Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
terça-feira, maio 20, 2014
Ferreira Leite
quarta-feira, abril 18, 2012
O sonho de Ferreira Leite...
sexta-feira, novembro 05, 2010
O perfil de Ferreira Leite
sábado, maio 15, 2010
JPP e os "avisos" de Cavaco Silva e Ferreira Leite
José Pacheco Pereira brada hoje em artigo no “Público” que Cavaco Silva e Ferreira Leite tinham alertado em tempo devido para o “desastre” (sic) actual. Bom, deixemos por agora Cavaco Silva que foi o iniciador do modelo de desenvolvimento que nos conduziu ao actual estado de coisas e que governos seguintes não tiveram coragem política para inflectir. Deixemos também de lado o facto de o Presidente da República ter andado a entreter o país com pseudo-escutas, em vez de focar a sua atenção no essencial, e centremo-nos em Ferreira Leite. A pergunta é: se Ferreira Leite preveniu o país a tempo - e não deixa de ser verdade que lançou alguns avisos - porque continuou a fazer da “verdade” e da “asfixia democrática”, da criação de um clima de crispação que impossibilitava os necessários entendimentos entre PS e PSD o verdadeiro foco da sua acção política em vez de a centrar nas questões candentes de natureza económica e financeira? Porque, como no caso dos professores – mas não só -, apoiou soluções que contribuíam para um efectivo agravamento da despesa pública? Porque afastou assim do PSD, com este tipo de comportamentos e com um conservadorismo ultramontano, muitos cidadãos e eleitores que, de outro modo e como provam as sondagens actuais, se poderiam rever no partido se este assumisse outro tipo de opções? E, já agora, porque deu Cavaco Silva, de facto e contrariando algumas das suas proclamações apelando ao consenso, aval a estes procedimentos do seu partido de origem em vez de o incentivar na procura de outro tipo de soluções? A resposta é só uma, o que no caso de Ferreira Leite e Cavaco Silva peca por não constituir novidade: menoridade e incapacidade políticas da parte de quem sempre viu na política um “fardo” e não uma actividade nobre e gratificante.
quarta-feira, abril 28, 2010
Três notas sobre a crise (entre ontem e hoje)
- Indiscutível a responsabilidade governamental sobre o agudizar da crise: porque o governo existe para governar e porque, enquanto tal, se tem eximido a fazê-lo desde que tomou posse, revelando pusilanimidade em algumas situações-chave (professores, por exemplo) e visíveis hesitações em outras (PEC e orçamento). Mas também indiscutíveis responsabilidades do PSD de Ferreira Leite/Pacheco Pereira ao ter resolvido centrar a sua acção em questões morais e de carácter, contribuindo, assim, para a menorização das questões de natureza política e sua substituição pelos ódios e inimizades pessoais e, por consequência, para criação de um ambiente geral de crispação que envenenou todo o debate político e a sociedade em geral e inviabilizou qualquer espírito de cooperação entre governo e oposição,
- José Sócrates tem perante si uma escolha: justa ou injustamente, ficar para a História como o primeiro-ministro que conduziu o país para uma das mais graves crises da sua história recente ou como o homem que, perante dificuldades extremas, soube assumir a condição de estadista e, por muito duras que estas possam vir a revelar-se e sem renegar a sua família política, tomou as medidas necessárias para sair da crise de forma sustentada. Não existe uma terceira via.
- Quando se exigia algum bom-senso e contenção nas declarações públicas (o que não exclui que se fale claro), Luís Campos e Cunha resolveu, do alto da sua reconhecida e indiscutível competência académica e curricular, espalhar mais uma dose do seu conhecido niilismo militante, afirmando que Portugal pode chegar a uma situação idêntica à da Grécia e que a cooperação proposta por Passos Coelho e a sua reunião de hoje com o primeiro-ministro já viriam tarde. Nem Medina Carreira ousou ir tão longe! O próprio Eduardo Catroga, ex-ministro do governo de Cavaco Silva, foi bem mais positivo nas suas declarações, felizmente. É de lamentar que alguém com o prestígio e competência de Campos e Cunha mostre tão pouca sensibilidade política e se deixe conduzir para campos que muitos tenderão a identificar como de puro ressabiamento pessoal.
