seu poder enquanto clube, ao ponto de conseguir contratar jogadores e ex-jogadores emblemáticos e históricos de um "grande", tradicionalmente rival. Tal significa, utilizando o jargão dos negócios, que vai reforçando a sua "brand equity", ao mesmo tempo que vai minando e destruindo a do ex-rival (acho posso usar o termo). Como estratégia de poder, devo dizer tiro o meu chapéu, embora tal me custe. 

Não sei se a direcção e os adeptos do clube de Alvalade já entenderam o que está em jogo ou se estão à espera do choque de, um dia destes, verem Rui Patrício seguir o mesmo caminho. Será tarde, se é que já não o é.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Liedson

A venda do passe de Liedson terá sido certamente um bom negócio do ponto de vista financeiro: o jogador está no ocaso da carreira, mostra-se menos eficaz e queria voltar ao Brasil. Mas, embora de modo menos evidente ao acontecido quando da venda do passe de João Moutinho a um rival (será mesmo???), é mais uma vez um mau negócio se considerarmos a “brand equity” do clube e da marca SCP; da imagem, valores e capacidade de atracção que um clube que vai paulatinamente vendendo os seus símbolos e se mostra incapaz de contratar jogadores medianos como Kléber e Djalma projecta interna e externamente, anunciando “urbi et orbi” não contem com ele para grandes ou pequenos feitos.

No fundo, espero ao passar pelo estádio do meu velho rival não dar de caras com uma faixa anunciando: “Saldos: liquidação total por mudança de ramo”.

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Carvalhal e Liedson (mas também Moutinho)

Digo eu – que gosto de dizer coisas – que o SCP tem dois jogadores que, por provas dadas ao longo de várias épocas, possuem qualidades e categoria futebolística acima da mediania: João Moutinho e Liedson. Isto, apesar das promessas de um Miguel Veloso, até agora mais desejos da imprensa desportiva e da direcção financeira do clube do que realidades de “jogo jogado”.

Tendo dito isto, seria inteligente e mandariam o bom senso e as regras da boa gestão que Carlos Carvalhal, chegado ao clube, tentasse definir os princípios e construísse o modelo e sistema de jogo da equipa com base nestes dois jogadores, potenciando as suas qualidades e disfarçando o melhor que pudesse os seus pontos mais fracos, que todos os têm. Até porque, num caso pela sua idade (Liedson) e noutro pelas suas características (Moutinho), são ambos jogadores que não se antevê possam vir a abandonar o clube no curto prazo.

Carvalhal, ao arrepio do que acima afirmei, parece ter decidido de modo diverso e antagónico, atirando o pobre Liedson às feras no circo da área e colocando Moutinho quase como um segundo “pivot” defensivo. O resultado está já à vista: Liedson, que mesmo quando não marca chateia que se farta a defesa adversária (basta ter visto os últimos jogos da selecção e o jogo contra o SLB para o comprovar) já entrou em rota de colisão com o treinador. Como benfiquista, agradeço a Carvalhal, em época natalícia, a graça concedida. A ambos, Liedson e Moutinho, passo a informar que, caso queiram, o meu clube terá sempre à sua espera um lugar à medida dos seus desejos, perfis e ambições: no primeiro caso, ao lado de Cardozo, como opção a Saviola; no segundo, alternando com Aimar. É só quererem.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Liedson na selecção portuguesa?

aqui afirmei que existem basicamente duas condições para jogadores que não tenham tido sempre a nacionalidade portuguesa representarem a selecção nacional de futebol: uma objectiva ( que legalmente o possam fazer) e outra subjectiva, que a FPF o entenda em função dos valores que devem nortear a selecção e a sua identificação com o público apoiante. Poderá Liedson integrar ambas as condições? No que diz respeito à questão legal penso nada poderá obstar logo que as condições nesse sentido estejam preenchidas. Quanto à restante...

Liedson tem 31 anos (está na fase final da sua carreira, portanto) e chegou a Portugal já não adolescente – ao contrário de Deco e Pepe -, mas homem e jogador feito, com 26 anos. Tem, neste momento, 31 anos e apenas será cidadão português penso que daqui a alguns meses. A questão que se coloca é a seguinte: valerá a pena proceder à integração de um homem e jogador nestas condições arriscando, eventualmente, numa fase de divórcio ou pelo menos de afastamento evidente entre público e selecção, um enfraquecimento dos laços internos e com o exterior, com o público apoiante? Por muito que possa reconhecer valor ao jogador – e reconheço – e por muito que as dificuldades de preenchimento do lugar de “ponta de lança” sejam evidentes, tendo em atenção o que acima afirmei penso a resposta só pode ser negativa e, neste caso, bem compreendo as hesitações de Queiroz.