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terça-feira, novembro 01, 2011

Correia de Campos e o possível voto "contra"


Com toda a admiração que tenho por Correia de Campos (aqui o defendi, e à sua actuação, enquanto Ministro da Saúde do primeiro governo de José Sócrates), o PS não se pode tornar porta-voz político e partidário de quaisquer corporações, por muita razão que lhes assista - e, no caso da restauração, até nem acho seja esse o caso - ou por muitos votos que essa atitude possa angariar. Se o PS e Correia de Campos decidirem votar ou pugnar pelo voto "contra" o Orçamento de Estado de 2012 - e têm muitas razões para tal - devem fazê-lo tendo por base uma oposição global à política de "empobrecimento" (Pedro Passos Coelho, dixit) que ele (O.E.) consubstancia, bem como às dúvidas que o corte salarial dos funcionários públicos lança sobre o futuro papel do Estado e sobre a possibilidade de uma sua qualquer reestruturação feita "com pés e cabeça". Caso contrário, ficará prisioneiro dessas mesmas corporações e, no futuro, arrisca-se a provar-lhe o veneno. Nada que Correia de Campos já não tenha experimentado, daí a minha estranheza.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

O PSD e a inexistente ministra da saúde

Segundo o “Público” on-line, “a deputada do PSD Regina Bastos defendeu hoje que a ministra da Saúde, Ana Jorge, "não tem a força política que o lugar exige", denominando-a de "uma simpática mas inexistente sucessora" de Correia de Campos. No dia 12 de Novembro outro deputado do PSD, Carlos Miranda, afirmou que "a ministra da Saúde não tem mais condições de tutelar o ministério", depois de Ana Jorge ter manifestado desconhecer o valor da dívida do sector.”
Manifesto desde já o meu total acordo e não retiro nem acrescento uma vírgula ao que acima se transcreve. Mas ocorre-me perguntar: não foi a colaboração do PSD, em manifestações ao estilo “Maria da Fonte” (uma revolta reaccionária e de cariz populista, para os que não sabem ou andam distraídos porque lhes não convém) ocorridas um pouco por esse país fora, que levou à queda do mais competente ministro da saúde, Correia de Campos, dos últimos (muitos) anos? Alguém que tinha a “efectiva força política que o lugar exige”

domingo, abril 06, 2008

Ana Jorge e a comunicação das políticas de saúde

Na sua entrevista de hoje à TSF, a ministra da saúde, Ana Jorge, voltou a insistir na velha e relha questão de que as reformas tentativamente levadas a efeito pelo ministro Correia de Campos, seu antecessor, seriam boas reformas mal comunicadas, sendo esse efectivamente o problema que teria originado os “levantamentos” populares. Trata-se de uma falácia, na qual espero a própria Ana Jorge não acredite, pois isso seria concluir que domina mal, ou não domina, o que efectivamente se passa com a política do ministério que é agora o seu.
Trata-se, na realidade – e independentemente de problemas pontuais, aqui e ali, na sua execução - de uma política correcta, que iria beneficiar os cidadãos em termos da elevação dos seus níveis de saúde e bem estar e, aqui é que bate o ponto, comunicada de modo suficientemente eficaz para ser entendida pelos cidadãos interessados. Aliás, foi exactamente por a terem entendido que estes se “revoltaram”, pois, na sua maioria, os seus interesses imediatos passam mais por terem uma pseudo - urgência onde possam recorrer quando têm uma dor de cabeça fora de horas, num local onde também seja possível, junto de alguém, minorar a sua solidão ou chamar a atenção sobre a sua tristeza fruto de uma vida sem sentido, do que por um local onde se prestem reais e efectivos cuidados de saúde.

Nada de novo ao cimo da Terra, portanto: cento e cinquenta anos antes tinham-se revoltado contra o fim dos enterros nas igrejas, pois preferiam Deus a uma melhoria das condições de saúde pública.