sexta-feira, dezembro 04, 2009
O actual PSD m-l e o seu radicalismo de raiz pequeno-burguesa
Mas atenção: não se trata, pelo menos nos dias de hoje, de um genuíno “ódio de classe”, à boa maneira bolchevique da “classe contra classe”, “proletariado vs burguesia”. Nada disso e, apetece-me quase dizer, antes assim fosse: basta verificar a perda de influência do PCP nos meios industriais e operários, fruto da terceirização da organização do trabalho e da sociedade, para entendermos que não é isso que está em causa. Do que estamos em presença é, isso sim, de um radicalismo pequeno-burguês de cariz reaccionário, com características que podemos encontrar na génese dos movimentos nazi-fascistas dos anos 20 e 30 do século passado. E, curiosamente, é no PSD, neste PSD m-l de Pacheco Pereira e Ferreira Leite (a ordem dos nomes não é arbitrária), no PSD que já foi o de um “cavaquismo” gerador de uma cultura nova-rica que criou, tantas e tantas vezes, “ricos e poderosos” de última-hora e nas margens da ética, quando não mesmo da lei, que vamos encontrar uma tentativa de representação, a nível partidário, desse radicalismo de projecção totalitária. Arvorando a “verdade” e a “moral” como programa político, fazendo da tentativa de atropelo às mais elementares normas do Estado de Direito regra de actuação, falando no parlamento na “figura jurídica do crime de perigo... e do pré-crime”, é aí que o PSD se está a colocar a nível de representação política; é essa – digo eu – a verdadeira “deriva conservadora” de que fala a sua ex-dirigente Paula Teixeira da Cruz.
Nada de demasiado novo ao cimo da terra, apetece-me dizer. Esta pulsão reaccionária, radical à direita, pequeno-burguesa, tão visível, entre Sá Carneiro e Cavaco Silva, no tradicional culto do chefe providencial e no anseio sebastianista de um novo e regenerador do partido, sempre fez parte integrante do PSD. Talvez seja oportuno também recordar que foi, em parte, devido a esse radicalismo autoritário, no caso protagonizado por Sá Carneiro, que ficámos a “dever” a ascensão de Vasco Gonçalves a primeiro-ministro, quando daquilo que ficou para a História conhecido como “golpe” Palma Carlos – ou da Manutenção Militar. A política “centrista” do PS de José Sócrates, a crise financeira mundial e o subsequente desespero pela perspectiva de anos na oposição nada mais fizeram do que abrir caminho para que essa pulsão se pudesse tornar hegemónica. Curiosamente, agora que, em maioria apenas relativa, tanto PS e governo precisavam de um PSD diferente daquele que, embora indirectamente, “ajudaram” a construir.
quinta-feira, outubro 08, 2009
Da "linha justa" ou o PSD (m-l)
Depois da lógica “purgatória” que presidiu à composição das listas eleitorais (apesar de tudo, algo ainda compreensível) e da argumentação explicativa vinda dos comentadores ligados ao PSD e a Belém sobre o caso Fernando Lima, ambas a fazer lembrar velhas práticas e análises justificativas semelhantes sobre a actuação do comité Central do PCUS ou do PCC nos tempos de antanho, começam a ser muitas coincidências. Demasiadas, não é assim José Pacheco Pereira?
segunda-feira, agosto 10, 2009
Os candidatos arguidos - república de cidadãos ou de juízes?
Independentemente de achar inconstitucional e anti-democrático limitar por lei os direitos políticos de quem ainda não foi condenado com trânsito em julgado da respectiva sentença – tal como já aqui afirmei - penso ser muito melhor assim, remetendo para os cidadãos, através do voto, o julgamento e avaliação do trabalho de quem se propõe representá-los. É que esses mesmos cidadãos podem sempre dizer que não, e escolher outros, e essa - a liberdade de escolha e a responsabilização dos eleitores - constitui a verdadeira essência da democracia.
