Ao declarar-se pronto a receber ex-prisioneiros de Guantanamo, o governo português está a enviar algumas mensagens subliminares. Em primeiro lugar a manifestar, explicitamente e por contraste para com George W. Bush, o seu apoio ao presidente eleito dos USA, Barack Obama, especificamente na sua atitude perante este caso, pelo seu simbolismo, mas, por isso mesmo – por esse seu valor simbólico - a ele não o limitando. Em segundo lugar a tentar “marcar um território seu” no que aos direitos humanos diz respeito. Em terceiro lugar a tentar limpar a sua imagem, “chamuscada”, perante o caso dos voos da CIA. Por último, a tentar marcar uma diferença de atitude, face ao governo Barroso, em relação à guerra do Iraque, pese embora a posição oficial do PS e a de Luís Amado em particular nunca tenham sido muito claras. Por tudo isto, não fazia qualquer sentido contactasse e ouvisse a oposição. Ferreira Leite entendeu o alcance das declarações de Luís Amado e reagiu tentando apanhar o combóio em andamento. Conclusão: Luís Amado, 1 – Ferreira Leite, 0.