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sexta-feira, janeiro 06, 2012

"In Memoriam" de um clube que se dizia de elite e de um jornal em tempos de referência


Esta notícia do "Público" prova duas coisas (pelo menos):
  1. Que o SCP adoptou oficialmente a iconografia das suas claques, caucionando assim comportamentos, entre os quais se inclui o recente incêndio provocado na bancada do Estádio da Luz, que não são indissociáveis dessa iconografia. Está pois explicada, se necessário ainda fosse, a reacção tíbia (no mínimo) da direcção do clube aos desacatos provocados pelos seus adeptos no ainda recente SLB-SCP.
  2. Que não sendo o acontecimento que o "Público" descreve de hoje ou dos dias mais recentes, mas comprovadamente mais antigo, ao revelá-lo apenas hoje o jornal presta um inestimável serviço ao clube de Pinto da Costa na tentativa de criar um clima de hostilidade à volta do jogo de amanhã, clima esse onde o FCP se costuma movimentar como peixe na água. Nada de novo, portanto, conhecidas que são as linhas de orientação da sua secção de desporto e as ligações do jornal ao FCP. 

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Desta vez a PSP até consegue ter razão...

Esta notícia põe, de facto, o dedo na ferida (ou nas feridas) de um dos problemas mais inexplicáveis deste país:

  • O facto de uma boa parte da legislação não ser aplicada.
  • O facto de não se entender muito bem (nem muito mal) como umas dezenas ou centenas destes energúmenos não são efectivamente impedidos de frequentar os estádios, o que seria uma medida (parece-me) muito fácil de aplicar.

Inglaterra teve um muito mais sério problema de “hooliganismo” nos anos 80 e 90. Resolveu-o e hoje o futebol é um espectáculo para famílias. Sendo os jogos mais importantes da Premiership transmitidos para Portugal, digam-me se já alguém assistiu a cenas como a aqui descrita.

Claro que também me parece que a PSP terá alguma responsabilidade no assunto, já que aquelas manifestações de fanfarronice e exibição gratuita de poder nas televisões na véspera dos jogos que ela própria classifica como de “alto risco” me parecem completamente despropositadas e contraproducentes. Parecem-se sempre mais com más acções de relações públicas do que com informação com qualquer intuito dissuasor. O mesmo devo dizer do modo como são permitidos os “ajuntamentos” das claques e a sua condução aos estádios, algo a que nunca assisti em Inglaterra, por exemplo, onde inclusivamente aquelas mega-bandeiras e tarjas estão proibidas. Se o sistema utilizado é este há muitos anos, sem resultados práticos, já deveria ter sido modificado, ou não será assim? Mas tem razão a PSP ao perguntar porque não é a legislação aplicada.

Por último: este é um caso paradigmático de que não é necessário inventar a roda. Basta ver como se fez em Inglaterra (e não só) e copiar, adaptando. Assim haja vontade política.

terça-feira, março 23, 2010

A violência das "claques"

Toda esta conversa que se gerou na última semana sobre a violência das “claques” no futebol é perfeitamente inútil e não leva a parte alguma. Ou melhor, leva a que tudo fique exactamente na mesma até que novos acontecimentos, idênticos ou piores, relancem a discussão. Se efectivamente existe vontade de acabar com tal coisa, o que duvido, basta pura e simplesmente ver como no Reino Unido, pátria do “hooliganismo”, terminaram com tais práticas em menos de um par de anos e transformaram o futebol num pacífico passatempo familiar. Depois, basta copiar com as necessárias, mas muito poucas, adaptações (mesmo muito poucas, para não estragar) à realidade local. É que a roda, meus senhores, já foi inventada há muito tempo.

segunda-feira, novembro 17, 2008

A PSP e as claques

O meu entusiástico aplauso à PSP pela acção levada a efeito contra os “No Name Boys”. Apenas pecou por tardia. Fico ansiosamente à espera de acção semelhante contra as Sturmabteilung do FCP e o seu Oberster SA-Führer, Madureira.

sábado, outubro 04, 2008

A Comissária Paula Monteiro, a PSP e os jogos de futebol

Entre o início dos anos oitenta e 1995 assisti com alguma frequência a jogos de futebol em Inglaterra; em Londres, para ser mais preciso. Atravessei, portanto, nesses meus rituais de algumas tardes de sábado, toda a época negra do hooliganismo e fui assistindo às medidas tomadas para o debelar, entre as quais e elaboração de regulamentos que se cumpriram, a reconstrução dos estádios que iria culminar no Europeu de 1996, a criação da "Premiership" e a transformação do futebol num espectáculo para toda a família. Durante esse período, nunca assisti a claques transformadas em bandos de arruaceiros ostentando símbolos vagamente neo-nazis (a iconografia nazi é sempre garantia de fascínio para os mais novos ou intelectualmente menos dotados) caminhando para os estádios sob protecção policial, petardos lançados durante os jogos apesar de, no início, ainda existirem zonas nesses mesmos estádios de difícil controle, como os célebres peões atrás das balizas (o futebol, em Inglaterra, é um desporto com grande inserção na working class, e esses peões permitiam a existência de bilhetes muito baratos para os mais jovens), as entradas e saídas nas estações de metro eram feitas ordenadamente seguindo as indicações da polícia, etc, etc. Tudo isto se passava, como disse, há mais de dez anos, em alguns casos há mais de vinte.

Ora pergunto-me como é ainda hoje possível ver a comissária Paula Monteiro, de cada vez que há um jogo entre os chamados “grandes”, lançar alertas na televisão como se viesse aí, por mor de um simples jogo de futebol, o perigo de uma grave alteração da ordem pública, a polícia a conduzir os tais bandos de arruaceiros para os estádios o que, acho, só potência um ambiente de violência latente e onde entram munidos de toda a palafernália que mencionei, petardos a rebentar nas bancadas de estádios novinhos em folha e dotados de todos os modernos sistemas de controle e vigilância e tudo o mais que agora não quero dar ao trabalho de recordar. Como é possível, pergunto? A resposta é, infelizmente, muito simples: como em tudo na vida, são as pessoas que fazem a diferença. Principalmente, aquelas que dirigem.

domingo, março 02, 2008

Claques e polícia

Pergunta em dia de Sporting-Benfica a propósito dos incidentes entre claques acontecidos durante a semana: quantos adeptos estão efectivamente proibidos de assistir aos jogos das suas equipas, devendo, para isso, apresentarem-se nas esquadras de polícia das respectivas áreas de residência à hora de cada jogo? Importam-se de dizer?