sábado, julho 25, 2009
O PS e o "programa" eleitoral do PSD
O problema para o PS é que a importância dos programas e medidas eleitorais me parece estar longe de ser decisivo na futura escolha dos eleitores. Tal como no já longínquo ano de 1995 em que os eleitores terão escolhido na base de um “slogan” (“Razão e Coração”) que contrapunha, como metodologia de governo mais do que como programa político, o “humanismo” e o “diálogo” a um perfil considerado demasiado “autoritário” e “tecnocrático” do governo de Cavaco Silva, do qual visivelmente estavam fartos e cujos métodos se propunham rejeitar, isto é, escolheram, mais do que um programa, uma filosofia de governo e um perfil de primeiro-ministro, algo de semelhante pode vir a estar na base da escolha de Setembro, podendo os portugueses optar não em função da “política” (ou das “políticas”), mas por quem apresente uma proposta na área da “seriedade”, do “rigor”, da “honestidade”, dos “princípios”, de um certo “low profile” anunciado, fartos de algumas confusões, negócios nem sempre claros, atitudes “clownescas” e perfil tido como demasiado propagandístico do actual governo. Esta é também a plataforma que mais convém a Ferreira Leite que, longe de trazer consigo um passado político de êxitos governativos (antes pelo contrário), pode reclamar, isso sim, um perfil pessoal de “confiança”.
Este é, verdadeiramente, o actual drama do PS e o PSD já o terá compreendido, adiando o mais que pode a apresentação do seu manifesto eleitoral e preparando-se para o fazer em torno destes valores mais do que por via de propostas governativas demasiado específicas e/ou pormenorizadas, o que também o faria concorrer no mercado já um pouco desacreditado das "promessas eleitorais".
Uma tarefa bem complicada, terá José Sócrates pela frente.
quinta-feira, maio 21, 2009
Ferreira Leite e Américo Tomás: descubra as diferenças...
- "Quando comecei a fazer política ainda estávamos na base dos comícios... Devo dizer que se tivesse que fazer se neste momento algum comício seria a maior das violências que me poderiam pedir. Acho que o jeito que eu tinha para fazer um comício era nulo. Graças a Deus que passou a era dos comícios", observou."Ainda há alguns, mas vamos ver se nos escapamos deles".
- "Não tenho pena de não ter assessores do Obama porque tenho aqui pessoas e muito mais-valia do que isso. E porque também estou convencida de que não são os assessores que resolvem nada". "É impossível haver algum grupo de assessores que transforme o Sócrates em Obama", acrescentou.
- "Eu, por exemplo, estou absolutamente convencida de que os cartazes nunca conseguem um voto, mas provavelmente perder-se-iam milhares de votos se não houvesse os cartazes. Aí todos somos subjugados e lá pomos os cartazes."
- "Comemora-se em todo o país uma promulgação do despacho número Cem da Marinha Mercante Portuguesa, a que foi dado esse número não por acaso mas porque ele vem na sequência de outros noventa e nove anteriores promulgados....»"
- "É uma terra [Manteigas]bem interessante, porque estando numa cova está a mais de 700 metros de altitude..."
- "A minha boa vontade não tem felizmente limites. Só uma coisa não poderei fazer: o impossível. E tenho verdadeiramente pena de ele não estar ao meu alcance."
- "Eu prolongo no tempo esse anseio de V.Ex.ª e permito-me dizer que o meu anseio é maior ainda. Ele consiste em que, mesmo para além da morte, nós possamos viver eternamente na terra portuguesa, porque se nós, para além da morte vivermos sempre sobre a terra portuguesa, isso significa que portugal será eterno, como eterno é o sono da morte."
- "Neste almoço ouvi vários discursos, que o Governador Civil intitulou de simples brindes. Peço desculpa, mas foram autênticos discursos."
