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quarta-feira, julho 01, 2015

Sub-21: a Suécia foi melhor. Ponto!

Ora vamos lá deixar-nos de tretas e "patrioteirismos" ao estilo "Rui Jorge geriu mal o jogo", "não fez as substituições correctas", "escolheu mal os marcadores de penalties" ou, pior, "perdemos mas fomos a melhor equipa". Nada disto é verdade, já que a partir dos 20/30' se percebeu que só um lance esporádico, um ressalto, um erro "de palmatória" do adversário podia dar a vitória à selecção portuguesa. Bernardo já não tinha "pique" para sair nos "dribles", William "andava aos papéis" no meio-campo, Sérgio Oliveira era como sempre "certinho" mas sem intensidade (e ele já de si não faz da intensidade de jogo uma das suas qualidades), deixou de haver discernimento nas combinações e a Suécia passou a estar sempre mais perto do golo. Por alguma razão Paulo Oliveira foi, em minha opinião, o melhor português no jogo de ontem, "safando", à sua conta, dois ou três golos quase feitos.

Os "penalties" falhados foram apenas a consequência de uma equipa que chegou à final em "surmenage" - talvez porque teve sempre de jogar mais perto dos seus limites nos confrontos anteriores - e, penso, depois de ter visto o jogo, ninguém acreditaria que a super desgastada e pouco eficaz selecção portuguesa fosse capaz de se superiorizar à Suécia num desempate em que a técnica de remate, a frescura física e a capacidade de concentração, estas duas últimas normalmente associadas, ditam leis. 

Não existem melhores equipas em abstracto e, ontem, a Suécia foi melhor e soube (ou conseguiu) aparecer em pleno no jogo decisivo. Ponto.

terça-feira, junho 30, 2015

Sobre a final dos sub-21

Independentemente do resultado de logo à noite da selecção portuguesa sub-21 anos, espero não se criem novos mitos no futebol português, como a "geração de ouro" e outros que tais. Ganhar será sempre bom, mas isso não garante estarmos na presença de embriões de grandes jogadores, muito menos assegura o tal futuro radioso para a selecção sénior.

Eu sei que existe um "gap" entre a selecções sub-20 e sub-21, sendo esta constituída maioritariamente por jogadores já com 22 e 23 anos (nascidos a partir de Janeiro de 1992), futebolisticamente bem mais "maduros" e portanto com menos hipóteses de uma avaliação incorrecta do seu potencial. Mas como exemplo lembro que da selecção campeã de sub-20 em 91 (Lisboa) apenas quatro dos jogadores titulares na final fizeram carreiras de alto nível (Figo, Rui Costa, J. V. Pinto e Jorge Costa - Nelson, Peixe e Rui Bento ficaram-se pelo "assim-assim") e se recuarmos a 1989 (Riade), o grupo restringe-se a J. V. Pinto (repetente em Lisboa). Os restantes nunca passaram da mediania, com excepção de Paulo Sousa que era suplente, jogava a extremo-direito e acabou por fazer a sua carreira como "pivot" defensivo.

Cuidado, pois, com a falta de rigor e os entusiasmos excessivos...

quinta-feira, junho 14, 2007

Um país de tristes, uma tristeza da país (3)

Gilberto Madaíl decidiu recuar aos tempos AS (antes de Scolari), dos alhos nos bolsos, bruxos no balneário e de treinadores que, após as derrotas (que eram muitas) afirmavam ser necessário “varrer a porcaria que existia dentro da Federação”, e protestar junto da UEFA pela arbitragem do último Holanda – Portugal de sub-21. Independentemente do péssimo exemplo que está a dar a jovens futebolistas profissionais, aconselho-o, vivamente, a munir-se dos DVD dos dois últimos jogos e investir três horas do seu (decerto) precioso tempo a ver em casa esses mesmos jogos. Depois, tome um banho quente, durma e descanse. Se lhe restar tempo e capacidade, tente também pensar um pouco no que viu. Far-lhe-á bem e poupa-nos a uma vergonha.

quarta-feira, junho 13, 2007

E um "post" no final

Tal como tinha acontecido contra a Bélgica, Portugal consegue reequilibrar um pouco o jogo quando o ritmo deste necessariamente baixa, por força do tempo de jogo já decorrido. No caso de hoje com a agravante de a Holanda estar a ganhar e, por isso, baixar esse ritmo propositadamente, controlando o jogo. A questão do ritmo e intensidade de jogo, para além do poder físico-atlético, foi mais uma vez chave.

Um "post" ao intervalo...

Holanda: ritmo e intensidade de jogo, poder físico-atlético, rapidez de execução, simplicidade de processos. Resultado: um “banho de bola”. Nada de substancialmente diferente do acontecido contra a Bélgica. Pode ser que haja um milagre. Mas pode tê-lo quem o não merece?

segunda-feira, junho 11, 2007

Os sub-21 e os defeitos do jogador português

O jogo de ontem da selecção sub-21 de Portugal, contra a sua congénere belga (não é assim que se diz?), serviu às mil maravilhas para revelar uma vez mais aqueles que são os principais defeitos da grande maioria dos jogadores portugueses, tão mais evidentes quanto mais se caminha no sentido da base da pirâmide.
  • Em primeiro lugar, uma extrema dificuldade em jogar em “ataque continuado”, fazendo circular a bola no meio campo contrário, principalmente quando a equipa adversária pressiona em todo o campo e os espaços e tempo para jogar, desse modo, se encurtam. Isto é explicado, também, pela pouca capacidade defensiva e pressionante dos atacantes e médios mais ofensivos, o que impede a conquista da bola nesses terrenos e contribui para partir a equipa em duas. Mas também por um baixo ritmo competitivo, convenhamos. Ontem, Portugal apenas conseguiu equilibrar o jogo quando o ritmo baixou, por via do normal desgaste provocado pelo decorrer do mesmo.
  • Um claro déficit de poder físico-atlético (altura, velocidade, poder de choque e de arranque), o que não é novo. Estou curioso, tendo isto em atenção, em verificar a evolução de Nani no futebol inglês, lembrando-me que é a conjugação de técnica e poder físico-atlético que fazem o sucesso de Cristiano Ronaldo.