- Que o SCP adoptou oficialmente a iconografia das suas claques, caucionando assim comportamentos, entre os quais se inclui o recente incêndio provocado na bancada do Estádio da Luz, que não são indissociáveis dessa iconografia. Está pois explicada, se necessário ainda fosse, a reacção tíbia (no mínimo) da direcção do clube aos desacatos provocados pelos seus adeptos no ainda recente SLB-SCP.
- Que não sendo o acontecimento que o "Público" descreve de hoje ou dos dias mais recentes, mas comprovadamente mais antigo, ao revelá-lo apenas hoje o jornal presta um inestimável serviço ao clube de Pinto da Costa na tentativa de criar um clima de hostilidade à volta do jogo de amanhã, clima esse onde o FCP se costuma movimentar como peixe na água. Nada de novo, portanto, conhecidas que são as linhas de orientação da sua secção de desporto e as ligações do jornal ao FCP.
Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
sexta-feira, janeiro 06, 2012
"In Memoriam" de um clube que se dizia de elite e de um jornal em tempos de referência
sexta-feira, fevereiro 25, 2011
Desta vez a PSP até consegue ter razão...
Esta notícia põe, de facto, o dedo na ferida (ou nas feridas) de um dos problemas mais inexplicáveis deste país:
- O facto de uma boa parte da legislação não ser aplicada.
- O facto de não se entender muito bem (nem muito mal) como umas dezenas ou centenas destes energúmenos não são efectivamente impedidos de frequentar os estádios, o que seria uma medida (parece-me) muito fácil de aplicar.
Inglaterra teve um muito mais sério problema de “hooliganismo” nos anos 80 e 90. Resolveu-o e hoje o futebol é um espectáculo para famílias. Sendo os jogos mais importantes da Premiership transmitidos para Portugal, digam-me se já alguém assistiu a cenas como a aqui descrita.
Claro que também me parece que a PSP terá alguma responsabilidade no assunto, já que aquelas manifestações de fanfarronice e exibição gratuita de poder nas televisões na véspera dos jogos que ela própria classifica como de “alto risco” me parecem completamente despropositadas e contraproducentes. Parecem-se sempre mais com más acções de relações públicas do que com informação com qualquer intuito dissuasor. O mesmo devo dizer do modo como são permitidos os “ajuntamentos” das claques e a sua condução aos estádios, algo a que nunca assisti em Inglaterra, por exemplo, onde inclusivamente aquelas mega-bandeiras e tarjas estão proibidas. Se o sistema utilizado é este há muitos anos, sem resultados práticos, já deveria ter sido modificado, ou não será assim? Mas tem razão a PSP ao perguntar porque não é a legislação aplicada.
Por último: este é um caso paradigmático de que não é necessário inventar a roda. Basta ver como se fez em Inglaterra (e não só) e copiar, adaptando. Assim haja vontade política.
terça-feira, março 23, 2010
A violência das "claques"
segunda-feira, novembro 17, 2008
A PSP e as claques
sábado, outubro 04, 2008
A Comissária Paula Monteiro, a PSP e os jogos de futebol
Ora pergunto-me como é ainda hoje possível ver a comissária Paula Monteiro, de cada vez que há um jogo entre os chamados “grandes”, lançar alertas na televisão como se viesse aí, por mor de um simples jogo de futebol, o perigo de uma grave alteração da ordem pública, a polícia a conduzir os tais bandos de arruaceiros para os estádios o que, acho, só potência um ambiente de violência latente e onde entram munidos de toda a palafernália que mencionei, petardos a rebentar nas bancadas de estádios novinhos em folha e dotados de todos os modernos sistemas de controle e vigilância e tudo o mais que agora não quero dar ao trabalho de recordar. Como é possível, pergunto? A resposta é, infelizmente, muito simples: como em tudo na vida, são as pessoas que fazem a diferença. Principalmente, aquelas que dirigem.