sexta-feira, maio 08, 2009
Financiamento partidário: Seguro, Ferreira Leite, a moral e as virtudes pátrias
Vem isto a propósito da posição assumida por António José Seguro na votação da AR sobre a alteração da lei do financiamento partidário. Digo, desde já, que, independentemente da minha posição pessoal sobre o conteúdo da lei, considero o timing de alteração desastroso do ponto de vista político – e não será necessário explicar os porquês. Acrescento ainda que, como posição de princípio, sou favorável ao financiamento dos partidos com dinheiros públicos (a democracia é um bem que custa dinheiro e é bom que os portugueses tenham disso noção e de que não há almoços grátis), mas também não vejo qual a razão para que esse financiamento público não possa – e deva – ser complementado com financiamentos privados, desde que comprovados documentalmente e com listagem de dadores e montantes divulgada publicamente; desde o “camarada” metalúrgico ou professor que contribuiu com um euro para o PCP, até ao industrial que financiou em milhões a campanha do PS, PSD ou CDS. Numa democracia, com escrutínio público dos actos dos eleitos, se este industrial vier a ser posteriormente beneficiado, de modo ilícito, todos saberemos os porquês e a sociedade terá meios para o evitar e penalizar politicamente quem assim possa ter agido. Também na sociedade actual da internet, em que só o café e o jornal se pagam em “dinheiro vivo” e temos de pedir desculpa se queremos pagar em dinheiro no supermercado, em que compramos as nossas viagens e pagamos as nossas despesas sem sair de casa ou sentados à frente do computador no banco do jardim, em que quase só entramos na nossa dependência bancária para cumprimentar o gestor de conta, não vejo qualquer razão (honesta, entenda-se) para tanto frenesi na modificação da lei.
No entanto... No entanto, apesar de tudo o que acima digo e estando perante um assunto que facilmente se presta a todos os populismos e demagogia anti-partidos (leia-se: anti-democracia), a todos os moralismos de pacotilha, não deixo de confessar ter sentido algum desconforto com a posição assumida por António José Seguro, que me pareceu mais ditada por um oportunismo de momento, por ter visto aí a sua “oportunidade de negócio”, os cinco minutos de fama de alguém que tem aspirações de futuro, do que por uma sentida e consequente razão política de fundo. Poderei, eventualmente, estar a ser injusto para com Seguro; mas pareceu-me ver no voto contra de quem não tem por hábito divergir significativamente das posições oficiais do partido uma tentativa de cavalgar a previsível onda popular, de se arvorar em reserva moral da nação, em espelho do que deveriam ser as virtudes pátrias. E de pátria e de virtudes, desculpem, mas já tivemos dose suficiente.
Nota final: Manuela Ferreira Leite diz estar disponível para alterar a lei agora aprovada desde que se verifique “esta possa ter efeitos perversos”. Assim sendo, não se entende muito bem porque não exerceu a sua influência, enquanto presidente do PSD, para que o grupo parlamentar do seu partido votasse de modo diverso e apenas agora, a posteriori, a reboque do “povo da SIC” e tentando atrelar-se a um previsível veto do Presidente da República, venha tomar uma posição crítica, ela própria, deste modo, “perversa”.
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
AS PMEs, as quotas e Manuela Ferreira Leite
A primeira dificuldade é: como definir PMEs? Em função do volume de negócios? Do número de trabalhadores? Poderia parecer um bom princípio, mas... é suficiente? De ambos e, simultaneamente, não integrarem grandes grupos económicos? “Idem” e por serem empresas maioritariamente de capital nacional? Por serem empresas familiares? Uma história ridícula e que revela essa dificuldade: trabalhei na subsidiária portuguesa de uma multinacional líder no seu sector de actividade que recebeu financiamentos do PEDIP por ser considerada, em Portugal, uma PME!
Segunda dificuldade: uma vez ajustada a definição, é o sector homogéneo? Claro que não. Como aqui afirmei, coexistem pequenas empresas familiares, de gestão incipiente, produzindo bens de baixo valor acrescentado, sem trabalho qualificado, condenadas a prazo e empresas tecnológicas de gestão eficiente e altamente qualificada, capital intensivas, pertencentes a grandes grupos económicos ou a sectores emergentes, de enorme potencial futuro. Da economia do conhecimento. De multinacionais. Altamente competitivas em mercados exigentes. Respeitadoras do ambiente e sustentáveis. Misturar “alhos com bugalhos” só poderá levar ao descalabro e a falta de rigor nunca foi boa conselheira.
Tendo dito isto... Devem ser apoiadas de igual modo? Mesmo tendo em conta a necessidade de manter o emprego, no curto prazo, a níveis razoáveis, a resposta só pode ser uma: claro que não. Caso contrário estaríamos a financiar a ineficiência, o desperdício, a falta de qualidade e a má gestão, o passado e não o futuro. Isto é, a desperdiçar o dinheiro de todos nós, contribuintes, em projectos inviáveis.
Uma provocação em relação à questão das quotas sugeridas pelo PSD: se um ministério quiser encomendar uma campanha de publicidade deve fazê-lo a uma dessas pequenas agências de “amigos”, muitas vezes constituídas apenas para esse projecto, ou a uma outra, profissional, pertencente a um grande grupo de comunicação? E se uma autarquia quiser montar ou restruturar a sua rede informática? A quem é competente, assegura um serviço de qualidade, ou a uma pequena empresa amadora, de alguém relacionado com o presidente da câmara local?
sexta-feira, dezembro 12, 2008
Pacheco Pereira e os "trabalhos de Hércules" de Manuela Ferreira Leite
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Os prisioneiros de Guantanamo; Luís Amado e a oposição
quarta-feira, novembro 19, 2008
Uma afirmação à taxista!
Mais grave, bem mais grave do que a talvez ironia de ontem no almoço da Câmara de Comércio Luso-Americana, foram estas afirmações “à motorista de táxi” que põe em causa a verdadeira essência do estado democrático e passaram quase despercebidas: “enquanto o sistema jurídico não for eficaz, o polícia está transformado num palhaço, porque prende um indivíduo e meia hora mais tarde está na rua.” Ou seja, adeus independência do poder judicial, um dos pilares fundamentais do estado de direito. Para Manuela Ferreira Leite, a função desse sistema judicial será, isso sim, apenas caucionar as decisões previamente tomadas pelas polícias. É o reino do arbítrio, o estado policial em todo o seu esplendor. Pena não ter sido confrontada!
Sarah Palin vs Ferreira Leite

No "Bicho Carpinteiro", Joana Amaral Dias assinala algumas semelhanças entre Sarah Palin e Manuela Ferreira Leite. Veja aqui e agora as diferenças!terça-feira, novembro 18, 2008
"Mio Dio, come sono caduta in basso!"
Se as declarações de Manuela Ferreira Leite sobre a democracia ou a respectiva ausência não foram objecto de uma interpretação errónea, nada mais tenho a acrescentar ao que muitos vão dizer sobre as suas convicções democráticas. Ou melhor, a ausência delas. Abstenho-me, por isso, de contribuir para o aumento do ruído.
Se, de facto, o PSD tem razão e foram mal interpretadas, Ferreira Leite demonstra uma vez mais, e de forma recorrente, a inabilidade para exprimir as suas ideias em público, reforçando apenas a convicção daqueles que, como eu, sempre pensaram que estamos na presença de alguém honesto mas politicamente medíocre, sem qualquer sucesso, do qual se possa minimamente orgulhar, obtido durante as suas passagens pelos governos que integrou.
segunda-feira, novembro 10, 2008
A ilusão "cavaquista"...
Afinal, depois de despido do seu manto, o rei vai nu? Não ousarei chegar a tal ponto, mas já nada mais o cobre do que um véu diáfano de ilusão.
terça-feira, novembro 04, 2008
Pacheco Pereira e o tratamento mediático da entrevista de Ferreira Leite: o rabo a abanar o cão?
sexta-feira, outubro 03, 2008
Ainda o PSD e o Kosovo
Claro que para conhecer a opinião do Presidente da República sobre a questão do Kosovo, mais a mais tendo em atenção o cordial relacionamento de longa data entre ambos, bastaria a Manuela Ferreira Leite ter falado ao telefone com Cavaco Silva. Mas ao optar por solicitar uma audiência formal, a líder do PSD quis acima de tudo enviar ao partido e ao país sinais inequívocos de que, primeiro, a posição que iria propor ao partido teria o acordo e seria a mesma que a do PR, segundo, que o PSD, numa altura em que se fala abertamente de uma relação mais crispada ou menos consensual entre o governo e Cavaco Silva, continuaria a ser ainda o partido “natural” do PR, situação mais reforçada com a eleição de Ferreira Leite e o momento, aparentemente, mais turbulento do relacionamento entre São Bento e Belém. Mas como tudo tem também sempre um reverso, será que assim Ferreira Leite consolida a sua imagem de líder forte e com ideias próprias ou está apenas a tentar remeter para Cavaco a imagem incómoda de efectivo líder da oposição?